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Dicas para planejar uma viagem sem os filhos (e como foi o nosso antes, durante e depois)

Parece que foi ontem que saímos de casa em direção ao aeroporto para a nossa primeira viagem sem os nossos filhos… cabeça meio zonza, coração tomado por sentimentos conflitantes como ansiedade, entusiasmo, medo, alegria, gratidão, saudade antecipada (e não qualquer saudade, mas aquela que mal começou e já dói lá no fundo, sabem?). Era a primeira vez que nos despedíamos deles para passar mais do que 2 dias longe. E, apesar desse momento de despedida ter durado somente alguns minutos – nos quais a única pessoa que chorou disfarçadamente fui euum longo caminho de planejamento foi percorrido para que pudéssemos viajar tranquilos e saltitantes — na medida do possível, claro.

Não dá para começar esse post sem falar do óbvio e mais importante de tudo: essa viagem e essa nossa ausência temporária só foram possíveis porque temos a sorte de contar com uma rede de apoio — lembrando que, apesar do nome sugerir uma galera de gente, essa “rede de apoio” pode ser composta por uma, duas, cinco, dez pessoas. Voltando ao assunto, sei que muitas pessoas não têm família por perto ou às vezes até tem, mas não podem contar com esse suporte. Então, o sentimento mais forte que eu tive (e tenho!) com certeza foi gratidão, por poder contar com esse apoio e pela família maravilhosa que a gente tem, principalmente essa família que se tornou minha também depois que nos casamos.

Eu tinha muitas dúvidas, incertezas e apertos no peito daqueles de sufocar até… por isso sei o quanto conforta ler depoimentos e experiências de outros pais que viajaram sem os filhos e sobreviveram! :D

Respeite o seu tempo, sem pressão. Cada pessoa tem o seu momento — você irá reconhecer o seu quando ele chegar.

Eu e Alexandre estamos juntos há mais de 11 anos. Foi tudo muito rápido e em pouco mais de um ano que havíamos nos conhecido, nos casamos. Um mês depois eu estava grávida da nossa primeira filha, a Mel e Leonardo nasceu alguns anos mais tarde, em 2013.  Dali em diante, a ideia de viajarmos e ficarmos longe dos nossos filhos, foi se tornando longínqua, quase inexistente para falar a verdade. Com esse histórico em mente, eu costumo dizer então que há mais de 9 anos não éramos mais só nós dois. E, mesmo que a gente sentisse uma necessidade de descanso, de desconectar um pouco das nossas funções de pai e mãe, não conseguíamos nos enxergar longe das crianças. Especialmente eu, que até pouco mais de um ano sequer cogitava a possibilidade de ficar sem os meus filhos por um período maior do que algumas horas. Viajar sem eles era algo inadmissível dentro do meu coração, eu tinha calafrios só de pensar no assunto, juro. E, sim, inconscientemente eu me sentia muitas vezes culpada por não conseguir priorizar o meu casamento, por exemplo.

Até que um dia, o meu momento chegou. O momento em que consegui verdadeiramente avaliar essa situação e perceber que a vontade ou a necessidade de viajarmos sozinhos não excluíam o amor e a dedicação que sempre tivemos com os nossos filhos. Não era egoísmo, não era deixá-los de lado. Pelo contrário. Esse auto-cuidado ia diretamente ao encontro daquilo que sempre tentamos ensinar a eles — a amarem e a cuidarem de si mesmos antes de mais nada.

Então, depois de praticamente nove anos de dedicação e entrega à maternidade, eu me senti livre para “ousar” planejar uma viagem sem meus filhos. Esse foi o meu tempo — para que corpo, mente e alma pudessem se desligar um pouquinho da vida materna e dar espaço a mim mesma novamente. Para você, esse momento pode sempre ter existido como pode demorar 1, 2, 5, 12, 15 anos… O grau de dificuldade para enfrentar essa separação temporária que uma viagem exige, depende de cada pessoa, dos sentimentos que ela carrega e da clareza com a qual consegue analisar o conjunto todo, ou seja, prós e contras.

Como falamos lá no início, respeite o seu tempo, abrace os seus medos, se compreenda e até se perdoe, se precisar. As coisas têm que acontecer sem essa dor e essa culpa dentro do peito, caso contrário, a viagem deixa de ser benéfica para todo mundo e, acreditem, ela pode ser muito, muito bacana para ambos os lados — o que fica e o que vai.

Inclua as crianças no planejamento: converse, explique, ouça as preferências, acolha os medos.

Ainda que seja uma viagem sem os filhos, incluí-los no planejamento fez toda a diferença por aqui. Quase 8 meses antes do período em que a gente pensava em viajar, começamos uma conversa bem leve sobre o assunto, do tipo “o que vocês acham do papai e da mamãe terem uns dias sozinhos para descansar? nossa, acho que ia fazer tão bem pra gente, o que vocês acham?” — para para dar aquela sondada em como os pequenos se sentiam a respeito disso. Depois fomos intensificando os assuntos, falando dos destinos que pensávamos em visitar e de quanto tempo precisaríamos ficar longe deles. Durante todos esses momentos a minha anteninha da observação materna estava lá, bem ligada. Ia percebendo e anotando (mentalmente) as reações de cada um deles e traçando novas abordagens, sempre com foco em fazer as crianças sentirem que ficaria tudo bem caso a gente se ausentasse por uns dias, que poderia ser um período de diversão para eles também.

Melanie, do alto dos seus 8 anos de idade, lidou super bem com toda a situação desde a primeira conversa. Contava os dias junto com a gente, fazia listinhas do que queria fazer junto com os primos, esteve sempre muito animada. Leonardo, além de ser mais novinho (ele tem 5 anos), é mais apegado conosco, comigo principalmente. Por isso tratamos de forma bem natural o fato dele se sentir um tanto inseguro com aquela história de ficar sem os pais por duas semanas. Depois das primeiras conversas, quando ele percebeu que “opa, pode rolar de eu ficar sem o papai e a mamãe mesmo!”, passou por diversas fases.

Primeiro veio a fase introspectiva, onde ele ficava por um tempo pensativo e depois fazia alguma pergunta em relação à viagem. Depois veio a fase da animação, onde ele pulava no sofá festejando antecipadamente que dormiria muitos dias fora de casa com a Mel e os primos. Em seguida veio a fase da desconfiança e do medo, quando eu não podia ir ao banheiro sem ele estar junto. E, por fim, a fase mais difícil de todas: da sensibilidade a flor da pele, do choro sentido, dos abraços apertados sem querer nos soltar.

Nesse momento eu precisei lembrar do que conversamos lá no início do post: sobre ver, sentir e analisar as coisas verdadeiramente como elas eram e deixar de lado qualquer culpa que pudesse estar gerando aquela insegurança no pequeno, afinal, uma viagem sem eles não significava falta de amor nem egoísmo, mas sim uma busca por mais amor e harmonia para toda a nossa família.

Ah! Algo que deu super certo foi fazê-los encarar a estadia na casa da dinda como uma viagem também. Os dois ajudaram a separar suas roupas e pertences, a arrumar “as malas” e fizeram muitos planos (por escrito!) para aquelas duas semanas “de férias”.

Como, com quem, onde?

Uma das partes mais importantes do planejamento de uma viagem sem os filhos é exatamente essa: onde as crianças vão ficar? com quem? como ficará a rotina deles?

Para que a viagem seja proveitosa e tranquila, é fundamental ter alguém em quem você confie e que aceite numa boa também ter a sua própria rotina alterada por conta desse cuidado com as crianças. Além disso e igualmente essencial, é que as crianças sejam próximas de quem cuidará delas no período em que os pais estiverem fora. Pessoas nas quais eles confiem e os façam sentir seguros e amados. Dentro das nossas opções, primeiramente pensamos em deixá-los na casa dos pais do Alexandre. Até que um dia, depois de passar alguns minutos pensativo, Leonardo meio que nos deu um ultimato (pode isso?) dizendo “que só ficaria sem a mamãe e o papai se fosse para ficar na casa da Dinda Pati, junto com os primos” (a Dinda Pati é minha cunhada & amiga, mãe do Rafael e da Alice que têm as mesmas idades dos meus filhotes) . A gente compreendeu essa escolha, porque uma criança de 5 anos obviamente iria preferir ficar numa casa que tivesse outras crianças também, ainda mais quando eles sempre se deram tão bem.

Uma das coisas que vocês me perguntaram lá no Instagram, foi como aconteceu essa abordagem do tipo “ei, você aí! ficaria com os meus filhotes por duas semanas pra gente poder fazer aquela viagem dos nossos sonhos?” :) E, na verdade, acho que eu e a Pati sempre conversamos sobre como ter a oportunidade de viajar e conhecer novos lugares era maravilhoso e importante para a nossa felicidade. Acho que sempre foi algo que a gente reconheceu e respeitou uma na outra. Porém, antes de mais nada, foi importantíssimo pensar em todos os envolvidos e não somente em nós mesmos na hora de decidir a data dessa viagem. Eu já sabia de antemão que fora do período de férias escolares seria praticamente inviável por conta de caminhos totalmente diferentes que eles teriam que percorrer e pior, nos mesmos horários! Por isso definimos que isso precisava acontecer entre dezembro e janeiro, para que todos estivessem em férias já.

Depois de definirmos todas essas premissas e de conversar sobre como ficaria a logística, a cunhada (muito amada, diga-se de passagem, viu, Pati?!) topou o desafio de cuidar de 4 crianças por duas semanas — mas calma que ela é professora de dança e sabe melhor do que ninguém como domar pequenas ferinhas! :) Como meus sogros moram no mesmo condomínio, ficamos um pouco mais tranquilos porque, caso fosse necessário, minha sogra poderia dar uma ajuda também. Só depois disso é que começamos efetivamente os preparativos para a viagem. Depois de tudo combinadinho e arranjado, definimos o roteiro e compramos as passagens.

Manter um pouco da rotina x estar em outra casa e com pessoas diferentes

As crianças precisam e lidam melhor com a vida em geral quando têm uma rotina estruturada. Por isso é muito importante tentar manter pelo menos parte dessa rotina quando nos ausentamos, por mais que a gente saiba que estando em outra casa, as coisas acabam acontecendo de formas diferentes também. Por exemplo, na casa da Dinda, eles dormiam e acordavam mais tarde do que o usual. Além de estarem de férias, também acompanhavam o ritmo da casa provisória deles. No caso da alimentação, é bacana tentar manter os mesmos horários e costumes dos pequenos. Por isso eu fiz questão de facilitar a vida da cunhada e deixei por escrito as preferências alimentares de cada um na hora do café da manhã, almoço e jantar, com sugestões do que oferecer. Fiz o mesmo com as medicações contínuas e específicas, no caso de ficarem doentes. Deixei também as carteirinhas do plano de saúde, os documentos de ambos, telefones do pediatra, enfim, tudo que pudesse ser necessário. Além disso, ambos quiseram levar os seus travesseiros, os cobertorzinhos que são agarrados desde bebês e um brinquedo ou outro que gostam mais. Decidimos junto com eles onde dormiriam – Mel e Leo ficaram no mesmo quarto e funcionou muito bem. Dessa maneira, os dois se sentiram mais seguros, mais “em casa”. Fizemos também alguns combinados de passeios e atividades, como idas ao clube, piscina, parquinho, piquenique, festinhas de aniversário e cinema – se bem que quatro crianças juntas dificilmente irão ficar sem ter o que fazer :)

Como as crianças ficaram durante (e depois da nossa viagem)…

Mel e Leo nos surpreenderam e ficaram super bem durante a nossa ausência. Não choraram, não ficaram tristes, não deram nenhum trabalho a mais do que o previsto para crianças na idade deles. Nos falávamos praticamente todos os dias por ligação de vídeo e conseguíamos perceber que eles estavam felizes e sendo bem cuidados. Uma vez ou outra senti o Leo mais calado e pensativo, mas no geral ele sempre estava tranquilo. Normalmente Mel queria conversar mais e ele mais observava, mas sempre de forma tranquila. Quando faltavam apenas dois dias para o nosso retorno, acho que a saudade bateu mais forte e ambos ficaram jururus em alguns momentos, reclamando que estavam sentindo a nossa falta. Quando os dois nos encontraram no aeroporto, tiveram reações bem diferentes: Mel chorou bastante, aquele choro “senti muita saudade mas estou viva e feliz porque vocês voltaram!”. E Leo abraçou, conversou um pouco mas foi calado a maior parte do trajeto. Calado porém sem desgrudar a cabeça do meu ombro, nem a mão da minha. Chegamos em casa e foi aquela festa de ver o que tínhamos trazido de presente para cada um, abraços, beijos e cheirinhos infinitos, muita pergunta da parte deles e da nossa.

Foi um momento maravilhoso esse da nossa volta. De percebê-los felizes e “inteiros” mesmo depois de duas semanas sem os pais por perto, sabem? E tudo seguiu assim em harmonia, até a noite — quando Leonardo deixou aflorar todos aquele sentimentos contidos até ali. De repente ficou muito, muito sensível. Chorava por tudo e qualquer acontecimento, desde o mais corriqueiro e simples de resolver. Melanie também ficou mais sensível e nos queria por perto todo o tempo. Tivemos que ter bastante paciência e compreender que aquelas reações eram absolutamente normais depois deles passarem duas semanas segurando a onda de forma tão corajosa. Eu me senti tão orgulhosa deles, vocês nem imaginam. Em todas as vezes, fizemos a única coisa que poderíamos fazer em momentos como aqueles: acolhemos os dois, seus medos, suas saudades contidas e seus corações cheios de amor por nós.

Como nós — os pais — ficamos durante a viagem…

Eu passei por diversas fases desde que começamos a vislumbrar a possibilidade de uma viagem sem as crianças. Tive fases de uma empolgação e felicidade quase juvenis enquanto traçava nosso roteiro. Tive fases de muita ansiedade e medo onde eu inclusive passei mal fisicamente com ânsia e muito mal estar. Tive fases de ignorar a viagem e fingir que nada iria acontecer com cara de paisagem. Tive fases de um desespero enorme e sem motivo — no nível de querer cancelar tudo ou de incluir as crianças na viagem… Não vou dizer que foi fácil. Foi um processo de auto convencimento de que sim, eu merecia um descanso, eu merecia um café em silêncio, eu merecia uma noite inteira de sono, eu merecia apreciar uma paisagem sem me preocupar com ninguém subindo onde não deveria. Então quando o dia de embarcar finalmente chegou, eu estava tranquila. Eu sabia que eles ficariam bem cuidados com pessoas nas quais eu confiava muito e isso já me bastou, sabem? Mas, como eu disse, foi um processo que se desenvolveu durante os oito meses que antecederam a viagem, essa segurança toda não brotou em mim da noite para o dia, infelizmente. Mas ela aconteceu e por isso tudo correu da melhor forma possível. Nós viajamos seguros e felizes, então as crianças também ficaram.

Sobre a saudade — esse sentimento intenso que a gente tem quando está longe de quem ama — bateu mais forte na primeira semana. Lembro de ter chorado e me sentido muito culpada na terceira noite, quando percebi que já havia passado do horário certo de ligar para as crianças (estávamos 6 horas na frente) e que eu havia esquecido disso. Foi o pior momento que tive durante os 14 dias longe deles. Depois nós fomos relaxando um pouco, enquanto explorávamos lugares que a gente sempre havia sonhado e ao mesmo tempo percebíamos que Mel e Leo estavam bem e curtindo muito também.

O balanço final…

Não poderia ser mais positivo! Fez bem para todo mundo, especialmente para nós — casal e indivíduos, Michelle e Alexandre — e isso vai virar post também, como vocês me pediram <3

Durante todo o processo que envolveu a viagem, desde a nossa preparação e até a preparação das crianças, tivemos alguns dias difíceis. Mas todos foram também de crescimento e fortalecimento dos nossos laços, da nossa amizade com os pequenos. As crianças perceberam que podem ficar bem sem que a gente esteja por perto. E perceberam que a gente vai mas também volta, com ainda mais amor do que antes. E a gente percebeu que dá sim para ser pai e mãe e ainda ter uma identidade própria, ser morada de si mesmo e dos filhos também. Valeu muito a pena.

comentários via facebook

8 comments

  1. Eu já fiquei 3 dias seguidos sem as crianças, mas não porque viajamos e sim porque foram dormir nos avós. Não sei se a sensação é a mesma e como seria se eu fosse ficar 2 semanas longe deles; mas nesse momento eu diria que iríamos todos curtir ! Hahaha

    Eu quero muito fazer uma viagem longa assim sem eles, mas vai demorar porque antes quero fazer uma viagem longa assim com eles! Hehe ahhh esse dinheiro que não me deixa viajar o tanto que preciso!

    Ps- o blog ficou lindo de cara nova! Já tinha visto antes mas tinha esquecido de comentar ;)

  2. Belo relato, Michele!
    Parabéns pela coragem. Fiquei curiosa ao final pra saber se vocês gostariam de repetir a experiência de viajar sem os filhos?
    Bjs

  3. Eu fiquei muito triste em imaginar o choro sentido dos dois. Foram fortes, mas e o que estavam guardando de medo e ansiedade por 2 semanas. Sendo fortes para não demonstrarem. Por isso toda essa sensibilidade quando vcs chegarem.
    Eu não te crítico, mas acho que faz mais bem para o casal, as crianças podem ter gostado no começo, mas depois começaram a perceber que 14 dias é muito tempo.
    Mas adoro seu blog e você. Só não tenho coragem de fazer isso.
    Beijos nos dois que são lindos.

    1. Olha Lu, eu até reconfirmei com eles, por via das dúvidas: teve saudade sim mas não sofrimento. Teve muita brincadeira, risadas, carinho da família e uma verdadeira aventura compartilhada ao lado dos primos e da madrinha que eles tanto amam. Além de ter sido algo MUITO planejado e pensado para eles também. Eu jamais me afastaria por duas semanas se não tivesse certeza absoluta de que meus filhos se sentem tão amados e seguros quanto a isso, que ficariam bem e felizes. E foi o que aconteceu.

      Agora eu só poderia sentir culpa lendo a sua mensagem, sabe? Não poderia mudar nada no que aconteceu, caso tivesse sido ruim. Mas que bom que não foi.

      Bjo

  4. Meu marido e eu sempre viajamos só nos dois uma vez ao ano. Mas, confesso que nao consigo ficar mais do que 3 dias longe. Mas nao que eu ache errado ficar mais tempo, apenas nao consigo!! risos Acho que viajar sozinha faz um bem INCRIVEL ao casal. É como se voltássemos a ser namorados.. É um tempo de dedicação e amor exclusivos um com o outro. É bom p o casal e para a familia com um todo pq o casal estando feliz, todos ficam tbm!!
    Uma tecnica que usamos é deixar presentinhos escondidos pela casa de acordo com o nr de noites fora e a noite a gente liga para eles e dá a dica para acharem!!
    Eles ficam na maior expectativa e tbm ficam empolgados com o mimo no periodo da noite que é onde eu acho que a saudade aperta.
    Espero que tenha gostado da dica.
    Beijoss

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