12 jan 2015

Você mesma, outra vez.

Este texto está sendo escrito no dia dez de janeiro, dia do meu aniversário. Para muitas mulheres as coisas podem ter sido diferentes. Mas, para mim, elas aconteceram assim.

Andei, nos últimos quatro anos, um pouco distante de mim mesma, perdida da minha essência, dos meus por quês e das minhas razões. Um longo e difícil caminho foi percorrido até aqui, para que esse reencontro fosse possível. E é isso que eu quero compartilhar com vocês no dia de hoje.

Uma das maiores dificuldades que tive nesses cinco anos de maternagem, foi aprender a conciliar as pessoas que existem dentro de mim – mulher, mãe, esposa, filha, profissional, dona de casa – seja por falta de tempo, de equilíbrio ou de atenção mesmo. Porque por mais que eu tentasse, sempre uma delas acabava sucumbida pelas demais, sempre sendo julgada como menos importante.

Antes mesmo de engravidar, passamos a nos ver de forma mais maternal do que feminina. O corpo passa por profundas e irreversíveis transformações, externas e internas, e, de repente, a mãe se sobrepõe à mulher. Carregamos o amor dentro de nós mesmas e nada parece ser (nem é) mais importante do que isso naquele momento.

Os meses vão passando e nada mais nos pertence. Nossa barriga, que cresce e abriga uma nova vida. Nossos seios, doloridos, sendo preparados para alimentar o bebê que vai chegar. Nossos braços e mãos, cansados, já treinando para os muitos colos e carinhos que teremos que dar. Nossos olhos, exaustos, se acostumando a ideia de não dormir mais o quanto nosso corpo necessita. E a nossa mente, totalmente mergulhada no universo materno. Tudo em nós é doado sem medida para essa nova vida, sem esperar nada em troca. Porque dentro de nós só há amor, por todos os lados, por todos os poros.

Tudo fica diferente, tudo fica materno. Nossa postura, nossos gestos, nossas roupas, nossas lingeries, nossos sapatos, nosso cabelo, nosso jeito de andar, de falar, de pensar. Os filhos vêm e ficam em primeiro lugar e vão guiando o barco. Sempre à nossa frente. E vamos nos deixando ir.

Quando você sai, não consegue mais comprar nada para você mesma, porque prefere aquele mimo ou aquela roupinha que o filho está precisando. De repente, parece que gastar com você mesma é algo fora da lei.

Quando você se olha no espelho ou durante aquele banho rápido de dois minutos, já não se vê ou não se sente. Como se você não estivesse mais sob a própria pele, agora tão diferente, tão mudada.

Quando você ligeiramente e, até sem querer, pensa em sexo, logo se reprime, se bloqueia. Como se a sua sexualidade tivesse sido erradicada do seu corpo, como se ele não te pertencesse mais.

Quando por um minuto descuidado você pensa um pouquinho no próprio umbigo, acaba sendo rapidamente devastada pela culpa. Como se os seus sentimentos não tivessem mais relevância nesse mundo.

É muito difícil recuperar a posse do próprio corpo, da própria mente e da própria vida depois de ser mãe. Algo imenso precisa ser desconstruído para que a gente consiga enxergar com clareza: se doar não é nem precisa ser se anular. Porque você pode sim se dedicar de corpo e alma para algo ou para alguém, mas anular quem você é não precisa estar dentro desse pacote. Ah se eu tivesse aprendido isso antes!

A gente se realiza demais tendo filhos, sendo mãe. Mas, com o passar do tempo, sentimos falta daquilo que se foi, do que se perdeu. Da gente.

Você pode se deixar contagiar, pode se deixar invadir por esse amor tão grande e inigualável que os filhos trazem consigo, mas sem sufocar a mulher que já existia ali. Porque ela continua querendo amar e ser amada, continua precisando de atenção e de cuidados. Porque ela quer e precisa continuar a viver dentro de você.

Aquela que eu era antes de ser mãe, já não existe mais há muito tempo. Aquela que podia fazer qualquer coisa a qualquer hora. Aquela que podia pensar em si mesma em primeiro lugar. Aquela que podia arriscar e jogar tudo para o alto se sentisse vontade. E, bem no fundo, acho que sou grata por isso. Porque tive a chance de cair e levantar, de aprender, de me redescobrir, de renascer em mim mesma, mas melhor do que nunca.

Junto com meus filhos, veio uma responsabilidade enorme, a maior que já tive ou terei nessa vida. Me sinto guardiã de dois tesouros tão preciosos, que poderia abraçá-los bem forte e nunca mais deixá-los sair. Mas não. A mulher em mim também quer viver. Assim como meus filhos.

No ano passado, tive um choque ao perceber que não sabia mais quem eu era. O que eu gostava de ler, de assistir, de ouvir, de vestir, onde eu gostava de ir, sobre o que eu gostava de conversar, sobre o que eu gostava de escrever mesmo? O que, além dos meus filhos, me fazia feliz? Eu não conseguia mais ver nada disso com clareza. Quem eu era, além de mãe? Esse papel, mesmo que tão importante, agora me resumia como ser humano? Será que eu tinha mesmo que me sentir culpada por cada vez que abdicasse de estar com eles para me dedicar a mim mesma ou a outras pessoas?

Não.

Então, num misto de ânsia e desespero, corri atrás de mim mesma. Voltei a ler e comprar meus livros, a ouvir música ou cantar em todo lugar, a tomar aquela cerveja ou aquela taça de vinho quando desse vontade. Voltei a praticar uma atividade física, a alongar meu corpo, a dançar, quando fosse possível. Voltei a sorrir com a alma. Voltei a prestar atenção e estar inteira numa conversa. Voltei a olhar para mim mesma, voltei a me reconhecer no espelho. Voltei a me mimar, a cuidar da minha aparência, a amar o meu corpo e apreciar cada pedacinho dele, mesmo com todas mudanças que a maternidade trouxe. Voltei a comprar lingeries bonitas e dei sumiço em tudo que fosse bege. Voltei a sentir a minha própria pele, voltei a assumir os meus desejos. Voltei a me entregar de verdade aos momentos a dois, a sós. Voltei a merecer o meu respeito por mim mesma, voltei a ser o vulcão em erupção, mesmo que mais brando. Voltei a viver, a amar e ser amada – por mim mesma. Sem culpa, sem medo de estar deixando algo pelo caminho. Porque agora meus filhos não andam mais na minha frente. Andam ao meu lado.

A maternidade é maravilhosa e pode ser o papel mais importante que temos na nossa vida. Mas ela não precisa ser o único. O amor que sinto e tenho dos meus filhos é algo que vai além de qualquer coisa que possa me acontecer. Meu coração sempre será inteirinho deles, por eles, em cada batida, em cada pulso meu. Mas eu habito esse corpo novamente. E não poderia ser melhor.

Então, se eu puder desejar algo para vocês, que seja: se permitam sentir, pensar, agir, errar. Se permitam renascer. Se permitam serem vocês mesmas, outra vez. A mãe amorosa e dedicada pode coexistir com a mulher inteligente, forte e sexy, se essa for você, se essa for a sua vontade. Ambas podem andar lado a lado. É difícil, leva um tempo e cada uma de nós tem o seu. Mas é possível. Só temos que aprender a balancear isso tudo. Temos que soltar as correntes. Porque a gente precisa – além de fazer feliz – estar feliz, também.

Hoje, eu completo 34 anos de idade. Sempre me sinto meio pra baixo ao ficar um ano mais velha, mas dessa vez posso dizer que nunca me senti tão plena, tão completa, tão eu, em toda a minha vida. Mesmo que minha mente não fique mais tranquila o tempo todo, mesmo que meus seios ou minha barriga não sejam mais firmes como antes. Porque finalmente encontrei a melhor versão dessa nova eu. Mulher e mãe. Cheia de imperfeições perfeitas, cheia de vida, real.

“Cause all of me

Loves all of you

Love your curves and all your edges

All your perfect imperfections

(All of Me, John Legend)

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planejada desde 2009 e adiada por diversas vezes, enfim tenho a minha fênix, o símbolo do meu renascimento.

67 comentários no blog

  1. Fernanda Mendonça em

    Lindo post Michelle. Tenho uma bebê de 4 meses, e depois das festas de fim de ano fiquei com esse sentimento… Do que eu gosto? O que eu quero no Natal?
    Coisas que sempre respondi muito rápido e hoje tenho dificuldade. Como você, espero me reencontrar!!

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  2. Juliana em

    Você me fez chorar.. esses dias comecei um texto parecido. queria desabafar. mas como sempre acabo me perdendo no meio do caminho e nao conseguindo por de fato tudo pra fora.

    Eu estou assim, ainda não consegui me reencontrar totalmente. Cabelo por fazer, unhas roídas.. e um sentimento de culpa quando me pego pensando que, poxa, minha barriga está feia.

    É bem complicado esse recomeço, mas com certeza o caminho é esse pra não perder as estribeiras e acabar refletindo esse sentimento com os filhos (o que considero bem pior).

    Bom recomeço pra ti. Felicidades pelo aniversario. e pela tattoo.

    :*

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  3. Priscila Cerqueira em

    Mi( porque me sinto cada dia mais íntima), estou escrevendo entre lágrimas… Porque o texto é lindo mais também porque me vi resumida em muitas das suas frases. Ler isso em um dia em que estranhamente levantei um pouco triste, exatamente porque não consigo reencontrar em mim a mesma mulher que antes de me tornar mãe. A mulher que adorava dançar, cantar, ler entre outras tantas coisas que deixamos de lado pra sermos apenas mãe, quando na verdade nada precisamos deixar de ser, maternidade apenas soma e esse equilíbrio é que precisamos encontrar. Parabéns de verdade pra essa mulher, mãe que se tornou, parabéns por nos inspirar a viver e a amar!!! Um beijo grande

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  4. Juliana Matos em

    Lindo lindo lindo! Inspirador, todas nós (mães) precisamos de incentivo, e quando encontramos em alguém na mesma situação, sentindo as mesmas emoções e medos, tem uma força maior! Parabéns, e bom recomeço Michele Mulher Mãe

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  5. Kelly Marinho em

    PER-FEI-TO !!

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  6. Mirela Costa em

    Mentira que essa tatoo enorme é sua!!!! Não tenho coragem nem de fazer um gatinho, rsrsrs… Eu nunca pus a maternidade acima de tudo e ainda sim tive momentos de dificuldade. O que mais sinto falta é de poder ir e vir quando quiser, sem deixar nada para trás, nem depender de alguém para isso acontecer… Hoje Bruna completa 8 meses e acordei num dia madrasta. Aquele dia que a paciência está zerada… Zerada pelo cansaço, pela falta de liberdade, pelas noites mal dormidas. Sim, ela não dorme mais que 4h seguidas e isso está me deixando doida. Mesmo com todo o ritual de sono que fazemos desde que Heitor nasceu e que dura até hoje. Ler esse texto me emocionou tbm, como tantos outros que vc escreve e chegam perfeitamente no momento em que estamos vivendo! Parabéns por esses 34 anos! Que vc tenha sempre sabedoria para lidar com as situações que a vida nos coloca!

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  7. Telma Teixeira em

    Michelle, onde compro seu livro?!!rs Ainda não publicou??? Precisamos urgente que vc o faça…kkk. Os seus pensamentos e sentimentos são os mesmos da maioria das mães e eles nos ajudam muito. Confesso que não chorei lendo este texto (chorei em todos os outros) pq tenho vivido este reconhecimento de mim mesma, e tem sido maravilhoso. Voltei a ser a Telma que tem opinião, gostos próprios, vontades próprias e olha, minha vida melhorou em todos os sentidos. Claro que ainda saio pra comprar mimos pra mim e compro para as meninas, mas tenho pensado mais em mim. O seu texto me fez enxergar que estou no caminho certo para eu ser cada vez mais eu e não somente a Telma mãe das gêmeas. Bjos e obrigada pelo texto lindo.

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    1. Samara respondeu Telma Teixeira em

      Telma, se ela escrevesse um livro, seria sucesso absoluto, aposto que TODAS iam correndo comprar!
      Abraço

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      1. Telma Teixeira respondeu Samara em

        Eu seria a primeira (tá bom, uma das 20 primeiras, ela tem muitas fãs) a comprar e entrar na fila para o autógrafo!!!rs Bjs

        Responder
        1. Samara respondeu Telma Teixeira em

          Seríamos 2 então!
          Michelle cada dia ganhando mais fãs!

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  8. Adriana Rodrigues em

    Uau, você arrasou Michelle, esse texto retrata MUITO o que me tornei após a maternidade. Mas que bom que vc está se reencontrando, parabéns! Ah, a fênix ficou show bola, muito linda! Bjos, Deus abençoe vc e sua família!

    Responder
  9. Adriana em

    Uau, você arrasou Michelle, esse texto retrata MUITO o que me tornei após a maternidade. Mas que bom que vc está se reencontrando, parabéns! Ah, a fênix ficou show bola, muito linda! Bjos, Deus abençoe vc e sua família!

    Responder
  10. Priscila Tarifa em

    Parabéns Michelle!
    Pelo seu aniversário, mas principalmente por ter se reencontrado.
    Estou nesta busca a algum tempo. As vezes mais perto e outras tão distantes.
    Sinto falta de mim.
    Já é hora de respirar fundo e agir, como vc.
    Bjs.

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  11. Ana Lígia em

    Muito bom ler esse texto, me emocionou!

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  12. Liliane Tanuri em

    Perfeito Michelle! Você escreve maravilhosamente! Estou numa fase meio assim, mas ainda buscando minha “liberdade”… Pelas minhas filhas eu mato e morro, mas sinto muito falta de poder fazer tantas coisas! Beijos!

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  13. Ana Eliza Martelli em

    Queria começar agradecendo você pelas palavras certeiras! Você conseguiu traduzir perfeitamente um dilema de nós mães! Obrigada! Obrigada! Esse texto foi reconfortante!
    Parabéns, muita saúde e sucesso! Bjs

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  14. Jackeline Misson em

    PARABÉNS MICHELLE!!!
    Escrevo muito emocionada, pois todas nós “mães” sentimos isso que você descreveu, e muitas está passando por este momento, preciso me reencontrar tamb´m, estou muito fora de mim mesma!!! Mas com a sua ajuda, com certeza iremos conseguir também…
    Muito obrigada por tudo, tudo, tudo mesmo ;) <3

    Parabéns!!!! Um FORTE ABRAÇO.

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  15. Simone Mendes em

    Oi Michelle,
    a partir do 1º semestre de 2014, eu senti essa liberdade. E, ao mesmo tempo que me sentia bem, me perguntava se eu não estava sendo egoísta por estar gostando da liberdade que eu tinha, com meu filho de 6 anos já sabendo sobreviver, pelo menos, sozinho. Mas, msm com o sentimento de egoísmo quase me inundando, eu curti mto o sentimento escondido de total liberdade. Eu realmente podia voltar a ser quem eu era. E o melhor, eu estava a fim de ser quem eu era antes de ser mãe. Hoje, com seu texto, percebi que eh um sentimento normal, e o quanto nos faz bem esse reencontro com nós mesmas. Felizes daquelas que se reencontram. Somos felizes!!!!
    Parabéns!!!!

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  16. Rose em

    Que lindo texto,estou c/ lágrimas nos olhos,feliz por vc,feliz por saber que é possível conciliar os vários papéis que assumimos no decorrer da vida adulta.Parabéns por tudo que Vc é. Bjs

    Responder
  17. Fernanda Dahmer em

    Sabe que fico sempre me perguntando se estou fazendo a coisa certa pq sempre fiz questão da minha filha entrar na minha vida e rotina e não transformei a vida dela na minha e lendo teu texto acredito que estou no caminho certo mas não tem jeito algumas coisas temos que abdicar em nome da maternidade mas faz parte são escolhas que fizemos. bjs Feliz Aniver.

    Responder
  18. Marina Matos em

    Arrasoooou, Michelle!! Que coisa mais linda!
    Feliz vida nova pra você. Que seja cheia de luz, de amor, de gente do bem pra andar junto e muitos outros sonhos realizados.

    Beijo grande!

    Responder
  19. eliana freitas em

    tenho inumeras coisas a dizer ,mas so uma a pansar voce e forte e guerreira parabens

    Responder
  20. Adriana em

    Me surpreendi com vc Michelle! Acho que a foto final resume bem sua nova postura diante da maravilhosa dádiva da vida!
    Equilíbrio é tudo mesmo na vida!
    Somos mães melhores quando somos pessoas e mulheres melhores!
    Há um texto de que gosto muito no blog Tudo sobre minha mae: felizes são as mães (e os filhos das mães) equilibradas.
    Permita-me uma divagação… Mesmo fora do contexto da maternidade, é legítima a busca por um sentido e significado à vida. Afinal, sobreviver e ter sucesso nao basta. Queremos ter uma razão para existir, um propósito pelo qual valha à pena acordar todas as manhãs… (Essa reflexão é baseada num livro que estou lendo: vivendo com propósitos: a resposta cristã para o sentido da vida).
    Beijos e tudo de bom!

    Responder
  21. Rubiela de Oliveira em

    Nossaaaa, perfeito! Maravilhoso! Acho que todas nós nos perdemos um pouco quando nós tornamos mães! Eu ainda não consegui balancear tudo, ainda estou no caminho… Assim como vc espero conseguir! Obrigada por nos ajudar nesse trajeto!

    Responder
  22. Paloma Vieira em

    Querida Mi,
    (Quanta intimidade né? !)
    Me identifico muito com você, tenho uma filha de 4 anos e um filho de 3 meses. . Eu amo ser mãe, dizem até que nasci pra isso.. Mas sinto sem dúvidas aquela falta de mim mesma. .Da vida de mulher. .
    Querida seu texto é incrível. .Parabéns por ter renascido..e por ter enxergado o que depois de ser mãe demoramos a notar. .a vida de mãe é linda. .e é Mais linda ainda quando isso não nos basta. .Quando isso e sim nos completa..

    Parabéns !!

    Beijos

    Responder
  23. Edmée em

    Michele, parabéns por tudo e obrigada por me ajudar a ver que não sou a única a me sentir assim. Com o seu relato e a de outras mães me fez enxergar que não preciso me sentir culpada. Percebo que as vezes viramos rótulos: esposa, dona de casa, mãe… Mas e a gente? O ser humano que a gente é onde fica? Ninguém cobra isso da gente.

    Responder
  24. Brunna Gonçalves em

    É por isso que você é minha bloqueira preferida, sempre que entro aqui encontro o texto perfeito, que me resume, que me emociona, que me ajuda a enxergar as ideias com clareza, que parece que estou lendo algo sobre mim…
    Mi, parabéns pelo texto lindo e pelo blog, parabéns por ter se reencontrado e por estar nessa fase tão plena… te admiro muito!! Beijos!

    Responder
  25. Joana em

    Oi Michele! Parabéns pelo seu aniversário! Parabéns pelo seu lindo texto! Muito inspirador! Parabéns pela linda tatuagem! Que coragem!! Tenho certeza que essa tatoo tem uma linda estória por trás. Depois, faz um post sobre como ela foi feita, sua escolha… Fiquei curiosa e impressionada. Beijos.

    Responder
  26. Débora Santos em

    Olá Michelle! Que texto lindo, profundo e verdadeiro. Você consegui transformar em palavras os sentimentos de muitas mães. Esse texto falou tanto para mim, parece até que foi escrito por mim, pois é exatamente assim que me sinto. Ainda não cheguei a esse ponto de renascer de verdade, mas estou em busca, estou consciente… e quem sabe quando eu completar meus 34 em junho deste ano eu já esteja com tudo isso amadurecido em mim e minha fênix renascida das cinzas. Parabéns pelo texto, parabéns pelo aniversário, parabéns por voltar a ser você e continuar a ser mãe! Que Deus esteja sempre contigo e toda sua família!!!

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  27. Flávia Rebelato em

    Olá Michelle, Adorei o texto!!!! Vale mesmo uma reflexão para todas as mães! Amei a tatuagem! Corajosa vc hein?!Parabéns pelo niver, ta inteirona com 2 filhos…Bjooooooooo

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  28. Julia em

    Adorei o texto e adorei a tatoo. Estava olhando a minha fênix hoje e observando que ela precisa ser retocada,a sua ficou perfeita.

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  29. Gilmara em

    Que PERFEITO! Parabéns MIchelle

    Responder
  30. erica em

    Vou repetir algo que eu li e nunca esqueci; “A culpa eh como um cadeira de balanco, nao leva a lugar nenhum”

    Responder
  31. erica em

    Perai esqueci parte do ditado. A culpa eh como uma cadeira de balanco, te da algo para se ocupar, mas nao te leva a lugar nenhum”. Aproveitem e leiam isso http://tudosobreminhamae.com/blog/2014/6/29/felizes-so-as-mes-e-os-filhos-das-mes-equilibradas

    Responder
  32. Ana em

    Michelle, sempre venho por aqui e nunca comentei; porém diante desse texto maravilhoso não tinha como não fazê-lo. Tenho 36 anos e um filho de 2, ainda estou na luta para reencontrar a mulher que tinha vontades próprias, desejos e atitudes, que certamente fará do meu pequeno uma criança mais realizada também. Depois de ler seu texto, de em encontrar em tantas palavras suas, me senti entendida e menos sozinha nesse mundo. Muito obrigada. Parabéns por seu aniversário, pela linda tatuagem e muita felicidade sempre em seu caminho e no de sua família linda.

    Responder
  33. Samara em

    Michelle, você sempre acertando nos textos, maravilhoso, acredito que toda mulher-mãe sente isso, vontade de se reencontrar dentro de si mesma, e você expressa com palavras o que muitas vezes não conseguimos dizer. Parabéns, a cada dia sou mais sua fã!
    Não preciso nem dizer, sua tatto é um escândalo de linda.

    Responder
  34. ludmila em

    Nossa!! eu estava comentando isso com meu marido semana passada…….eu demorei um ano pra começar a me sentir normal…e voltar a trabalhar ajudou nesse processo…embora eu sofri e ainda sofro todos os dias que tenho que deixar minha Beatriz na babá e quando ela ta doente entao……é um sofrimento….mas agora estou começando a pensar em mim…um ano depois…minha bb ta com um aninho e um mês…..e agora me sinto mais como antes…..fora quando minha bb fica doente e dai eu fico inteiramente dela novamente….eu to começando a voltar pro EIXO hahahahah…..estranho ne…. mas é bem assim mesmo comecei a VOLTAR hahahah…..

    Responder
  35. Érica Jordana Bento Viana Cruz em

    Lindo texto. Linda você
    Muitas verdades.

    Responder
  36. Daniela Luiz Alves em

    Oi Michelle, parabéns pelo aniversário e pelo texto. Me identifiquei com seu texto, mas não me senti assim, tão absorvida por tanto tempo. Foi por aproximadamente uns dois anos, mas aos poucos fui me redescobrindo. É tão bom sermos nós novamente. O ano de 2014 também foi um renascimento para mim. Tive uma doença grave e perdi a visão do olho direito. Depois de meses de tratamento, tive que fazer um transplante de córnea. Agora estou bem, mas ainda em tratamento. O sentimento que tenho, além da eterna gratidão pela família que fez a doação, é de , renascimento, de ter a minha vida de volta. Me identifico muito com você, talvez por sermos capricornianas! Faço aniversário dia 12 de janeiro, porém fiz 35 anos. Parabéns para nós!!!!

    Responder
  37. Mônica Soares em

    Michelle, já li e reli esse texto maravilhoso umas oito vezes… e todas as vezes que lia me sinto grata pelo Rocking diapers, primeiro blog que conheci na vida e que me trouxe até aqui, já te falei isso num post antigo. É muito bom acordar, tomar um café da manhã e saber que vou encontrar um texto supimpa pra alegrar meus dias, minha semana… assim como em meio as peripécias da vida de mãe sei que vou encontrar algo que sempre vai me acalmar e me socorrer naquele momento ( essa semana foi sobre desfralde, depois te mando um email contando seus posts foram utéis). Já te mandei uma mensagem te parabenizando, espero q tenha recebido, mas hoje o que mais desejo é que nessa nova fase, nesse novo renascimento, esteja nos seus planos lançar um livro. Será excelente! E vou/vamos vibrar e torcer cada etapa até tê-lo em minhas/nossas mãos.
    Feliz Aniversário!!! Que seja início de tempos tão inesquecíveis quanto o que passou e de experiências incríveis.
    Obrigada por compartilhar pensamentos e transformações. Por mostrar que é possível mudar e iluminar o caminho para que outros possam seguir sua trilha e vencer seus obstáculos também. Deus te abençoe!

    Responder
  38. Virna Cangussú em

    Querida Michelle, você realmente conseguiu retratar em belíssimas palavras a grande verdade e "dilema" da maternidade!… Parabéns pela sensibilidade e capacidade de se observar, se analisar, procurar mudar e se superar!!! identifico-me muito com você pois vivemos momentos muito semelhantes!!!!!!! Um grande beijo no coração.

    Responder
  39. Liliane Aniceto do Carmo em

    Michele, que lindo! Suas palavras traduzem realmente uma das fases mais especiais da vida da mulher que é se tornar mãe, onde anulamos por um certo tempo nosso “eu” e dedicamos nossa vida, nossos pensamentos, nossas vontades aos nossos filhos e eles passam a ser parte de nós e nós passamos a ser “inteiramente” deles, graças a Deus venci essa fase e nesse momento estou voltando a ser dona de mim mesma, onde tenho conciliado meus papéis de mulher, mãe e esposa com sabedoria, muito amor e muita felicidade. Muitos beijos em seu coração e felicidades mil!!!

    Responder
  40. Thaíse Christoni em

    Michelle, te acompanho silenciosamente há muito tempo, mas agora, depois de ler seu texto, fica impossível me omitir. De todas as blogueiras de maternidade, você é a que me transmite mais serenidade e informações úteis e precisas. Sempre estou aqui vendo suas dicas e me deparar com esse texto foi a resposta perfeita para a minha inquietação. Nessa minha vida curta como Mom Blogger, a gente descobre que sem querer vai dando significado e respostas à vida de algumas pessoas. Hoje, você respondeu à minha. Um beijo grande.

    Responder
  41. Noelle em

    Essa semana, arrumando algumas coisas no meu guarda roupa, encontrei um perfume, que estava guardado há meses no meu armário, e lembrei que nunca mais usei, mas que eu adorava. Era meu cheiro, o cheiro da mulher que eu era antes de ser mãe. Borrifei um pouco em mim, só pra me sentir de novo como antes. A nostalgia foi tanta, que uma pequena chama se acendeu e me deu vontade de pegar todas as minhas outras coisas que eu adorava e voltar a utilizá-las. Meus livros, minhas roupas, minhas maquiagens, e principalmente meus perfumes… Usar todos, até mesmo de uma vez, mesmo que isso implique misturar o cheiro de leite com rosas! Bom, se já existe “Leite de Rosas”, por que não?! hahahaha :)

    Responder
  42. Ana Cláudia Tavares em

    Nossa… parece até q foi escrito pra mim. Ainda não consegui "renascer" como você e ainda não consegui voltar a pensar em mim. Mas logo logo conseguirei^^`
    De certo modo é bom saber que não sou só eu q me sinto assim… que sou normal… rsrs

    Responder
  43. rosana em

    Noosa que lindo texto, de uma forma direta vc conseguiu concretizar em palavras sentimentos e sensações que fazem parte do universo materno.. Parrabéns!!!

    Responder
  44. Thais Godinho em

    MARAVILHOSO.

    Responder
  45. Iara Celly em

    Obrigada, obrigada, obrigada!!! TODAS as palavras fizeram muito sentido!

    Responder
  46. Ana Yuan em

    Que texto belissimo, emocionante e inspirador. Quantas vezes nos anulamos completamente achando que é o certo e temos que cuidar de nós para cuidar de alguem, bjs parabens viu
    http://www.antestardedoquenunca1.blogspot.com

    Responder
  47. Michelle Stelko Favero em

    Ah a maternidade. . Roubando nosso coração e alma, pra devolver mais fortes depois!

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  48. Claudia em

    Bom dia!!! Nossa, que texto maravilhoso e verdadeiro! É bem assim mesmo que nós mães nos sentimentos… Confesso fazem 8 anos que me tornei mãe e ás vezes me sinto como você descreveu no post… Abraço!!!!

    Responder
  49. Aline Pastre em

    Só posso te agradecer, nem sei como te agradecer… sua fênix é o símbolo do renascimento em todas nós… em primeiro lugar Mulheres, e somente por isso Mães. Obrigada!

    Responder
  50. Maria Amélia em

    Ainda não sou mãe mas seu texto conseguiu me emocionar. Obrigada por compartilhar sua experiencia conosco e mostrar que podemos continuar nos amando e cuidando de nós mesmas e sendo ótimas mães! Amo seu blog :)

    Responder
  51. Vivian em

    Olá, que texto lindo!
    Tenho um filho de 4 anos , meu Heitor… e me identifiquei muito com o seu texto…
    Realmente precisamos nos encontrar novamente e ser mulher e mãe é maravilhoso!
    beijoo

    Responder
  52. Patrícia em

    Tenho um bebê de quase 9 meses, a coisa mais linda que fui presenteada nesta terra. Muitas vezes ao me olhar no espelho sinto que já não sou mais aquela de antes, e ao ler seu texto me identifiquei muito.. Pensei que só eu passasse por esse turbilhão de sentimentos, me confortou saber que não estou sozinha e com esforço podemos voltar a ser como antes. Vc me inspira como mãe, mulher, guerreira, ser humano! Deus abençoe vc e sua linda família!

    Responder
  53. Tassiana Turkot em

    Michele, esse texto mexeu muito comigo e com o meu casamento. Cada palavra, cada frase parecia que estava sendo escrita pra mim… Fiz um print e encaminhei ao meu marido, para que pudéssemos nos redescobrir e aparar algumas arestas. Amei de <3 tudo o que vc escreveu e agradeço por cada palavra!!! Tassiana mãe do Eduardo de 3 anos.

    Responder
  54. Silvia Alcino em

    Lindo!!! Chorei lendo.Me sinto exatamente assim.E olha que minha estrada começou a pouco tempo, tenha uma linda Flor de 8meses, mas já sinto que me perdi,ainda tento entender tudo que esta acontecendo e mudando….algumas vezes,fico triste, outras euforica e em muitas eu choro de medo…mas vamos indo.Adorei o texto e se me permite, vou transcreve-lo no dia que completo 31 anos.
    Beijos

    Responder
  55. Aline Pereira em

    Nossa, lindo texto!
    Faz a gente se sentir mais humana ao saber que o sol e a escuridão aparecem pra todos, basta saber esperar o momento certo pra abrir os olhos.

    Responder
  56. Felipe Mendes Bello em

    Parabéns a todas as mães, em especial a minha linda esposa Scarlett,por superarem todas as dificuldades e continuarem mulheres…

    Responder
  57. Taty Carvalho em

    Maravilhoso!

    Responder
  58. Mary Costa em

    Adorei o texto. Mesmo tendo muita fe em Deus e sabendo que a maternidade e linda só conseguir voltar a me curte, arrumar e me sentir inteira novamente depois do 3 o ano da minha filha mais nova. Hoje elas tem 8 e 4 anos. Adorei a sua dedicação e criatividade nas festinhas de aniversario. Bjs. Mary

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  59. Juliana em

    Amei seu blog e seus comentários,é tudo tão verdadeiro o que vc escreve que sinto como se fosse para mim ou eu mesma escrevendo, estou prestes a ter meu segundo filho e estou com qse 40 anos, qtos medos,incertezas, o começar de novo(na verdade vejo como qse 1 primeira gestação, pq meu filho está com 9 anos),o medo de não amar os dois por igual, o medo da relação dos irmãos, eu me encontrar como mulher, pessoa novamente e não só mãe,nossa, obrigada de verdade,era tudo o que eu precisava de ler.
    Grande abraço e td de melhor sempre.Juliana.

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  60. Gabriela em

    Que blog fofo!!! Amei tudo tudoooooo!!! Eu sou daquela geração que não sabe se vai ter filho ou não; e fica postergando… me descobri gravida ha alguns meses e ta sendo uma aventura super legal!!! Vou acompanhando as dicas por aqui. Parabens!!

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  61. Cristia Rodrigues Miranda em

    De arrepiar… ler o seu texto me deixou menos assustada… sinto toda essa abdicação e me cobro por sentir que algo em mim morreu…bom saber que não sou só eu a maternidade nos requer um novo nascimento, um recomeço ( nada tão coerente para uma função que nos preenche e nos completa) …

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  62. Carol Sales em

    completamente perfeito uma fonte de inspiraçao .

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  63. piso de madeira em

    Excelente. Uma verdadeira fonte de inspiração para muitas mulheres. Linda a tatuagem e mais ainda a coragem de mostra-la. Vou acompanhar o blog mais vezes

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  64. Vanessa em

    Nossa to amando seu blog e seus posts. Estou na minha primeira gestação e assim…muuuiiitas dúvidas pairam em minha mente corrida, mas com seus posts estou conseguindo me organizar. A propósito…A-M-E-I sua fênix, simplesmente maravilhosa.

    Bjs
    Vanessa, futura mamãe do Guilherme.

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