Categories: Maternidade/ Nascimento & pós-parto

Sobre os meus partos (normal e natural)

Como a maioria de vocês sabe, tive dois partos. Melanie nasceu de parto normal e Leonardo nasceu de parto natural, ambos hospitalares. Desde então, muita gente têm me perguntado qual dos dois eu preferi, quais diferenças senti entre um e outro, além das dúvidas sobre o parto aqui em Curitiba.

Com esse post espero sanar essas dúvidas e ajudar quem está pensando sobre qual caminho tomar. Lembrando que o texto é escrito com base nas minhas experiências pessoais e nas minhas opções.

Pensando somente em mim, não preciso refletir muito sobre a primeira questão. Gostei dos dois partos. Mas, por quê? Porque em ambos eu estava exatamente onde queria estar, na época. Estava exatamente como me preparei para estar.

Pensando no bem estar dos meus bebês e em tudo que envolveu o momento em que vieram ao mundo, preferi o parto do Leonardo, sem sombra de dúvidas.

Melanie, recém chegada ao mundo
Melanie, recém chegada ao mundo

 

Na gestação da Mel, eu só tinha uma certeza: de que queria parto normal. Me preparei apenas para isso. No nascimento dela, tive: um parto normal, fase latente longa que passei em casa, chegando na maternidade com dilatação total, recebendo analgesia somente para o expulsivo, com episiotomia de três pontos e procedimentos padrão para o recém nascido, como na maioria das maternidades. Melanie provavelmente foi aspirada (vias aéreas e oral) e recebeu colírio em seus olhos – mas não tenho certeza disso. Ela nasceu e ficou um minuto comigo, teve seu cordão cortado quase que imediatamente, foi para um bercinho aquecido sozinha (me dói todas as vezes que vejo isso em vídeo, porque me pergunto qual calor maior e melhor do que o colo da mãe), tomou banho e voltou umas duas horas depois para mim, para então iniciarmos nosso contato e a amamentação.

Logo que tudo isso aconteceu, percebi que meu coração se entristecia com o jeito como as coisas foram conduzidas – falando agora dos primeiros cuidados que a Mel recebeu e do pouco tempo que passou comigo no momento em que nasceu. Vejam que em nenhum momento eu digo que ela foi maltratada, mas passou por procedimentos desnecessários, ao meu ver, ou que poderiam ter sido atenuados pela presença dos pais.

O tempo passou e meu interesse pelo parto só cresceu. Comecei a ler e estudar mais sobre o assunto, fui trilhando por caminhos diferentes. Conheci blogs e pessoas importantes no cenário obstétrico brasileiro e meu encantamento pelo parto só fez aumentar.

Já gestando o Leonardo e com a certeza de que queria que as coisas fossem diferentes e ainda melhores dessa vez, especialmente no que dizia respeito aos primeiros momentos dele nesse mundo, assisti o Renascimento do Parto. O filme, que é espetacular, me fez sair da sala extasiada, num misto de sentimentos que até hoje não sei descrever.

O engraçado é que mesmo antes de engravidar pela segunda vez eu já sabia o que queria. Sabia que queria tentar ir além do que fui na primeira vez, queria ir mais longe. É como escalar uma montanha e querer escalar outra mais alta. Era o que eu sentia.

Se no primeiro parto eu recebi analgesia para o expulsivo, dessa vez eu queria tentar sem ela. Se no primeiro parto tive uma episiotomia, dessa vez eu não queria essa intervenção. Se no primeiro parto o cordão foi cortado quase que imediatamente, dessa vez eu queria esperar parar de pulsar. Se no primeiro parto minha filha ficou comigo um minutinho assim que nasceu, dessa vez eu queria meu bebê comigo até que eu decidisse desgrudar dele, para os exames necessários. E acima de tudo, não queria procedimentos invasivos e sem razão de ser.

Comecei a contar com o apoio da minha doula, como contei aqui e quando me perguntavam se eu tentaria um parto natural, na água, de cócoras, domiciliar, etc, eu sempre respondia que não tinha nada definido. Porque não tinha mesmo. Eu me preparei e apenas deixei as coisas acontecerem naturalmente. Claro que para isso eu garanti que todas essas opções estivessem disponíveis no momento do parto, inclusive aquelas que eu não queria a princípio, como a analgesia, por exemplo.

Chegamos a pensar num parto domiciliar e fiz até alguns contatos com o pessoal do Grupo Luar, aqui de Curitiba. Como não nos sentíamos cem por cento seguros dessa decisão, por motivos nossos, e eu encontrei um caminho alternativo para ter o parto que eu desejava numa maternidade, deixamos essa opção de lado. Mas até hoje flerto com o parto domiciliar, mesmo que eu não pense em um terceiro filho.

Me informei sobre os procedimentos e o que “era permitido” em cada maternidade aqui em Curitiba. Quando perguntamos sobre o parto normal por aqui (e certamente por aí também!), causamos um certo estranhamento, como se estivéssemos procurando por ouro no fim do arco íris…. Mais estranhamento ainda se causa quando se pergunta pelo parto natural, humanizado e sem procedimentos invasivos e desnecessários ao recém nascido. Triste isso. Mas enfim, praticamente em todas as maternidades o protocolo é o mesmo para parto normal: sala de pré parto para o trabalho de parto e parto no centro cirúrgico. Ponto. E não se discute muito sobre os procedimentos com o bebê, apesar de que os pais têm o direito de se opor a quaisquer intervenções que vão contra o que desejam, desde que se responsabilizem por isso.

No Hospital Santa Cruz me parece que existe uma sala para parto normal mas ela vinha sendo usada para outro fim, por motivo de reformas no hospital. Como meu plano não cobria o parto lá, não fui mais a fundo para buscar informações.

Quando troquei de obstetra, estando com mais de trinta semanas, como contei nesse post, fiquei sabendo que na Maternidade Curitiba se permitia que o trabalho de parto ocorresse no quarto, indo a parturiente para o centro cirúrgico apenas para efetivamente ter o bebê ou quando solicitada a analgesia. E ainda, que o parto poderia acontecer no próprio quarto, desde que fosse em uma das suítes (que possuem espaço para toda a infra estrutura que é montada).

Como minha cobertura do plano de saúde era apenas para apartamento simples, eu teria que pagar uma diária na suíte e a diferença de valores dos profissionais que se fizessem necessários (somente o pediatra, no meu caso) e depois poderia voltar para a minha acomodação normal, nos outros dois dias em que permaneceríamos no hospital.

Feita essa escolha, foi só esperar nosso bebê querer nascer, o que aconteceu com quarenta semanas e um dia.

Leonardo, recém chegado ao mundo
Leonardo, recém chegado ao mundo

 

Leonardo nasceu de parto natural, intenso, transformador, sem nenhuma intervenção. Estive em casa durante a fase latente do trabalho de parto, tranquila, na companhia do meu marido. Cheguei na maternidade com 6cm de dilatação, tive o apoio e suporte importantíssimo de uma doula. Por opção minha, não tomei analgesia, usei outras alternativas para diminuição da dor (massagens, chuveiro, bola), não tive episiotomia, apenas uma micro laceração na pele, que precisou de um pontinho. Leo nasceu na água e veio pelas minhas próprias mãos direto para o meu peito, e ficamos assim por algum tempo, que para mim pareceu infinito. O cordão foi cortado pelo pai, após parar de pulsar. Ele não teve suas vias aéreas ou gástricas aspiradas, não recebeu colírio nos olhos, não foi esfregado, nem tomou banho assim que nasceu – procedimentos agressivos para um recém nascido, que são feitos como de rotina na maioria das maternidades, sem uma real necessidade (leia mais aqui). Foi para o berçário somente para a pesagem e aplicação da Vitamina K, junto com o pai. Foi vestido por minha doula, ao meu lado, e já iniciamos a amamentação. Em nenhum momento ele ficou sozinho, como a irmã. Sempre esteve comigo ou com o pai, sempre esteve na nossa presença. Cercado de amor, calor e aconchego. E pra mim isso foi lindo e importante demais.

Sobre os trabalhos de parto: foram muito similares, com fase latente mais longa e fase ativa relativamente curta. O segundo foi mais tranquilo, claro, porque além de estar contando com o apoio de uma doula, eu já havia passado por aquele processo, estava mais centrada e já sabia, de certa forma, o que esperar.

Sobre a dor do parto sem analgesia, ouvi muito coisas do tipo “nossa, que sofrimento!” ou “que dó de você”, mas as pessoas esqueceram de um detalhe: foi a minha escolha passar por esse momento sem analgesia, eu não fui obrigada a isso. E não tenho nada contra a analgesia, ela foi ótima para o expulsivo, lá no meu primeiro parto. Mas como eu disse ali em cima, eu quis passar por esse momento sem ela, desta vez. Escolhi ter essa experiência e ela foi extremamente edificante e gratificante na minha vida. No parto do Leo, achei a descida do bebê e o expulsivo em si mais dolorido do que toda a parte de dilatação, mas devo levar em consideração que eu já estava bem cansada naquele momento. Como contei no relato, dói muito sim, uma dor imensurável. Mas é dor de vida e isso me fez querer enfrentá-la, vencê-la, por mim mesma. E todo esse esforço valeu muito a pena. Num terceiro parto, eu tentaria sem analgesia, outra vez.

Sobre diferenças no pós parto, senti algumas sim. No primeiro parto tive episiotomia (corte feito no períneo, pelo obstetra, que pega pele e musculatura) e três ou quatro pontos. No segundo parto o períneo ficou praticamente íntegro, tive apenas uma micro laceração na pele, na hora do expulsivo e foi necessário apenas um pontinho. Em ambos senti alguma ardência e desconforto nos dias seguintes ao parto, mas esse desconforto com certeza foi muito maior em intensidade e em tempo no primeiro, onde tive o corte da episiotomia. Sem dúvidas. Agora, três meses depois do parto do Leo, tudo está exatamente como era antes, sem cicatriz, sem dor, sem diferenças na vida sexual. Num terceiro parto, com toda a certeza não iria querer episiotomia.

Sobre custos e despesas para um parto natural, como muita gente me perguntou, as maternidades e hospitais não podem cobrar taxas referentes a partos tipo X ou Y. Podem sim cobrar por mudança de acomodação dentro do que você possui em seu plano de saúde. Cada local tem sua tabela de custos para essas mudanças, o que inclui também taxas dos profissionais que se façam necessários (pediatra, anestesista, auxiliar, etc). No meu caso só paguei uma diária da mudança de acomodação e a taxa do pediatra, lembrando que isso só me foi cobrado porque mudei de apartamento para suíte, para que o parto pudesse ocorrer no próprio quarto. Sobre os apetrechos como bola, banquinho, banheira, plástico para forrá-la e outros, normalmente eles fazem parte do material da equipe (doula e obstetra). Pelo menos no meu caso foram eles que levaram, conforme meu pedido. Além dos custos de mudança de acomodação na maternidade, existe a taxa disponibilidade que é cobrada por praticamente todos os obstetras (independente do tipo de parto que você venha a ter), e o valor da doula.

Sobre o registro de fotos e vídeo, a maioria das maternidades tem uma regra ridícula de que somente as empresas cadastradas por eles podem registrar os nascimentos. Usam como desculpa que essas empresas já tem cadastro e já estão habituadas com o sistema do hospital, falam em infecção hospitalar, etc. O que pra mim, não passa de balela, de esquema montado para beneficiar ambas as partes e má vontade mesmo. Eu tive a pessoa que eu quis registrando o nascimento do meu filho porque o parto ocorreu no próprio quarto. Caso contrário, teria enfrentado a mesma imposição absurda de quem registraria ou não. Mas aí a briga seria certa.

Sobre a Maternidade Curitiba, mudei bastante meu conceito sobre ela, desde que fiz a primeira visita em 2010, grávida da Mel. As maiores reclamações sempre foram na questão da segurança, porque sempre tínhamos a impressão de que eles não controlavam como deveriam quem entrava ou saída de lá. Hoje, primeiro você passa pelo portão, com porteiro. Depois chega na recepção, onde agora existem catracas que controlam a entrada e saída. Lá, deve se identificar com documento e então recebe um crachá que deve ser passado na catraca. Todos os bebês só saem da maternidade com uma enfermeira do berçário acompanhando e os pais de posse da guia amarela, a guia de nascimento. Quanto aos apartamentos, alguns são bem antigos ainda e outros foram reformados. A suíte que fiquei no primeiro dia era ótima, bem ampla. E o apartamento simples que ficamos nos outros dois dias, também. Não há grandes firulas ou luxos, mas existe o conforto básico do qual você precisa (cama boa, armário, sofá, tv, frigobar, banheiro, etc). Minha dica quanto aos quartos, porém, é solicitar os que não fiquem de frente para a rápida (Av. Kennedy), porque o barulho é muito grande e atrapalha na hora de dormir. Quanto à comida, não tenho reclamações. Quanto ao atendimento das enfermeiras, achei excelente, todas muito atenciosas, especialmente aquela que estava presente na hora que o Leo nasceu. Umas são mais simpáticas e outras menos, normal de qualquer hospital. O alojamento é conjunto, ou seja, Leo permaneceu conosco o tempo inteiro, mas existe a opção de deixar no berçário, para as mães que queiram. O pediatra que atendeu o Leo foi o Dr. Enio Machado e gostei bastante dele – que foi bem orientado pelo Dr. Carlos Miner e pela doula, e respeitou todas as minhas decisões (infelizmente o nosso pediatra, o Dr. Amauri, que atende a Mel e o Leo, não pode estar presente). O que poderia melhorar: ter uma sala de espera específica para as visitas, ter uma lanchonete ou um café, permitir a livre escolha de fotógrafos por parte da gestante, entre outras coisas. Mas minha avaliação geral foi positiva.

Meus dois partos foram muito especiais, como todo nascimento é para toda mãe. Em ambos, o coração estava na boca, de tanta emoção. Principalmente no parto do Leo, tive a sorte e a benção de que as coisas acontecessem como eu havia imaginado e planejado, tive minhas escolhas totalmente respeitadas. (bem que me falaram que parto é viciante… contando tudo isso, deu saudade e vontade de passar por tudo novamente) :)

Acho que eram essas as dúvidas de todo mundo que me procurou, que me mandou mensagem e e-mail. Respondi um a um, mas aqui neste texto consegui uma resposta mais completa. Mas qualquer dúvida, é só deixar nos comentários.

Ps: um adendo importante: todas as minhas opções e preferências estavam explícitas no meu plano de parto, que foi entregue ao meu obstetra e a minha doula.

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54 comments

  1. Michelle, eu tbm acredito que o bom ou ruim depende das nossas escolhas. Eu fiz a opção por um parto normal hospitalar para a chegada do Heitor e eu acho que foi tudo perfeito, pq eu tive tbm minhas escolhas respeitadas. Usamos ocitocina para acelerar o parto, analgesia, episio, mas tudo com o meu consentimento e não me arrependo de nada. E eu falo para todo mundo que ninguém morre de sentir dor e que a dor do trabalho de parto é uma dor diferente de todas que já sentimos algum dia. E que vale muito a pena. Eu não senti nada na minha episio. Apenas uma ardência quando os pontos começaram a cair. Nenhuma dor, nem quando voltamos à vida sexual 40 dias depois. Estava tudo no lugar como era antes e até melhor! E tbm não acho que preciso que tenham pena de mim, pq eu lutei para ter o parto normal. Eu quis assim com o apoio do meu marido que tbm é médico. E ele ficou ao lado do Heitor durante todos os procedimentos hospitalares, ele que levou o bebê para o quarto. A única coisa que me deixou frustrada, foi não terem trazido ele para mim assim que ele nasceu. Coisa que já estou vendo para a pediatra de hoje ir receber a Bruna. E quero tudo de novo, do mesmo jeito. Só vou dispensar a ocitocina, rsrsrs…

      1. Michelle, como diz o meu marido, a ocitocina sintética é o momento do “abraça o capeta” pq a coisa é feia mesmo. Quando as contrações eram naturais eu até estava espantada como eram tranquilas. Até palavras cruzadas eu fiz entre uma e outra. E cheguei aos 5 cm numa boa. Demorado, mas super light. Eu topei usá-la pq eu já estava começando a ficar cansada e minha obstetra tinha acabado de sair de um plantão de 12h em outro hospital e foi fazer meu parto. Foi bom pq foi rápido demais. Com 1h e 55min Heitor nasceu. Mas dessa vez quero ficar sem ela com certeza, pois quero ver até onde consigo ir tbm!

  2. Oi Michele,
    Acompanho o blog desde as minhas 9 semanas de gravidez, acho que você estava com 11 talvez, então me identifico bastante com muita coisa que você descreve. Bem, a minha gatinha nasceu no HSC, mas a minha primeira opção era a Maternidade Curitiba porque me pareceu mais aconchegante em vários sentidos. Posso dizer que no HSC tive alguns conflitos pessoais, os quais me faz pensar em não voltar a ter outros partos la. Na questão médicos foi tudo ok, mas enfermeiras, comida e burocracias para liberações me deixaram bemmmm frustradas, fora que 3 meses depois ainda luto para conseguir o resultado do teste do pezinho porque o hospital mandou para a fepe com a data do recolhimento errada. Alem disso, não tive o parto normal que tanto queria por causa de uma unica pressão alta as 39 semanas e 5 dias…. muitas coisas aconteceram nessa minha estreia de mãe, mas como o meu lema de vida e não gastar energia no problema e sim na solução dele, no meu próximo parto – sim, ainda queremos mais filhos <3 – vou com certeza para a Maternidade que sempre quis desde o inicio. Seguir os instintos sempre agora, porque sempre me arrependo quando não.
    Cada dia mais apaixonada pela minha Mariana e com a certeza que a vida não podia ser melhor sem ela!!!

  3. Amei este post!! Era tudo o que precisava ler. Estou com 26 semanas de gestação, segundo filho. Primeiro parto foi humanizado mas com episio e analgesia. Foram as únicas intervenções. A bebê mamou em seguida e ficou comigo o tempo todo. Neste próximo desejo natural e na banheira, igual ao do Leo. Claro que medo é o mesmo pq cada parto é único. Mas desta vez tenho o natural como desejo. Mudando de assunto, como tem feito para cuidar de dois? vc tem ajuda de babá? Isso me deixa ansiosa pq minha filha vai ter menos de dois anos qd o bebê nascer. Queria dar conta sozinha como fiz com ela desde o nascimento.
    Obrigada por compartilhar! Abraços

  4. Michelle,
    Olá, tudo bem?
    Vc fez algum tipo de atividade fisica no primeiro ou segundo parto? Teve algum preparo especial? Fez Fisioterapia de Períneo?
    Te pergunto isso pois havia me programado e ralmente queria fazer tudo isso mas por motivos pessoais estou aqui com 27 semanas sem ter feito nada do planejado. Isso me deixa ansiosa e com receio…. quer dizer, medo mesmo!
    Abços e parabens pelo blog!

    1. Oi Anna,

      Eu também tinha planejado fazer exercícios físicos, pilates, e execícios no períneo, mas não fiz nada disso. O máximo que fiz foi alguns execícios de Kegel, mas muito pouco.

      É normal ter medo, faz parte do ser humano. Se informe bastante, busque por informação com respaldo e de pessoas idôneas. Quanto mais informação maior a sua segurança :)

      Bjo

  5. Olá Michelle. Estou na 14 semana de gestação e quero parto normal, cesariana só em último caso. Mas bem sei que isto depende em boa parte do médico; o parto natural tem sido um assunto novo pra mim. Confesso que a princípio tinha uma visão bastante preconceituosa a este respeito, parecia um retrocesso. Mas compreendi que ele se baseia no poder de escolha da mãe e que isto deve ser respeitado. Abraços!

  6. Oi Michele! Só queria comentar sobre a questão do fotografo no hospital, um esclarecimento por que a maioria não sabe. O hospital não pode te impedir de levar um fotografo sobre o argumento que o deles tem curso/experiência. Isso é venda casada, expressamente vedado pelo Código de Defesa do Consumidor, já que a finalidade do hospital é a saúde e não a fotografia.
    O bom é se informar bem antes do parto sobre isso, de preferência por email(para ter uma prova escrita) e, caso eles informem sobre a necessidade de curso, eles deveram ministrar o curso, para que o teu profissional possa fazer. Se disserem que não há curso, o hospital não pode requerer certificado ou algo parecido.
    Caso o hospital siga recusando a entrada de outro fotografo, entra-se com uma ação judicial(pode ser no juizado especial, chamado antigamente de ‘pequenas causas’), com um pedido que o juiz obrigue o hospital a permitir. Como se pede uma antecipação de tutela, a decisão sai rápido e permite que o parto seja fotografado por quem a mulher quiser.
    Espero ter ajudado!

  7. Michele, parabéns pelo blog. Lindos relatos! Não fique triste pelos procedimentos no parto da Mel, afinal de contas, por ter tido mecônio, precisava mesmo ter sido aspirada. Vou recomedar seu blog para as gestantes que acompanho. Beijos e muita saúde para vc e sua família. PS: tenho uma sugestão: que tal se vc pedisse para seu marido postar sobre o ponto de vista dele quanto aos partos e puerpério?!

  8. Amei!
    Estou para ter meu bebê a qualquer momento e vou tentar o parto natural. É muito reconfortante ouvir histórias lindas e encorajadoras, pois as pessoas só se aproximam com cara de “coitada vai sofrer de dor”.
    Obrigada Michele, por dividir os seus momentos

  9. Oi Michele, também tive minha bebê na Curitiba, há 12 dias, de parto natural, porem no CO, o que poderia ter uma estrutura melhor. Mas no geral também não tenho do que me queixar.
    Parabéns pelo blog!

  10. Oi, Michelle!

    Olha, sempre tive pavor só de pensar em parto normal…mas também nunca quis cesárea agendada, pensei que deveria sentir alguma coisa e aí, chegando no hospital, fazer a cesárea. Acho estranho tirar o bebê assim, do nada. Todo mundo que eu conheço faz cesárea, parto normal mesmo só as mães, as avós. É muito, muito difícil alguém que quer o normal…natural então, pior ainda. Já visitei amigas e parentes na maternidade e é a coisa mais normal do mundo, a pessoa vai com zero dor, e no dia seguinte tá lá com o bebê no colo, já nem tão zero dor assim.
    Nessa minha vida de tentante tenho lido muito e posso dizer que a minha opinião mudou drasticamente. Nunca havia cogitado parto normal e hoje acho que gostaria sim de passar por essa experiência.
    Adorei o texto.

    Bjs
    Tânia

    1. Tânia, eu sempre pensei q parto normal era para bicho e q como não sou bicho, não faria nunca. Eis q quando realmente comecei a pensar em filhos o parto era o q me apavorava. Não sei quando, mas decidi assim, de uma hora para outra, q eu não queria ter filho com hora marcada. E comecei a me informar sobre parto normal. Era o q eu queria para mim e lutei muito por ele. Tive o parto como eu quis e te falo nao tenha medo. Não é tão difícil e sofrido como as pessoas colocam pra gente e se vc pensar como a doula da Michelle disse q é dor de amor, dor de vida, vc passa e nem vê. Meu filho tem 1 ano e 4 meses e estou gravida de 7 meses e esperando novamente pelo parto normal. A dor? Não lembro dela. Aliás, com 48h eu já não lembrava mais. Se quiser, faça q vc não vai se arrepender!

      1. Oi, Mirela!

        As pessoas falam horrores sobre o parto normal mesmo…mas tenho mudado de opinião e pensado muito nisso, em passar por essa experiência. Como disse, ainda estou no grupo das tentantes, mas leio bastante e estou aprendendo muito. Obrigada por suas palavras! E depois conta sobre o seu segundo parto, quando o bebê nascer!

        Bjs!

  11. Olá Michele,
    obriagada por compartilhar suas experiências conosco!Estou de 18 semanas na minha segunda gestacao e embora o meu primeiro parto natural ter sido uma experiência inesquecível, quero que neste segundo seja melhor ainda, para mim e para o meu bebê! As suas experiências me inspiram muito a procurar mais informacoes a respeito, muito obrigada!Um gde abraco

  12. São posts e comentários como esse q me mantem fortalecida na minha intenção de ter PN…

    quero muito o parto normal (tbem moro em ctba, terei no Santa brigida) e procurei um médico q me passasse confiança nesse sentido…

    mas as pessoas próximas nao dão incentivo nenhum… me incomodo desde já com as pessoas q imagino q vao dizer: coitaaada.. tao pequena… pra q sentir dor… etc…

    os únicos q me dão apoio são meu marido (graaças à Deus), meu médico e minha mãe (e olha lá. ela anda com medo q o parto demore e eu sofra… rs), pq o resto, é tudo akele papo: “mas cesárea é ‘mais moderna'”

    Fico feliz de ver q nao estou sozinha!!! :)

    1. Kkkkkk, Paty, adorei ser antiga, viu? Eu tbm só tive apoio do meu marido, um dos meus irmãos e minha sogra. Isso que ela teve 3 cesáreas. As pessoas só pensam na dor, mas e o resto? A dor é forte, intensa, mas dá para aguentar. E tem outras coisas envolvidas. Eu não via outra forma do meu filho nascer. E quando ele chegou, foi tão gostoso e chorei. Um choro de emoção pela chegada dele e tbm de dever cumprido, pq eu tinha conseguido o meu parto. Pq a gente sabe de toda a burocracia que envolve um parto normal. Eu queria mandar tatuar na testa: “Foi normal!” Não me arrependo de nada. E quero outro para minha filha que está com 29 semanas. Não tenho a coragem de um parto natural, mas sendo do jeito que eu sonhei, já está ótimo! E além do seu marido, médico e sua mãe, a gente te apóia tbm”

    2. Oi Paty!

      Se você tiver outra opção além do Santa Brígida, eu indicaria escolher outra maternidade, sabe? Não é o melhor lugar para se ter parto normal, o índice de cesáreas é altíssimo lá e no Nsa Sra das Graças. Tenho uma conhecida que teve PN no Brígida e teve uma experiência muito ruim no que diz respeito ao tratamento das enfermeiras e tudo mais. Disse que se sentiu um ET lá, tendo PN.

      Hoje em dia, aqui em Curitiba, a maioria dos PN’s acontece na Curitiba e no Santa Cruz.

      Espero ter ajudado!

      Bjo

    3. Oi Paty!! Qual obstetra realizou seu parto!! Estou com 27 semanas e estou a procura de um médico que realize parto natural(pois recentemente descobri que meu GO é contra). Obrigada

      1. Olá Fernanda! Meu obstetra (e agora gineco) é o Dr Wagner Aparecido Barbosa Dias… se vc ver no google já encontra várias matérias com ele, pois ele é/foi coordenador do programa mãe curitibana… ele é muito a favor do parto natural, o q eu achei importante… no fim das contas meu parto acabou sendo ‘normal hospitalar’, pois eu nao me senti à vontade para ficar sem analgesia até o final, mesmo estando muito perto… hj vejo q se o ambiente fosse mais favorável teria conseguido… mesmo assim, correu tudo bem. Fora esse detalhe (nao ter uma estrutura para parto natural) o hospital Santa brigida foi bom.
        mas se pudesse voltar atras ouviria o conselho da Michelle e insistiria para ele me atender em outra maternidade (uma banheirinha de água ou um chuveiro e a possibilidade de ficar na posição q eu quiser ajudariam muito, e não pôde ser assim). mas de médico eu não mudaria. adoro ele!!

        espero ter ajudado!!

  13. Adorei sua experiencia, estou completando amanha 39 semanas, e ja tenho 2 cm de dilataçao, desde o inicio optei pelo parto normal, realmente nao sei se nao usarei a anestesia, escolhi a medica do pre natal porem vou ganhar minha princesa com o medico de plantao, minha escolha tinha sido o Santa Brigida, mas as referencias do PN la nao sao os melhores, estou com medo, pois pretendo cesaria so em caso extremamente necessario. Ouvi falar muito no HSC, mas nao consegui agendar uma visita la por estes dias. Oq eu faco?? Quero q minha Princesa venha ao mundo do jeito q tem que ser. Nunca pensei na dor, mas confeço q agora estou com medo de me forçarem a uma cesaria desnecessaria :'(

  14. Oi Michelle, conheci seu blog há poucos meses e tenho adorado acompanhar. Também tive meu Pedro de PN (com anelgesia), com o Dr. Carlos. Adorei. Experiência que mudou minha vida para sempre. Sempre quis ter parto normal mas nunca pensei que seria tão importante para o meu conhecimento como mãe, como mulher. E foi. E hoje quando penso em ter um segundo filho, quero muito que seja por parto natural na água, sem analgesia, pq apesar de ter adorado o parto do Pedro (e o alívio da anestesia) hoje sei que “quero mais” do meu segundo parto. Vou tentar, tomara que consiga e não implore pela santa anestesia… rs. Beijos e parabéns pelo blog! Ah… Vc sabe se no HSC é possível parto na água?

  15. Bom dia Michele eu tive meu primeiro filho de parto normal na maternidade Curitiba, foi maravilhoso e hj tb conhecendo um pouco mais lendo sobre o parto natural tenho sonhado com isso, principalmente no momento em q nasce, não queria que levassem para aquele primeiro banho horrível,até postei ontem no face sobre isso….. e estou grávida de gemeos….. talvez tenha q ser cesaria… mas sera q consigo te-los comigo neste caso???? e meu médico me indicou sta brigida ou ns fatima ou ns das graças onde atende sabe algo sobre estas maternidades????? Obrigada e adorei seus blog bjos

  16. bom dia. estou gravida e ao entrar em contato com maternidades, no rio de janeiro, fui informada que as mesmas possuem equipes de fotografos disponiveis para contratacao. porem, se eu quiser escolher outro fotografo, profissional ou nao, devo pagar uma taxa à maternidade. gostaria de saber se ha alguma legislacao sobre isso, se é uma cobranca ilegal ou valida e como proceder.

  17. Olá,
    Estou com 38 semanas e fui internada na maternidade pois minha bolsa estourou. Infelizmente meu obstetra está viajando (hj é Natal!) e vou ser atendida por um amigo dele que tem ótima fama com parto normal. Mas tenho muito receio de apesar disso tudo, ele não querer que o parto siga seu ritmo, pq estou com apenas 1cm de dilatação por 24hs. Espero que além de respeitar as minhas vontades com posição para o parto, falta de episiotomia e ocitocina, etc… Ele tbm respeite as minhas escolhas em relação ao bebê, pq assim como você não quero que ela saia de perto de mim, nem que passe por esses procedimentos desnecessários. Mas tenho medo de na hora H eu estar com a cabeça tão ocupada que me esqueça de avisar com antecedência, ou não tenha forças para lutar pelas minhas escolhas, ou mesmo nem perceba que elas estão sendo desrespeitadas.
    Ps.: vc sabe de alguma analgesia que é feita em dose única e não precise de centro cirúrgico?

  18. Oi Michelle! Estou com27 semanas e procura de um GO que realize parto humanizado e não cobre uma taxa de disponibilidade tão alta!! Vc poderia me indicar algum e também uma doula??
    Mais uma dúvida, qual o valor para trocar por acomodação superior? Meu plano só cobre enfermaria!! Obrigada!!

    1. Olá Fernanda! Eu indico a equipe que me atendeu porque é a que conheço e posso recomendar. Dr. Carlos Miner Navarro e a doula Patricia Bortolotto (tem um post só sobre doulas aqui no blog e tem todas as informações, dá uma olhada).

      Sobre valores para troca de acomodação, tem que verificar na maternidade e/ou hospital mesmo, ok?

      Abraços.

  19. Oiii! 21 anos, 16 semanas, primeiro filho e trocentas dúvidas! Depois desse texto MA-RA-VI-LHO-SO pude tirar um pouco da ansiedade e estou convicta sobre minha decisão de qual maternidade. Já tinha ouvido falar super bem da Maternidade Curitiba, agora então estou 100% segura! Quero nosso "grande dia" o mais natural e confortável possível… Estou muito feliz e satisfeita depois do seu texto. Muito obrigada! <3

  20. Oi Michelle, tudo bem?
    Acompanho seu blog ha tempos, embora nunca comente (mas sempre marco coracãozinho nos posts que leio rs).
    Já li tudo que diz respeito à parto no seu blog, tanto da Mel quanto do Leo)
    Também sou paciente do dr. Carlos e já li o seu plano de parto da Mel, gostaria de saber se vc fez do Leo também? E se tem no blog, pois eu não localizei.
    um beijão!

    1. Oi Angela, tudo bem?

      Desculpe a demora em te responder.

      Eu fiz plano de parto do Leo também, claro. Ainda não postei por aqui. Pretendo, mas não sei se será logo.

      Posso te mandar por e-mail se você quiser :) Só me confirme o endereço.

      Bjo

  21. Michelle,

    Ainda não estou gravida, mas já estou a procura de um bom GO.
    Seu post esclareceu muitas dúvidas e passei a ver o parto de outra maneira.
    Gostaria que vc falasse a respeito do financeiro, pois ouvi dizer que tem médicos que chegam a pedir 10 mil reais para fazer o parto humanizado.
    Vc tinha plano de saúde na época? o plano cobre algo do parto humanizado? o que não cobre?
    os valores de taxas e extras realmente chegam nesse número?

    Desde ja muito obrigada…

  22. Olá.
    Fiquei com uma dúvida referente ao seu post. Por que você precisou pagar a taxa do pediatra? O plano não cobria ou era porque mudou para a suíte?

    Grata

  23. Olá, adorei seu relato e gostaria de seguir a mesma linha. Irei assistir esse filme com meu marido, pois outras gestantes já me falaram dele. Quanto a acomodação: no apartamento você não poderia fazer esse processo? Pq optou pela suíte? Quanto a doula: o valor que você paga é por visita? ou um valor único por toda a gestação? ela participa do parto junto com sua obstetra?
    Quanto a obstetra: ela se recusou em algum momento de sua decisão? você acha que o médico pode dizer que não queira participar disso? Eu tenho a chance de ter no Hospital Santa Brígida e no Nossa Senhora de Fátima, sendo que queria optar pelo primeiro (muitos dizem que é ótimo).

  24. Olá Michelle,
    Achei muito interessante suas experiências.
    Estou de 34 semanas e gostaria de saber se você fez alguma consulta com pediatra antes do parto e qual sua opinião sobre isso. Você acha importante consultar o pediatra antes do parto?
    Quanto ao seu parto natural eu tbm estou querendo e buscando que eu tenha um parto natural sem nenhuma intervenção. Vi no seu post que você mudou de acomodação e queria saber mais detalhes pq fui visitar a Maternidade Curitiba e gostei muito só achei a suíte do parto humanizado ou leito 31 como eles chamam(Foi nesse que você ficou?) achei muitoooo caro.
    Claro que tem muito conforto e principalmente o que eu busco banheira para ter parto na água, sem contar que a contratação de doula é obrigatória e que os profissionais como obstetra (este você deve verificar se é cadastrado para usar o leito) e pediatra cobram taxa extra por mudança de acomodação. Tentei marcar consulta como seu Obstetra mas ele não atende pela Amil. Parto natural é um privilégio para poucas infelizmente.

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