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Sobre o direito a escolha informada e mudança de obstetra no final da gestação

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Na minha primeira gestação, consultei com uns cinco obstetras diferentes. Minha pergunta (inocente) para todos eles era “você faz parto normal?” e quase todos, claro, respondiam que sim, colocando em seguida algumas ressalvas e revelando-se assim, “cesaristas”.

Entre esses, acabei escolhendo aquele com quem mais me afeiçoei, com quem me senti mais segura. Mesmo sabendo que uns oitenta por cento (ou mais) dos nascimentos que ele atendia eram via cesárea, arrisquei, já que minha convicção pelo parto normal era tão grande e sólida, que ninguém poderia enfraquecê-la. Pelo menos era o que eu imaginava, na época.

A Mel nasceu, de parto normal hospitalar – com um trabalho de parto relativamente tranquilo, que vivenciei de forma visceral, na minha casa – e foi o momento mais marcante da minha vida, até hoje. Porém, depois de algum tempo, depois de entrar de vez no mundo da maternidade, aprender e estudar mais a respeito, percebi que algumas coisas poderiam ter sido diferentes, melhores, para mim e para ela. Percebi que aquilo que já havia sido transformador, tinha potencial para mais.

Nesta gestação o caminho que trilhei foi um pouco (ou muito) diferente. Mais preparação interna mesmo, do que externa.

Hoje, munida de muito mais informação que há três anos atrás, sei que o fato de um obstetra olhar nos seus olhos e dizer “eu faço parto normal” não é o suficiente. Não basta. Você querer um parto normal e tomar como certo que, seja lá quem for seu médico, você terá sua vontade respeitada, também não basta. É muito mais complexo que isso. Envolve muito mais do que isso.

Nessa gravidez tenho sido ainda mais questionadora do que sempre fui e depois de leituras, pesquisas, filmes e conversas, cheguei a conclusão óbvia de que: ter que escolher entre um parto normal hospitalar (cheio de intervenções muitas vezes desnecessárias e feitas sem o consentimento da gestante) ou uma cesárea agendada, não é ter escolha.

Ter escolha é conhecer todas as opções que você tem para trazer seu filho ao mundo, analisá-las e então fazer a sua opção. Uma opção consciente. Ter escolha é poder se atentar a detalhes, é poder planejar o seu parto e ser respeitada em todos os aspectos. Seja ele normal ou cesárea. Isso é escolha, para mim. Só que a maioria dos obstetras não nos dá esse poder de escolha, da escolha informada de verdade.

Por algum tempo eu tentei converter meu obstetra para o lado humanizado da coisa. Seja nas conversas durante as consultas ou nos vídeos e textos que enviava para ele por e-mail (fico pensando o que ele achava disso tudo!). Até que alguém me disse: : “não tente mudar a cabeça do seu obstetra. mude de médico, procure uma equipe humanizada, de verdade” (Essa frase me foi dita pela produtora do filme O Renascimento do Parto, no dia da pré-estréia aqui em Curitiba – muito obrigada, Erica. Me marcou profundamente.)

Como contei para vocês no texto que escrevi após a pré estréia do filme, eu não saí imune daquela sala de cinema. Saí com essa mensagem: seja qual for a via de nascimento escolhida, essa escolha deve ser consciente e informada e acima de tudo, da mulher.

Foi então que tudo aconteceu, na consulta de 32 semanas. Lá no consultório, numa conversa franca, honesta e sincera, concluímos, eu e Dr Hugo, que o que eu buscava dessa vez, ele não poderia me oferecer. Dessa vez eu queria ter todas as opções em aberto, não queria limitações ou imposições.

Questionei tudo, até aquelas opções que eram somente flertes, até aquele momento.

O que você acha do parto domiciliar? E se eu quiser parir na água, na banheira? De cócoras? E se eu quiser ter o parto no quarto e não no centro cirúrgico? E se meu bebê estivesse pélvico e eu tivesse condições para um parto pélvico? Você faria?

Além disso, questionei algumas intervenções que são rotina nas maternidades, com bebês recém nascidos, e percebi que o que para mim era extremamente importante, para ele talvez fosse apenas um protocolo necessário.

Acho que essa foi nossa melhor consulta e por muitas vezes tive vontade de chorar. Era como estar terminando um namoro, sabem? Foi uma conversa totalmente aberta e finalmente senti que ele realmente entendia a importância que o nascimento de um filho tem para mim.

Foram mais de três anos nessa relação médico-paciente e sempre confiei muito, muito nele. Ele sempre foi muito atencioso, profissional e do jeitinho dele, querido conosco. Mas felizmente, eu percebi a tempo que, o que eu procuro desta vez, não faz parte da sua rotina. Não é a causa que ele abraça, que ele defende, mesmo que ele não seja um cesarista sem alma nem coração como vemos por aí. Ele é ótimo, super competente e profissional e sempre terei um carinho enorme por ele, afinal, a Melanie veio ao mundo com a sua assistência. Mas desta vez quero alguém que compartilhe comigo dessa paixão, dessa luta por um parto normal e um nascimento humanizado, acolhedor, respeitoso e cercado de amor. Alguém que veja isso como sendo natural, fisiológico e rotineiro, e não o contrário.

E foi assim, de forma consciente e honesta, que nossos caminhos se separaram.

Percebi um alívio muito grande, em ambos. E eu agradeço profundamente essa honestidade que ele teve comigo. Isso não se vê todos os dias. Se mais obstetras agissem dessa forma, não teríamos tantas mulheres que são levadas em banho maria a gestação toda com o discurso do “claro, você tem tudo para ter seu parto normal, querida!” e no final recebem uma falsa indicação de cesárea.

Confesso que essa decisão não foi fácil de ser tomada. Você trocar seu obstetra fofo (adoro essa expressão) com quem você está acostumada e consulta há quase quatro anos por outro, às 32 semanas de gravidez, requer uma boa dose de coragem.

Não precisei de muita pesquisa porque infelizmente aqui em Curitiba profissionais realmente humanizados são escassos e podem ser contados numa só mão. Mas foi uma decisão bem pensada, ponderada e levou algum tempinho para amadurecer. E claro, essa decisão contou com a ajuda e o apoio de duas pessoas muito importantes: Alexandre e minha doula, a querida Patricia Bortolotto. Ainda não falei disso por aqui, mas sim, habemus doula, desta vez.

Nesse ponto eu me sentia meio terra de ninguém, sem dono, sem lenço nem documento. Eu sabia que tinha escolhido um obstetra que era considerado “o cara” aqui em Curitiba (o Dr. Carlos Miner Navarro, para quem me perguntou), sabia que ele tinha a agenda mega ultra lotada e que eu poderia até não conseguir consulta com ele assim, para logo.

Depois de algumas ligações consegui marcar um encaixe e fui, nervosa, para a consulta. Nesse dia eu estava sem voz, com laringite e isso me deixou ainda mais apreensiva. Consultar com o obstetra pela primeira vez no oitavo mês de gestação com voz de ganso esganado não seria fácil.

Acredito que esperei por pouco mais de uma hora (o que foi bem menos do que eu esperava). Eu já o conhecia, já havia inclusive consultado com ele bem no início da gestação da Mel. Conversamos, contei a ele um pouco sobre o parto dela e sobre o que eu esperava desta vez. Falei da minha apreensão pelo bebê estar sentado ainda, na ecografia que fiz com 29 semanas e ele me tranquilizou dizendo que ainda havia muito tempo para ele virar, que eu não deveria me preocupar com isso naquele momento. E ainda, que caso ele continuasse pélvico, haviam exercícios e a versão cefálica externa, que poderia ser feita. E ainda, caso continuasse pélvico, poderíamos fazer o parto pélvico, desde que essa fosse a minha vontade e que eu tivesse a condição necessária para isso. Ter opções, lembram?

Fomos para o exame em si, pressão, peso, etc, e pela primeira vez eu tive minha barriga apalpada assim, sem medo. Juro, a diferença foi enorme. Ele me disse exatamente a posição em que o Leo estava, assim, somente apalpando minha barriga. Nisso vimos que ele já estava virando e fiquei muito aliviada. [Lembro que no documentário O Renascimento do Parto, a Antropóloga norte-americana Robbie Davis-Floyd diz que hoje em dia os obstetras nem sabem mais apalpar uma barriga e dizer em que posição o bebê está, porque não precisam. Afinal o aparelho de ultrasom faz isso por eles.]

Perguntei a ele se poderia considerá-lo meu obstetra a partir daquele momento, e ele me disse que sim, claro!

Me senti muito bem recebida e saí do consultório feliz, aliviada, me sentindo libertada. E assim permaneci. Mesmo agora com essa dor intensa (estou a espera do resultado de exames para confirmarmos se trata-se de outra infecção urinária), estou tranquila.

É muito bom saber que qualquer que seja a minha escolha, qualquer que seja a minha opção para o nascimento do Leo, estarei completamente amparada pelo profissional que irá me assistir. Poder ter essa certeza, não tem preço.

O que realmente vai acontecer? Não sabemos. Só saberemos quando nosso bebê chegar.

Mas eu terei sempre a certeza de que ao invés de seguir pelo caminho mais fácil, mais cômodo, resolvi mudar de rumo aos oito meses de gestação, em busca do que eu tanto acredito e desejo. E isso por si só já vale muito.

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34 comments

  1. Mi, li o relato do parto da Mel naquele seu outro blog, na época do Sobre Fraldas, muito antes de nos conhecermos. Você é outra mulher. Já era uma super parideira, agora vai ARRASAR. Vai ser 100% seu, sem a solidão do TP da Mel. Lindo, lindo, lindo, mal posso esperar.
    Também me senti “terminando” com o GO fofo, na época do João. Hoje, faço o pré-natal sentada do mesmo lado da mesa e acho isto uma das coisas mais simbólicas. Somos iguais e aquele é o MEU momento. Ah, como é bom!
    Não sei se já dá para te desejar “boa hora”, mas, tenha certeza, que serão os minutos mais maravilhosos do mundo!
    Bj enorme, comovido, cheio de carinho!

  2. Michelle, adoro seus posts, não vivo sem seu blog! Se importa de me passar o nome deste obstetra por email? Adoraria ter uma segunda opinião, uma segunda opção. Obrigada, bjos

  3. Muito legal isso, temos mesmo que correr atrás e bater o pé quando acreditamos em algo. Eu queria tanto parto normal que escolhi ter minha filha em um hospital público! Depois de correr atrás de tantos médicos, também não senti firmeza em nenhum, fiz 2 pré natais: particular e pelo mãe curitibana, minha filha nasceu pelo mãe curitibana em um hospital público mesmo, foi a minha escolha mesmo sabendo que eu seria atendida por um médico de plantão e não o que fez meu pré natal, não me arrependi e não achei desvantagem nenhuma, quando via médica com a tesoura na mão ainda falei: não me corte eu não quero a episio, ela riu e disse ok vc quem manda. Se tiver mais um, quero que seja da mesma maneira.

  4. Mais uma vez cá estou com lágrimas nos olhos… Culpa da gravidez, lógico, rsrsrs… Apesar de tbm ter tido um PN hospitalar, com as intervenções e tal, eu acho que fui muito feliz. Meu trabalho de parto evoluiu no quarto do hospital mesmo, eu, meu marido e minha mãe. Ninguém veio nos incomodar, até pq acredito que tiveram medo de que eu gritasse por alguém. O plantonista nem deu as caras para saber se eu estava dilatando ou não. E achei melhor assim. A única “frustração” que tenho é que não trouxeram o Heitor para mim assim que ele nasceu. Acredito que o pediatra estava p… da vida com aquela louca parindo no plantão de porta lotado dele. Como mudei de pediatra agora, ela me perguntou sobre isso e achou um absurdo não o terem colocado para mamar no primeiro instante. Quero ver se ela topa ir receber este bebê, mesmo que não seja plantão dela. Aqui onde moro, essa questão da humanização está muito longe. Então vou tentar repetir o primeiro parto, com a mesma obstetra e torcer para tudo sair como o planejado!

  5. É isso mesmo tbm acredito em opções,seja ela qual for,mais elas precisam existir, e precisa começar por alguém!
    Só de uma familia onde nasceram só neste ano quatro bebes fui a única que teve parto natural,sendo que todas tinham esta possibilidade,infelizmente hoje socialmente é mais”bonito” e “seguro” fazer uma cesárea ,o que além de ser uma pena é um grande engano,falta é informação e amadurecimento, é necessário que se fale mais a respeito do assunto, e por isso me identifico com você e com seu blog! Mil beijos,saude e parabéns pela sua coragem em ESCOLHER!

  6. Querida, você me ajudou muito e está me encorajando. Tive minha consulta ontem com a obstetra e fiz algumas perguntinhas básicas. Nossa! Que dificuldade! Como ainda podemos ter médicos que passam informações absurdas?! Essa me disse que como já tive uma cesariana, seria muito arriscado ter um PN, pois poderia fazer força e ter problemas no útero!!!
    Com o seu depoimento, vou criar coragem e sair na minha zona de conforto e procurar alguém que, no mínimo se importe com meu bebe. Acho que ainda estou em tempo. São 26 semanas de gestação.
    Vamos orar e torcer querida!
    Com certeza, vamos conseguir.

  7. Acompanho seu blog há muito tempo, desde minha primeira gravidez. Mas hoje eu tenho que comentar. No auge das minhas 36 semanas completadas ontem eu também troquei de obstetra! O meu antigo obstetra se desvinculou da clínica que trabalhava e a minha única chance de parir minha filha com ele me custaria 5 mil reais a mais que o previsto. No começo chorei muito, mas juntando todas as evidências e todos os “sinais do destino” de desde o início da gravidez, eu me conformei e comecei a olhar o lado meio cheio do copo. Acredito que quando você estiver com o Leo tranquilo, dormindo no seu colo você também vai olhar pra trás e ter certeza que o frio na barriga que você sentiu valeu demais a pena.

  8. Tive que me abrir com isso:
    “claro, você tem tudo para ter seu parto normal, querida!” e no final recebem uma falsa indicação de cesárea”
    foi EXATAMENTE o que aconteceu comigo. Nao sabia nada de parto normal, mas sabia que era melhor para o MEU filho. E sempre enfatizei que era isso que eu queria. Eu me cuidei tanto durante a gestação que chegava a ser neurotico.. fazia exercicios, cuidava alimentação, cortei todos os cosmeticos/cremes, tudo.. tudo pra dar ao meu filho o melhor. Entao a placenta rompe, fui pro hospital e nada de dilatação. Podiamos ter esperado? sim, mas a médica achou melhor indicar um cesariana. Não sei se ela estava com pressa ou se de fato existia um risco para o bebe.. nao sei e nunca vou saber.
    Engraçado que na hora a gente nao pensa muito.. eu nunca questionei passar por uma cesariana, pois tinha plena certeza de que conseguiria parto normal tranquilamente. Enfim, essas coisas machucam demais.. ainda choro pensando nisso, porque nao consegui?!
    Acho que voce fez certissimo em colocar o medico na parede. Pelo menos assim voce nao sai decepcionada. Te desejo tudo de bom nesse finalzinho de gestação.
    Beijos!

    1. minha placenta rompe é brabo.. minha bolsa rompe. alias ela nao rompeu, ela explodiu. nunca vi tanto liquido na minha vida. agora chega a ser comico, mas na hora bateu o desespero mesmo! meu marido entao.. tadinho, nunca vi mais nervoso! Bjao

  9. Amei! Cheguei a me emocionar. Parabéns pela coragem. Eu troquei de obstetra com 8 meses de gestação do meu Léo e foi a melhor coisa que fiz na vida! Tenho certeza que esse sera um parto incrível. Beijos e tudo de bom para vocês.

  10. Oi, Michelle!

    Nossa, já estou aguardando ansiosa por esse relato de parto! Você teve coragem e muita determinação! Você está certíssima! Vai ser lindo esse nascimento, tenho certeza!

    Bjs!

  11. Oieee Mi!

    Desde aquele dia que vc comentou sobre seu blog comigo (sobre fraldas e bebes) tenho te acompanhado;não só como prima, mas também como leitora!
    Lia todas as suas dicas e relatos e tentava me preparar para a “minha hora”…Ela chegou, estou com 14 semanas de gestação; e agora mais que nunca tudo que voce posta aqui no blog é lido e analisado.rs.
    Te admiro, e como essa é a minha primeira gestação, cada vez que leio seu relato de parto fico mais convicta que não quero uma cesárea!
    Parabéns pelo blog,pela coragem, e pela mãe que voce é! Muita saúde pro Leo, e que tudo corra da melhor forma para voces dois!
    Beijosss No.

  12. Olá Mi, vai dar tudo certo sim, vc vai ser muito feliz nesse parto, afinal está decidida e cheia de coragem! Vc me ajudou muito tb quando li seu relato de parto, foi o primeiro que li e me identifiquei. A partir disso decidi, queria parto normal para o nascimento da minha Laurinha. Meu obstetra é old school, minha sorte, pois sabia fazer partos…afinal hoje em dia eles só sabem cortar barrigas e pronto. Fiquei sozinha no quarto em trabalho de parto e consegui, com intervenções, mas consegui. Gente, isso nao devia ser tao dificil né?!Conseguir o natural….ta tudo muito errado….bjos

  13. Michelle, tenho uma filha bem da idade da Mel, o Dr. Hugo também fez meu parto normal. Realmente ele é tudo aquilo que você falou, um “fofo” mesmo! Depois que tive minha filha até senti falta daquelas consultas frequentes e de conversar com ele, pois sempre me passou muuuuuuita tranquilidade e segurança.
    Mas de fato, se hoje eu fosse ter outro filho, provavelmente também buscaria um médico que de fato fizesse um parto natural. O filme Renascimento do Parto de fato acaba abrindo nossos olhos, e percebemos a quantos procedimentos desnecessários mães e bebês são submetidos.
    Parabéns pela sua coragem em buscar um profissional que de fato atendesse os seus anseios. Já ouvi falar muito bem do Dr. Carlos Miner, tenho certeza que terá um parto maravilhoso!
    Beijos e boa sorte!

  14. Que lindo! Eu tive minha filha de cesárea contra a minha vontade. Me identifiquei muito quando vc disse que os obstetras dizem que temos total condição e no final das contas somos induzidas para um centro cirúrgico. Não fechei a fabriquinha, e quero muito ter a opção de escolher da próxima vez. Beijos e Parabéns!!!!

  15. Estou ansiosa pelo relato do seu parto! Tive o meu parto normal ano passado, cheio de intervenções, mas no final foi muito bom, dá uma sensação de poder pra gente, pois hoje em dia muitas mulheres tem medo do normal.
    Boa sorte! Deus estará com vocês! :)

  16. Mi!! A Patrícia foi minha doula e o Dr. Carlos foi meu obstetra!! Ele dá aula na faculdade sobre parto normal e é mega defensor! Vc não poderia estar em melhores mãos!!
    Eu procurei o Dr. Carlos antes mesmo de engravidar pq ele é concorrido mesmo. Mas era o único indicado que fazia parto natural, e eu queria fazer de cócoras :) Deus te abençoe e que o Leo venha ao mundo com muito respeito e tranquilidade!!

  17. Oi MIchelle há 2 anos acompanho seu blog desde antes do vida materna e admiro sua coragem em fazer o parto normal, leio e releio seus posts para ganhar confiança,meu 1º parto foi cesariana e minha médica sorriu qd disse que queria assim, mas pelo que soube ela tb não faz partos normais. Quero muito um 2º bebê, e quero que seja normal se até lá eu estiver segura o suficiente.

  18. Nossa que coisa linda, vc esta seguindo seu coração com Fé em Deus tudo já deu certo para vcs!

    p.s: tiro o chapeu para quem tem coragem de ter parto normal…rsrs

  19. Vou completar 15 semanas e já estou angustiada em ter que trocar de GO quando estiver faltando aprox 3 meses para o bb nascer, já que optei por ter escolhas, como menciona em seu texto. Falo desta data pq é a única que consegui com o Dr. Carlos e, ainda, pq encontrei (os bons anjos me ajudaram) que uma paciente não gestante trocasse comigo. Tudo que uma mulher precisa nesse momento é de segurança, tranquilidade e o GO tem papel fundamental nesse processo. Parabéns pela decisão!

  20. Acabo de mudar de obstetra com 9 meses de gestação!!!
    Meu bebê está para nascer a qualquer momento mas não sentia que meu médico de antes (quem fez todo o pre-Natal) estava me ouvindo, nem sequer me informando sobre todas as possibilidades de parto…! Por isso decidi mudar: não me arrependo! A médica me ouviu, me explicou certos pontos obscuros e já combinou de se encarregar do parto! Estou super aliviada como num lindo dia de sol depois da tempestade!

  21. É minha primeira gestação e já me identifiquei com o ser seu relato. Vou no mesmo ginecologista “fofo” há mais de 10 anos. Mas qndo descobri que estava grávida, não me senti acolhida por ele, tive a sensação que ele revirava os olhos sem paciência a cada pergunta minha. Então resolvi consultar outro médico, e fui na Dra. Camile achutti poerner motta. Eu adorei ela, me senti acolhida e respeitada. Mas eu não tenho nenhuma referência dela, alguém conhece e indica?

  22. Michelle, que linda tua história! Estou de 22 semanas e acabei de descobrir que meu obstetra estava me enrolando. Graças a internet e a relatos de inúmeras mulheres, soube que ele é do tipo que fala que faz parto normal, mas no final, faz cesariana, e não abro mão do meu sonho de ter um parto normal, já que tanto eu quanto o bebê estamos cheios de saúde e aptos para isso. Acabei de ligar para o Dr. Carlos Navarro, e a secretária disse que ele só está atendendo novas pacientes que forem ter bebês em julho (o meu é para maio), pois a agenda de partos está fechada. Confesso que chorei! Já liguei para vários médicos, que me indicaram que fazem parto normal e humanizado, mas a agenda de todos está completamente lotada… Parece que vai ser impossível conseguir disponibilidade de algum… Não sei o que fazer, me sinto perdida…

    1. Vou deixar aqui uma lista de pessoas que atendem partos em Curitiba, dos quais tenho alguma referência sobre oferecerem partos humanizados. Então você tem que ligar, perguntar, se informar muito no facebook e pedir opiniões alheias. Não é que esses médicos SEJAM humanizados, veja bem, eles vendem um serviço como qualquer outro profissional. Eles prestam serviços de partos humanizados. Meu parto foi com o Carlos, e gosto dele. Mas ele não tem “alma humanizada”, não está nessa pelo protagonismo feminino, não esperem um “encantamento” pelo profissional… Ter parto nesse país é uma COISA CARA E SUADA. O Carlos é um profissional que assim como outros tantos “vaginalistas” por aí – está mais afinado com evidências científicas e sei que não aterroriza gestante que tem complicações. E os demais atenderam partos de amigas minhas e gestantes com quem tive contato nesses últimos anos.

      Carlos Miner Navarro (unimed, sulamerica e acho que cassi)
      Cecílio Toniolo Neto (n sei)
      Alvaro Silveira Neto (atende amil e acima se ligar no consultorio do agua verde)
      Juliana Chalupe (atende amil e outros acima, se não me engano)
      Camile Motta (Não tenho referências, mas parece que faz dobradinha com a Juliana)
      Rose Fischer (Só particular, que eu saiba)

      Tem mais um ou dois também. Procura que tem. Boa sorte com tudo!

      1. Muito obrigada Mariah! Sou Nova na cidade e estou com sete semanas , me sentindo a pessoa mais perdida do mundo!
        Mas saber que existem esses GOs acima me deixou mais tranquilizada. Vou começar a ligar pra ver se consigo uma consulta.

  23. Michele…te acompanho há tanto tempo e de pois de anos te acompanhando descubro isso que temo em comum: mudamos de médico obstetra com 32 semanas de gestação e pelo mesmo motivo! E tudo que você descreveu sobre “abandonar” o seu médico obstetra fofo eu passei também! E é como um fim de namoro mesmo rs…Ainda mais que no meu caso eu havia feito um tratamento para engravidar com ele (fiz indução de ovulação). Ah…e o médico que participou do parto do Estêvão era o bam-bam lotado aqui de Goiânia rs igual o seu médico! Não arrependo de nenhuma decisão que fiz acerca do parto que tive, aliás talvez eu só aprimore alguma coisa no segundo filho ahahaha

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