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Sobre aquela nuvem que nunca vai embora

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Eu sumi, né? Eu sei. Os motivos foram muitos e, para listar os principais, eu poderia dizer: férias escolares; crianças cheias de energia precisando de entretenimento e diversão; um filhote no auge daquela fase complicadinha dos 2 anos que está gru-da-do em mim; uma filhotinha de 5 anos e meio que tem se rebelado muito mais do que eu gostaria; os infinitos afazeres domésticos num mês que fiquei por algumas semanas sem nenhuma ajuda extra.

Tudo isso resultou num cansaço extremo – eu chegava ao final da noite sentindo que um alien tinha sugado minhas forças. Meu cérebro simplesmente não conseguia focar em nenhum assunto para escrever. Mas, como a gente tende a ir se acostumando com essa vida corrida e sem fôlego, só percebe o grau do cansaço quando já está no limite. E não é a primeira vez que isso me acontece.

Ocorre que, se eu estivesse no meu “normal”, cem por cento bem, eu continuaria tocando a vida normalmente. Fiz isso diversas vezes – continuar quando eu deveria parar – e talvez esse seja justamente um dos motivos para que nunca haja uma melhora definitiva. Eu nunca descanso quando sinto que preciso, não escuto meu corpo, não me dou um tempo.

Eu pensei bastante antes de sentar aqui e escrever tudo isso. Tive receio dos julgamentos que, infelizmente, sempre vêm. Mas, depois de ver o quanto aquele primeiro post (onde o meu entendimento e vivência nesse contexto ainda eram pequenos) sobre a depressão pós parto e o impacto da maternidade nas nossas vidas ajudou tanta gente, outra vez optei por abrir essa porta e compartilhar a minha experiência. Nós precisamos parar de tratar esse assunto como tabu, apenas por medo do julgamento alheio. E as outras pessoas precisam parar de julgar sem entender.

Há quinze anos eu convivo com a ansiedade e uma depressão moderada, que some por um tempo mas acaba sempre voltando, seja de forma mais amena ou mais forte. A minha natureza é ansiosa, eu quero fazer, quero realizar, quero ver acontecer, quero fazer o melhor que puder fazer. Mas aquela tristezinha, aquela desesperança que nunca vai embora de vez, fica zunindo nos meus ouvidos que eu não sou boa o suficiente, que eu não vou conseguir, que não vale o esforço, que eu não tenho nada de relevante para compartilhar. Que é melhor ficar na inércia, deixar para lá e ficar sentada vendo a vida passar. Analisando assim, quando se está do lado de fora do furacão, pode parecer menos grave do que realmente é. Mas a verdade é que a depressão e a ansiedade são uma m****. Te paralisam quando você quer se mover, te impedem de viver e de ver as coisas como elas são. Isso que no meu caso elas sempre se apresentaram de forma moderada. Nem posso imaginar o que pessoas com casos mais graves sofrem.

Falando nisso, aliás, eu nunca conheci alguém que não tem ou teve depressão e que compreendesse o que ela representa na vida de outra pessoa. Mas tenho esperança que, ao falarmos mais sobre o assunto, a gente consiga criar um entendimento, empatia e compaixão maiores, sabem? Como a Nivea do Que Seja Doce tem dito, #precisamosfalarsobreisso. Aliás, obrigada, viu, querida?! Seus relatos sinceros me ajudaram também a voltar nesse assunto. Bom para mim – porque colocar para fora sempre faz bem – bom para quem possa estar precisando de um alento.

Um pouco de como a ansiedade e a depressão afetam a minha vida

Meus gatilhos (como são chamados os fatores que podem desencadear as crises) nunca foram muito claros para mim, mas cansaço, stress, falta de um sono reparador, insatisfação e frustração comigo mesma e por não conseguir seguir com meus planos, sempre foram alguns deles. Aliás, vale mencionar que meu sono é péssimo desde muito antes de ser mãe. Acho que por esse motivo nunca senti tanto o impacto das poucas horas de sono quando eles eram menores. Mas tudo tem um limite e uma hora o copo transborda. Nenhum ser humano funciona direito sem um sono que repare corpo e mente, mesmo que por poucas horas diárias.

Já os meus sintomas sempre foram exaustão, insônia, introspecção, fraqueza e tonturas, pensamento acelerado, antecipação. enxaqueca, prisão de ventre, sensação de nó na garganta e embrulho no estômago, irritabilidade, auto estima abalada, medo, sensibilidade e choro sem motivo, náuseas, e, durante as piores crises, a inércia e a apatia, aquelas de não querer fazer nada, ir a lugar nenhum nem ver ninguém.

Dito isso, é muito importante esclarecer que:

Eu sou extremamente feliz com a minha vida, especialmente essa que tenho vivido nos últimos 8 anos. Não mudaria nem trocaria nada de lugar, nem com ninguém.

Eu amo loucamente meus filhos e meu marido.

Meu casamento vai muito bem, mesmo com as nossas diferenças e desentendimentos – absolutamente normais de qualquer casal.

Tenho poucos, mas bons e fiéis amigos. E uma família com quem posso contar.

Amo minha casa e tenho muito orgulho de a termos construído. E mesmo sentindo falta de trabalhar fora de vez em quando, nunca me arrependi da escolha de ficar com meus filhos e, mais tarde, de trabalhar em casa.

Tenho uma vida muito agitada, com duas crianças pequenas, que demandam cuidados e educação, uma casa para cuidar com uma obra ainda em execução, um trabalho que tem ficado de lado mas que sempre tento fazer da melhor forma e amo, que é o blog.

Tenho muita fé e me sinto eternamente agradecida por todas as bênçãos na minha vida, especialmente meus filhos, crianças felizes, saudáveis e amorosas.

Depressão não é infelicidade com a vida que se leva. Não é falta de louça para lavar ou falta do que fazer. Não é coisa de gente fraca, pelo contrário, é preciso uma força enorme para enfrentá-la. Não é falta de fé ou coisa de gente que não tem Deus no coração. Não é frescura de gente que tem tudo para ser feliz e não é. Não tem a ver com nada disso.

Depressão é caracterizada por um desequilíbrio na química cerebral, onde os neurônios não respondem bem ao estímulo dos neurotransmissores – substâncias responsáveis pela comunicação entre as células nervosas. Entre os neurotransmissores mais comumente associados à depressão, está a serotonina,  que atua no cérebro regulando o humor, sono, apetite, ritmo cardíaco, temperatura corporal, sensibilidade a dor, movimentos e as funções intelectuais.

As causas mais comuns da depressão são: pré disposição genética, stress, doenças que alteram a química cerebral como o hipotireoidismo e até a deficiência de algumas vitaminas no organismo, e o uso abusivo de alcool e drogas, claro. No meu caso, exclui-se apenas essa última.

Como tudo começou

As primeiras crises foram leves e apareceram durante a adolescência. Abalaram especialmente minha auto estima e a imagem que eu tinha de mim mesma. Depois, no auge dos vinte e poucos anos, elas vieram com um pouco mais de força, tanto que me mantive num relacionamento onde eu não estava feliz por alguns anos. Por insistência da minha mãe, procurei um médico e fiz alguns exames. O diagnóstico clínico apontou depressão e os resultados dos exames, hipertireoidismo. Comecei o tratamento para regular os hormônios da tireóide e também para a depressão, com o antidepressivo que comumente é utilizado como “porta de entrada” desses medicamentos. Após alguns poucos meses, eu estava melhor, muito melhor. De repente eu parecia eu mesma de novo, queria viver novamente a vida da maneira como eu sabia que tinha nascido para viver: apaixonadamente.

Passei quase um ano me preparando psicologicamente e emocionalmente para, enfim, terminar aquele relacionamento que não estava me fazendo feliz. Nesse ponto da história, já éramos casados. Ele era uma pessoa muito boa, éramos muito amigos. Demais, talvez. Não havia paixão, química de verdade e o principal, não haviam sonhos ou planos em comum. E eu percebi tudo isso apenas depois de sair da depressão. Mas, colocar um fim implicava em muitas coisas… separação legal, divórcio depois, divisão de bens (que eram praticamente zero), e o mais difícil: envolvia as famílias de ambos. Para minha surpresa, meus pais me apoiaram totalmente, me acolheram mesmo. Eles vinham há tempos observando que eu não era feliz. Não como deveria ser. Então, com muita coragem e esperança de estar fazendo o melhor por mim e pela outra pessoa – afinal, se você não está feliz, como irá fazer o outro feliz? – coloquei um fim em tudo. Doeu muito, foi uma das coisas mais difíceis da minha vida, com certeza. Eu sentia que estava destruindo a vida de uma pessoa, me senti devastada. Mas assim que o fiz, o mundo saiu de cima dos meus ombros e eu pude respirar como há anos não fazia. Dois meses depois, sem estar procurando por nada nem por ninguém, conheci Alexandre – o amor da minha vida, que viria a ser meu marido e pai dos meus filhos depois. Muito tempo se passou e eu estava finalmente bem comigo mesma.

No final da gestação da Mel, a sombra foi aparecendo novamente, chegando de mansinho. Um mês depois da chegada da pequena, tão querida, tão amada, eu estava oficialmente com depressão pós parto e síndrome do pânico, como contei aqui. Precisei retornar ao antidepressivo que tomava antes da gravidez e com a ajuda da minha mãe – que ficou comigo por quase 4 meses – e do meu marido, consegui me recuperar.

Os três anos seguintes foram ótimos, eu estava bem, porém, os dias difíceis sempre apareciam novamente. Eram altos e baixos que vinham como ondas e iam embora. Engravidei do Leo e a gestação foi super tranquila, mesmo com o final da obra e a mudança de casa às 37 semanas. O parto aconteceu como eu desejava, natural, na água, lindo, transformador. Passei pelos desafios dos primeiros meses sendo mãe de dois e me senti vitoriosa por perceber que, mesmo com muitos dias punks, eu consegui superar. Tive uma crise leve quando Leo tinha uns 4 meses, coincidentemente na época onde ele foi diagnosticado com alergia à proteína do leite de vaca e nossa amamentação desandou. Porém, nessa época eu já sabia lidar melhor com as crises e também sabia o que me ajudava a melhorar. E fui atrás de tudo isso.

Em meados do ano passado, acreditando que eu estava curada e que minha química cerebral já havia sido ajustada, resolvi parar por conta própria o medicamento que tomava. Ele estava acabando com a minha libido e isso me incomodava um bocado. Mas foi um grande erro cortar assim, de um dia para o outro e sem ao menos consultar o médico. E aí, minha gente, veio a pior crise de todas, fora a do pós parto na primeira gestação. Eu chorava, chorava, sentia uma angústia sem fim, uma inutilidade enorme perante à vida. Junto com isso, problemas familiares me atingiram em cheio, mesmo não sendo diretamente meus. Eu só continuava em pé por causa dos meus filhos. E foi aí resolvi procurar um médico novamente.

Começamos com uma medicação nova e também um medicamento para o sono – que eu tenho me recusado a tomar porque não aceitei ainda essa necessidade de um remédio para algo que deveria ser natural para todo ser humano, que é dormir. Para isso estou tentando alguns chás e também quero dar uma chance à melatonina, que infelizmente só é vendida fora do Brasil. Então eu sigo dormindo dia sim, dia não. Mas tenho esperança de que isso também logo seja ajustado. Ah, e sim, já me recomendaram terapia, mas, sinceramente, é algo que não me agrada muito.

Eu melhorei nesse tempo, mas ainda não totalmente. E foi aí que me dei conta: acima de qualquer tratamento e medicação, eu preciso aprender a lidar com a minha mente, a reprogramar o meu cérebro e a forma como tenho lidado comigo e com os outros. Preciso saber reconhecer o que me abala e o por quê. Eu preciso aprender a ouvir o que meu corpo me diz. Preciso me exercitar regularmente, de alguma forma. Preciso me alimentar melhor e suprir as carências do meu organismo. Preciso dormir melhor. Preciso continuar sendo a melhor mãe que meus filhos podem ter. Preciso viver feliz e apaixonada, como eu sou realmente. E é por isso tudo que decidi lutar, começando por esse texto, começando hoje.

Obrigada pelas mensagens cheias de preocupação com meu sumiço e de carinho para comigo e minha família. Achei que vocês mereciam uma resposta e ela está aqui. Me deixa muito triste quando o blog fica sem atualização por tanto tempo, porque ele é como a minha casa. É uma parte enorme de quem eu sou. Mas agora vocês já sabem que não consigo achar relevância em nada que produzo quando estou de mal comigo mesma. Afeta demais a minha criatividade e a minha vontade de escrever, de fotografar, enfim, de compartilhar. Mas prometo tentar ver isso aqui como um refúgio, uma válvula de escape mesmo, ao invés de me afastar. Porque esse já se tornou um blog pessoal faz tempo. Sei que vocês esperam muito pelos posts e novos conteúdos, seja aqui ou no Instagram, então me desculpem pela falta de posts nas últimas semanas (ou meses). E obrigada por tudo.

Força e fé porque as coisas melhoram, sim. Nós somos capazes, eu acredito nisso. Apenas precisamos continuar buscando respostas, aprendendo com nós mesmos e com a vida, e lutando para encontrar o melhor caminho, sempre. Porque ele é lindo demais para não tentar. E está logo ali.

Tá tudo bem, viu? <3

comentários via facebook

111 comments

  1. Força Mi, depressão não é brincadeira, cuida bem da tua saúde, estaremos ansiosos esperando teus post, mas a saúde vem em primeiro lugar. Adoro teu blog, tem me ajudado muito.

  2. Oi Michele! Agradeço muito sua coragem de compartilhar isso conosco. Seria fácil eu dizer aqui que vc é linda e um ser humano maravilhoso, mas sei que nada disso faz diferença diante das crises. Sei como é pq depois do seu texto refletindo um pouco sobre minha situação é bem parecida. Vivo algo assim a anos e agora meio que caiu a ficha. Já tomei ante depressivo, já fiz terapia, já me julguei, já me culpei. Seu texto me ajudou a entender um pouco mais essa situação! Muito obrigado! Que Deus te abençoe!

  3. Imaginei que seu sumiço fosse algo relacionado a isso, mas como eu sei como é e como também não estou numa fase legal da minha depressão (não é só a TPM que temos juntas!hehe) , não insisti para conversamos. Mas você sabe que se precisar estou por aqui! <3

    ps – favor avisar antes de mandar mensagens de audio no whatsapp hahahaha

  4. Oi Michelle, fico feliz em saber que você está melhorando, nada como um dia após o outro para nos fortalecer. Não sou de deixar comentários, mas seu depoimento me tocou no coração e queria, mesmo de uma forma tão simples, que você soubesse que estarei torcendo para você conseguir o que se propôs, desejo muita força nessa caminhada. Sinta-se de verdade abraçada com todos meus melhores sentimentos.

  5. Força ai Michelle! Gosto muito do seu blog, sempre leio, e acho os textos muito bons, cheios de sensibilidade e muito bem escritos. O trabalho que você realiza é muito importante para nós, suas leitoras! Parabéns.

  6. Michele, seu post sobre pós parto me ajudou muito pois o q eu tive foi uma leve baby blue. Me tranquilizou. Vc disse ser avessa a terapia, mas lhe pergunto: qual a idéia q vc tem de terapia? É aquela do paciente no divã? Saiba q a psicologia tem diferentes abordagens e seria legal que vc juntamente com os remédios do psiquiatra, tentasse mais uma vez com um terapeuta. Aqui onde vc diz:" Preciso saber reconhecer o que me abala e o por quê. Eu preciso aprender a ouvir o que meu corpo me diz."

    Acho que um behaviorista poderia te ajudar a fazer progressos mais rápidos. E olhe q sou psicanalista e nossas abordagens sao "arquinimigas" rsrsrs.

    Um beijo.

  7. Oi Michele,

    amei seu relato, assim como vc, eu também sofro de depressão e assim como vc tenha uma vida feliz e uma linda família.
    Tenho percebido, em mim e minhas amigas que tb tomam antidepressivos, que nosso maior problema é que quando estamos bem achamos que podemos parar de tomar o medicamento. Pq, afinal, não temos mais nada, quando na verdade é o medicamento que nos supre com os agentes químicos que nos deixam bem.
    Então tenho tomado muito cuidado para não pensar assim, mesmo que as vezes queira me livrar do remédio para melhorar a minha libido também.
    Tenho uma amiga que próxima que também toma remédios e nós duas tomamos o propósito de ajudar a outra e “proibir” a retirada de medicamentos sem intervenção médica. Tem nos ajudado porque nos alerta de tomar essas decisões impetuosas.
    Enfim, adoro seus post e como vc se “expõem” com temas que são tão comuns e que muitas pessoas ainda tem preconceito ou medo de verbalizar. Continue assim. E que Deus abençoe muita a sua vida e sua caminhada.
    Beijos

  8. É quase libertador ler post, sei exatamente como você se sente, tenho o mesmo tipo de depressão há anos e sou mãe de uma menina linda chamada Sophia, hoje com quase 3 anos. Temos muita vontade de engravidar novamente, mas ao mesmo tempo tenho muito medo, pq sei como a de´ressão e ansiedade me afetam e os dois primeiros anos da Sophia tive muitos altos e baixos. Eu e meu marido conversamos muito sobre isso, mas como você mencionou acima, não acredito que alguém que não tenha depressão possa entender de fato como nos sentimos e isso também me incomôda muito mesmo. Hoje tomo somente um remédio homepático para ansiedade que vem funcionando muito bem, mas meu sono está longe de ser bom também, mas assim como você me recuso a tomar algo e ficar presa a isso pro resto da minha vida. Muito obrigada pelo seu relato acima, ajuda a gente a enterder que não é culpa nossa, que a única escolha que temos é desistir ou não, e senguir em frente lutando é a única que me é aceitável.

  9. Oi Michelle, obrigada por compartilhar e você não está sozinha! Acho que somos muitas guerreiras espalhadas por aí! Eu luto há 13 anos contra a depressão e o pânico.. E sei bem como é! A vontade de viver, e de ser a melhor mãe do mundo é o que pode nos ajudar! Fiz terapia muitos anos, me ajudou muito, talvez se vc buscar alguma linha que te agrade.. Também já deixei os remédios por conta mas agora sei quando é hora de voltar, e no final aprendemos a conviver e a superar a cada dia! Força pra você e um abraço grande!

  10. que bosta tudo isso. desculpe a expressão, mas entendo o que estas passando e entendo também (e muito bem) os julgamentos e olhares negativos que pairam sobre o assunto. ja ouvi até da familia que depressao e bipolaridade sao doenças de gente fresca. me vi muito no teu relato. e fiquei triste, pois sentir essas coisas sao terriveis.. ainda mais depois da maternidade. força, Michelle. é tudo que posso te desejar.

  11. É fácil cobrar e julgar o outro quando não sabemos o que acontece na casa de cada um. A depressão infelizmente ainda é um assunto cheio de tabus e admiro sua coragem em colocar pra fora e compartilhar conosco. Tenho fé que tudo irá se ajustar e resolver e em pouco tempo estará disposta para nos emocionar e nos alegrar com seus textos inspiradores e cheios de amor!!!
    Fique bem!
    Bj, Muriel

  12. Como escrevi no insta, visitei o blog ontem Michelle por “estranhar” o sumiço! Achei que fosse pelas crianças estarem de férias, enfim, não imaginei que o que estava acontecendo de fato era algo mais sério.
    Já senti muitas frustrações depois de ter tido minhas gêmeas, de achar que não estava dando conta delas, do trabalho externo (qdo trabalhava fora), da casa, do marido mas não sei se chegou a ser depressão, nunca procurei ajuda, acho que foi apenas cansaço pela demanda excessiva e de não ter ninguém para ajudar além do marido. Acho que sintomas normais depois da maternidade, então não faço ideia do que é ter depressão de verdade, mas sei como é ter alguém com depressão em casa. Em meados de 2009 meu esposo passou por isso. Foi antes de pensarmos em ter filhos. Foi uma fase muito difícil para ele e para mim, pois não sabia como agir para ajudar; foi desencadeado pelo stress do trabalho que na época era muito punk. A recuperação foi com remédio por um tempo mas acabou parando por conta própria.

    Michelle, vc é linda e tem um talento incrível que é escrever, e escrever com uma verdade e delicadeza que nos encanta. Obrigada por compartilhar um momento tão particular seu mas que sem dúvida irá ajudar tantas mamães a se libertarem desse “bicho papão” .
    Saudades, beijos.

  13. Michelle, o que posso te dizer é força que tudo passa, você faz um bem imenso a muitas mães como eu por compartilhar detalhes e dicas que nos ajudam, nos fazem entender muitas coisas. Você é especial! Espero de coração que tudo fique bem. Relaxa que todos temos altos e baixos. Um forte abraço!

  14. Micheleeee, VC disse td q tenho sentido esses últimos dias! Eu já suspeitava q fosse depr, só não queria acreditar! Já iniciei o remédio ora dormir melhor, estoubcom algumas vitaminas do corpo baixa e tenho tido essa fraqueza maldita constantemente… Como te agradecer???? Sério, como???? Seu post foi magnífico! Gostaria de conversar mais com VC! Me add no zap: 027 988530711 !!
    Mi, obrigada!!!!

  15. Oi Michelle! Apesar de conhecer, lamentavelmente, várias pessoas com depressão (que parece estar se tornando cada dia mais comum), como você mesma diz, aqueles que nunca passamos por isso não conseguimos compreender a verdadeira dimensão.
    Mas queria aportar meu grãozinho de areia, então vim deixar um grande abraço e minhas orações para que logo logo você se restabeleça.

  16. Oi Michele!. Acabei de conhecer seu blog e ler esse texto q me deixou extremamente surpresa com seus relatos, parece q vc escreveu p mim…. ‘Meu Deus como me identifiquei’….. Estou vivendo assim também, tenho vontade de fazer tanta coisa mas não consigo sair do lugar, a tristeza toma conta, sempre acho q não sou capaz e nunca vou consegui e etc… Mas nunca busquei ajuda pq tenho medo da reação do meu marido e da minha família. Mas as minhas crises estão acabando comigo. Eu queria saber de vc, q tipo de profissional vc procurou?e se atrás da conversa q o diagnóstico da depressão e feito?.
    Agradeço pela sua coragem de dividir sua história e quero te desejo uma excelente recuperação. Que Deus te abencoe.:*

  17. Michelle, acompanho seu blog, sou mãe de uma menina de três anos e trabalho fora. Acredito que eu seja ansiosa desde a infância. Fato que se agravou na adolescência, principalmente na época de vestibular, chegando às crises de pânico novamente na vida adulta, amenizadas com tratamento, e um remédio muito bom que é a corrida. No entanto, quando tive minha filha já no segundo dia, na maternidade ainda, tive os sintomas de ansiedade novamente e após alguns dias, já em casa. Essa época não tomei remédio, pois estava amamentando. Ano passado, novamente, por ser um ano estressante, corrido e cansativo tive um episódio de crise do pânico na hora em que estava trabalhando. Foi complicado, estou tomando remédio, me sinto bem melhor. A ansiedade, depressão é muito complicada de se lidar, não é fácil. Mas hoje, mais madura, tento me controlar. Realmente é uma superação, mas fique firme tenho certeza que você vai melhorar, torcemos por você! Bjs

  18. Michelle, você é uma mulher admirável! Sua coragem em relatar seu problema com certeza ajudou muitas de nós mulheres e mães que te acompanham. Eu mesma já passei por isso algumas vezes…Muita força e fé! Hoje eu posso dizer por experiência própria que a fé em Deus e em Jesus me ajudou muito a trazer paz nesses momentos. Quando puder volte a fazer seus posts maravilhosos e necessários para nós! Se cuide!

  19. Ei Michelle! Sinto muito pelo que você está passando. Venho de uma família com inúmeros quadros de depressão: minha mãe, eu, minha irmã, tias, primos… No meu caso já estou liberada dos remédios, mas tive depressões muito sérias (se é que existe alguma que não seja) com episódios de surtos, com gatilhos parecidos com os seus: cansaço, excesso de atividades, ansiedade, cobrança interna. Hoje eu e minha mãe estamos bem, mas minha irmã luta contra a doença e também contra a insônia, que vc também relatou ter. Deito e levanto pensando em como ajudá-la, já que ela está desacreditada dos tratamentos médicos, não aceita terapia. Você disse algo muito verdadeiro: só quem já teve ou convive com quem tem depressão consegue entender! E quanta ignorância das pessoas ao falarem que basta um tanque de roupas sujas pra pessoa melhorar (já ouvi essa expressão de pessoas próximas)! Essa doença é tão complexa, tão cheia de detalhes e subjetividades que não pode ser tratada dessa forma! Acho essa questão de reprogramar a mente muito importante! Mesmo que não seja tarefa das mais fáceis, é preciso que a gente parece e tente se enxergar por dentro, analisar nossos pensamentos e padrões mentais. Nosso cérebro é uma máquina muito poderosa, e fazemos pouco uso eficiente dele! Com relação à insônia, minha sogra falou que tem um chá muito bom, de maracujá com maçã (ferve a polpa do maracujá com uma maçã picada). E por que vc não procura saber sobre os florais? Quando tive depressão, usei muito o Rescue (esse é tipo um de socorro imediato). No mais, você faz falta aqui sim. Mas tente se concentrar em você e nas suas necessidades. Você é muito linda, sua família é especial e seu trabalho aqui no blog é um capricho! Desejo pra você o que eu tenho desejado pra minha irmã: libertação dessa doença tão triste e uma vida plena, como todos nós merecemos. Me perdoe pelo testamento. Beijo grande

  20. Michele, super me identifiquei contigo.
    Tenho as mesmas características de cobrança e achava que isso fosse normal, até que procurei ajuda terapêutica para entender o que estava acontecendo comigo .
    Não é algo que eu consiga controlar totalmente, mas aprendi com terapia a identificar os meus pontos fracos e fortes e a compreender o que ocorre quando estou assim.
    Externalizei ao meu companheiro para que ele compreenda esses altos e baixos e assim consigamos viver bem.
    Mas, se no seu caso precisa de medicação, não a deixe de lado. Faz parte de você e será necessário para seu bem estar; não se culpe se precisar tomar para dormir pois isso fará você ter aquele sono reparador para amenizar o stress.
    Não sou médica, mas acredito na medicina e nas soluções que ela apresenta para esses problemas.
    E fica tranquila que mesmo que demorem os posts sempre voltaremos para lhe acompanhar.
    Beijão
    Fique bem!!!

  21. Querida parece que estou lendo o livro da minha historia.. Tb tenho ansiedade e depressão e me identifiquei muito… Já aprendi a ludar melhor com meus sentimentos.. Com ajuda de terapia, meu grande médico e amigo psiquiatra e com a vida!!! Acho que realmente devemos falar mais sobre isso sim.. E ajudar as outras pessoas!!!

  22. Eu já tive uma crise depressiva! Digo pra mim mesma que tenho depressão, mesmo que esteja bem, para ficar alerta que se eu vacilar, ela volta. Sei bem tudo que você falou!
    Um grande abraço carinhoso !

  23. Minha querida,

    Sinta o meu abraço e, mais que isso, minha TOTAL COMPREENSÃO do que você está sentindo e passando. Passo pelo mesmo processo. Sou uma pessoa extramente ansiosa e sofro de depressão. Sabe, passei quase 02 anos inteiros da minha vida literalmente dopada de remédios…. Foram 02 anos de tormento, em que perdi o foco e o rumo da minha vida… De forma total… Meu marido e eu dizemos que foram 02 anos vegetando… Se quiser, um dia lhe conto o tormento que vivi….

    Meu principal conselho é: cuide de você. Por você e pelos seus. Eles precisam de você, mas você precisa de você acima de tudo!

    Cuide-se e conte com meu apoio.

    Beijos

  24. Boa noite Michelle! Vc está no cominho certo. Eu venho de uma família, que tem diversas pessoas que passaram e/ou passam por esse problema. Meu pai faz tratamento há 13 anos….e por várias vezes, ele largou os remédios por conta própria, e a situação se agravou.Hoje, depiis de mais de 10 anos, consigo enxergar uma melgora significativa nele, e para minha felicidade, ele está a pouco de parar com os medicamentos, por prescrição médica. Eu tb precisei de ajuda, quando terminei um relacionamento de 7 anos, faltando 3 meses para o casamento. Além dos remédios, a terapia me ajudou demais. Nos dias que tinha atendimento, eram as minhas melhores noites. Desejo que vc fique ótima. Quando se sentir “sem utilidade”, lembre-se: Vc me ajudou e me ajuda muito na minha gestação, a cuidar da minha filha e a manter meu casamento, pois eu não estava sabendo lidar com as dificuldades de um bebê, paralelas ao casamento. Um abraço!

    1. Oi Cristina! Não fique triste comigo, por favor. Haviam mais de 150 comentários a serem aprovados, inclusive o seu. Fiz dessa forma para não me perder e conseguir responder todo mundo, especialmente quem tem alguma dúvida, sabe? Não foi nada pessoal, todos os comentários estavam aguardando. Estou respondendo aos pouquinhos.

      Muito obrigada pelo carinho e pela força! E fico muito contente que de alguma forma meus textos te ajudem na sua jornada :)

      Bjo

  25. Parabéns lindo texto e me reconheço nele, na verdade acho q seria até um resumo da minha consulta com meu psiquiatra hj…quando terminei de ler nao acreditei.
    Aprender a lidar com a situação e saber a fugir dela. Boa sorte para nós e vamos seguindo um dia de cada vez …Um abraço

  26. Que bom que voltou!!! Tb tenho e tenho recusado a aceitar que tenho e preciso de ajuda por medo do que vao pensar… depressão e isto mesmo… uma luta diária entre nós mesmas…. o que tem me ajudado e que estou resolvendo e eliminando tudo aquilo que me faz mal e que "engolimos" e deixamos "passsar". Resolvendo da melhor forma possível. … tem sido libertador… Melhoras…. adoro seu trabalho.

  27. Muito bom ler esses relatos. A gente acaba se identificando de alguma forma.
    Sofro de ansiedade, de angustias, de fases boas e ruins.
    Só não consegui ainda procurar uma ajuda. Talvez por falta de interesse, por inercia…por motivos que nem eu mesma sei.

    Meus piores momentos são durante a TPM, que assim como a depressão, muitos acham que não existe, mas só quem tem, sabe o que é essa fase tão terrível.
    Me trasnformo.

    Assim como você, espero conseguir expressar tudo isso que sinto, mas pessoalmente.

    Força pra gente!

  28. Michelle, parabéns pelo relato, como sempre muito sincero!
    Estou numa fase muito parecida com a sua e me custa acreditar que estou ‘doente’, me recuso a procurar ajuda médica, admiro quem busca essa ajuda e tem coragem para enfrenta-la de cabeça erguida.
    Ando muito estressada, numa irritabilidade, e tô descontando na pessoa que não merece de forma alguma isso, na minha filha e depois bate o arrependimento e choro muito!
    Muito Obrigada Mi, você clareou minha mente e ainda (mesmo que pouco) vou criando coragem para admitir essa condição, que eu espero que seja temporária tanto na minha, como na sua vida.
    Abraços, fica bem.

  29. Oi Michelle ja falei e repito..adoro seus posts!
    Costumo dizer que tudo aquilo que é em excesso atrapalha… trabalhar o dia todo atrapalha, filhos o dia todo atrapalha, nada pra fazer o dia todo atrapalha…o bom seria ter tudo isso, um pouquinho por dia…. às vzs me bate um deprê tb, o meu caso é prq eu queria ter sido uma super mulher mulher, uma executiva com um alto salário, coisas assim, mas nada disso aconteceu.
    Fé em deus, e tire os pensamentos ruins da sua cabeça, curta sua família!

  30. Oi Michele.

    Muito corajoso seu relato. Acredito que ele reflete inúmeras mães que tem a vida muito ocupada e feliz junto a seus filhos e sua família; mas que com isso (veja é apenas uma opinião pessoal) esquecem-se de si mesmas…cedem e se doam tanto a ponto de inexistirem como indivíduo, como uma mulher (um ser tão peculiar, complexo e tão adorável!!). Eu também tenho uma filha de 2 anos e estou grávida de seis meses. Não raramente me sinto assim. Sobrecarregada, sendo esposa, mãe, filha, funcionária; agradando a todos….e deixando meus sonhos, projetos, meu simples livro de cabeceira pra lá….esquecido. Esse mundo que nos atropela, essa exigência de ser tudo, de conhecer sobre tudo, nos faz, no final das contas, não ser nada para nós mesmas.
    Somos esta “multipessoa”; mas somos mais; somos também nossas essências esquecidas!
    Desejo que esta fase passe e não volte. Desejo que você possa ser, enfim, a Michelle, do jeitinho que você sempre sonhou para si! inteira e cheia de detalhes.
    Um beijo com carinho de quem sempre acompanha seu blog!

  31. Olá Michelle! Senti sua falta tbm assim como todas que te acompanham.
    Sabe, muito dos seus posts descrevem exatamente os meus momentos, na verdade fico pensativa, acho que todas as mães passam mais ou menos pelos mesmos ciclos. Até mesmo o ano passado qdo vc deu uma sumida e voltou com um post, que descrevia seu momento muito parecido com o momento que eu tbm estava passandoode parecer clichê, mas vc me inspira como mãe, como pessoa e eu sinto que me identifico muito com vc. Eu não li seu post sobre depressão pós parto, entaum nem imaginava que vc já tivesse passado por uma situação assim…
    Eu tive minha primeira crise depressiva, se assim posso dizer, com 17 anos, na verdade sempre fui meio melancólica, mas nunca me dei conta disso como problema, só vi meu mundo desabar, comecei a fazer terapia mas não achei que resolveu e parei, desde entaum meus dias sempre foram uma luta contra sentimentos ruins, naum me dei conta que precisava de um bom tratamento e tbm ninguém se deu conta por mim. Em todos estes anos, em minhas crises eu procurava apenas terapia ou alguma atividade, viajem…coisas que vão maquiando a depressão, mas que não dão resultados por muito tempo. Resumo minhavida em uma luta diária, e mesmo nestes altos e baixos, nunca aceitei fazer um tratamento psiquiátrico, jamais aceitei isto para minha, e por fim em meados do ano passado, resolvi procurar ajuda de quem eu mais temia: o psiquiatra.
    Só resolvi procurar qdo vi que eu já naum podia mais sozinha, qdo minhas dores tomaram conta do meu corpo numa proporção insuportável, ainda maior do que de todos os anos que convivi com elas ( as dores). Qdo me vi em frente ao fogão, fazendo almoço sentada, por não suportar ficar em pé, tenho apenas 34 anos, não podia mais aceitar ser destruida pela ansiedade, pela tensão, pela depressão. Com muito medo e aversa a remédios, procurei ajuda, e hj digo que foi a melhor coisa na vida que fiz por mim mesmo, se eu soubesse o benefício que faria para mim, eu teria procurado ajuda antes. Aceitei RÉMEDIO PARA DORMIR, sim aceitei, pq tenho pensamento acelerado, mas tipo muito acelerado mesmo, e descobri que a minha destruição são os meus pensamentos, eles não me deixam dormir, entaum tomo meu remédio, durmo ( e naum durmo desmaiada, como achei que seria), meu sono ainda é leve, suficiente para cuidar dos meus filhos a noite se precisar, porém pego no sono facilmente, e como durmo bem no outro dia estou descansada, e naum fico tão irritada como antes. Mas um detalhe, o meu médico é maravilhoso,, e não sei se aceitaria tratamento se tivesse encontrado um médico em um perfil diferente dele. Hj ainda lido com os ajustes dos remédios, os efeitos colaterais são chatos, e tenho que lidar com eles tbm, mas estou feliz e otimista, que vamos nos ajustando e encontrarei a cura ou o controle para esta doença terrível que ninguém entende e ainda tem preconceito. Estou vendo os resultados positivos e ainda me vejo em mim, tinha medo de perder minha personalidade e ter uma personlidade moldada por remédios, e graças a Deus isso não aconteceu. Hj penso que além de um tratamento bem feito, temos que procurar uma ajuda espiritual dentro da religião de cada um , pois sem Deus não somos nada, temos que procurar ter qualidade de vida cuidando da alimentação, fazendo exercícios físicos, e estando com pessoas de bem que nos amem e sejam positivas.
    Bom desculpe pelo enorme texto, mas é que estava “entalado”, precisando sair, rs…
    Michele vc é do bem e sabe o que te faz bem, tenho certeza que vai superar, assim como todas que se manifestaram aqui, parabéns pela coragem de se expressar e tornar pública suas angústias.

  32. Michelle, já me sinto sua amiga há tempos e ao ler esse texto minha vontade foi de te abraçar e dizer “amiga força que as coisas vão melhorar”, parabéns pela sua coragem e determinação, você é um exemplo de mãe, profissional competente e pessoa. Bjus!

  33. Bem…tenho a mesmíssima história que a sua…eu li a sua como um livro escrito da minha!!! As crianças nas mesmas idades Melissa 5 anos e Lucas 2 aninhos e Julia de 16 é essa vc não tem :) . ..eu tenho 34 anos…filhos fim de férias exaustiva…reforma em casa que não tem fim…morando na minha irmã há um mês pq meu Lucas tem bronquite alérgica não pode está presente morando no po. Depressão? Eu vivi a morte…hoje eu vivo um dia poder vez. Pensamentos maus me querem dominar por conta da correria afinal são quatro pessoas para dar conta kkk…pode ver que nem se quer me contei. Tenho muito para falar…mais tô aqui viva…cuidando e lapidando com Cristo a vida dos meus tesouros. E bora viver né? ! Obrigada .

  34. Oi Michelle! Obrigada por compartilhar! Essas coisas são muito difíceis mesmo, tenho pessoas muito próximas que sofrem disso também. Li em um dos comentários aqui sugerindo acupuntura, eu ia perguntar se você já tentou. Nunca fiz, mas minha irmã trabalha com isso em SP, e aprendo muito com ela, acho acupuntura sensacional. Desejo melhoras pra você, que Deus possa abençoar pra que você melhore logo! Um beijo!

  35. Olá, Michele
    Somente o Senhor Jesus pode curá-la dessse mal, ele disse em sua palavra:”Eu vim para que você tenha vida, e vida em abundância.” Entregue sua vida a Jesus ele é o verdadeiro Deus e a vida eterna,Somente ele pode preencher o vazio em seu coração!Bjs!

  36. Michelle,
    Todo dia entro aqui e no insta para saber de voce…estava com saudades suas.
    Para ser sincera, admiro demais o seu jeito de expor as vísceras. Eu não conseguiria. Sou muito falante, mas sou discreta, sabe? Vejo esse desabafo como um sinal de socorro.
    Eu não tenho depressão clinica mas sou levada pelas minhas emoções. se estou legal, tudo flui, se estou abalada, tudo sai do controle. E isso não é legal. Uma hora as emoções tem que estar fechadinhas em um canto, para não comprometer o andamento das tarefas de casa, de rua, de ser mãe.
    Você não está sozinha, podemos andar de mãos dadas e seríamos milhares, cada uma com a sua particularidade. É o preço da nossa escolha, de ser mãe em tempo integral, ninguém nos compreende.
    Eu ficava muito mal, mas fui mudando a mentalidade e tendo prazer nas pequenas coisas. Excluí instagram, face, qualquer rede social. Isso só nos faz mal, pois a grama do vizinho sempre é mais verde.
    A felicidade é uma armadilha. Ninguém é feliz o tempo todo. Isso é a carapuça nos tempos de hoje. Se for para ser feliz desse jeito, prefiro a minha montanha russa de emoções que é muito mais REAL.
    Eu aprendi várias coisas que não me julgava capaz, li mais e refleti mais também. Impressionante como o tempo sobre sem a net.
    Mantenha o blog, o insta mas deixem eles em segundo plano. Você e sua família são o primeiro. Eu acredito que Deus aquieta a alma. Nós temos um vazio dentro de nós, que só Deus preenche.
    ” Mas os que esperam no Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão. ” Isaías 40:31

  37. Mi, seja firme e tenha em mente que você é exemplo para muitas mães e mulheres, como é para mim…
    Adoro abrir o blog e ver os detalhes das festinhas e a forma como trata a vida real de mae e de mulher, que só uma super mulher pode deter desse talento!
    Logo encontrará suas respostas ! Que Deus e Nossa Senhora te iluminem por esse passo!

  38. Paaarabéns pelo texto, eu e meu marido decidimos engravidar mas esse é meu maior medo porque sem os medicamentos é muito difícil tenho crises desde criança, não é fácil tenho muitos medos porque não posso tomar medicamentos durante a gravidez e mesmo se puder tenho la minha duvidas de quanto isso afeta o bebe então prefiro não arriscar, é muito bom saber que não estou sozinha.

  39. Oi Michele, seu post foi carregado de sinceridade! Tem tanto preconceito e má informação sobre isso que só atrapalha e piora a vida de quem tem essa doença. Infelizmente a depressão tem se tornado comum com a vida que levamos hoje, mas felizmente há também maneiras de tratá-la né? Eu tive há muitos anos e me recusava a aceitar justamente por ter uma vida maravilhosa também, mas graças a Deus procurei ajuda e desde então estou bem… Você mencionou que tem ressalvas quanto a terapia, (eu também tinha), mas ajuda demais, só que você precisa achar uma que “tenha a ver” com você, eu fui em 3 até achar uma que me identifiquei e me ajudou MUITO a enxergar as ferramentas para lutar contra isso. Acredito que os remédios são necessários em muitos casos e ainda bem que estão aí pra ajudar, mas se possível, acho legal investir e persistir em usar formais mais naturais (alimentação/exercícios/terapia) pois o cuidado tem que ser pra vida toda né? Parabéns por se expor aqui, acredito que vai ajudar muito outras pessoas e torço para que você se recupere e encontre sua maneira de lutar e vencer tudo isso. Bjs

  40. Michelle, teu post tocou fundo no meu coração.
    Entendo perfeitamente o que vc está sentindo pois também já passei e estou passando por isso. Tenho uma filha linda de 1 ano e 7 meses e um marido que sem dúvidas foi presente de Deus, mas infelizmente tenho minhas frustrações, meus altos e baixos.
    Adoro ler teus posts eles têm me ajudado muito.
    Um abraço apertado e um beijo no coração.
    Força! Vc é uma guerreira!

  41. Mi,

    Não consigo sequer imaginar como tem sido, nós enquanto mulheres já carregamos um fardo muito grande, somos mães, filhas, esposas e agora trabalhamos também fora de casa. O mundo não é fácil para nós, o que posso te dizer nesse momento é algo que uma pessoa muito, mas muito especial mesmo disse a você, creio que há pouco tempo:

    “você consegue, encontre a força dentro do seu coração.”

    Um abraço gigante, que Deus olhe sempre por todos nós!

  42. Não tenho depressão, mas tenho certeza que não é frescura, é sim uma doença que deve ser tratada. Costuma dizer a uma amiga minha que sofre com a depressão que do mesmo jeito que eu tenho que tomar meu remédio para Esclerose Múltipla para viver bem, ela tem que tomar o dela para a Depressão para viver bem. E assim fazemos as duas.
    Quanto a terapia, acredito que você deveria dar um crédito de confiança aos psicólogos. Fiz terapia antes do meu diagnóstico de Esclerose Múltipla, apenas para me conhecer e entender minhas atitudes e foi muito bom. Acho que foi uma das melhores coisas que fiz por mim até hoje.
    Hoje sou casada e feliz, tenho 1 menininho lindo.
    Mantenha seu tratamento e seja feliz!!

  43. Oi, Michelle!
    É ótimo que você se sinta tão a vontade para nos contar sobre um assunto tão íntimo – e sério! – da sua vida.
    Tenho transtorno de personalidade emocionalmente instável, o famoso borderline. Tão mal falados que vou omitir meu nome aqui.
    Meu sonho é ter filhos, tanto que acesso seu blog desde o “sobre fraldas”. E olha que tenho 19 anos! Ou seja, faz tempo! E desejo ser mãe, desejo parir desde sempre. Faz parte do meu universo.
    Paralelamente: aos oito anos comecei com crises de pânico. Depois disso, sofri com vários transtornos diferentes: depressão, ansiedade, anorexia, toc, bulimia. Tudo fruto do transtorno de personalidade. Esse transtorno não é tão raro, mas é pouco conhecido nos médicos. Tanto que fui diagnosticada erroneamente por dois médicos – o que quase custou minha vida, pois cheguei a me jogar do segundo andar da minha casa.
    É uma nuvem profunda, uma ansiedade, angústia, dias ok, horas ok, horas felizes e acessos de raiva. São cinco remédios e duas sessões de psicanálise por semana.
    E a vontade enorme de ter filhos. Não muito logo, mas em cinco anos.
    E saber que cinco anos e muito pouco para me estabilizar.
    É frustrante, Mi(pode chamar adsim?)
    Eu sei que quero minha Athena, minha Luna, minha Kyra, meu Otavio.
    Eu sei que elas só podem vir quando eu estabilizar de forma profunda.
    Eu sei que vai demorar.
    E tudo isso me desespera.
    Ah, como eu queria que isso fosse embora!
    Como eu queria poder engravidar!
    Como eu queria…
    E como eu queria que se falasse mais do transtorno – pq se fala do transtorno bipolar, mas o borderline eh visto como falta de caráter, de limites, uma coisa que vc adquire…tanto q nenhum famoso admite que tem.
    Talvez aí eu pudesse revelar meu nome e falar disso mais livremente
    Enquanto isso, fico na caixinha e conto a quem, para mim, interessa saber.
    Beijao!

  44. Mi querida, parabéns pela coragem em postar sobre esse momento que está passando de uma forma tão aberta. A depressão infelizmente ainda é vista como um “problema” e que por tabu/tradição/cultura assombra a sociedade brasileira. Sem falar na falta de conhecimento que “permite” qualquer um de julgar e rotular o depressivo. Não bastasse as críticas e comentários desnecessários, muitos ainda usam disso para te prejudicar no trabalho ou em outra esfera da sua vida. Não desejo essa doença para ninguém, estar no fundo do poço sem forças nem vontade para sair e “assistir anestesiada” sua vida passar? Lamento profundamente termos profissionais na área da saúde tão superficiais que se limitam a apenas dar receita e ainda dizer vamos “torcer” para você melhorar… Para finalizar, recomendo sim uso de antidepressivos e ansiolíticos, prescritos por um médico, nas crises e por um período de manutenção, mas acima de tudo veja que a cura vem (e veio para mim) apenas quando o paciente e o profissional se unem para que isto aconteça através da terapia (autoconhecimento). Fé e força Mi, se precisar lembre que estou ao seu lado nesta luta! Bjss e se cuidem! Pri

  45. Parabéns pela coragem e pela nobreza ao compartilhar sua experiência. Já leu os posts do Paulo Villaça, o crítico de cinema, sobre os relatos dele de depressão? Muito bom.

    Uma coisa que só ansiosos sabem, é a questão da perfeição, e quando não sai tudo como planejado, a culpabilização e análise exagerada das falhas e como isso paralisa as próximas ações. E aí o ansioso sabe de tudo isso, sabe que tem que parar com esse ciclo e fica nesse loop.

    1. Oi Lorrene! A ansiedade é um transtorno difícil de lidar justamente por isso, pela busca por perfeição, por causa das cobranças internas… Vou ler esses textos que você indicou.

      Muito obrigada pelo carinho e pela força!

      Bjo

  46. Michelle, parabéns pelo relato, como sempre muito sincero!
    Estou numa fase muito parecida com a sua e me custa acreditar que estou ‘doente’, me recuso a procurar ajuda médica, admiro quem busca essa ajuda e tem coragem para enfrenta-la de cabeça erguida.
    Ando muito estressada, numa irritabilidade, e tô descontando na pessoa que não merece de forma alguma isso, na minha filha e depois bate o arrependimento e choro muito!
    Muito Obrigada Mi, você clareou minha mente e ainda (mesmo que pouco) vou criando coragem para admitir essa condição, que eu espero que seja temporária tanto na minha, como na sua vida.
    Abraços, fica bem.

  47. Michelle, em primeiro lugar, que bom que está tudo bem e obrigada por dividir. Compartilhando a gente ajuda a desmistificar a doença. Eu li seu post pelo celular há um tempo mas esperei para comentar pelo laptop com calma. Eu acho que você sabe que eu entendo muito bem o que você descreveu. Tão bem que não consigo deixar de sentir sua dor também. Aos poucos eu tenho aprendido a me ajudar e desejo que você siga o mesmo caminho.
    Um beijo meu

  48. Obrigada por compartilhar, tenha certeza de estar ajudando muitas pessoas, especialmente nós mamães e nossos filhos e maridos. Não é nada para se envergonhar e muito menos temer julgamento. Esse esclarecimento é essencial para que outras pessoas aceitem o próprio diagnóstico. Muito obrigada.

  49. Obrigada!! Primeiro por mostrar que não estou só, que muitos podem estar sentindo o que sinto, e principalmente, a culpa não é minha, aliás, ninguém tem culpa. Segundo, que ao compartilhar sua história acaba nos dando força para seguir em frente, procurar caminhos, não desistir jamais. Fica bem, que fiquemos bem!!

  50. Nossa Mi me vi muitas vezes em suas palavras, eu com 3 abri mão de um emprego por outro que trabalho menos e não me completa… vivo nessa correria pra cima e pra baixo, não tenho tempo pra mim, pra minha casa, até para ter qualidade com meus filhos, nunca mais dormi…

  51. Querida Michelle, o que eu queria mesmo era te dar um abraço apertado! Quanta coragem mulher!!!! Parabéns por se expor tanto de uma forma tão sincera, pura e humana. Acompanho esse blog há tempos, mas de uns 2 anos pra cá quase nunca acessava por esquecimento e falta de tempo mesmo (o tempo útil de internet ficava para o instagram…). E agora qdo volto aqui com sede de ler vários posts me deparo com esse tão cheio de coragem, inspirador. Vc é um exemplo de mãe, mas principalmente de ser humano. Força, coragem, vc consegue!!!
    Beijo grande

  52. Olá Michelle. Tenho dois filhos um menino de 2 anos e 10 meses e uma menina de 1 ano e 4 meses. Uma diferença muito pequena de idade entre as crianças que me faz ter um trabalho enorme , ainda cuido da casa e trabalho. Estou muito desgastada , cansada. Tenho chorado demais e tido enxaqueca todo dia. Não aguento mais , pois minha vida profissional está estagnada , trabalho numa coisa que não gosto e larguei a faculdade. Sinto que só vivo para os filhos e casa e estou infeliz . obrigado pelo relato. Adoro sei blog

  53. É preciso ter muita força para contar tudo isso… Sua vida, seus pontos fracos, suas angustias e seus sonhos. Parabéns!!!! Parabéns por não desistir, seja por vc seus filhos e família. Depressão é uma coisa séria e acredito que a maioria das pessoas já teve ou tem depressão. Falar ou escrever pode ser doloroso mas sempre dá uma aliviada. Torço de coração pela sua melhora, entendimento ou qualquer outra coisa que te ajude a ser 100% vc.

  54. Minha querida, eu não tinha lido este post. Vida louca com dois meninos e gravidez, além de casa, escritório, blog. Sinta o meu abraço apertado, ainda que tardio. Seja forte na sua luta, aceite-se: vc é uma pessoa maravilhosa.

    Meu beijo grande.

  55. Você é incrível! Por favor, se cuide…
    Quando você estiver mal, lembre-se que você não está sozinha… Todas nós estamos enfrentando as nossas batalhas internas… Mas pode ter certeza de que você está se saindo muito bem!
    Relaxa, nós amamos as suas imperfeições.. :)

  56. “Preciso saber reconhecer o que me abala e o por quê. Eu preciso aprender a ouvir o que meu corpo me diz. Preciso me exercitar regularmente, de alguma forma. Preciso me alimentar melhor e suprir as carências do meu organismo. Preciso dormir melhor. Preciso continuar sendo a melhor mãe que meus filhos podem ter. Preciso viver feliz e apaixonada, como eu sou realmente.”

    Michele, essa coisa de se reencontrar com quem somos de verdade parece simples mas não é tanto assim. Tive um período muito difícil da minha vida depois do nascimento do meu filho Kaique. O casamento ia mal, meu marido viajava a trabalho, era despreparado para o casamento, a família dele não me aceitou nunca como eu gostaria, minha mãe achando que me ajudava acabava por encher a minha cabeça com falações (de verdades) desnecessárias e insensatas, um filho para cuidar, um emprego que eu ganhava mal e um nível de estresse, ansiedade e insegurança enorme.
    Dormia pouco, comia pouco, super irritada, e mal comigo porque como é que eu era capaz de me sentir tão mal se ser mãe é a coisa mais linda e sublime do mundo? Culpa, culpa, culpa!
    Vontade de largar tudo, abandonar o casamento, o emprego, a parentela que me desprezava um sentimento de arrazo completo. Mas nunca tive coragem. Sou evangélica e namorei meu marido por 7 anos até engravidar. Estávamos com apartamento comprado e em obra quando engravidei sem querer. Foi no mesmo mês da minha formatura, eu tinha emprego encaminhado, garantia de salario melhor, sonho de pós graduação, carro em vista e liberdade!
    Todo esse meu castelo ruiu de repente. Meu então noivo ficou triste com a minha repulsa pela gravidez e a nossa relaçao nos primeiros tempos foi dificil. Imaturos e mal orientados isso é nós eramos, mas a gente se amava muito. e por isso eu nunca abri mão da gente.
    Meu filho nasceu pre-maturo mas ótimo, era um bebê lindo e especial mas a cada dia eu sentia aquela sombrinha, aquela tristeza tão familiar.
    Sentia uma saudade do meu marido enorme, queria ele demais comigo, mas os pais também o queriam muito, não entendiam que o casamento de fato tinha chegado.
    Sofri muito, briguei muito, gritei, chorei chorei chorei… Fiquei magra 48 k e sem vida.
    Até que um dia decidi ir ao serviço de psicologia do hospital onde trabalhava, detalhe sou enfermeira e conheço a fisiologia da depressão, tenho uma mãe extremamente depressiva e fui eu quem cuidei dela com 9 anos de idade na gestação da minha irmã – até hoje me sinto meio mãe das duas, mas tô desapegando disso porque por enquanto eu só pari 1 filho, os outros Deus cuida, eu só ajudo.
    Não tive a menor empatia com a psicologa e acho que nem ela comigo, passava as sessões olhando pra parede e chorando de cara feia pensando comigo, retardada, idiota, estudou tanto pra quê? Pra me ver chorar? Isso eu faria no espelho. Fui passada para a chefia do serviço de psicologia como resistente e caso difícil. A nova psicóloga Neli Azeredo foi como luz nas trevas das minhas entranhas. Tô muito emocionada, lembrar disso tudo hoje me faz sentir vencedora.
    Ela começou a terapia como quem bate um papo informal… Trabalha aqui no hospital colega? Em que setor? Você é enfermeira mas é tão jovem? Deve gostar de cuidar das pessoas…
    E o que vc faz quando sai daqui? Foi esse o gancho para o início da nossa relação… mostrei foto do meu bebê e a cada encontro, sim encontro- não é consulta! Ela perguntava como estava minha fofura.
    Aos poucos fui me sentindo segura para falar da minha intimidade, da rejeição dos pais do meu marido que me afetava muito e para cada problema que eu trazia, ela não me dizia o que fazer, mas ela me fazia pensar e olhar se não havia outro caminho que me trouxesse menos dor.
    Aos poucos fui relacionando a minha vida atual com a vida que tive na infância, com a vida dos meus pais e com a vida que eu Amanda desejava ter para mim e não para nós (eu e marido).
    Descobri que eu queria mais a sensação da paz e menos a gangorra da ansiedade, que eu queria garantia de amor e a paixão só de vez em quando, entendi que nem sempre as ideias da minha mãe eram as mais corretas, que nem Jesus Cristo agradou a todos que dirá eu Amanda mortal…
    Entendi que nem Deus me quer num casamento que não me traz estabilidade e alegria, descobri que podia ser feliz comigo mesma.
    Só então comecei a melhorar… No meio disso tudo 1001 problemas indiretos acontecendo, mas eu foquei nos meus. Me afastei dos sogros, esclareci em pratos limpos todas as inverdades que falavam a meu respeito, me separei, terminei o MBA a distância porque era o que me era possível com um filho pequeno, diminui 90% a interferência de terceiros na minha vida e isso inclui a minha mãe que amo, é ela quem cuida do meu filho para eu trabalhar mas da minha vida cuido EU! e voltei para a igreja porque estar em comunhão com Deus me traz muita paz.
    Depois de 3 meses separada reatamos o casamento, meu filho ficou muito feliz e meus pais também, meus sogros continuam iguais e optamos por não conviver porque não sou adepta de relações que não primam pela sinceridade. Mas enfim eu nunca serei amada por todos e isso eu já entendi, ainda me incomoda mas não me paralisa. Meu marido apesar de muito imaturo e sensivel à influência dos pais quando nos casamos, sempre me amou e nunca desistiu de mim, mesmo nos meus piores momentos.
    É nisso que me apego quando alguma nuvem preta chega, tenho um homem que bota a cara pra bater pela nossa familia, um filho lindo, um trabalho que me abençoa e tantos sonhos pra viver, ah quantos sonhos ainda! Mas só a terapia me ajudou a encontrar a razão de ser dos meus nós da alma.
    Conselho de amiga, tenta a terapia, se não curtir o primeiro, tenta outro profissional.
    Os primeiros encontros podem te fazer achar uma besteira mas com o tempo, te leva a pensar.
    Somos responsáveis pela nossa vida – alegria e tristeza, é claro que teremos perdas e sofreremos mas a superação tem que vencer sempre. Sei que a sua história é diferente da minha mas hoje eu enxergo a minha vida pela minha própria ótica e não pelos olhos da minha mãe e nem por trás dos meus sonhos de menina. Hoje eu vejo que eu tenho defeitos e meu marido também mas que temos muitas qualidades e acima de tudo, um amor exagerado que nos faz querer estar juntos pra sempre.
    Sou louca pela minha familia, estou me preparando para tentar o segundo bebê e apesar dos problemas corriqueiros eu sou feliz à beça!!! Amo cada uma das minhas escolhas, sofri e amadureci, entendi que não dá pra carregar o mundo e os problemas de todos nos meus ombros, percebi que o que me faz mal eu preciso tirar da minha vida, aprendi a pensar como sujeito!
    Hoje eu me amo mais e vou ser feliz , já sou, independente de qualquer pessoa e qualquer situação.
    Porque sou Herdeira de Deus e co-herdeira de Cristo e porque sou autora da minha história.
    Um beijo enorme e paz pra você.

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