15 abr 2014

Sobre aceitar a personalidade de nossos filhos

Meu irmão nasceu quando eu tinha 7 anos de idade. Eu era uma menina muito amada, bem cuidada e, como primeira neta, eu era também o centro das atenções da família. Foram 7 anos de reinado absoluto, sendo a menininha do papai e da mamãe, especialmente, a menininha do papai. Ele, sempre foi um pai maravilhoso e presente, mas, a partir do nascimento do meu irmão, mudou muito comigo. Foi uma mudança gradual, crescente, que poderia ser imperceptível para os outros, menos para mim.

O assunto é complexo e eu poderia passar horas aqui escrevendo sobre os meus conflitos pessoais. Mas, vou me ater a um ponto apenas: a dificuldade que nós, pais, temos em aceitar a formação da personalidade de nossos filhos.

Hoje, percebo que meus pais provavelmente não souberam lidar direito com o meu crescimento, com a minha evolução de criança para adolescente e, consequentemente, mulher. Eles tiveram dificuldades em aceitar que eu teria sim uma personalidade própria, e, provavelmente, diferente daquela que eles haviam idealizado para mim. Porque sim, os pais idealizam como gostariam que seus filhos fossem e isso, vai além de querer que sejam amáveis e educados, por exemplo.

Me lembro de ser muito insegura, de ter medo de errar, de sempre achar que poderia ter feito melhor, e principalmente, de ter medo de ser quem eu realmente era, medo de “aparecer”. Porque eu me sentia censurada em cada passo que eu dava. Sentia que estava fora do ideal de filha que meus pais tinham.

Isso influenciou muito na minha vida toda. Coisas ditas lá trás que refletem até hoje, em quem eu sou. Que ajudaram a me moldar como pessoa e como mulher – para o bem e para o mal. Por isso, percebo a importância – especialmente da figura do pai e das coisas feitas e ditas por ele – para uma menina.

Depois que Leonardo nasceu, tenho notado que estamos mais impacientes com a Melanie. Tenho notado uma certa dificuldade (principalmente por parte do Alexandre) em aceitar que ela está formando sua personalidade, que está crescendo.  E tenho visto algumas imposições e censuras a algumas atitudes dela, que saiam do contexto de “correto” e de “aceitável” que nós temos. E essas atitudes, têm sido interpretadas como “desobediência”. Mas nem sempre são. Muitas vezes são apenas “preferências”.

Isso tem me incomodado um bocado. Me fez questionar até onde podemos interferir e quando devemos realmente interferir no modo como nossos filhos agem. Me fez questionar o que é realmente errado ou certo e nosso direito de julgar isso tudo.

Ficou claro para mim que nós, como pais, temos o dever de educá-la e guiá-la, mas não temos o direito de censurá-la. O fato dela não ser como nós idealizamos em alguns momentos (como isso soa egoísta, não?) não faz com que as atitudes dela sejam “erradas”. São apenas diferentes. E principalmente: são atitudes de uma criança em processo de formação de caráter, em formação de personalidade. Uma criança que está aprendendo a cada minuto com as nossas atitudes e as nossas palavras.

Eu, gostaria que minha filha fosse livre, para ser quem ela quiser, do jeito que ela quiser. Sem julgamentos, sem medo. Que dance quando sentir vontade de dançar, que use o batom que quiser usar, que pinte as unhas de vermelho quando quiser pintar e que nunca se cale quando quiser falar. Porque eu queria ter feito isso. Queria ter sido eu mesma, queria não ter sentido medo de errar.

Quero que ela possa ser plena em todos os sentidos e que se sinta aceita e amada por nós, como ela é. Porque o mundo já é suficientemente duro com as pessoas.

Conversarmos, eu e Alexandre, e fiz com que ele visse as coisas sob outra perspectiva, sob outro ponto de vista. E acredito que ele tenha entendido. E temos nos policiado nesse sentido, desde então.

Ainda assim, lhe encaminhei um texto, que caiu como uma luva nessa situação pai e filha. E é esse texto que vocês leem abaixo.

Ela deve ter uns 4 aninhos. É tão pequena, tão vulnerável. Mas ela não está preocupada com nada disso, cantando sobre baratinhas e aranhas, calçando sapato tipo boneca. Fico com os olhos marejados olhando para ela. Fico com os olhos marejados olhando o pai olhar para ela. Aos 4 anos, ela não faz ideia da importância que esse homem, seu caráter ou suas palavras terão na vida dela por muitos e muitos anos. Talvez nem ele mesmo saiba.

Então, para todos os papais de garotinhas que ainda não têm idade suficiente para expressar o que elas precisam de você, aqui está uma lista de coisas que nós gostaríamos que vocês soubessem:

1. A maneira que você me ama é a maneira em que vou amar a mim mesma.

2. Pergunte como estou me sentindo e ouça atentamente a minha resposta, pois preciso saber que você me valoriza antes de poder entender o meu real valor.

3. Eu aprendo a maneira em que devo ser tratada pela maneira que você trata a minha mãe, independente de você ser casado com ela ou não.

4. Se você estiver com raiva de mim, eu sinto, mesmo sem entender, então converse comigo.

5. Por favor, não fale de sexo como se fosse um garoto adolescente ou vou pensar que é algo nojento.

6. Quando você fala com um tom gentil, eu entendo bem melhor o que você está falando.

7. A maneira que você fala sobre o corpo feminino, mesmo que seja “só de brincadeira”, é o que eu vou achar do meu próprio corpo.

8. A forma que você trata o meu coração, é a forma em que vou permitir que ele seja tratado por outros.

9. Se você me incentiva a descobrir o que me faz feliz, é isso que eu sempre vou buscar.

10. Ensine-me a amar a arte, a ciência e a natureza e eu aprenderei que o intelecto é mais importante do que o tamanho do meu manequim.

11. Deixe-me falar exatamente o que eu quero, ainda que seja errado ou bobo, pois eu preciso saber que você aceita que eu tenha uma voz forte.

12. Quando eu ficar mais velha, se você se mostrar assustado em relação ao meu corpo em transformação, vou acreditar que existe algo de errado com ele.

13. Se você me tratar com carinho, eu aprenderei a abraçar a minha própria vulnerabilidade ao invés de ter medo dela.

14. Quando você me deixar te ajudar a consertar o carro e a pintar a casa, eu vou acreditar que sou capaz de fazer qualquer coisa que um menino também faz.

15. Quando você protege minha feminilidade, eu aprendo que tudo em mim vale a pena ser protegido.

16. A maneira como você trata o nosso cachorro, quando acha que eu não estou olhando, me diz mais sobre você do que praticamente qualquer outra coisa.

17. Não deixe que o dinheiro seja o mais importante, ou eu vou aprender a não respeitar nem o dinheiro, nem você.

18. Me abrace, segure e beije de todas as formas que um pai faz que são boas, puras e corretas. Preciso muito disso para entender o que é um toque saudável.

19. Por favor, não minta, porque eu acredito no que você diz.

20. Não evite as conversas difíceis, pois fazendo isso você me faz acreditar que não vale a pena lutar por mim.

Na verdade, não é complicado. Garotinhas simplesmente amam seus papais. De vez em quando, quando a sua filha estiver rodopiando com aquela saia de babadinhos, lembre que um dia ela vai crescer. O que você quer que ela saiba sobre os homens, a vida, o amor e ela mesma? O que você faz e diz agora vai afetar o resto da vida dela. Papais, nunca subestimem o impacto que as suas palavras ou ações tem nas suas filhas, não importa a idade que elas tenham.

texto escrito por Tara Hedman, psicoterapeuta. daqui.

Eu, quero que minha filha – que meus filhos – sejam apenas… livres. Como todos nós deveríamos ser.

MelanieeLeonardo-4

23 comentários no blog

  1. kelly marinho em

    Perfeito !!

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  2. Bia Araujo em

    Emocionante! Nos faz voltar a nossa infancia!

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  3. cintia em

    Eu simplesmente amos seus posts, nós, meninas nos sentimos assim mesmo em relação aos nossos pais, ontem eu também tirei este texto e dei ao meu marido (sou mãe de uma menininha, e eu sei o quanto o que o PAI, faz ou fala, nos compõe. Amei o texto, amei seu post. Parabéns!

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  4. Joana em

    Michele,

    Acompanho seu blog há muito tempo e dessa vez você se superou! Adorei seu texto! Me identifiquei muito! Tenho duas meninas pequenas, de 1 ano e a outra de 2 anos e 9 meses e me vi em várias situações mencionadas por você neste texto. PARABÉNS! Seus textos estão excelentes e, com a sua segunda maternidade, você ficou muito à flor da pele !

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  5. Adriana Rodrigues em

    Muito bom o texto, de fato, as ações dos pais têm um impacto muito forte na vida das filhas. Minha filha está com dois anos e é muito apegada ao pai. Acho linda a relação deles. É uma admiração e um amor tão grande dela por ele, que quando ele reprova ela em alguma coisa ela chora muito mais do que se fosse eu falando. Depois passa horas dizendo pra ele: – Você brigou comigo, mas eu amo tanto vc e vc brigou comigo. É uma graça! Pena que os pais não são dotados da tamanha sensibilidade das mães em enxergar além dos que os olhos possam ver! Muito linda sua família, admiro seus pontos de vistas de coisas tão presentes na vida de muitas famílias. Bjos.

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  6. Fayda Fabiolla Rodrigues Fernandes em

    Super bem colocado e reflexivo o seu texto.Me fez analisar e repensar certas atitudes minhas, como filha, e as que estamos tendo com nossa filha, de fato nós influenciamos muito nela, porém, a presença e, a atitude, o sorriso do pai faz total diferença na reação dela….
    Obg pelos excelentes textos e assuntos abordados, assim como tantos outros , este será assuntos de pauta ak em casa hj!!!!

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  7. Aline em

    Nossa, fiquei emocionada com esse texto! Me vi em muitas situações, não tive um pai presente na minha vida, e sei exatamente o impacto que isso causa! Hoje tenho um marido muito especial, temos duas filhas (Laura e Helena) e oro a Deus todos os dias para que o meu marido possa ser um pai assim!!

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  8. Marianna em

    Ola Michelle,

    Olha so, lendo as suas profundas e cuidadosas palavras, me lembrei da teoria Montessoriana, com a qual me identifico e pratico na educação do meu filho…a colocação abaixo parece ir um pouco ao encontro do que vocês estão vivenciando e cabe ainda melhor em outros contextos, que não me parece o de vocês, um superprotecionismo, por exemplo…

    O ambiente precisa dizer à criança:

    Você é livre;
    Você pode tentar;
    Você é tão importante quanto o adulto.

    Um abraço querida!
    Mari

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  9. Patricia em

    Disse tudo Michelle, também acredito que mudei meu comportamento com meu filho mais velho, de três anos. E , percebo também, que reproduzimos ações de nossos pais, boas ou más! Esse texto nos faz refletir! Beijão!

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  10. Aline Venditti em

    oi Michelle, amei o seu texto, na realidade chorei muito. Me identifiquei em cada palavra, assim como vc fui filha única até os dez anos, e quando minha irmã nasceu vi nitidamente tudo que havia no meu pai mudar … é muito muito difícil se sentir dessa forma e vem dentro de mim até hoje. gostaria muito que minha mãe tivesse feito isso de conversar com ele mas infelizmente …
    Como você também estou muito muito preocupada com a chegada do meu segundo filho, e é como se eu estivesse traindo minha filha mais velha trazendo alguém para tomar seu espacinho, isso é o que o meu eu diz mas como mãe sei que tem espaço e amor suficiente para todos. espero que meu marido saiba como lidar com isso e que nele como pai não haja essa mudança. Mas sinceramente não sei como será. estou rezando muito e me preparando para que durante os anos essa postura seja mantida. se puder sempre fale sobre esse assunto. muito lindo e muito delicado.

    acho que antigamente os pais não se preocupavam em como eram como pais, ele simplesmente repetiam os padrões em que viveram. bom parabéns mais uma vez.

    Você tem uma habilidade linda de extrair das situações diárias lições e nos passa por textos maravilhosos. sou fã!

    grande beijo.

    para quem quiser , dá um pulo no meu blog http://www.lazymind2u.blogspot.com.br , obrigada!

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  11. Aline Venditti em

    muito lindo o texto até chorei. vivi algo parecido e vivo agora com a chegada do segundo filho. sempre que puder fale mais sobre este tema, como é delicado e difícil.
    seus textos cada dia mais emocionam. parabéns, habilidade única de transcrever as situações do dia a dia em grandes lições.

    michelle alguma dica de lugares legais para móveis de bebe em curitiba?

    bjo,
    aline
    http://www.lazymind2u.blogspot.com.br

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  12. Karla Queiroz em

    Michelle,
    Você é tão sabia, tão preponderante em suas palavras, que nos faz ver a nossa vida e a vida dos nossos filhos de maneira diferente.

    Nós como mães, sabemos a importância da presença, da fala e do amor do pai em nossas vidas..

    Obrigada pelo lindo texto.

    Bjuss

    Karla

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  13. Marcela em

    lindo de morrer esse texto!!!!
    sem palavras

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  14. Mirela Costa em

    Eu sou a caçula, mas tive um pai super ausente e o que sou hoje, bom ou ruim, devo à minha mãe! Mas seu texto me fez pensar no meu relacionamento com meu filho. O impacto das minhas atitudes e das minhas palavras sobre ele. Tento ser o mais amorosa possível e estimulando nele o que ele quer ser e fazer, desde que não lhe traga riscos. Texto muito bom!

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  15. Michelle em

    Michelle….no meio de td o que ja li no seu blog, esse texto veio para arrebatar! Superou….me vi nele (sem a presença de um pai)….como vi minha filha mais velha com meu ex marido, uma relação entre os dois bastante distante…por opção dele!Sempre falo pra ele…não reclame dela pra mim….vc só vai colher oq esta semeando….se tem amor, carinho é o que vai receber no futuro. E minha pequena de 3 anos e meio (fruto do meu atual marido….é a vida do dele…um pai amoroso, cheio de carinho, cheio de amor pra dar e receber (pq é reciproco)….ate mesmo para minha mias velha ele da carinho…atencao…ela mesmo diz que gosta mais dele do que do pai….triste escutar isso…mas é a realidade que vivo.
    Que Deus sempre esteja ao seu lado Mi…e de sua familia tbm…que lhe de sabadoria para sempre compartilhar conosco. bjus

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  16. Juliani em

    Nossa que post heim!
    Sou irmã do meio, e quando meu irmão nasceu eu tinha quase 6 anos e senti muito ciumes, meus pais mudaram comigo.
    Meu pai não aceitava por exemplo que eu era timida e tinha vergonha de cumprimentar as pessoas, me fazia dar beijo em todo mundo e isso é uma tortura, na fase da adolescência ele fazia piadinhas, em relação ao meu sobre peso na época, problemas com espinhas, e tudo isso reflete em mim hoje.
    Um bom texto, vou refletir e ver se não estou fazendo o mesmo com o meu pequeno!
    Beijos

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  17. Andressa em

    Li e reli, o post, o texto, várias vezes, e como filha e agora mãe de menina, me encaixei nas palavras, é como se fosse minha história, e reflete a importância do pai na formação da personalidade da criança. Também fui tolida, limada em minha personalidade, me sentia um passarinho preso na gaiola. Quero que seja diferente com minha filha, é através dos erros que conseguimos a melhora!
    Bjs

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  18. Ana em

    Realmente…lindo o texto.
    E cada vez mais acredito que se colocássemos nossos problemas em um monte, todos juntos, ao vermos os problemas dos outros, pegaríamos os nossos de volta.
    Sou também a irmã do meio em uma família formada por 3 irmãos, uma (super, hiper, mega, ultra) mãe e uma presença masculina adulta em casa. E assim foi pela minha vida ate meus 12 anos, quando essa figura foi convidada a se retirar do nosso convívio, o que foi um alívio!
    Viver em um local onde se tem medo do pai, onde você não consegue ouvir o barulho do carro dele, pois você corre dele, e não ao encontro dele, onde você não consegue sentar a mesa, no sofá, ver tv, ficar na companhia dele… Onde o seu pai, que deveria ser o seu herói, aos teus 8 anos de idade te olha e diz que quando você tiver no máximo 15 anos, quer ter o “prazer” de te ver “rodando bolsinha”, (porque naquele tempo esse termo era usado), junto com a sua irmã, e seu irmão sendo preso como traficante… Onde esse mesmo pai xingava e humilhava sua mãe na ausência dela, e chegou a apontar uma arma pra ela na frente da filha mais nova… enfim… Viver com um ser viver desses por 12 anos (meus), 15 do meu irmão e 11 da minha irmã, é no mínimo traumatizante.
    Eu, infelizmente, até meus 20 e poucos anos (hoje tenho 30), achava a coisa mais esquisita do mundo um pai brincar com os filhos. Dar carinho, atenção. Se preocupar, ir a escola, ensinar, brincar, pra mim isso não existia, não era papel de pai… É estranho, mas eu ja era adulta e ainda achava aquilo de outro mundo, quando, na adolescência, minhas amigas ligavam para o pai de madrugada pra ir busca-las na balada… E eu ia de carona. E eles se preocupavam comigo. Eu na realidade entrava no carro esperando que eles iriam xinga-las, brigar, sei lá, mas jamais que trariam ate uma cobertinha pra NÓS, porque de madrugada estava frio.
    Peço desculpas pelo desabafo, e nem de longe quero comparar a minha a nenhuma situação colocada aqui. Mas é porque lendo tudo isso, eu também me revi, também voltei a minha infância, e esse pai, que a anos não mora mais comigo, ja teve meu perdão, mas ele não tem noção, não faz a mais remota ideia do quanto perdeu, das fases mais lindas nossas, das alegrias que deixou de viver, dos abraços que deixou de ganhar, das lagrimas tão importantes que por vezes era só ele que poderia enxugar, mas não foi.
    As vezes também nem por culpa dele, pois também foi criado em um ambiente diferente do que pensou ou desejou pra vida.
    Sempre tive uma ADORAÇÃO ímpar pela minha mãe, e a cada dia isso cresce, porque além de mulher, amiga, feminina, delicada, super profissional, amorosa, ela soube vestir o macacão também e fazer as vezes que só caberia ao meu pai.
    E graças a ela nada do que ele desejou aconteceu.
    Hoje somos 3 adultos lindos (sim, somos..rsrs), decentes, honestos, justos, e com capacidade e amor suficientes para perdoar esse pai, que foi o que mais perdeu nessa historia toda.

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  19. LUCIANA M VICCO em

    É tão difícil o nosso papel de pai educador, medo de não por os limites necessários, as vezes me pego super dura o tempo todo com o meu pequeno que simplesmente quer chamar a nossa atenção. Por mais que a dedicação seja total, as vezes me sinto mal de tanto que repreendo….

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  20. Manuela em

    Maravilhosoooo!!!!
    Adoro posts que me fazem refletir sobre a minha vida e o que estou vivenciando no momento!
    Me fez pensar e repensar o modo com eu e meu marido agimos em algumas situações com a nossa filha de 7 anos.
    Muitas vezes me pego exigindo que ela seja o que EU sempre sonhei que ela fosse… Mas é errado! Ela precisa ser ELA!
    Mesmo querendo o melhor para os nossos filhos, é importante que eles sejam eles mesmos (sempre)… Nós educamos, ensinamos a diferença do certo e do errado. O resto é o mundo que faz, e ninguem mais do que eles mesmos para formar sua propria personalidade!
    Belo post! Adoro a forma que vc sabe lidar com assuntos complexos para os pais!
    um grande beijo

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  21. Aspasia Moreira em

    Acho que jogo pesado com a minha de 5 anos. Tem uma personalidade fortíssima !!! Muitas vezes vejo como desobediência, mas preciso me policiar e não podá-la, pois não quero que seja igual a mim. Adorei o texto . Me fez refletir.

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  22. Daniela em

    Tenho um filho que foi muito desejado de 4 anos, e sempre senti um amor crescente e sufocante. Com a chegada do segundo filho, hoje com 6 meses, vejo que somos capazes de amar igualmente. Porém passa a ser um amor mais racional. Infelizmente as vezes me pego comparando-os; mais sei que são seres únicos e tentarei respeitá-los em sua diferenças.

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