Categories: Alimentação/ Crianças

Sobre a APLV – alergia à proteína do leite de vaca

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Antes de mais nada, vamos entender o que é APLV (alergia à proteína do leite de vaca) e que ela é diferente de IL (intolerância a lactose).

APLV (alergia à proteína do leite de vaca)

O que é? Reação alérgica à(s) proteína(s) do leite de vaca.

Em que idade é mais comum? Em crianças, especialmente bebês.

Quais os principais sintomas? Vômito, refluxo, cólica, dor abdominal, diarreia, prisão de ventre, presença de sangue nas fezes, perda de peso, dermatite ou vermelhidão na pele, irritabilidade e problemas respiratórios, como rinite, asma, etc.

Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico da alergia ao leite de vaca é feito através da observação clínica da criança e da análise de sua alimentação. E eventualmente com a realização de alguns exames. Mas o principal nesse caso é a análise clínica realmente, com a retirada e posterior reintrodução dos alimentos que contêm leite.

A mãe pode continuar amamentando o filho no peito? Sim, deve! Neste caso deve-se seguir uma dieta especial, com a exclusão de todos os alimentos que possuam leite ou derivados do leite de vaca.

Se o bebê não estiver mais mamando no peito, precisa seguir alguma dieta especial? Sim, é necessária a exclusão completa do leite de vaca e seus derivados, inclusive no preparo dos alimentos. Tenha atenção redobrada com os alimentos industrializados que podem conter ingredientes derivados do leite, como a caseína, caseinato, soro do leite ou proteínas do soro).

É preciso dar algum leite ou fórmula especial? Sim, para os bebês que não estiverem mais mamando no peito. Essa fórmula especial para crianças alérgicas normalmente é indicada pelo pediatra ou gastro.

A alergia é um estado permanente? Não. Metade das crianças com alergia à proteína do leite de vaca se tornam tolerantes por volta de 1 ano de idade e cerca de 90% delas estarão curadas aos 3 anos.

IL (intolerância a lactose)

O que é? Dificuldade do organismo para digerir e absorver o açúcar presente no leite (a lactose).

Em que idade é mais comum? Mais comum em adultos.

Quais os principais sintomas? Diarreia, cólica, distensão abdominal e nauseas são mais comuns.

Como é feito o diagnóstico? Por observação dos sintomas e eventualmente com a realização de alguns exames.

A mãe pode continuar amamentando o filho no peito? Sim, deve! É muito raro um bebê amamentado no peito desenvolver intolerância a lactose.

Se o bebê não estiver mais mamando no peito, precisa seguir alguma dieta especial? Sim, porém são toleradas quantidades pequenas de leite de vaca e derivados.

É preciso dar algum leite ou fórmula especial? Sim, para os bebês que não estiverem mais mamando no peito, são recomendadas fórmulas isentas de lactose.

A intolerância a lactose é um estado permanente? A maioria das pessoas continua com a intolerância a lactose pela vida toda.

Em resumo:

Na APLV (alergia à proteína do leite de vaca) o organismo da criança não reconhece uma ou mais proteínas do leite de vaca (caseína, alfa-lactoalbumina e beta-lactoglobulina) e reage a elas.

Na IL (intolerância a lactose) o organismo não digere ou absorve o açúcar presente no leite (a lactose).

fontes: www.alergiaaoleitedevaca.com.br   /  alergiaaleite.blogspot.com.br

**********

Como as coisas aconteceram por aqui

Lembro que assim que o Leo foi diagnosticado com APLV, uma amiga muito querida (e também pediatra neonatal), me disse que estranhou essa reação tardia dele ao leite. Eu sempre pensava sobre isso e algum tempo depois, percebi o motivo.

Durante a gestação a gente recebe algumas orientações em relação à amamentação e entre elas, sobre como se alimentar nessa fase. Muito se fala de evitar chocolates, cafeína, comidas apimentadas, feijão, entre outros alimentos e gostosuras… (uma coisa engraçada é que no café da manhã lá na maternidade me mandaram um pedaço enorme de bolo de chocolate e eu comi, é claro. e depois levei bronca da amiga querida).

O pediatra dos pequenos manteve a mesma orientação que me passou na primeira vez que eu amamentei: evitar o consumo de leite e derivados, como queijos, iogurtes, pães, bolos, etc. Além, claro, dos chocolates. Isso tudo para minimizar a ocorrência de cólicas no bebê. Me recomendou que ingerisse muita salada, vegetais, frutas, proteínas como carne, frango e peixe, arroz, feijão, e, para a vida não ficar tão sem graça, o pão francês foi liberado. E eu segui essas recomendações. Passei a tomar café somente de manhã e sem leite. Comia o recomendado e tomava muita água e chá. E assim seguíamos felizes – apesar de que eu morria de vontade de comer brigadeiro, bolo, biscoitos e pudim de leite.

Quando Leo completou dois meses tendo apenas um ou dois episódios de cólicas, eu relaxei e passei a consumir alguns alimentos com leite. Era um bolinho aqui, uma torta ali, outro queijo acolá. E assim, o leite foi retornando à minha dieta e, consequentemente, foi sendo passado através do leite materno para o Leo.

Após umas duas semanas, ele começou a regurgitar mais do que o normal e a chorar bastante do meio da mamada em diante. Algumas vezes ficava nervoso, irritado e não queria nem pegar o peito. Suspeitamos de refluxo e segui algumas recomendações do pediatra, mas nada adiantou.

No feriado de Carnaval, com três meses e meio, Leo teve diarreia por quatro dias e consequentemente uma assadura bem feia. Eram cerca de oito evacuações por dia e muito choro. Por conta do feriado, não consegui contato imediato com o pediatra deles, mas assim que nos falamos, no quarto dia desde que a reação começou, ele já desconfiou de APLV e me pediu que excluísse totalmente o leite da minha dieta. Como eu estava complementando também, me indicou uma fórmula especial para crianças alérgicas.

Cortei tudo que continha leite ou traços de leite da minha alimentação e comia menos, por consequência. No meu caso, isso acarretava numa diminuição na produção de leite. Com isso, as mamadas foram sendo cada vez mais complementadas com LA. (o relato completo da amamentação do Leo e dos problemas que tivemos, está aqui).

Consultamos com uma gastro pediatra muito boa e mantivemos as coisas dessa forma por algum tempo. Tudo voltou a normalidade – sem refluxo, sem diarreia, sem choro, sem assaduras – até o dia em que tive que sair e o pequeno ficou com o pai que, por um descuido, acabou dando o LA comum ao invés da fórmula especial para crianças alérgicas. Estavam lá as duas latas, ele se confundiu, acontece. (claro que eu fiquei muito, muito brava, mas como disse a gastro depois, esse teste teria que ser feito mesmo, mais cedo ou mais tarde…)

Fiquei apreensiva, só observando e foi quase automático: refluxo, irritabilidade, diarreia e assadura, tudo de novo. Voltamos a conduta anterior mas nesse ponto eu já produzia cada vez menos leite. Como os gastos estavam ficando bem pesados (a fórmula custava em torno de 112 reais, cada lata de 400g) a gastro nos indicou que procurássemos o programa do SUS que fornece gratuitamente o LA para crianças com APLV (aqui em Curitiba é o Mãe Curitibana) e mesmo tendo plano de saúde passamos por consultas com pediatra, nutricionista e alergista, todos do SUS, para que então pudéssemos receber a fórmula.

A alergista do SUS me pediu que após algumas semanas introduzisse uma fórmula comum, apenas isenta de lactose, para ver como o organismo do Leo iria reagir. Nesse ponto tenho que fazer um comentário: os médicos aparentemente são pressionados a não liberarem a fórmula tão facilmente e digo isso por casos e mais casos que fiquei sabendo posteriormente e pela insistência precoce da alergista em reintroduzir o leite à dieta do Leo. Tanto o nosso pediatra quanto a gastro concordaram que era cedo demais para essa reintrodução e que realmente não se tratava de intolerância a lactose apenas, mas, como tínhamos que seguir as recomendações do médico do programa, não teve outro jeito senão acatar.

Foram dois dias de reintrodução da fórmula comum isenta de lactose e pronto. Todos os sintomas voltaram, acrescidos de outros, como dermatite na pele (um grosseirão nas bochechas, pernas e braços), por exemplo.

Eu confesso que até aquele momento eu titubeava um pouco em dizer “Leonardo tem alergia à proteína do leite” porque achava que talvez não fosse. Mesmo com todos os episódios que tinham ocorrido. Acho que eu não queria que ele tivesse, claro, e lutava contra isso.

Quando ficou clara a APLV dele, não me restou outra alternativa senão pesquisar e aprender a respeito. E me consolar com o fato de que não é um estado permanente, que ele deve se curar, com o passar do tempo.

Desde então seguimos com a exclusão total de leite e derivados, ao mesmo tempo em que estamos sempre atentos a todo alimento novo que é introduzido na alimentação dele, já que crianças com APLV podem comumente ser alérgicas a outros alimentos.

Por enquanto não tivemos grandes dificuldades, porque a alimentação dele tem como base frutas, vegetais e proteína (carne, frango, etc). Acredito que conforme ele for crescendo e comendo com as próprias mãos fique mais difícil porque a irmã não é alérgica e está sempre comendo um biscoitinho ou outro que com certeza contém leite. Mas, vou deixar para me preocupar com isso quando chegar a hora, afinal, nada que algumas mudanças na despensa e na geladeira não resolvam.

Continuamos com as consultas mensais com o pediatra e a gastro, e a cada dois meses (um pouco menos) com a alergista do SUS. Não sei dizer quando faremos a próxima tentativa de introdução do leite, mas qualquer novidade eu conto para vocês.

Para concluir, a APLV não é uma alergia nada fácil e sei de casos gravíssimos, com ocorrência de sangue nas fezes, entre outros sintomas mais sérios. Graças a Deus a alergia aconteceu de forma mais leve por aqui e não houveram episódios como esses. Leonardo teve refluxo, irritabilidade, diarreia, assadura e dermatite. Esses sintomas, associados à retirada e reintrodução do leite, confirmaram o diagnóstico de APLV.

Vou deixar aqui links de ótimos posts, blogs e sites sobre o assunto:

www.alergiaaoleitedevaca.com.br

www.aplvsemneura.wordpress.com

www.alergiaaleite.blogspot.com.br

www.potencialgestante.com.br/aplv

www.macetesdemae.com/categoria/aplv

comentários via facebook

31 comments

  1. Haha…amei essa vaquinha! Com o Caio descobrimosa APLV quando ele estava com dois anos com exame de sangue. Sempre dei o NAN Confort até 1 ano de idade e depois o Ninho 1+. Aos dois meses foi diagnosticado com dermatite atópica e depois da descobertas entendemos que a dermatite era por conta da APLV. Bem, hoje ele está com 3 anos e meio e ainda apresenta dermatite, porque não tirei todos os alimentos derivados do leite. Substituirmos vários, mas ele sempre acaba comendo algo “proibido” na casa de alguém ou no lanche do coleguinha na escola. Além da APLV o Caio tem também alergia a corante vermelho, clara do ovo (bem forte) e uma rinite a pó. Vamos levando sem stress e no bom humos as alergias. Muito bom o texto!!!

  2. Ótimo texto! Mas, vou deixar meu relato aqui, pois foi um pouco diferente. Eu sempre tomei leite (adoroo!) e comi queijo amamentando e meu filho nunca apresentou qualquer reação. Mas, com 6 meses descobrimos que ele tem APVL. Quando ia começar a frenquentar a creche precisava mandar um leite para tomar durante a tarde, foi então que experimentamos dar o NAN, tomou a primeira vez 90ml não aconteceu nada e no dia seguinte tomou apenas 30ml e não quis mais continuei amamentando no peito pouco depois ficou com o rosto cheio de bolinhas vermelhas e vomitou tudo (muito!). Bom a história é longa, então resumindo hoje está com 1 ano e 2 meses parou de mamar no peito mês passado, agora só toma a fórmula especial que eu também consegui pelo SUS e provavelmente como ele nunca teve reação enquanto eu o amamentava a alergia não é severa, inclusive já comeu bolacha que vai leite na mistura e não teve nada. Mas, o que eu queria ressaltar é que a cada 6 meses repetimos o teste de exposição para saber se ainda é alérgico (o último foi ao completar 1 ano). No caso do meu filho apenas passando o leite de vaca puro em volta da boca após uns 15-20 minutos começa a ficar cheio de bolinhas vermelhas, então ele não precisa e nem deve tomar o leite caso isso ocorra. Talvez essa conduta evite de expor a criança a uma situação pior de alergia como a que a Michelle passou com o Leo. :)

  3. Esqueci de deixar claro que em casos como o nosso que a criança não apresenta sintomas de alergia sendo amamentada exclusivamente, a mãe não tem recomendação para parar de consumir leite e derivados. Aqui foi assim!

  4. Minha filha tb teve APLV, e hj, com 3 anos e meio não tem mais. lembro que fiquei muito chateada com o diagnóstico e ficava pensando como seriam as coisas, se ela teria vontades, se iria sofrer, etc, etc….. Mas posso dizer que foi através desse pequeno problema que um mundo novo se abriu pra mim. E agora sei que leite, e muito outros alimentos, que antes eu achava tão saudáveis e essenciais, devem ser evitados por trazerem mais malefícios que benefícios.
    Boa sorte pra vcs!!! Que seu pequeno continue crescendo lindo e saudável!!

  5. O pediatra indicou assim que começamos a introduzir fórmula e leite materno a fórmula sem a proteína do leite mesmo nada aparentemente que ela possuía a alergia . Ele apenas disse que o corpo do bebê ainda não esta preparado para fórmulas com proteína e assim ficamos por 1 mês e após isso liberou a fórmula normal

  6. Poxa que chato o diagnóstico do Leo, mas que bom que tudo vai bem e calmo por aí, graças a Deus!
    Vamos torcer e acreditar que logo ele estará livre disso tudo.
    Beijos e muita saúde pra todos no seu lar!!!

  7. Puxa, realmente o diagnóstico não é o dos mais felizes.

    Mas o que aconteceu Michelle para que não fosse mais possível amamentar exclusivamente no peito?
    só até os três meses que deu para amantar exclusivamente no peito?

    O que aconteceu? fez fissura no bico, a pega não era fácil? Porque o leite diminuiu tanto?

    Essas informações sobre amamentação, são sempre as que mais procuramos, pois é um tanto complexo. No seu caso, assim como no meu, creio que gostaria de ter amamentado exclusivamente no peito até 6 meses completos. Então se puder contar em um post o que ocorreu para que isso não fosse possível, acho que ajuda bastante. Pq vontade com certeza não faltou.
    A Melanie você amamentou exclusivamente no peito até os 6 meses ou não?

    Desculpe as perguntas e curiosidades, mas amamentação realmente é algo que quanto mais informação correta e verdadeira se tem, mais ajuda a todos.

    Melhoras com o Leonardo. E convenhamos, há medicações e tratamentos infinitamente mais caros que essa formula, então acho que também não é tão assim o fim do mundo considerando as condições financeiras da família.

  8. Puxa, realmente o diagnóstico não é o dos mais felizes.

    Mas o que aconteceu Michelle para que não fosse mais possível amamentar exclusivamente no peito?
    só até os três meses que deu para amantar exclusivamente no peito?

    O que aconteceu? fez fissura no bico, a pega não era fácil? Porque o leite diminuiu tanto?

    Essas informações sobre amamentação, são sempre as que mais procuramos, pois é um tanto complexo. No seu caso, assim como no meu, creio que gostaria de ter amamentado exclusivamente no peito até 6 meses completos. Então se puder contar em um post o que ocorreu para que isso não fosse possível, acho que ajuda bastante. Pq vontade com certeza não faltou.
    A Melanie você amamentou exclusivamente no peito até os 6 meses ou não?

    Desculpe as perguntas e curiosidades, mas amamentação realmente é algo que quanto mais informação correta e verdadeira se tem, mais ajuda a todos.

    Melhoras com o Leonardo. E convenhamos, há medicações e tratamentos infinitamente mais caros que essa formula, então acho que também não é tão assim o fim do mundo considerando as condições financeiras da família.

    ..

  9. Oi Mi, a minha filha tem 4 anos e também possui APLV. E, mesmo insistindo no assunto em conversas com as pessoas, muitas ainda oferecem para ela produtos com proteína do leite de vaca. Muitas vezes, quando falo sobre a alergia da minha filha, algumas ainda exclamam: “Ah, é verdade, ela tem intolerância à lactose!”… E, pacientemente, esclareço que ela não é apenas alérgica à lactose – açúcar do leite, mas que ela possui alergia à todas as proteínas do leite de vaca.
    E assim, vamos levando a vida… Mas, confesso que às vezes sou tomada pelo desespero! Pela aflição de saber que a minha filha não pode comer tudo o que as outras pessoas estão comendo, que ela pode ter vontade de dividir o lanche do amigo na escola e é controlada pelos professores, que ela não pode comer tudo o que passa na televisão, que ela precisa perguntar se o que ela quer comer têm leite e que essa alergia não tem data marcada para acabar.
    E é justamente esse desespero, que me faz pesquisar cada dia mais sobre o assunto, e ter paciência em esclarecer as dúvidas das pessoas. Pois, afinal de contas, as pessoas não são obrigadas a se inteirar do assunto, como eu.
    Vou contar como descobri a APLV da minha filha:

    Com 1 mês:

    Durante a consulta com o pediatra, o mesmo indicou que eu complementasse a amamentação dela com a fórmula infantil NAN. E, logo no início da introdução da fórmula, a minha filha acordou completamente empolada. Assim, corri para o pediatra, e como ela era muito nova para um teste de alergia, o mesmo supôs que ela teria intolerância à lactose, e indicou que trocássemos o NAN pela fórmula infantil especial à base de soja.

    Com 3 meses:

    Quando a minha filha completou 3 meses, introduzimos outros alimentos em sua dieta, incluindo aqueles que poderiam ter lactose ou proteína do leite. Na época, não fomos orientados a restringi-la de qualquer alimento.
    Como a manifestação da sua alergia havia ocorrido na pele, desconhecíamos o fato de que ela poderia apresentar reações no sistema respiratório. Nesse período, a minha filha teve Broncopneumonia. Este primeiro problema respiratório poderia ter a alguma relação com a APLV? Não sabemos responder.

    Com 1 ano:

    O pediatra recomendou que efetivássemos a introdução da lactose através do leite de vaca assim que a minha filha completasse um ano de vida, e observássemos a reação do seu organismo. Contudo, mudamos o seu leite para o Ninho, e nada foi observado que evidenciasse a sua alergia.
    Neste mesmo período, observei que ao oferecer o Sustagem Kids, a minha filha sempre apresentava náuseas e vômito, fazendo com que não mais oferecêssemos este complemento alimentar infantil para ela. Com certeza, esta também foi uma reação do seu organismo, mas não tínhamos conhecimento suficiente para identificarmos a alergia.
    E, como meu marido e eu temos rinite desde crianças, tratamos este problema que ela também vinha apresentando, como um fato isolado. Em nenhum momento relacionamos este problema também com a APLV.

    Com 3 anos:

    Foram realizados diversos tratamentos para a rinite alérgica, e para os problemas respiratórios que ela vinha apresentando. Inclusive, a matriculamos na natação para melhora do seu sistema respiratório.

    Foi neste período que a minha filha apresentou a segunda – e principal – reação alérgica evidente. Em um final de semana de maio deste ano, percebi que a minha filha estava bastante quieta e sentindo sono mais que o normal. E percebi isso, pois ela foi dormir às 20h00 em um sábado, o que é bastante incomum na nossa rotina, pois normalmente ela é bastante agitada e dorme por volta das 23h00.
    No domingo, a minha filha começou a tossir. E, como percebi que a tosse estava aumentando gradativamente, passamos a medicá-la com um xarope para a tosse que o pediatra dela indicou na última consulta. E depois de 2 dias e meio da administração do xarope, ela empolou novamente.
    Corri para o Pronto Socorro, e ela foi medicada para inibir a alergia. De acordo com a médica, ela apresentou alergia ao corante do xarope. Questionei sobre a tosse, e a médica informou que o remédio da alergia inibiria também a tosse.
    No dia seguinte, feriado, estava esperando que a minha filha acordasse para medicá-la conforme orientação médica. Mas, quando ela acordou e fui trocá-la, percebi que ela estava novamente com manchas vermelhas pelo corpo.
    Corri novamente para o Pronto Socorro, e lá a médica nos informou que se eu já a tivesse medicado, ela não teria empolado novamente. E, desta vez, insisti muito quanto à tosse que a minha filha vinha apresentando. No mesmo Pronto Socorro foi tirado um raio-X do seu pulmão, e foi descoberta uma pneumonia silenciosa.
    A minha filha ficou internada durante 6 dias para tratamento da pneumonia. E, entre os diversos exames que a minha filha fez no Hospital, em nenhum momento foi pedido um exame chamado teste RAST (teste de IgE específico que permite confirmar qual é o provável alérgeno responsável pelas manifestações alérgicas do paciente).
    Sim, a pneumonia foi uma reação à sua Alergia à Proteína do Leite de Vaca.
    Durante a alta da minha filha, fomos orientados a usar a medicação receitada, e após o período de 40 dias, retornar com um médico pneumologista.
    E assim foi feito, e no retorno com o pneumologista, foram pedidos diversos exames. Entre eles, foi feito o teste RAST, e assim, foi diagnosticada a APLV.

    Desde então, a minha filha faz a dieta de restrição aos produtos com leite de vaca e derivados. Neste um ano de tratamento ela também toma uma vacina para aumentar a sua imunidade. E a vacina tem funcionado, nem gripe ela tem pego… No último dia 14 iniciamos o teste de provocação, o que significa introduzir os alimentos até então proibidos para observarmos a reação do seu organismo.
    Não vou dizer que é fácil, mas posso dizer que nos acostumamos… Hoje levamos uma vida quase normal, e só temos em casa alimentos sem leite de vaca. Por sorte a minha filha não é alérgica a soja, o que nos permite o acesso a um grande número de alimentos que substituem os alimentos com leite de vaca.
    Como a Mel não é alérgica, diria que o único cuidado é com a contaminação cruzada, todos os utensílios do Leo tem de ser separados…

    Após a descoberta da APLV da minha filha, criei um Blog onde falo muito sobre a APLV, entre outras coisas do universo infantil. Alguns posts tem tido destaque, como o “Dicionário APLV” (http://www.desafiomamae.com.br/dicionario-aplv/). Se tiver um tempinho, dê uma olhada na categoria APLV, há posts bem informativos.

    Se Deus quiser, com um ano o Leo não terá mais a APLV, como a maioria das crianças.

    Forte abraço, Mari.

  10. Olá meu bebê também foi identificado essa alergia quando nasceu e sofreu muito porém era mais graves os sintomas, ele tinha crises de asma e bronquite era muito ruim, hoje com dois anos foi refeito o exame e deu negativo e foi introduzido aos poucos uma dieta com leite integral, graças a Deus o Lucas hoje tem uma alimentação normal e já toma leite integral. Lembro que gastamos muito com o leite especial e não tivemos ajuda chegamos a gastar 600.00 por mês de leite.

  11. Michelle,
    A minha filha nasceu, e apresentou um monte de bolhas nas costas, a área da fralda estava toda assada e a pele descamando…a pediatra suspeitou de alergia e tirou além do leite da vaca, todas as substâncias de contato com a pele. Só sabão de coco para as roupas e sabonete granado para o banho.
    Estou para fazer o exame de fezes, mas como a BB ainda é recém nascida, tenho tido dificuldade em coletar o volume necessário para o teste, mas vamos que vamos.
    O que queria perguntar é como é a sua alimentação hoje? O que costuma comer no café da manhã e lanche, onde tudo tem leite de vaca e traços. Ouvi falar que até biscoito água e sal tem traços de leite, é verdade?

    1. Parabéns Michele!!! Muita saúde, amor e felicidades para ela e para vocês! <3

      Na época em que ainda amamentava o Leo, cortei tudo da minha alimentação. Comia basicamente frutas, legumes, verduras, arroz, feijão, carne, frango, etc. No café da manhã e lanches tomava café preto ou chá e comia pão francês (que não vai leite). Mas de vez em quando eu cometia um deslize e comia um pedacinho de bolo ou um bicoito... É bem difícil se privar de tudo :(

      Bjo e qualquer coisa grita

  12. a minha bebe foi diagnosticada com APLV aos 7 meses e ela tem erupção (dermatite) pele e só este ano foram 5 pneumonia ja to agoniada porque essa ta pior que as outras hoje ela ta com 1 ano e 4 meses e ñ sei mas o que fazer é normal

  13. Queria saber se vcs dão algum suplemento p os filhos de vcs. O meu filho Arthur toma leite de soja . Ele está com 1ano e tem 5 meses que ele não ganha peso. Vcs poderiam me indicar algum suplemento p eu trocar uma ideia com a pediatra dele?
    Desde Já Obrigada
    Tattyana

  14. Oi Michele, a minha filha tb tem APLV e tem 4 anos. Estou com uma dúvida!! Vc ou outras mamães daqui da sua página já deram a vacinha da campanha contra sarampo, caxumba e rubéola nos filhotes? Pq me falaram que nessa nova composição da vacina, a importada, tem a lactoalbumina, o que nas outras doses da vacina não tinha. Dei todas as vacinas até agora na minha filha e nunca deu nenhuma reação nela, porém agora levantaram essa questão e fiquei com medo de dar. Só gostaria de saber se alguma mãe de filho com alergia a leite já deu essa vacina esse ano e não deu reação nenhuma! Obrigada!!

  15. Oi eu tenho uma dúvida minha filha começou a apresentar urticaria depois dos 3 anos de idade não fiz exames só diagnostico clínico tenho medo será que é possível aparecer depois dos 3 anos

  16. Eu gostaria de saber se tem um leite que possa dar que não tenha essa “proteína que contém no leite de vaca” pois só o leite materno não está dando certo.

  17. Michelle,

    Primeiramente gostaria de parabenizá-la pelo blog! A leitura é útil e agradável!
    Adoro as dicas!!!
    Hoje, um post tocou meu coração…a APLV…
    Meu filho vai fazer 1 ano e 3 meses e foi diagnosticado aos 6 meses, em circunstâncias bem parecidas com a sua…
    Ainda amamento e faço a dieta mega restritiva…
    No final de semana tomei a decisão de desmamá-lo, ele já come bem e eu confesso que estou fisicamente cansada e emocionalmente culpada, comi , sem querer, alguma coisa que tinha traços do leite e o bichinho está passando mal…
    A decisão mexeu muito comigo e meu coração está muito apertadinho, mas ler os seus posts sobre APLV e amamentação me acalmaram um pouco!
    Obrigada por compartilhar as suas experiências!

  18. Meu filho tb tem alergia ,fui tentar mudar a formula por que ele ja nao queria mais mamar tipo enjoou do leite,ai comecaram crises fortes de colicas ,prisao ventre ,vomito,irritabilidade e seus braços e pernas todo empipocado e dermatite na orelha.Fora que o leite e realmente caro 1 lata da no maximo tres dias…vi a mamae comentando que o SUS de curitiba ajudam no leite..vou me informar na minha cidade….so espero com passar do tempo ele melhore…

  19. Olá, muito bom ler esses posts! Minha bebê há mais ou menos 2 meses e meio vem apresentando sangue nas fezes, não todo dia, mas com bastante frequência…E percebi que iniciaram após a vacina rotavírus (não sei se pode ser a única causa, mas já estamos desconfiando de APLV o que me assusta bastante.) Ela não tem nenhuma outra apresentação, não chora ao mamar, não regurgitar (acontecia isso antes dos três meses), não parece sentir dor, tem apenas dormido pouco a noite, é um bebê esperto e vive sorrindo e brincando. Hj ela tem quase 6 meses e só mama no peito. Iniciei a dieta exclusiva, mas confesso que tem sido bem difícil…Acredito ainda ingerir coisas com traços de leite. Os fios de sangue e ainda aparecem…Oque vcs acham?Seria mesmo alergia?
    Obg

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