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Reorganizando a casa: o escritório, parte 1

Sabe aquele canto da casa que talvez seja um dos mais urgentes em questão de organização, mas que você sempre deixa para depois? Então. Por aqui, era o escritório… Papelada à toa em cima das mesas, fios pendurados, caixinhas everywhere, documentos perdidos, material de pintura e desenho e até uma caixa com enfeites de cabelo da Mel (oi?).

Como ele sempre estava desorganizado, deixamos até mesmo a decoração e os toques pessoais em segundo plano. E ele foi ficando triste, coitadinho.

Como vocês sabem, hoje eu trabalho em casa. Então além de toda a administração que uma casa exige – contas a pagar, coisas para fazer, documentos importantes que precisam ser guardados, informativos, boletos, documentos da escola e por aí vai – ainda tenho todas as coisas referentes ao blog e que são muitas porque ainda estou desorganizada: agenda, planners, caderninhos, post it’s, notas emitidas e documentos que preciso guardar, comprovantes para arquivar. Ou seja, é muita papelada junta. Então, por onde começar?

Preparar, apontar… destralhar!

Claro que sem organização o negócio iria virar um caos e era por esse caminho que estávamos indo até o final do ano passado. Até que eu disse “chega, hoje eu vou destralhar o escritório. preciso começar de alguma forma”. E assim eu fiz.

Falando bem na real, é chato investir horas do seu dia corrido em olhar papel por papel para ver o que pode ser jogado fora ou não. Mas é necessário. Ou melhor, talvez não fosse tão chato e demorado se as coisas não estivessem acumuladas, como deixamos acontecer. É o destralhe diário que faz a diferença.

Aqui em casa, Alexandre é o rei dos papeizinhos (desculpa amor, mas você é). Comprovantes de banco, cartões que ele pega por aí, resultados velhos da mega sena, coisas que ele anota e meses depois ainda estão ali em cima da mesa, sem serventia nenhuma. Eu, a fim de tentar conter a bagunça, apenas ia colocando tudo dentro de uma caixa ou de uma pasta e aquilo virava um verdadeiro bolo de papel. Como eu nunca sabia exatamente o que ele considerava lixo ou não, tinha que, de tempos em tempos, pegá-lo para refém e dizer “senta aqui e olhe seus papéis, por gentileza.”. E alguns minutos depois, lá se iam sacolas cheias de papel para a reciclagem (aqui chamamos de lixo que não é lixo).

Eu fiz o mesmo e a quantidade de papelada que estava aqui sem necessidade era inacreditável. Coisas que eu estava guardando só por guardar e que acabavam tomando o espaço daquelas que realmente deveriam estar ali.

Desde que adquiri esse hábito de destralhar diariamente, o caminho para a organização (que a gente tanto deseja) se tornou mais fácil. É uma questão de costume e disciplina mesmo, e algo que, se feito diariamente, nos toma apenas alguns minutos. Por isso sempre tento evitar que a gente acumule papéis daquele jeito.

Cada coisa em seu lugar

Pastas e caixas: duas ferramentas simples de organização que foram muito importantes por aqui.

Cada um de nós ganhou suas próprias caixas e pastas – que estão ainda por serem devidamente etiquetadas para facilitar o dia a dia e que precisam de uma organização final para ficarem cem por cento.

É para as coisas ficarem assim, quando terminarmos (algumas delas já existiam, ainda bem…):

– Caixa para documentos pessoais como certidões de nascimento, de casamento, de batizado, passaportes, carteiras de trabalho, carteiras de vacinação, etc.

– Caixa de entrada para deixar documentos e papéis importantes que ainda irão demandar alguma ação (por exemplo, um exame que eu preciso levar na próxima consulta, um papel com número de rastreamento de uma encomenda dos Correios, etc). Eu quero muito começar a usar o esquema das 43 pastas, muito mais otimizado, mas por enquanto estamos nos virando assim.

– Pasta com documentos importantes da casa (registro, contratos e toda a papelada referente a isso).

– Pasta para certificados (de cursos diversos ou relacionados ao trabalho do Alexandre, principalmente).

– Pasta para arquivar as notas fiscais dos materiais de construção e outros itens que estão sempre sendo comprados (estamos em obras do lado de fora ainda).

– Caixa para documentos e correspondências referente à automóveis (antigos e atuais).

– Pasta para resultados de exames médicos e receitas que precisem ser guardadas para futuras consultas.

– Pasta para documentos, boletos pagos e informativos que precisem ser arquivados da escola da Mel.

– Pasta com doze divisórias (uma para cada mês) para as contas pagas serem arquivadas.

– Pasta para os meus arquivos do blog: RPA’s emitidas, recibos, documentos diversos, comprovantes de pagamento, documentos referentes ao domínio e hospedagem, entre outros.

– Caixas para as minhas coisas de papelaria como caderninhos, post its, bloquinhos, washi tapes e itens de festas que são mais usadas como papéis de scrapbook, furadores, fitas e fios, carimbos, saquinhos de papel e itens de reposição da Cameo.

– Caixa para os produtos e itens que eu recebo e preciso avaliar ou fotografar.

– Local para guardar itens de papelaria e escritório usados por todos, como papéis para a impressora e itens de reposição como grampos e clipes, entre outras coisas.

– Local para guardar os materiais de desenho e pintura da Mel (gosto de deixar aqui em baixo porque ela sempre está desenhando. então facilita estar por perto).

Abaixo vocês podem dar uma visualizada de como ficou depois dessa primeira etapa que se resumiu mais ao destralhe e ao planejamento de como a gente queria que as coisas ficassem depois de organizadas.

escritorio

Logo logo mostro para vocês a segunda etapa da reorganização e início da decoração do escritório :)

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6 comments

  1. Michele, ficou ótimo seu inicio de organização. Estou a tempos tentando fazer isso lá em casa e não consigo. E realmente o escritório é a parte que fica mais desorganizada. Meu marido também é o rei dos papeizinhos e cartões. ai já viu ne? beijos

  2. Mi, não sei se tu vai mostrar… mas eu gostaria que tu mostrasse itens de organização! Por ex essa “torre” de papel ao lado da xícara! A propósito tenho esse mesmo kit de aramados! :)

  3. Michelle,
    Não sei se sabes, mas a minha formação é Arquitetura. E já passei por todas as fases: do modernismo impregnado na faculdade ao do estilo clean escadinavo, o que acho bacana como conceito, mas não como realidade.
    Acho que a base da Arquitetura tem que ser clean, porcelanato, cores neutras, móveis planejados para guardar cada coisa em seu lugar. Mas a casa tem vida, tem cheiro e tem sabor. Sinceramente eu cansei de me sentir “estrela” do design e comecei a olhar para a casa e como ela funciona.
    Não conheço a sua casa, mas parece-me que foi um projeto bacana de Arquitetura, pois junta o clássico, o moderno/atual ( pois o modernismo já morreu) e ainda sim tem um toque de casa de família. O quarto das crianças, em especial do Leo já me chamou muito a atenção. Agora o seu escritório está tão com a sua carinha, pena ser um espaço tão pequeno para tudo o que faz ( coitado do Ale).
    Eu curto o estilo clean, mas com uma pegada de arts&crafts. É uma pena o nosso país ter feito apertamentos para baratear o custo da construção civil. Nos states, uma família de quatro pessoas usa uma área de 350 metros quadrados ( interno e externo). A minha se vira em 60m2, com área comum mínima.
    O meu desafio ( imagino ser de muitas leitoras) é conciliar, casa, lazer, playroom, cozinha e copa e não afetar o espaço físico do outro. Armários ajudam mas não eliminam o problema. A solução é sair de casa mais tempo possivel, para a infância não ser trancafiada entre a copa e a sala..

  4. Adorei e já no aguardo do segundo post… Michelle, você pensa em fazer um post voltado pra quem está construindo uma casa? Sei que não é esse o foco do blog, mais você sempre comentava algo nos posts antigos de como tava sendo difícil e tal. É que às vezes bate um desânimo sabe? Ainda mais quando a gente pensa em ter o segundo filho e não se sente segura do prazo de término…
    Sua casa é linda mesmo. Uma inspiração!
    Beijos

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