21 maio 2014

Relato sobre amamentação e o que eu aprendi com essa segunda experiência

Leo_mamando_blog vida materna

Esse é um relato detalhado da amamentação do Leo e descoberta da APLV dele. Um relato nu e cru, como vocês me pediram.

Leonardo completou seis meses no dia 17. E um mês desde que mamou no peito pela última vez.

É bem difícil para mim escrever e aceitar isso. No início era mais, claro. Depois a gente vai se resignando, vai se acostumando com o que não deu certo ou com o que não aconteceu do jeito que imaginávamos. Afinal, na maternidade isso é um bocado comum.

Se eu fosse listar o que me atrapalhou dessa vez, eu diria, resumidamente, que foi: stress > diminuição na produção de leite > insegurança – e por fim – a APLV. Mas, vamos começar lá do começo, falando, claro, sobre essa minha segunda experiência como lactante.

Eu, como tantas e tantas mulheres, tinha um sentimento natural e instintivo, de amamentar. E queria amamentar exclusivamente até o sexto mês. E depois, seguir amamentando até quando eu e meu filho desejássemos.

Ocorre que amamentar nem sempre é fácil. Requer calma, descanso e paciência. E é algo que precisa ser aprendido, pela mãe e pelo bebê.

Logo que o Leo nasceu, ele veio para o meu peito. Ele até sugou um pouquinho, mas não estava a fim de mamar. Queria só me olhar. Depois de algum tempinho, tentei novamente e fizemos contato pela primeira vez. Ele pegava relativamente bem o bico do peito – que naquele momento só tinha colostro – que é o primeiro leite que produzimos e carrega com ele uma porção de vitaminas, proteínas, sais minerais e carboidratos, além de ajudar no fortalecimento do sistema imunológico. Daí a sua importância.

Ainda na maternidade, no segundo dia após o nascimento, veio a apojadura – que é a descida do leite propriamente dito. Os seios ficam inchados, doloridos, quentes e um pouco enrijecidos. Nesses dias, ficou mais difícil para mim fazer o Leo pegar o bico do peito, porque eles ficaram bem planos. Mas com um pouco de paciência a gente sempre conseguia.

Já em casa, a produção de leite estava à todo vapor. Eu amamentava-o em livre demanda e depois de umas duas semanas, ele mesmo começou a requisitar o peito de duas em duas horas, em média. Eu bebia muita água e descansava quando era possível, já que minha mãe e Alexandre me ajudavam a cuidar da Mel e de todo o resto. Eu percebia claramente que, quanto mais eu bebia água, quanto mais o Leo mamava e quanto mais descansada eu estivesse, mais leite eu produzia.

Nas consultas com o pediatra, só elogios. Leo ganhando peso, afago nas costas e um “você está amamentando muito bem, parabéns”. Durante as madrugadas, Alexandre por vezes ia até o quarto do pequeno, nos via sentados na cadeira ao lado do berço e abria um sorriso enorme. Numa dessas noites ele disse “você é a mulher mais foda que já conheci”. Pronto, morri de amores por ele e de orgulho de mim mesma. Eu estava feliz. Cansada, com sono, doída, mas feliz.

Dessa vez não tive fissuras nos mamilos, mas eles ficaram super sensíveis. Me ajudou bastante usar a pomada de lanolina Lansinoh depois de cada mamada.

Eu sinto saudades desses primeiros dois meses do meu bebê. Sinto saudades de dar o peito a toda hora, mesmo quando sentia ele arder como brasa. Sinto saudades de ver o leite jorrando, espirrando na carinha dele e de vê-lo abocanhar o peito todo desesperado. Sinto saudades da mãozinha agarrada na minha blusa, ou segurando a minha. Sinto saudades de vê-lo adormecer mamando e dar uma sugadinha de vez em quando, para garantir que eu ainda estava ali. Era tudo lindo. Ainda que por vezes fosse dolorido e muito cansativo, era muito amor entre nós dois.

Aí começaram os problemas.

Na amamentação da Mel, tive mastite no seio esquerdo. E por consequência disso, meu mamilo ficou levemente invertido, saindo conforme a estimulação. Para o Leo mamar, eu tinha todo um processo de puxar o bico com a bombinha, para depois colocá-lo no peito. Se ele soltava, da-lhe bombinha para puxar novamente. Mas antes desse macete da bombinha, como uma amiga querida me recomendou, foram muitos e muitos minutos de stress antes de cada mamada naquele peito (chegando a meia hora até!), até que ele fizesse a pega corretamente, ou seja, abocanhar o mamilo e parte da aréola também.

Quando conseguíamos, lá estava eu, suando de tanto esforço, físico e mental. Ah sim, tentei usar o bico de silicone, mas caramba, aquele treco é muito grande! Quem tem mamilos daquele tamanho? Leo não se habituou, nem eu. O seio direito era o preferido, dele e meu. A pega acontecia rapidinho, ele não soltava a todo momento e tudo corria lindamente. Mas como a gente sabe, o indicado é que se esvazie uma mama antes de partir para a outra, a fim de que o bebê receba o leite anterior (rico em água) e o posterior (rico em gordura, que o faz ganhar peso). Por isso eu tinha que oferecer o seio esquerdo, mesmo com todo aquele perrengue.

Além disso, como tenho prótese de silicone nos seios e com isso eles acabavam ficando cheios demais, o leite empedrava. A mama ficava dura, com os mamilos espalhados e isso dificultava muito a pega. Eu sempre tinha que massagear o seio antes de cada mamada, retirar um pouco daquele primeiro leite, a fim de que o Leo conseguisse pegar direitinho. O pediatra me recomendou um spray nasal de ocitocina, para ser aplicado antes de cada mamada e ajudar a diminuir esse endurecimento da mama. O spray ajudava um pouco, mas somente quando a produção de leite ficou regular, ou seja, conforme a demanda, é que as coisas melhoraram. Mesmo assim foi ficando cada vez mais difícil fazê-lo pegar o seio esquerdo.

Uma coisa que eu nunca vou esquecer, é do quanto ter sossego e privacidade fazem diferença no início da amamentação. E falo por experiência própria. Teve um dia fatídico em que fiquei extremamente irritada e nervosa com as pessoas que trabalham aqui na obra me chamando o tempo todo, me incomodando, justamente quando eu estava tentando me conectar com meu bebê, quando estava tentando amamentar. Me arrependo de não mandado todo mundo para a PQP, de não ter dito que parassem tudo, que fossem embora e me deixassem sossegada com meu bebê. E acredito que as pessoas para quem eu reclamei disso, acharam que eu estava exagerando. Mas não. Afetou e muito a minha amamentação. Fiquei estressada, chorei e logo minha produção de leite diminuiu drasticamente.

Quando chega a hora da mamada e você sente que seu peito não está cheio, é desesperador. Lembro de ficar apalpando o peito, sentí-lo meio vazio e ficar com aquele embrulho na boca do estômago, do tipo, “meu filho está com fome e onde está o alimento dele?”. Então eu colocava o bebê para mamar ainda mais e usava a bombinha, já que sabemos que a sucção eleva a produção de leite. E assim seguíamos.

Na consulta seguinte com o pediatra, pesamos o Leo e ouvi que “ele poderia ter ganhado mais peso do que ganhou”. Pronto. A mesma frase que ouvi antes (da Mel). Ele é um super incentivador do aleitamento materno, mas essa frase foi um tiro na cabeça, que me gerou uma baita insegurança quanto ao meu leite. O pediatra só me disse para garantir a pega correta e que ele não dormisse durante as mamadas. Me pediu para colocá-lo para mamar, fez algumas ressalvas e recomendou que procurasse um banco de leite. Mas eu achei que ainda não era o caso. (mas era!)

No dia seguinte, alguns poucos dias antes do Leo completar dois meses, notei que estava sem leite. Fiquei totalmente em desespero e liguei para o pediatra perguntando que leite eu poderia dar na falta do meu. Ele me recomendou um LA mas me disse para ter calma, antes de qualquer coisa. Falei com uma amiga que também é pediatra (neonatal) e ela foi enfática ao dizer que eu até poderia complementar, se isso fosse me deixar mais segura, mas que fizesse sempre depois de oferecer o peito e sempre no copinho. Nunca na mamadeira. E assim eu fiz.

No início, apenas uma mamada precisava ser complementada. Geralmente depois das 19h. O copinho funcionava, mas desde que alguém me ajudasse a dar o leite para o Leo. Quando tentava sozinha, ele batia as mãos no copo, derramava tudo e ficávamos os dois nervosos, eu e ele.

Até que eu cansei daquele stress todo e resolvi ceder à mamadeira. Leo pegou de primeira, mamou tudo e dormiu. Eu, sentei no chão e chorei. Me senti (e fui) fraca. Mas ao mesmo tempo, decidi que iria procurar ajuda, aquela que eu deveria ter procurado já, naquele momento.

Fui ao Proama, que faz parte do programa Mãe Curitibana, e fui muito bem atendida. Elas me orientaram, conferiram a pega, a vazão e o fluxo de leite, me ensinaram outras posições para amamentar, me incentivaram muito, enfim, foi maravilhoso. E por fim, ao pesar o Leo, me disseram que o ganho de peso dele estava bom sim, que não ficou aquém do esperado. Me disseram para confiar no meu leite, como eu, no fundo, já sabia. E para largar mão do complemento, porque eu tinha leite suficiente sim. Saí de lá bem melhor do que entrei, com toda certeza.

Segui as orientações das enfermeiras e comecei também a tomar o tal remedinho que tecnicamente ajuda a aumentar a produção de leite. Existem muitas ressalvas acerca do uso desse medicamento porque, afinal, ele é usado para esquizofrenia (!), mas no meu caso e no de muita gente que conheço, aumentou a produção de leite sim. E era nisso que eu estava focada naquele momento.

Depois disso, Leo estava mamando melhor, mas ainda assim eu precisava complementar umas duas mamadas por dia. Cada vez que eu dava a mamadeira, principalmente em público, me sentia muito mal. Me sentia julgada mesmo. Pelos outros e principalmente por mim mesma. Sentia que eu tinha falhado. 

Quando comentei no post de 2 meses do Leo que estava precisando complementar, algumas pessoas disseram que estavam um pouco ‘decepcionadas’. Eu entendo que as pessoas esperem certas coisas da gente, ainda mais quando você expõe a sua vida e levanta bandeiras como a do parto normal, por exemplo. Mas ninguém sabia o que estava acontecendo (até porque eu não expliquei). Agora vocês sabem.

Depois de algumas semanas, Leo começou a chorar muito do meio da mamada em diante, o que nos fez suspeitar de refluxo. Isso, aliado a outros sintomas, desencadeou outra suspeita: a APLV (vou falar mais sobre isso, num outro post).

No feriado de carnaval, ele começou com uma diarreia sem fim e uma assadura feia, como contei para vocês neste post. Em contato com o pediatra e depois de descrever os sintomas – refluxo, um pouco de cólica, diarreia e assadura severa – fui orientada a trocar o LA que estava usando para complementar as mamadas por um leite especial para bebês com alergia à proteína do leite de vaca e a fazer uma dieta de exclusão total de leite e derivados.

Dois dias depois dessas mudanças, o refluxo e a diarreia pararam e a assadura melhorou. Eu andava por aí verde de fome e morrendo de vontade de comer queijo, tomar iogurte, comer aquele bolinho gostoso. Mas segui assim por umas duas semanas. Eu não sou muito fã de frutas e saladas, confesso. Então durante essa dieta de exclusão, eu comia super pouco. E isso refletiu ainda mais na produção de leite.

Como Leo continuava com a mamadeira, foi ficando preguiçoso para mamar no peito e começou a recusá-lo. Virava a cabeça, se contorcia e não queria pegar de maneira nenhuma. Eu insisti por vários dias, mas a recusa só aumentava. Fiquei triste, chorei e tentei processar melhor aquilo na minha cabeça. E foi assim que, ao completar cinco meses, ele largou o peito.

***

Nessa jornada da amamentação, muita coisa me atrapalhou: o mamilo invertido, o cansaço e stress de ficar sozinha lidando com um bebê e todo o resto. Mas com toda a certeza, o que mais me atrapalhou fui eu mesma e minha falta de confiança no meu leite. Eu não deveria ter me sentido insegura quando ouvi que Leo poderia ter ganhado mais peso. Eu não deveria ter me desesperado quando percebi que a produção de leite estava baixa, porque isso só agravou o problema. Eu deveria ter procurado antes o banco de leite. E por fim, eu deveria ter continuado com o copinho e não com a mamadeira. Esses foram os meus erros. Eu já os admiti, já os aceitei, mas ainda não me libertei do sentimento de falha, do sentimento de culpa. E eu não estou dizendo que você deva se sentir culpada por dar a mamadeira, de maneira nenhuma. Só estou relatando como eu me senti e me sinto. Estou aqui falando apenas de mim.

O que eu (re)aprendi com essa segunda amamentação? 

– que as pessoas têm que entender o tamanho da sua entrega, o tamanho do seu esforço e a importância do seu gesto de amamentar.

– que assim que o bebê nasce e durante o tempo que vocês precisarem para se conectarem um ao outro, nada deve ser mais importante.

– que você tem direito de amamentar sossegada, sem ser incomodada. e que tem direito a mandar para aquele lugar qualquer um que te encha o saco nesse momento.

– que elogios, apoio e incentivo é fundamental.

– que pitacos ou frases desanimadoras são totalmente dispensáveis.

– que você precisa de descanso e de algumas horas de sono para garantir uma boa produção de leite.

– que tomar muita água é essencial.

– que a livre demanda, apesar de cansativa, é o caminho, especialmente no início. estimula e regula a produção de leite, supre grande parte da necessidade de sucção e faz o bebê ganhar peso.

– que as conchas de amamentação e a bombinha são uma ajuda e tanto para puxar mamilos invertidos ou não tão pronunciados.

– que ter prótese de silicone nos seios não impede de amamentar, mas que podem acontecer alguns percalços por conta disso (no meu caso foi o endurecimento das mamas)

– que você deve confiar cem por cento em você mesma e no seu leite. ele é forte, ele é suficiente.

– que procurar um banco de leite só faz bem e ajuda muito quem está passando por dificuldades para amamentar.

– que você não deveria ser julgada quando tem algum problema com a amamentação. deveria ser orientada, mas sempre com tato e com sensibilidade por parte da outra pessoa.

E o mais importante:

que amamentar nem sempre é o caminho mais fácil e nem sempre acontece como desejamos. mas que é um caminho que vale muito a pena ser percorrido, que vale a pena tentar, de verdade, se essa for a sua vontade. porque é indiscutivelmente o melhor para o bebê. e, por que não, para você também.

Ps: viu gente, queria só dizer que não me sinto uma mãe pior pelo fato da amamentação não ter acontecido exatamente como eu gostaria. de jeito nenhum. a minha frustração é somente em relação à isso, certo? :) eu sou uma super mãe sim, assim como vocês.

70 comentários no blog

  1. Camila em

    Quando precisei complementar a última mamada da noite me senti meio fracassada tbm…mas ai usei o método da relactação ( com uma sondinha) e assim, não precisei competir com a mamadeira e deu muito certo…vale a pena pra quem ao menos deseja prolongar a amamentação e contribui para a produção pois o bebê continua sugando o seio ao mesmo tempo com a sonda e acaba mamando LA e LM TUDO AO MESMO TEMPO… e assim minha produção aumentou e segui somente no peito por mais tempo que imaginei até… Beijo Michelle, ainda que menos do que você gostaria tenho certeza que seu príncipe recebeu com amor e carinho todo o seu esforço.

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  2. Débora em

    Amei Michelle. Me identifiquei tanto com esse post. Amamentei a Lara três dia. Isso mesmo! Três dias! Também me sinto fraca, impotente e me culpo muito por isso. Hoje, Lara esta com 14 meses, linda, forte e saudável, e por conta disso leio muito sobre amamentação e sobre o que fazer. Fiz redução de mama e ouvi muita conversa mole por conta disso. Com certeza tentarei buscar outras alternativas na minha segunda gestação. Amei seu blog! Parabéns!

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  3. Heloisa em

    Emocionada…. Sou mãe de um pequeno de 1 e 9 meses, ainda mama em livre demanda, inclusive de madrugada. E desde de sempre escutei da pediatra que poderia ter ganho mais um pouquinho.
    Como VC disse temos que confiar em nós mesmas, dei leite no copinho por 5 dias, meu leite demorou a descer, até hoje nunca pegou mamadeira ou chupeta, me culpo por isso pq me sinto muitas vezes cansada e de repente se ele fosse acostumado com a mamadeira o pai poderia me substituir por algumas vezes. Moro longe da minha família, somos nos três, são decisões que só cabe a nós, não sinta culpa, pelas suas palavras VC é a melhor mãe que seu filho poderia ter… Dedicada, amorosa, atenciosa, fez o que pode … Mas como mãe zelosas que somos seremos eternas culpadas mesmo… Rsrsrsrs. Enfim, passaria um tempo escrevendo sobre minha experiência… Um beijo e quero dizer que te compreendo.

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  4. Mariana em

    Só para complementar o seu post, se o bebê tem APVL tem direito a receber a fórmula no posto de saúde. É só procurar o posto ou farmácia designado(a) na sua cidade, preencher a papelada (Formulário para Solicitação de Medicamentos e Fórmulas Alimentares), levar pedido médico, seus documentos e do bebê. Normalmente fórmula para APVL é caríssimo e a lata dura uma semana. Vale a pena correr atrás!

    Bjs e boa sorte com seu baby!

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  5. Vivian em

    Oi.
    Ao ler o seu post não pude evitar as lágrimas!Porque passei por tudo o que vc escreveu, e todo dia vivo uma batalha com a APLV e o refuxo. Minha bebê tem 5 meses! Aguardo o post sobre a APLV. Bjs

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  6. sueila em

    Entendo bem tudo isso que.vc passou.Sou mãe de primeira viagem e.sofri.muito para amammentar minha bebê.Mas a única coisa que.me manteve firme na minha decisão de amamentar exclusivamente fii o.amor pela minha filha…
    Hj eu sei até mesmo calar a boca da sogra que fica falando que aua alimentação tem que ser melhor pois acho vc comer pouco.
    hj minha bebe tem 3 meses um ganho de peso excelente e desenvolvimento.E esfrego na cara de quem for.
    ao invés de incentivo somos levados a fazer o mais fácil sem nenhum sacrifício.
    Mas nunca devemos julgar pois nenhum de nós somos iguais e que as formulas alimentares são bem vindas sim em casos que não tem mas jeito.

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  7. sueila em

    todos Nos somos seres humanos limitados.Por isso Parabéns pelo seu depoimento achei muito lindo

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  8. Dayanne em

    Lindo depoimento Michele, mas vou te falar: não sinta – se culpada: vc tenteou, insistiu e foi até onde deu. As vezes desistir não é sinal de fraqueza e sim de força, pois é preciso ser ainda mais forte para optarmos por uma solução que não concordamos. Você é boa mãe e só o fato de vc ser sempre preocupada com o fator do Leo estar bem alimentado+engordando=se desenvolvendo mostra isso. Se vc teve de complementar vc fez a melhor escolha para seu filho. Se ele prefere a mamadeira é porque é o melhor para ele. Se o seu filho está bem, ligue o F***-se para quem critica suas escolhas. São as melhores, vc é mãe vc sabe que é melhor para ele. Parabéns

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  9. Roberta em

    Também passei por algumas dificuldades como essas, nossa é muito horrível.
    Mais hj tudo superado, no final td deu certo e hj com 1 ano e 2 meses, ainda mama. Nunca pensei em desistir!
    Compreendo tudo que vc passou! Mais o mais importante que ele esta bem hoje.

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  10. Cristiane Sodre em

    Michela, que relato instrutivo! Eu não sofri tanto, talvez por ser dentista eu tenha mais informações, então sou muito convicta da força do meu leite. Mas palpites não faltaram, de amigos, da família, do pediatra, poderiam ter me abalado… Não fosse minha bagagem de informação.
    Agora meu bb tem 7 meses, e compramos uma lata de aptamil por que o bb vai p escolinha e vai que uma hora o leite q tiro não seja suficiente, ficou aquela pergunta no ar de quando experimentar? O meu marido resumiu de forma maravilhosa. -relaxa! Experimenta quando seu coração mandar.. E eu o amei mais por isso.

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  11. Kelly em

    Michele, também tive dificuldade na amamentação e só consegui amamentar a minha bebê de forma exclusiva, por uma semana!!! Também me senti fraca, impotente, triste e decepcionada comigo mesma!! Penso que se tiver um segundo filho, farei muita coisa diferente…principalmente acreditar mais em mim, descansar e mandar muita gente para “aquele lugar”!!!! Kkkkkkk
    Mas olha só, acho que fizemos o melhor que podíamos fazer naquele momento e bola pra frente!!!!

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  12. Crisleine Manuela Rodrigues em

    Muito bom, adorei!! não adianta cada mulher e bebê são únicos e quem está de fora não sabe o que se passa, tbm não aceito pitacos sobre amamentar minha pequena, a segunda filha. Dessa vez foi bem difícil nos primeiros dias, eu dei sem medo complemento na mamadeira, mas logo as coisas melhoraram, qdo ela começou com as papinhas não ganhou mto peso por 3 meses! Mas continuei a dar o peito e agora ela melhorou bastante e come bem melhor, ela tem 11 meses e mama bastante ainda..hehehe meu primeiro filho 'se desmamou' com uns 7 meses…eu trabalhava fora, dessa vez tô em casa. Esses relatos são ótimos para sabermos q não estamos sozinhas!

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  13. Camila em

    Olá Michelle há muito tempo acompanho seu blog , desde antes da gravidez do Léo, mas essa é a primeira vez que comento uma publicação sua. Em primeiro lugar gostaria de te dar os parabéns por ser este ser tão especial que divide os momentos mais dificeis pelos quais nós mães passamos, você não sabe o quanto isso faz diferenca nos nossos dias e nos acalma sempre! Em segundo lugar queria parabenizar sua coragem de” dar a cara a tapa” e falar de maneira franca, clara e aberta sobre a maternidade deixando de lado a hipocrisia e julgamento que tanto as mães fazem umas com as outras. Ente outros esse post mexeu muito comigo pois sei a dor que vc sente atrás de cada palavra q vc escreveu… Tive o mesmo G.O fofo que você teve com a Mel ,e mesmo ele me dando esperanças que eu iria parir minha Teo eu acabei em uma desnecesárea. Optei pelo mesmo pediatra pq é ali do ladinho do G.O e tbm por ouvir falar muito bem dele. Porém achei ele ótimo pra quando vai tudo bem, quando não ele vem com os dois pés no teu peito e te coloca lá embaixo… foi assim q aconteceu comigo apesar de meu peito jorrar leite minha filha demorou pra acertar a pega e aprender a mamar. Não ganhou o peso “esperado” por ele e tão incentivador do aleitamento que é me deixou o ser mais inseguro do mundonas duas primeiras consultas. Por sorte ele indicou um banco de leite e foi lá onde encontrei muito apoio, paciência e incentivo. O que me levou a acreditar que eu poderia amamentar minha pequena apesar de todo o stress, preocupacão, medo, mastite, fissuras e redução de seios. Lá eles me explicaram que nem tudo que o pediatra tinha dito eu devia levar ao pé da letra. Com muita luta consegui ensiná-la a mamar com ajuda da relactacão e voltei a ter parte do leite que tinha sumido inexplicavelmente. Porém depois que o complemento entrou não foi mais embora. Por vezes chorei e me senti incapaz de alimentar meu próprio bebê e isso só piorava tudo só gerava mais angústia e vergonha de mim mesma. Graças a deus tenho um irmão maravilhoso pscólogo que me alertou que minha relação com minha filha era o mais importante naquele momento, que tinha de ser uma relação prazerosa e não cheia de culpa e frustração como estava acontecendo, que todo aquele stress gerado em função da “amamentação perfeita” que eu tanto buscava estava tirando o foco de curtir meu bebê, e que se infelizmente ela viesse a largar o peito eu não deixaria de ser uma mãe maravilhosa e nem a faria menos feliz. Isso mudou tudo pra mim. Relaxei, desencanei, parei de me culpar e comecei a curtir plenamente a maternidade. Hoje minha Teodora está com quase 10 meses mama sim na mamadeira e não largou meu peito não sei como… Sinceramente nem sei se tem mais leite mas esse momento ela está aqui grudada me mordendo e beliscando. Se posso de dar um conselho seria não se culpe jamais, não foi falta de insistência nem de luta, você não fez nada de errado, a culpa não foi de ter oferecido a mamadeira, a minha Teo mama na mamadeira desde 15 dias de vida, cada criança é única e não existe receita você com 2 sabe bem disso. E nos dias de hoje como manter o aleitamento com a sociedade nos cobrando o tempo todo que sejamos mãe-mulher-maravilha??A herança mais valiosa da amamentação, na minha opinião, é o vínculo entre mãe e filho que ela deixa e esse tenho certeza que você tem! Você é maravilhosa com seus filhos e o amor de vocês vale mais que qualquer ml de leite! um beijão (escrevi demais)

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  14. Mamãe do Otávio em

    Mi, pelo menos vc tentou! Fiquei com um mal estar enorme lendo tudo isso que te aconteceu. Te endendo muito bem, pelo menos vc está superado.
    Eu fiquei chorando mais de 1 ano toooodas as noites por ter feito uma cesarea que eu não queria. Um buraco no estômago, um vazio na barriga, e np peito, e eu n tive a chance de tentar um parto normal.
    Vc tentou! N deu muito certo, mas tentou!!!
    Guarda no coração esses dois meses mágicos de conexão que vcs tiveram!
    Fica bem!

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  15. Mamãe do Otávio em

    Como a Camila disse: “sei a dor que vc sente atrás de cada palavra q vc escreveu” por ter me sentindo totalmente fracassada com isso que te escrevi.
    Só possomte dizer que a “dor” vai passar e a vida vai seguir! :)
    Beijos em vcs!!!

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  16. Júlia Ramos em

    Me senti compreendida ao ler esse post, a amamentação foi um período muito estressante e triste para mim, eu não consegui fazer meu filho pegar o peito, amamentei por 4 dias (4 dias com ele gritando de fome e eu me desesperando pela perda de peso dele) e depois só tirei o leite na bombinha e dei na mamadeira, tudo isso por causa do meu mamilo plano, me entristeço sempre que lembro que não pude continuar sentindo o calor do meu filho, meu leite secou 20 dias depois consequentemente. Me sinto fracassada, ele tem só um mês e por conta do LA tem muita prisão de ventre, ja troquei de marca e continua sendo doloroso a evacuação pra ele, sinto que não fui mãe e mulher o suficiente, decepcionei a mim mesma. Esse foi um dos posts que mais me emocionaram e que eu mais gostei também, é importante ter alguém com essa coragem de expor sua história que faça nós, mães e mulheres, não nos sentimos sozinhas. Eu me sinto péssima quando digo as pessoas que não amamento e que meu leite secou. Me sinto ainda pior (um lixo mesmo) quando acabo contando que não tenho mamilo e por isso meu filho não conseguiu pegar meu peito. Te admiro muito por ter essa coragem, por conseguir ajudas as pessoas compartilhando sua história de forma tão honesta.

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  17. Ana Paula Barreto Franciosi em

    E eu chorei com seu post,mãe quase parindo e emotiva,primeiro bebê, a amamentação e uma coisa q pensamos mto!Tbm tenho mamilo invertido e isso me preocupa mto,mas amei teu post,a gente vê a emoção e q sinceridade!Teus filhos são lindos e admiro sua coragem como mãe!Amo i blog.

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  18. Michelle Tulio Amorim em

    Obrigada Ana Paula! <3

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  19. Michelle Tulio Amorim em

    Obrigada Crisleine! :)

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  20. karen moura em

    Nossa! Fiquei Emocionada com seu relato! Mas também deu uma força a mais pra aguentar essa rotina tão dura!
    Minha pequena está com dois meses e estou fazendo a dieta de exclusão de leite e também soja. Está difícil, mas por ela eu consigo!
    Seu filho melhorou da alergia já?
    Abraços!!!

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  21. Fabiana Medeiros em

    Parabéns Michelle. Teu relato é um super incentivo, principalmente para mamães de primeira viagem como eu. Sua sinceridade e exemplo incentivam quem lê tuas postagens. Parabéns pelos filhos lindos e pelo blog.

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  22. Larissa em

    Olá Michele, parabéns pelo blog. Gostaria de partilhar apenas que o sucesso da amamentação do meu filho (Guilherme, 1a9m) aconteceu por causa do bico de silicone (também chamado intermediário), escrevo isto para deixar como mais uma alternativa para as futuras mamães de algo que pode funcionar (e muito) para algumas. Abraços.

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  23. Michelle Tulio Amorim em

    Muito obrigada pelo carinho Fabiana! :) Bjo grande

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  24. Graziela Abreu de Paula em

    Michele, sua história lembra em muito a minha. Meu filho não ganhou muito peso nos primeiros dias e logo na primeira consulta, o médico disse para eu dar mamadeira, mas somente após as mamadas e uma quantidade reduzida e limitada, e que eu poderia procurar ajuda no banco de leite, mas que eu precisaria descansar mais para garantir uma boa produção de leite. As enfermeiras me orientaram na ordenha, e que o copinho só deveria ser usado em transição de mamadeira para seio materno, e que a mamadeira seria uma melhor opção desde que se abocanhada como o seio. Pois bem, consegui amamentar assim por nove meses, mesmo tendo voltado a trabalhar quando meu filho completou 5 meses!!! Acho que poderia ter confiado mais no meu leite, mas como não conseguia descansar, foi isso que me impediu de amamentar exclusivamente com LM, mas graças a Deus, meu filho é muito saudável, quase não fica doente. E o que realmente importa, é a saúde dos nossos filhos e saber que fizemos o melhor possível, não se culpe por nada, você sabe de tudo o que passou para chegar até aqui. Cada mãe sabe!!!

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  25. Cristina Santos em

    Parabéns pela coragem! Não se sinta mal, acho você uma super mãe. Seu bebê é lindo e Deus dará a ele e toda sua família muita saúde sempre. Felicidades!!!

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  26. Flávia Rebelato em

    Oi Michelle, vc conseguiu ir muito bem nessa empreitada, tem maes que nem conseguem dar o colostro para seus bebes. Nao se cobre tanto, vc tinha experiencia de sobra e fez da melhor maneira possível para o seu caso. nem todos os bebes engordam o que poderiam, e mesmo assim isso nao quer dizer que seja sempre falta de leite , tem a questão do metabolismo e genética. Meu leite acabou agora, nesses dias, a Laura está com 9 meses e estou dando LA. Fiquei triste, confesso, mas ela se desinteressou do peito, desmamou naturalmente e meu leite minguou. Tenho vergonha de dizer que estou dando La pra ela, é fato. A Laura nao engorda muito e está bem abaixo da curva. Fico preocupada, mas é a genetica, ela come muito bem, e mama bem tb. Todas temos nossos dilemas, e a vida segue…bjosssss e força na peruca…

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  27. Brunna em

    Michele, amo seu blog… desd que descobri minha gravidez procurei por blogs de bebês, mamães etc e o seu foi o que mais me encantou!
    Infelizmente, NADA depende de nós mesmas, eu planejei (como toda mãe) como seria o nascimento da Isadora, que hoje tem 3 meses, escolhemos roupinhas, saída maternidade, planejei como eu queria amamentá-la mas nada ocorreu como eu gostaria… tivemos uma complicação durante o parto normal e a bebê teve que ficar 20 dias na UTI… não usou roupa alguma, não mamou no peito, não pude pegá-la no colo; então a verdade é que nós não temos o controle de tudo, nossa única certeza é o amor incondicional que temos por eles!

    Parabéns pela perseverança de sempre, bjos!

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  28. Danielle Muniz em

    Michelle, passei exatamente por tudo isso com minha filha, hoje com 2 anos (tenho um menino de 5), Achei que por ser o segundo filho seria tudo bem mais fácil e não foi. O primeiro era um bebê tranquilo e eu tinha tão mais tempo pra ele. Boa parte do dia éramos só nos dois em casa… Com a minha filha eu tinha de me dividir com o mais velho (e que saudade eu senti do meu menino…) e lidar com um bebê que chorava tanto! Apesar dela ter mamado a noite que nasceu inteira aos poucos o leite foi diminuindo e o ganho de peso dela deixando a desejar… Stresse, cansaço e frustração foi o que senti… Acho que o pior foi ter que aceitar que teria que complementar… Quando o fiz e a vi com a mamadeira me senti derrotada. Acho que a cobrança pessoal me deixou ainda mais desesperada e fez tudo piorar. Eu me sentia julgada pelos outros, mas o pior era o meu próprio julgamento. Ainda hoje sinto essa angústia ao falar disso. Mas a maternidade é realmente imprevisível. E se a gente amamenta por amor, acredito que muitas mães complementam também por amor… Afinal foi isso que fizemos! Ela ainda mamou 09 meses, mas só até o 3° mês exclusivamente o meu leite. Com o meu primeiro filho amamentei exclusivamente até o 6° mês e foram 11 meses até que ele que resolveu não mamar… Estamos juntas. Até mesmo no aprendizado com o que machuca…

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  29. Lidiane em

    Parto e amamentação são assuntos difíceis demais de conversar, na minha opinião. As pessoas têm uma verdade absoluta e se esquecem que cada um tem uma hitória, cada criança é de um jeito.
    Quando falo que meu parto foi cesárea, recebo aqueles olhares inquisidores. Mas ninguém pergunta porquê, ninguém sabe (e nem quer saber) que com 41 semanas não entrei em trabalho de parto, não dilatei, ela não desceu, não tive contração … enfim, não rolou! Eu superei, mas quem nem me conhece parece que não.
    Amamentação é a mesma coisa. Amamentei exclusivamente no peito até os 6 meses. Mas não foi fácil! Com +- 2 meses tive dúvidas, tentei complementar, depois aprendi que era apenas “impulso do crescimento”, tive paciência e deu tudo certo, não usei mais a complementação. Mas as tentativas de complementar, foram feitas dentro do quarto, com a porta fechada, sem ninguém ver, só meu marido conosco. Olha que horror! Como se eestivéssemos fazendo alguma coisa de muito grave e como se alguém tivesse alguma coisa a ver com isto!
    Michele, sem culpa! Você, pelo que podemos ver pelo site, é uma excelente mãe e ninguém sabe o que é melhor para o filho que a mãe.

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  30. Fabiola Yuri em

    Michelle, não fique triste, todas sabemos que vc é uma super mãe… mas amamentar não é fácil… eu preparei os meus seios da forma errada, e os meus "arrebentaram" nos primeiros 3 meses de amamentação… isso mesmo… 3 meses! Era a mesma via crucis: formava uma bolhinha de água, em seguida uma de pus e muitas vezes ainda tinha uma bolinha com sangue… eu via estrelas de dor! eu complementei tb na primeira semana até que o meu leite viesse em maior quantidade. graças a Deus ele ganhou bastante peso nos dois primeiros meses, apesar de ter nascido pequeno (2,665 kg). Os dentinhos dele já saíram e por último na minha saga da amamentação ele mordeu e rasgou o meu mamilo esquerdo bem embaixo… dor lancinante! mas ser mãe é padecer no paraíso… nos sentimos muitas vezes culpadas por tudo…queremos sempre acertar. Seus relatos servem de alento a muitas mães. Parabéns pelos seus filhos lindos. Deus abençoe!

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  31. Mirela Costa em

    Mi, o nosso próprio julgamento é o que nos deixa mais tristes. Eu tive muita dificuldade de amamentar o Heitor no início e ouvi do pediatra que não era para eu desanimar, mas que meu peito não iria muito longe. Saí da consulta com ódio dele. Usei esse bico de silicone da NUK, gigante mesmo. Ao final, amamentei Heitor até 1 ano de idade e só paramos por causa da gravidez. Agora estou amamentando a Bruna em livre demanda tbm. Usei o bico de silicone da AVENT q é muito menor. Tive fissuras como da primeira vez, comprei as conchas q não usei antes e estamos indo. Descanso sempre q posso, pq com um bebe de 1 ano e meio é complicado… E vc é vitoriosa, pq como diz um amigo meu q é pediatra, “amamentar no século 21 é para poucas!” E nós fazemos parte dessas poucas!

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  32. Julia em

    Michelle, gostaria de te dar os parabéns por ter escrito este post. Você foi muito corajosa e honesta. Obrigada por compartilhar as suas dificuldades e orientações. Com certeza será muito útil lembrar destas dicas em dezembro!

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  33. Juliana em

    Esse post foi como um carinho, um apoio, pois passei por uma situação muito parecida contigo. Minha vizinha da frente iniciou reforma total do apartamento dela UMA semana antes do Leo nascer. Era barulho de broca furando parede o DIA TODO. As vezes o Leo dormia e logo era acordado com barulho.. aí, sogra e sogro olhando torto pela questão da mamadeira.. enfim, gente pra criticar aparece aos montes nesses momentos. mas aquele que te ajuda mesmo, esses somem! Cada pessoa tem sua individualidade, sua personalidade. Eu sou mega ansiosa e qualquer coisa me tira do sério. Tambem tinha a questão do pudor. nunca consegui tirar as teta pra fora e amamentar em qualquer lugar.. coisa de criação talvez, mas comigo era assim.
    Muito bom ler um post desses. de verdade!
    Abraços!

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  34. Maira - mamãe do Pietro em

    Parabéns pela coragem em expor sua vida e seus sentimentos! Tenho certeza de que é uma super mãe e com muita garra conseguiu amamentar até o quinto mês, o que também é uma vitória!
    Pra mim também não foi fácil amamentar meu filho, passei por 2 mastites e, na segunda vez, estava tão inflamado que chegou a abrir uma sutura para vazar. Muita dor, chorava para amamentar, mas consegui e me sinto uma guerreira por isso! Amamentei o Pietro até 1ano e 7meses! Mas fiz cesárea.
    Não devemos ser julgadas. Somos seres humanos.. Somos mães! E o que fazemos, sempre faremos de coração, pensando no melhor para nossos filhos e tentando acertar!
    Mas onde quero chegar, é que você é tão especial que faz de um momento tão particular uma lição para futuras mamães!
    Seus filhos estão cada dia mais lindo e emanam uma felicidade imensa! E é isto que importa! Parabéns!

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  35. Liliane em

    Adorei o post e chorei lendo. Minha filha também tem APLV, tem 6 meses e está há mais de 3 meses com diarréia, muco e sangue. Faço dieta de leite, soja, peixes, ovo e oleaginosas. Fiquei 3 meses também sem carne vermelha. Tudo isso pra poder amamentar. Em resumo, ela continua igual, preciso desmamar e introduzir o Neocate e não consigo. Está com baixo peso. Esse é o outro lado da moeda… por isso JAMAIS se culpe. Só quem tem filho com APLV entende. Eu sei que não deveria, mas me culpo por ter insistido tanto em amamentar. Se Tivesse dado a fórmula especial lá no começo minha filha estaria melhor hoje. No aguardo do post sobre APLV e força que um dia essa alergia vai embora!!

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  36. Mari Marchesin em

    Também adorei o post, cada mamãe e bebê são únicos, e cada história é uma história, por isso sou a favor de não julgar independente da bandeira que levantamos, seja ela de parto normal, parto natural, livre demanda, amamentação exclusiva, enfim… A última coisa que precisamos ao ter um bebê (ou criança), é de julgamento.
    Minha filha tem APLV e precisei entrar com complemento aos dois meses. Hoje, divido todas as informações que tenho sobre a APLV através do meu Blog (Desafiomamae.com.br), e lidar com esta alergia poderia ter sido bem diferente se eu tivesse metade das informações que tenho hoje.
    Parece, mas a APLV não é um bicho de sete cabeças, e, na minha opinião, é mais fácil do que lidar com a amamentação, por exemplo.
    Um grande beijo! =)

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  37. Fran em

    Gostaria de falar que eu te entendo, meu bebe que esta com 6 meses assim como o Leo tem aplv e infelizmente, meu leite diminuiu tem uns 15 dias que diminuiu muito e isso tem me abalado.Entao eu te entendo mesmo, mas meu bebe nao aceita mamadeira e nao gostou do leite especial, ou seja, meu desespero e ainda maior, por ver meu filho com fome e se recusando a mamar , doi muito, sinto muita saudade do tmpo que meu peito vivia cheio, mais nem td e como a gente quer ne?
    Bjos e nos todas somos foda!!!

    Responder
  38. Aline Venditti em

    OI MICHELLE,

    Então, conosco aqui em casa na primeira gravidez , não teve conversa … ela não pegou o peito , não comia , meus bicos são invertidos, ninguém apoiava a não ser meu marido e sogra, pelo contrário todo mundo dizendo que a criança fava morta de fome e que eu estava judiando dela tentando amamentar. como ela não pegou, eu já tinha comprado uma super bomba elétrica , e usei ela até os quatro meses quando eu fiquei muito doente e parei de amamentar.
    minha filha mamou somente meu leite, na mamadeira até os 4 meses , depois partiu para formulas. passei muito tempo me culpando, olhando hoje , que estou grávida do segundo já vou preparada, bombinha na mão,se o leite estiver secando dá lhe equilid , e se nada der certo vai ser formula mesmo. assim na mamadeira, sem culpa , sem medo sem insegurança. f***-se todos perdi muito tempo stressada com isso na minha primeira filha não vou fazer isso de novo. e não me sinto nada menos mãe que ninguém, acho que a incriminação e a culpa são nossos vilões. precisamos nos livrar disso.

    ah não se sinta culpada o copinho é a pior coisa que já tentei. stresss total. nunca mais.

    parabéns. lindo depoimento.

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  39. Paty Vargas em

    Muito lindo seu relato… Estou com esses probleminhas na amamentação, meu bebê tem 2 meses… Mas continuo firme.
    Beijo.
    Patrícia Oliveira

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  40. Marla Peres em

    Minha Manuella tem 3 meses e eu amo amamentar. Eu tenho 17 anos, sou novinha e todos achavam que eu “não ia dar conta” por isso coloquei na minha cabeça que Manu ia mamar exclusivamente e em livre demanda até os 6 meses. Nem água ela toma ainda! No primeiro dia as tentativas dela pegar foram inumeras, já falavam em dar outro leite e (PELO AMOR DE DEUS, EU NUNCA PERMITIRIA)mamar no seio de uma das minhas companheiras de quarto. Ela nasceu as 1:03 e só mamou as 19 horas. Depois que ela pegou, eu tinha que usa a seringa pra fazer bico, mas é incrível como a boca de um bebe cria automaticamente leite no seu seio. Meus seios feriram e eu nem usei pomada porque o pediatra disse que nao era necessário, “só o leite do proprio peito cicatrizaria”, eu fechava os olhos e pensava: “Só te dou porque você é minha filha”, mas falando sério nao tem nada mais gostoso no mundo que amamentar, o amor que emana desse momento é maravilhoso, eu me sinto realizada e “foda” kkkk.. E apesar de muitos ainda acharem que eu nao vou dar conta, minha pequena engorda 1,5 quilos por mês, e eu confio totalmente que vai dar certo.
    Sinto muito que não tenha conseguido, acontece, é maravilhoso ter tentado e isso já faz de você foda duas vezes. Por ter conseguido no inicio e abrido mao de algo que você queria muito pelo melhor do seu filho.
    Ps: Adoro seu blog, babo em todos em seus posts, ser mãe adolescente não é seu blog tem me ajudado muito!

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  41. Suelen Menegaz em

    Me emocionei lendo… minha filha vai completar 3 meses dia 28 de maio a Melissa, sou mãe de primeira viagem e sempre me preocupei com a questão da amamentação, li sobre a sua primeira experiencia e agora a segunda, ajuda muito ler sobre suas experiências, obrigada por compartilhar. Estou amamentando exclusivamente no peito, amo esse momento que é só nosso. Ela mama muito, só as vezes sinto meu peito cheio acho que por isso; a confiança acho que é a principal arma pra produção de leite; e a pior acho que é as pessoas falando: ela ta chorando será que você tem leite!? Gostaria de saber sua opinião sobre: meu pediatra disse que agora a partir dos 3 meses é pra mim tirar as mamadas da madrugada, deixar ela mamar as 11 horas da noite e depois só as 6 da manhã, e que se caso ela acordar em resumo "deixar chorar" que em 3 dias ela acostuma, fico com o coração partido ainda mais depois de ler seu post. Enquanto você amamentou fez algo parecido?! oque acha?! obrigada.

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  42. Cassia Pontes em

    Procurei o PROAMA quando meu bebê tinha 4 dias. Super indico este serviço! As profissionais são qualificadas e atenciosas. Michele, parabéns pelo seu relato. Meu bebê, Davi, está com 2 meses e tenho pânico de não conseguir amamentar até quando quisermos. Por muitas vezes, tenho deixado o stress tomar conta e fico sem descansar ou me alimentar adequadamente. Depois que li seu texto, percebi que neste momento o que importa é apenas a minha conexão com o Davi. O resto fica para depois!

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  43. Mila em

    Olá, Michelle. Lindo post. Seu depoimento é muito importante para mães que se sentem culpadas por não conseguir fazer aleitamento exclusivo!! Tenho um lindo bebê de dois meses e meio e só amamentei exclusivo por 11 dias. Tive algumas das suas dificuldades: estresse, falta de incentivo, pouco descanso, insegurança… além de seio rachado, pega incorreta por causa da dor…resultado: meu Felipinho só ganhou 10g qdo deveria ter ganho 300g. Desesperei. Comecei a dar LA no copinho e corri atrás de ajuda. Voltei até a maternidade e me indicaram procurar uma enfermeira super experiente e que me ajudou muitíssimo! Ela me fez enxugar as lágrimas, confiar na minha capacidade de produzir leite e de produzir uma pega correta. Usei concha, bico de silicone, pomada de lanolina, bomba elétrica e hoje faço alimentação mista com muito orgulho! Danem-se aqueles que me criticam. Nenhum desses está na minha pele. Graças a Deus, meu bebê visivelmente prefere meu peito, e percebo isso porque amamentar vai muito além de dar alimento, é um momento de aconchego, carinho, amor… Não sei até qdo terei essa capacidade, mas me sinto muito feliz por ainda conseguir dar o peito e acalmá-lo quando não consegue dormir, por exemplo. Da minha família, sou a que mais conseguiu amamentar até hoje e calei a boca de muita gente. Um beijo grande pra você!

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  44. Vida Materna em

    Eu não tirei a mamada da madrugada do Leo, sabe? Achava ele pequeno ainda para isso. Agora que ele começou a comer, vou ver se consigo tirar, aos poucos. Mas acho que acima de tudo a gente precisa observar se é fome ou somente costume. Se for fome mesmo, dá para caprichar mais nas mamadas de antes de dormir e ver se resolve :)

    Bjo

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  45. maria em

    oi amei …..tudo ….tive extamente isso com meu bebe,so que era mae de primeira viagem, ele perdeu muito peso ficamos com medo ,entramos com a mamadeira logo ele nao queria mas o peito ,ficou so dois meses no peito,fiquei mumuito triste so DEUS SABE que passei,hoje graças a Deus ele e um menino muito bem,so tenho medo pois quero ter outro filho nao sei se sera a mesmo coisa ,tenho mamilos invertidos….obrigada pelo seu texto

    Responder
  46. Michele em

    Michelle,
    Eu só discordo com uma coisa que você disse: Não existe mãe perfeita. Somos humanas, temos nossas limitações e as vezes erramos também, mas tenho certeza que és a melhor mãe para os seus filhos.
    Me desculpe falar isso, mas esses blogs maternos são tantas vezes tão esmagadores com as suas muitas opiniões sobre parto natural, aleitamento exclusivo que parece que se você não consegue isso, você não é “mãe” é apenas uma chocadeira, sei lá como descrever.
    Atualmente leio muito o seu blog, da Lahna e da linda da Daisy que estimula as mães a comprar livros para os seus filhos, uma propaganda super do bem. Gosto também da Mari e do seu humor, mas esse blog que ela escreve é tão “sufocador” que estou fora.
    Bom, para complementar o meu raciocínio, sinto que você está fora da caixa pois é mais humana e sem defender grandes bandeiras. O seu parto natural foi uma decisão exclusivamente sua e não uma bandeira de que só ele é o melhor para o bebê. O aleitamento, eu lembro de um post falando sobre o chazinho que a Mel tomou e que nunca mais faria isso. Isso que eu gosto e é um diferencial em ti: a clareza, a sinceridade.
    Leia o livro das crianças francesas não fazem manha, pois ele abre os nossos horizontes. Não existe mãe perfeita, a maternidade não nos satisfaz totalmente (temos uma história de vida antes dos nosso pequenos) e quando a mãe está bem, a família está bem.
    O Leozinho está lindo e saudável e a sua casa está linda. A festa do batizado foi um sucesso e daqui a pouco tem outra festinha por vir. Você tem que cuidar do seu pequeno e pequena e dias melhores virão, tenho fé. Essa alergia vai passar.
    Meu filhote é lindo e saudável, mas foi diagnosticado em janeiro som sete graus de miopia e dois de estigmatismo. O que a gente faz nessas horas? Senta e chora? Eu fiquei muito triste mas tenho fé que ele vai melhorar com o tempo e será o que ele quiser, seja um jogador de futebol a um medalhista da natação. Eu não vou limitá-lo pelos óculos.As pessoas olham para ele e sentem pena, e dão pitaco. Eu falo arham arham e vou seguindo a minha vida. Sem muito me abalar com as críticas externas.
    Profissionalmente falando acho que tens o dom incrível da escrita e todas nós sentimos um carinho muito grande por ti. O teu trabalho na Carinhoso e na revista Crescer é só uma parte desse reconhecimento. Quem sabe teremos um livro mais realista sobre filhos no futuro, ao invés do massacrável da Tracy Hogg. O céu é o limite !!!
    Grande beijo.

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  47. LUCIANA M VICCO em

    Olá Michele relatar o que passou é essencial para o aprendizado de novas mamães só quando passamos e amadurecemos a ideia é que podemos concluir certas coisas. Sabe que o meu JM nunca foi gordinho mamando o meu leite, e ele engordava o minimo necessário dentro de uma tabela que os pediatras classificam de acordo ao peso de nascimento. Isso nunca me assustou afinal os sinais do JM eram muito bom dormia a noite toda e nunca foi livre demanda, foi rotina de 3 em 3 h desde que sai do hospital. Tenho protese e acho que ajudou no meu bico depois da cirurgia, tambem usava ocitocina nasal e ajudava a descer mais rapido no começo para não machucar. Mas qdo começou a acordar durante a noite para mamar por volta do 4 meses o pediatra dele me orientou a ensina-lo a engolir até o quinto mes para introduzir a papinha antes dos sexto mes, e foi melhor do que completar com outro tipo de leite. E tudo isso por que eu já fazia dieta de exclusão de leite e derivados por que ele tinha muuuuuuita colica quando eu comia então foi radical desde a segunda semana de nascimento dele até os 7 meses e meio que apresentei a mamadeira para ele, pois nesse tempo ele já almoçava e jantava super bem e percebia que o meu leite era mais um carinho mesmo e deu super certo. Boa sorte para você não se fruste jamais por uma relato de vida pessoal, só serve para nos ajudar beijos

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  48. Amanda em

    Oi Michelle,
    Estou passando por uma dificuldade na amamentação e seu post foi realmente inspirador!
    Muito obrigada!!! Agora me sinto mais confiante :)

    Responder
  49. Camila em

    Oi Michelle

    Tenho um bebe de 2 meses e meu leite secou quando ele tinha 40 dias.
    Quando ele fez 30 dias vi uma diminuição grande no leite e ele perdeu 300 gr de peso. Tentei o remédio ( que eu era radicalmente contra, mas no desespero aceitei! ) e ele não funcionou, tentei muita agua, cha de erva doce, todas as simpatias possíveis e com 40 dias não tinha mais uma gota de leite para dar para o meu filho. Nunca me senti tao culpada na vida. Todo o sentimento de vitória que eu senti por realizar um parto normal maravilhoso, foi por agua abaixo quando não fui capaz de amamentar pelo menos ate os 6 meses. Me culpei, chorei, sofri e demorei muito pra aceitar. Ver que tem outras pessoas que passaram por isso, e sentiram o mesmo, me conforta um pouco. E ver o meu filho engordando, feliz e saudável ajuda a aplacar a culpa um pouco. Mas é aquele ditado: nasce uma mãe, nasce uma culpa. Obrigada pelo seu relato….me ajudou bastante. beijo!

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  50. Ana em

    Não se culpe de forma alguma! Existe sim mulher com pouco leite; e também existem alternativas. O LM é o melhor alimento? Sim. Mas o LA também é ótimo. Na falta do LM, nada como LA. Fui torturada por essa pressão ridícula que existe aqui no Brasil pelo aleitamento materno (e que não existe na Europa nem nos EUA). Levei mais de 2 anos para digerir a minha culpa, e realmente acredito que se não fosse tamanha pressão por parte de pediatras e enfermeiras, eu teria conseguido amamentar por mais tempo. Amamentar, assim como o parto normal, é uma opção, e não uma obrigação da mulher. Obrigação é alimentarmos os nossos filhos corretamente; e o LM não é a única maneira de conseguirmos isso. O LA, bem preparado e adequado à idade do bebê, supre sim as necessidades dele. Meu filho hoje tem 4 anos, é forte, saudável, tem o peso perfeito para sua elevada estatura e nunca tomou antibiótico. Portanto, não sinta culpa, pois você desempenhou muito bem o seu papel!

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  51. Marijane em

    Olá, também sou de Curitiba. Minha história é um pouco parecida com a sua, e sei o quanto vc sofreu e sofre. Minha filha tem só 40 dias. Tive parto cesarea e meu leite demorou muito a descer, pra ser sincera só senti a mama cheia com 30 dias! Foi um sufoco, a Alice já saiu da maternidade com o complemento, e em casa aquela angústia de dar no copinho, ela se sujava toda, berrava…também me rendi a mamadeira! Ela perdeu muito peso no primeiro mês! A pediatra disse pra largar o complemento e ficar só no peito, tudo em vão! Minha filha chorava de fome! E eu Chorava todos os dias junto, já não sabia mais o que fazer, tomei tudo o que falavam que era bom pro leite descer! Parecia uma louca alucinada, lendo tudo a respeito, em busca de uma solução pro meu martírio! Quando gravida nunca imaginei que não teria leite, afinal minha mãe amamentou 4 e minha irmã também teve bastante leite, porque eu não teria. Mas nem tudo é como a gente sonhou. Continuo insistindo no peito, ela mama o pouco que produzo e depois mama a mamadeira com o complemento. E assim vamos, dia após dia! Sei que fiz e estou fazendo o meu melhor! Não desejo isso pra ninguém! Invejo as mulheres que jorram leite das mamas, era tudo o que eu queria, mas infelizmente não tive essa sorte! Adoro o seu blog! É uma delicia todas as experiências que vc divide com a gente! Bjs

    Responder
  52. Ana Carolina em

    Michele: fiquei emocionada com o seu relato, em especial pelo reconhecimento de que o crucial foram as dúvidas que você teve no seu poder de amamentar(agravada pelo comentário do médico, que provavelmente nem tinha a intenção de te fazer se sentir mal – mas fez).
    Meu filho nasceu com a língua presa, demoramos 4 pediatras, 6 semanas, 3 rounds de antibiótico para mastites e muitas idas ao PROAMA para perceber isso – com a língua presa a pega não funcionava direito, ele precisava de muito esforço (ficava grudado no peito em LD) e eu ganhava uma fissura nova por dia (foram 4 tubos de lansinoh e eu andava seminua pela casa em pleno super-inverno curitibano, espantando algumas visitas). Nesse período eu também ouvi que o ganho de peso não estava “ideal” (e a *** da pediatra nem pensou em examinar a língua dele ou ver a mamada, só me mostrou a calculadora). A enfermeira do plano de Saúde me visitou, viu o meu estado e disse que 95% das mulheres teriam desistido. Doía, muitas vezes eu fui ao PROAMA às 7:30 para conseguir amamentar com o peito ferido, umas quatro vezes eu liguei para o Dr. Hugo nos horários mais absurdos.
    Mas a dor física não é nada, com ela a gente lida.
    Lidar com a cobrança da sociedade é pior.
    Lidar com parente perguntando quando é que o médico ia dar complemento é pior.
    Ver o filho não engordar “o ideal” da calculadora dói demais.
    Ainda não sei como, mas mantive a fé em mim e foquei em ser alimento. Por seis meses eu não li-assisti-recebi notícia ruim. Qualquer coisa chata eu já anunciava: “não quero nem saber, minha única preocupação é produzir leite”.
    Tive MUITO APOIO e isso foi fundamental. PROAMA, marido, mãe, pai, sogro, compadres, todo mundo unido cuidando dos meus peitos.
    Apesar da dor física(que passou depois do pique na língua), o que funcionou para mim foi manter o foco, a tranquilidade e o moringa cheia de água por perto o tempo todo.
    Posso te fazer um pedido?
    Faça um post específico do PROAMA, da importância de buscar ajuda.
    Uma amiga me avisou antes, eu fui conhecer o PROAMA ainda grávida e na saída a enfermeira me alertou: “não vá para casa sem saber amamentar, saia da maternidade e venha para cá se tiver qualqure dúvida!”
    Eu esperei 11 dias. Deveria ter ido antes.
    E deveria ter confiado nos meus instintos quando achei que a língua do meu filho tinha o frênulo muito grande (eu vi na maternidade, no dia em que ele nasceu, falei para o marido, mas achamos que se fosse importante o pediatra teria visto).
    No meu caso, ainda deu tempo do PROAMA entrar na minha vida e me empoderar. Inclusive quando o peso não foi o “ideal”, lá eu aprendi que existem outras coisas além do peso a serem consideradas.

    Você está de parabéns, Michele. Além de incentivar PN, mostra com sinceridade onde moram os inimigos do AM.
    Que Deus abençoe seus filhos com muita saúde. Saiba que seus esforços valeram e serão recompensados. E espro que este relato, em especial na parte em que admite que ajuda técnica era necessária, encorage outras mulheres a buscar apoio antes mesmo de precisar.

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    1. Ana Carolina respondeu Ana Carolina em

      Só quero registrar mais uma coisa: o que a gente às vezes pensa que é “peito sem leite” é só peito que precisa ser estimulado. Somos fábrica, não armazém. Passado o primeiro mês é normal a produção estabilizar à demanda e, assim, não ficamos com o peito cheio.

      Meu filho está com 2 anos recém completados. Mama 2x ao dia. Se eu tentar tirar leite não sai nem meia gota. Mas eu o coloco para mamar, ele pega, suga, e o leite vem da maneira mais impressionante do mundo!

      Responder
  53. Ana Carolina em

    Seu relato me lembrou este (ótimo) texto:
    http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2011/08/amamentacao-importancia-do-apoio-da.html

    Responder
  54. Bárbara em

    Oi Michelle, sabe eu tenho para mim que a amamentação é mais complexa que muitas outras coisas na maternidade. Acho inclusive que o parto natural, é muito mais fácil que a amamentação.

    Amamentar é realmente muito difícil, e o stress, cansaço pega incorreta e etc.. são os grandes vilãos da amamentação. Amamentar tem mil e um segredos e truques. Mexe muito com a mãe, e até hoje penso por que será que na época de nossas avós era tão mais simples amamentar?!
    pouquíssimas mães tinhas tantas dificuldades e surpresas como temos hoje com a amamentação. Só me faz crer que o stress é o pior.

    Parabéns pelo post e por tudo!

    :))

    Abraços.

    Responder
    1. Michelle Amorim respondeu Bárbara em

      Eu tbm considero a amamentação uma das coisas mais difíceis (senão a mais) da maternidade. Não é algo que depende exclusivamente de você, depende de N fatores. Mas todas as tentativas e tempos amamentando são válidos, com toda certeza :)

      Responder
  55. Ludmila em

    Olá!!é realmente emocionante…eu confesso que antes de ser mãe julgava mães que não amamentavam julguei inclusive minha cunhada que não amamentou minha sobrinha….minha cunhada tinha apenas 18 anos e hj sei pelo que ela passou..nunca fui rude com ela e nem falei nada mas no intimo julgava….quando me tornei mãe…..eu vi a dificuldade…tive êxito mesmo tendo um bico muito pequeno não sofri tanto quanto vc amiga…e amamento até hj minha filha tem 8 meses….mas amamentar não é fácil e espero quando tiver outro bebe amamentar tbm……mas tive mastite quando desceu o leite e depois quando minha filha tinha uns 3/4 meses foi sofrido tive fissura no peito mas fiquei firme e forte e minha filha sempre engordou bastante isso me dava certeza e força pra continuar…..sofri mtooo quando tive que voltar a trabalhar e com 5 meses comecei mamadeira….sofrimento sem fim ela nao queria pegar e eu nao queria dar mas necessitava…passou… hj…está tudo bem…dou peito a noite de manha e de madrugada não cedo a mamadeira quando ela esta comigo mesmo estando mto cansada e tendo que acordar varias vezes a noite….sei que vai passar….ela mama duas a três mamadeiras por dia com a baba….confesso que tenho preguiça de fazer mamadeira heheheh……

    Mas o certo é que NUNCA mais julguei as mãezinhas que vejo dando mamadeira mesmo para os bebes pequenininhos…..a grande maioria é porque não conseguiu amamentar ou não aguentaram a pressão seila tem seus motivos hj só entendo e compreendo……NUNCA mais eu julgo…..

    Responder
  56. Rosenaira Jerke Berkenbrock em

    Passei praticamente o mesmo q vc (- APLV). Senti-me frustrada e decepcionada por não ter amamentado mais. Sou uma mãe "atrasada", pois tive minha filha após os 35 anos, nenhuma experiência ou alguém pra dar dicas. Só meu marido me ajudava razoavelmente, pois trabalhava fora. Foi um período bem difícil e às vezes ainda me pergunto se foi o melhor caminho ou o único. Ainda tenho leite e ela tem 10 meses. Desde os 6 meses ela não mama mais. Fico triste, quando na hora do banho, vejo meu leite fluir e saber que ela não está aproveitando. Tbm, com 7 meses voltei a trabalhar fora….tudo isso conta.

    Responder
  57. Lu em

    Estou passando por este dilema: APLV! Meu bebê está com 2 meses e meio e estou com uma dieta para ver se poderá ser APLV o que ainda está sendo avaliado, mas todos os sintomas (os mais tranquilos, digamos assim – sem sangue) meu bebê já teve. Estou preocupadíssima, pois meu marido perdeu o emprego recentemente e acredite: isto influi muito na produção de leite, pois fico pensando em como alimentar meu filho (se não produzir mais leite materno) e pagar por esta lata de leite especial que é tão cara. Realmente ando muito estressada e por mais que tente me acalmar, é impossível o cérebro não lembrar disto e consequentemente todo o meu metabolismo funciona de forma incorreta.

    Esta semana irei levá-lo ao pediatra. Dos males preferia que tivesse somente refluxo que há medicamentos. Mas estou começando a crer que é mesmo APLV :(

    Obrigada pelo teu depoimento, me ajudou bastante a entender como eu me sinto!

    Um beijo carinho em vcs!!

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  58. ludmila em

    Depois que tive a Beatriz eu entendi que no começo a coisa mais difícil é amamentar….pelo esforço físico e mental….eu graças a DEUS nao tive mtas dificuldades além do bico doendo e sangrando e leite empedrando… que a grande maioria das mamaes passam mas diminuição da produção (que é o desesperador) e alergia graças a DEUS nao passei…mas uma coisa aprendi a NAO JULGAR quem nao amamenta……julguei antes confesso mas hj nao julgo mais…..depois a irma da minha colega teve bb nao conseguiu amamentar por ter bicos invertidos e a minha amiga estava revoltada com a irma e eu conversei com ela expliquei e falei apoie faça a mamadeira e ajude nao critique ela ja esta nervosa o suficiente e o bb precisa de uma mamae bem pois nao é so o mama ele depende 100 % da mamae….me senti bem por isso por ajudar mesmo que indiretamente…….amamento até hj minha bb tem 1 aninho ela mama uma mamadeira por dia na baba…..e segue no peito AMA o tete…..e a mamadeira mama porque nao tem jeito mas ela rpefere comer…tinha medo dela largar o peito…mas nao ela ta firme…tenho sofrido com os dentinhos dela me machucando…..e as vezes mordendo…..mas estamos bem e realizadas ehehhehe……mas é isso cada filho é de um jeito cada mae tbm……eu aprendi a julgar menos……e assim julgamos as vezes mas sempre penso….cuidado vc pode passar por isso e ver o quanto é dificil…entao tento julgar menos e aceitar cada maeszinha de seu modo…..

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  59. Edmara em

    Passei pela mesma situação! Antes dos dois meses meu bebe passou a puxar o bico do seio e chorar. Imediatamente liguei para dois pediatras e me disseram- é fome- compelmente! Pronto, meu mundo desabou. minha mãe veio até minha casa porque eu fiquei ao prantos e com medo de dar a mamadeira d ele abandonar o seio… Então fiz translactacao até ceder a mamadeira por 10 dias. nesse período compelemtava duas vezes, até que chegou o dia da vá ina da perninha. Fui orientada pela enfermeira a dar apenas a noite e deixar o seio para as mamadas durante o dia. A partir daí eu só dei o peito por duas semanas, confiei no meu leite, porém achava que o BB estava fazendo pouco coco… Coisas da minha cabeça. Então, com medo de ouvir do pediatra sobre a perda de peso, já que meu BB sequer havia perdido uma grana na primeira semana de vida, ao contrário, havia engordado 80 gramas só no peito, passei a complementar a última mamada noturna, e seguimos assim at que vamos ao pediatra nesta semana. O fato é que a noite a mama fica murcha e com certeza o meu BB não se saciava, porém, não chorava. Vamos ver se consigo voltar exclusivamente com a amamentacao, mas se não for possível, já me convenci dessa realidade. sei o que passou, porque chorei dias a fio… O problema está no que nos dizem, se talv z tivessem dito q poderi ser uma fase de irritabilidade do bebê, talvez não tivesse sido necessária a complementação e eu estaria amamentado exclusivamente. Portanto, a ajuda do banco de leite é fundamental antes de qualquer decisão. Espero que meu bebe não largue o seio antes dos seis meses! Abcs

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  60. Edmara em

    Passei pela mesma situação! Antes dos dois meses meu bebe passou a puxar o bico do seio e chorar. Imediatamente liguei para dois pediatras e me disseram- é fome- compelmente! Pronto, meu mundo desabour. minha mãe veio até minha casa porque eu fiquei ao prantos e com medo de dar a mamadeira d ele abandonar o seio… Então fiz translactacao até ceder a mamadeira por 10 dias. nesse período compelemtava duas vezes, até que chegou o dia da vá ina da perninha. Fui orientada pela enfermeira a dar apenas a noite e deixar o seio para as mamadas durante o dia. A partir daí eu só dei o peito por duas semanas, confiei no meu leite, porém achava que o BB estava fazendo pouco coco… Coisas da minha cabeça. Então, com medo de ouvir do pediatra sobre a perda de peso, já que meu BB sequer havia perdido uma grana na primeira semana de vida, ao contrário, havia engordado 80 gramas só no peito, passei a complementar a última mamada noturna, e seguimos assim at que vamos ao pediatra nesta semana. O fato é que a noite a mama fica murcha e com certeza o meu BB não se saciava, porém, não chorava. Vamos ver se consigo voltar exclusivamente com a amamentacao, mas se não for possível, já me convenci dessa realidade. sei o que passou, porque chorei dias a fio… O problema está no que nos dizem, se talv z tivessem dito q poderi ser uma fase de irritabilidade do bebê, talvez não tivesse sido necessária a complementação e eu estaria amamentado exclusivamente. Portanto, a ajuda do banco de leite é fundamental antes de qualquer decisão. Espero que meu bebe não largue o seio antes dos seis meses! Abcs

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  61. Ju em

    Olá! Fiquei emocionada ao ler seu ‘depoimento’. Meu filho está com 2 aninhos e meio e ainda hoje tento entender o que houve com nossa amamentação. Na maternidade meu leite somente desceu no dia da alta (foi cesárea) e ainda assim eu não estava conseguindo fazê-lo pegar muito bem. Tivemos alta no sábado e passei o fim de semana tentando dar o peito. Quando fomos na pediatra, na segunda, ela achou que ele tinha perdido um pouco mais de peso do que era esperado e mandou que eu diminuísse o intervalo para mamadas de 2 em 2 horas, mesmo que ele não pedisse ou que estivesse dormindo e que retornasse na sexta, quando ele teria 10 dias. Eu achava que jorrava leite, pois enchia as conchas toda hora, ficava vazando e cheirando à azedo. No entanto, meu mundo caiu: quando voltamos à pediatra, ele tinha perdido ainda mais peso. A culpa que senti não cabia em mim. Aliás, não cabia naquela sala… Ela recomendou que eu introduzisse uma fórmula e a luta começou até chegar àquela com que ele se adaptaria. Segui amamentando da seguinte forma, até ele completar 5 meses: primeiro os dois peitos, depois a mamadeira (nem tentei no copinho, eu tinha certeza de que ele não largaria o peito pela mamadeira e, graças a Deus, foi isso mesmo!). Disso tudo ficaram 1 sensação e 2 certezas. A sensação: a de que, ainda no hospital, eu deveria ter tentado amamentar milhares de vezes mais do que tentei (não sei por que, mas sinto que enquanto eu estava na maternidade parece que eu não estava dando muita atenção à importância de amamentar – talvez pelo fato de ele ficar sempre quietinho, não chorar pedindo mama, sei lá…). As certezas: 1- de que não tem problema em dar fórmula. Em poucos dias ele ganhou peso (que é o assunto de mãe de recém-nascido, não é mesmo?) e se desenvolveu muuuuuito bem, graças a Deus! 2- a de que podemos sim confiar em nosso “sentido de mãe”: eu tinha certeza de que não precisaria dar leite no copinho porque ele não iria largar o peito e fomos muito felizes com ele mamando no peito até os 5 meses. Obs. Ele largou o peito por conta própria, já que a produção caía cada vez mais. Não tive neuras, pois ele estava bem e em duas semanas eu voltaria a trabalhar fora em período integral, então juro que não via necessidade em tirar leite do peito para congelar e dar para ele na mamadeira, já que o principal a gente não teria mais mesmo, que era o momento da amamentação. Como lição, certamente ficarei mais atenta às questões de amamentação do nosso próximo nenezinho, que em breve será encomendado!

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  62. Karine em

    Entendo como vc se sentiu, tbm pensava em amamentar minha filha ate quando ela quisesse, mas ela nao tinha uma boa pega, eu nao tinha muito leite, e ficavamos as duas nervosas, pensei que com o passar dos dias ela ia aprender a sugar direitinho, que meu leite ia aumentar, mas nao, quando ela completou 1 mes o leite secou. Me arrependo de não ter ido procurar ajuda.

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  63. Daniele Martinho em

    Nossa lendo sua história, revivi a minha….a gente supera mas o sentimento de culpa é pra sempre

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  64. Francieli Laís Wehner em

    Excelente, estou na minha segunda gestação, na primeira fiz mundos e fundos para amamentar, consegui exclusivamente até o terceiro mês., após complementei, meu sonho sempre foi amamentar, espero que dessa vez seja mais fácil e essas suas dicas foram de ouro! Obrigadaaaa

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  65. Bruna Gabriele Reis Stradiotto em

    Michelle conheci seu blog a pouco tempo e simplesmente amei, sou mãe de primeira viagem , meu Guilherme tem 6 meses e muitas coisas que você relata me identifico, mulher sofre de verdade e abre mão de muito pela família, cada um tem suas dificuldades! Parabéns pelas palavras e por ser uma super mãe! Um grande abraço!

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  66. Débora Carvalho da Silva em

    Michelle chorei ao ler seu desabafo, tive mastite qndo minha Sophia estava com 15 dias, toda semana eu ia no pronto socorro e ninguém dava atenção até q quando ela fez 2 meses tive um abcesso e tive q fazer uma cirurgia p tirar o pus.
    Tiraram 500ml de pus na cirurgia e fiquei 1 semana internada. Sai do hospital ainda c leite empedrado e c o bico do seio invertido e enrijecido. A Sophia não conseguia mamar, por conta das condições que o bico do meu peito se encontrava e o leite continuou a empedrar.
    Hj ela está c 3 meses não conseguiu ainda mamar nesse peito. Retornei ao PS e ouvi da médica que fez minha cirurgia que então eu deveria secar meu leite.
    Choro toda vez que lembro que isso tudo aconteceu por não ter recebido a devida atenção e cuidado dos médicos que me atenderam nas muitas vezes que fui até o PS c febre e o seio inchado e vermelho. Não sei onde vou encontrar forças p dar leite em pó p ela e secar meu leite.
    Vou procurar pelo banco de leite na esperança de um milagre acontecer e eu voltar a amamentar.
    Obrigada por compartilhar sua história, precisava dessas palavras.
    Que Deus te abençoe e a sua família tbm!

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  67. Aline em

    Eu fiquei super decepcionada comigo mesma quando tive que dar a fórmula para minha pequenina com três meses e meio. Parecia que ela sugava e o leite não saia. Eu lutei para ela mamar no peito exclusivamente pelo menos até os seis meses, mais não deu.. Acho que o stress e a tristeza que passei por ter muita gente dando pitaco e me ensinando a ser mãe do jeito deles, as críticas cara a cara.. Quase me gerou uma depressão pós parto.. Foi um período conturbadíssimo.. A minha pequenina vai completar seis meses e só pega o peito de madrugada. Quando pega de dia é só para brincar.. rs.. Superei isso tudo, mas na próxima vez vou lutar para ser tudo diferente.. bjos..

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