Categories: Maternidade/ Nascimento & pós-parto

Puerpério, tempo de amor e de compreensão.

O puerpério – de ambos os meus filhos – foi o período em que me senti mais frágil e perdida, em toda a minha vida. Foi um momento lindo, difícil e transformador, onde eu estava extremamente sensível, cheia de medos, mas, também, cheia de amor. Foi um tempo de descobertas, de aprendizados e de ver boa parte de quem eu era ir embora, sem data certa para voltar. E, acima de tudo, de momentos que ficaram gravados na minha memória e no meu coração.

Lembro, como se fosse hoje, da sensação de aperto no peito e da pressão que eu sentia, recém parida, ao pensar “agora é com você. tem uma vidinha aqui fora, que depende da sua. e é para sempre”. Justamente por isso, também me recordo do quanto me fazia bem ouvir palavras de apoio e de incentivo, ter a compreensão e o carinho dos demais. Cada gesto, cada palavra, cada olhar, fazia diferença para mim. E com certeza, para os meus filhos também. Um dos momentos que mais me marcaram nos primeiros dias com o Leo em casa, foi quando, em mais uma madrugada de mamadas infinitas, com sono, cansada, meu marido foi até lá, olhou para mim enquanto eu amamentava nosso filho e me disse: “você é a mulher mais f*** que já conheci”. Ali, naquela simples frase, tinha reconhecimento, incentivo, apoio, admiração e amor. E como isso me deu forças para continuar!

No pós-parto e nos meus primeiros meses como mãe, eu queria me sentir compreendida apenas pelo olhar das pessoas. Queria que alguém me pegasse no colo. Que alguém me oferecesse seu ombro para chorar. Que alguém afagasse meus cabelos. Que alguém me dissesse que tudo bem se eu sentisse vontade de fugir por alguns minutos ou dias. Que entendessem minhas dores – físicas e emocionais. Que não me deixassem sozinha, quando eu precisasse de companhia. Que me fizessem um chá quentinho ou aquela sopa saborosa que iria me deixar bem nutrida para continuar alimentando o meu bebê. Que me ouvissem, apenas. Que me incentivassem a amamentar, sem pressão e sem palpites. E me dissessem que estávamos fazendo um ótimo trabalho, eu e meu bebê. Que respeitassem as minhas vontades e as minhas decisões. Que me lembrassem que tudo, tudo aquilo, iria passar. E deixar muitas saudades. Que me ajudassem com a louça, com o almoço ou com o jantar. Que me perguntassem se preciso de algo do supermercado, da padaria ou da farmácia. Que me fizessem um bolinho caseiro de laranja. Que não me visitassem sem avisar. Que segurassem meu filho no colo para que eu pudesse tomar um banho de mais de três minutos. Ou que ficassem com ele para que eu pudesse dormir um pouquinho ou dar atenção ao meu filho mais velho. No pós-parto, acima de tudo, eu queria ser amada, admirada e compreendida.

Quanto à minha aparência, conseguir pentear os cabelos e prendê-los, já era algo bom. Se conseguisse passar um creme ou um bb cream no rosto e um corretivo nas olheiras, melhor ainda. Mas, se não desse, tudo bem, também. O que eu queria mesmo eram blusas e camisas com abertura na frente, para facilitar a amamentação. Queria calcinhas grandes e macias, que não apertassem os quilinhos a mais que perduravam da gestação nem brigassem com aquela cinta apertada que eu estava usando. Queria sutiãs grandes, confortáveis e limpos, apenas, não importando a cor. Queria as unhas curtinhas e lixadas, para não correr o risco de machucar o meu bebê. Se estivessem pintadas ou não, não fazia diferença naquele momento. E sabem por quê? Porque tudo isso podia esperar. O puerpério, não. Era hora de vivê-lo por inteiro, de corpo e alma, com suas alegrias e dificuldades, com seus ganhos e perdas. Não haviam outras preocupações senão eu – puerpéria, mãe – e meu bebê. Eu – mulher, esposa, profissional, dona de casa – podia esperar.

O puerpério é um momento único, em que a gente se perde de quem era e se reencontra, sendo mãe. Em que a gente começa a aprender a maternar na prática. É um momento para se viver por completo, mergulhar fundo mesmo. Sem abreviar, sem se preocupar com as outras coisas que estarão ali para o resto da vida. O puerpério passa, e, a não ser que fiquemos grávidas outra vez, ele não irá se repetir. Ainda que se repita, não será o mesmo. Não com o mesmo bebezinho que está ali.

Por isso, muito me espanta me deparar com textos que, em pleno ano de 2015, depois de tantos debates e de tanta luta por parte das mulheres, dizem que “a mulher deve se arrumar para o marido”. E pior, que não deve se descuidar, em pleno puerpério. Acho que a coisa mais cruel que alguém poderia me dizer num momento transformador como aquele, era para que eu não relaxasse com a minha aparência física. Ou, para não me delongar demais no resguardo, a fim de que meu marido não procurasse outra pessoa (ninguém teve a pachorra de me dizer isso, mas sei que muitas pessoas já ouviram esse tipo de absurdo). Fora isso, ainda temos uma certa pressão em voltar ao peso de antes da gravidez, de, poucos meses depois de dar a luz, aparecer linda e vitaminada perante todos. Eu senti essa pressão, que vinha, em grande parte, de dentro mim mesma. Eu tive os meus momentos de estar de saco cheio de toda aquela tralha puerperal e, de repente, aquele período foi chegando ao fim. Foi lento, foi o meu tempo. Demorou um bocado a chegar, como contei aqui.

Na maioria das vezes, ter filhos é uma decisão, uma escolha. E se nesse momento você tem alguém ao seu lado e tudo pode ser planejado, então essa pessoa embarcou junto com você. Ela escolheu junto com você. Ela abraçou o pacote todo, junto com você, mesmo sem saber direito o que esperar. Os momentos bons, os ruins, as risadas, os choros, as alegrias e as tristezas e frustrações. E parte desse pacote, também deveria ser a compreensão, entre ambas as partes.

Pós parto para mim, é tempo de cheirinho de leite, de camisola, de pijama, de calcinha grande, sutiã bege e libido meio em baixa, talvez lá virando a esquina. E tudo bem. Porque essa fase passa. E passa rápido. Com o tempo, a gente vai retomando todos os nossos papéis de antes de ser mãe. E vamos tentando equilibrar tudo isso. Aprendendo a lidar. Se não retomamos, é porque a gente mudou. E cabe a nós aceitar e aprender a viver essa mudança, esse outro eu que agora somos.

Contudo, se mesmo com um bebê pequenininho você sentir vontade de se arrumar, de se vestir, de fazer as unhas e uma maquiagem bacana, poxa vida, isso é maravilhoso! Mas faça por você e para você, em primeiro lugar.

O que eu quis passar com esse texto é: o puerpério já é um momento suficientemente difícil e avassalador, por si só. A gente não precisa de pressão externa, ainda mais com relação a nossa aparência e a nossa relação conjugal. 

Os cabelos escovados, a roupa bacana, o batom na boca, as unhas feitas, a lingerie sensual e a vontade de fazer sexo, tudo isso volta, eventualmente. Para algumas pessoas demora mais, para outras, menos. Para algumas, isso deixa de ter tanta importância, para outras passa a ser um anseio por mudar, por se reencontrar, como aconteceu comigo. Mas cada uma de nós têm seu ritmo. E esse ritmo deve ser respeitado. Principalmente, logo depois de darmos a vida a outro ser humano e de vermos a nossa vida virar de cabeça para baixo. 

Então, se dê o seu próprio tempo. Não se cobre tanto nesse período tão delicado da sua vida. Algumas coisas voltarão a ser como antes. Outras, nunca mais serão. Tem aquelas que ficarão melhores ainda e as que ficarão diferentes. O que eu posso dizer é que a gente se adapta, muda, aprende e reaprende. A gente luta e se supera. E o amor, é o que fica.

MelanieeLeonardo-83eu e Leo, com dez dias de vida, no nosso puerpério <3

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52 comments

  1. Um dos melhores textos sobre maternidade/puerpério que já li.
    Admiro a forma consciente com que você fala da maternidade, e como a aplica. A forma como se percebe, se vasculha, se redescobre, se aceita e se permite, dentro dessa sua escolha, sem fugir de quem você é. Autoconhecimento puro, tão essencial e precioso! Parabéns!
    Inspirador.

  2. Gosto muito do jeito simples, limpo, direto e sincero, que você escreve! Conheço muita gente que deveria ler esse texto. E, acredite, nem todo mundo está ou passou por um puerpério.
    bjoss

  3. Grávida, meio perdida, com apenas 21 anos, recém casada (descoberta da gravidez aos oito meses de casamento) e encontro no meu caminho esse texto avassalador e maravilhoso! Como é bom poder se sentir MÃE sem julgamentos, ouvir que tudo bem se eu me sentir exausta quando o bebê chegar, e tudo bem também se eu não me sentir assim. Era preciso mais pessoas como você no mundo, Michelle. Pessoas que conseguem tirar das adversidades e dificuldades apenas coisas boas, lições boas que formarão nosso eu no futuro. Obrigada pelo seu texto, pela sua capacidade linda de descrever esse momento tão especial e único que eu anseio cada dia mais pra chegar. Se eu já era sua fã, sou ainda mais.

  4. Lindo texto! Parabéns! Tenho uma princesa Giovanna de 2 anos e 7 meses. Em no máximo 2 semanas vem a Antonella! Concordei com tudo que vc escreveu e já vou repassar!

  5. Sou sua fã Michelle!!!! De coração…
    Vivo ansiosa e aguardando por novo post e vem você com essa forma tão linda de descrever a vida e os momentos mais intensos dela e me enche de orgulho!
    Amei o texto! Tive um puerpério muito complicado e difícil, mas sem dúvidas foi um dos momentos mais lindos e especiais da minha vida… Domingo mesmo estava olhando fotos dos primeiros dias de vida do meu filho e bateu uma saudade…
    beijo

  6. Seu texto veio na hora certa, estou de 37 semanas, sem disposição pra NADA, esperando a hora certa da minha bebê chegar, e nesses últimos dias a internet tem sido minha companheira. Não digo AMIGA, pois no caminho encontro algumas coisa que as vezes me deixam mal. Mas esse seu texto foi diferente.
    Achei seu blog sem querer, em um dia que estava pesquisando sobre meu GO (Dr. Hugo) e desde então te acompanho. Adoro seu jeito de expor suas ideias, e algumas experiências.
    Nos ultimos dias tenho me preocupado MUITO com o pós parto, cheia de medos da nova vida, e principalmente de quem eu irei me tornar. Já li e ouvi inúmeras vezes a frase: lavar o cabelo, escovar os dentes e dormir, serão coisas de luxo na sua rotina.
    Eu acredito que tudo irá mudar, mas da forma como as pessoas colocam parece que a minha vida vai virar um filme de terror.
    Tenho medo.
    Na vdd tudo que eu sinto hoje, dia e noite é, medo e ansiedade.

    Contudo o que eu queria dizer é. OBRIGADA.
    Obrigada, pela forma como coloca suas palavras, pois acredite, ela chega a pessoas que você nem imagina e faz grandes coisas.
    Parabéns!
    Beijos

  7. Mi, vc é DEMAIS!!!!!! Obrigada por ter me marcado. Não sei se é coincidência, mas desconfio do que te inspirou a escrever esse lindo texto. E de novo vc traduziu em palavras tudo o que eu pensei a respeito do pôs parto.
    Já te disse outras vezes: vc é uma pessoa iluminada. Tomara que esse texto atinja muitas e muitas mães!!!! E tenha certeza de que esse é um dos melhores posts do blog!
    Bjs no coração.

  8. Faço minhas as palavras das outras mamães. Um texto que deixa qualquer mãe, inclusive de primeira viagem, aliviada. Concordo que a escolha de ter o filho foi do casal e é de extrema importância a compreensão e paciência do parceiro. Estou fã do blog. Parabéns!!!!

  9. Obrigada, Michele!
    É muito bom me sentir compreendida, muito do que você disse eu senti e vivi. Após 5 meses estou saindo aos pouquinhos desta fase que é tão gostosa e tão difícil. Sentia-me muito pressionada a me vestir bem, com uma roupa que os outros julgassem adequada, a sair pra passear e fazer visitas como se tivesse tempo sobrando. Sou mãe de primeira viagem, muitas vezes perdida e confusa em meio a tantas informações. Mas aqui eu sempre me encontro. Já li o seu blog todinho e muito do que li usei de experiência. Sempre passo por aqui. Adoro o seu blog e a forma sincera como escreve. Você deixa a nossa vida materna muito mais simples e bela.
    De coração, obrigada mesmo!!!

  10. Adorei Michelle, vc tem toda razao e escreveu muito bem os sentimentos que sentimos no puerperio. Na hora em que passamos é um pesadelo mas depois vem aquela sensação, como fui poderosa! Venci o primeiro desafio de ser mae e agora retomei minha vida e com um gostinho de amor que só quem eh mae sente. Ter um filho muda muito a mulher, na minha opiniao para melhor…bjoo

  11. Michelle… o que posso dizer?
    Obrigada pela sua ousadia em compartilhar algo tão íntimo com pessoas desconhecidas como eu!
    Ler o seu texto me dá uma boa base para dizer que eu sou também uma mulher f###! Quer o meu marido, quer a minha família acreditem ou não.

  12. AMEI O POST!!! ESTOU COM 27 SEMANAS E ESSE ASSUNTO É O QUE MAIS ME PREOCUPA, MAS GRAÇAS A DEUS TENHO UM MARIDO SUPER COMPREENSIVO, COMPANHEIRO E AMOROSO. EM BREVE PASSAREI POR TUDO ISSO E CONTAREI MINHA EXPERIÊNCIA. O MELHOR MESMO É O APOIO DA FAMÍLIA E DOS AMIGOS, PORQUE COMO VOCÊ MESMA DISSE, CADA UMA PASSA POR ESTE PERÍODO DE FORMAS DIFERENTES, MAS NO FUNDO OS SENTIMENTOS SÃO OS MESMOS!!!!

  13. Que lindo texto!!! gostaria muuuito de ter lido antes de ganhar meu bebê… sempre digo q a fase ‘da dieta’ (o puerpério) é muito delicada… nao consigo achar outra palavra para definir… me sentia frágil, sensível, amedrontada, e com um bebê dependendo de mim para tudo, tbem frágil, tbem delicado…
    No meu caso a pressão nao foi tanto externa, mais minha mesmo, e hj penso q podia ter me entregado mais, aproveitado mais… pensado somente no meu filho e em mim, e mais nada nakele momento… mas nao me dei mto esse direito…
    e é justamente por causa dakela fase tãão delicada q todos nós passamos (mãe, filho e pai tbem) q não temos coragem de ter outro filho :/ é preciso muuuita coragem!

  14. Acompanho o blog a 2 anos e nunca comentei mas diante desse texto e no auge das minhas 32 semanas nao resistir depois d 11 anos da minha ultima gestaçao por gual passei por momentos muito dificeis com apenas 15 anos e meu marido com19 levei anos pra ter coragem d engravidar de novo estou aki esperando a minha segunda princesa com muito medo mas com muito amor tbm da primeita foi muito punk( como vc diz) colica dia e noite ate os 5 meses nao consegui amamentar falta d esperiencia d ambos muito choro junto com minha filha mas agora estou bem mais imformada e seus textos estao me ajudando muito continue assim abrindo seu coraçao em forma d palavras q para nos q adoramos seu blog !!!

  15. Olha me encontrei em suas palavras,acho um absurdo essa história de se arrumar,vejo infelizmente pessoas que não estão ali presentes para fazerem bonito pra sociedade!Eu tive meu filho,nunca tive baba,passei um bom tempo assim descabelada,de pijama,nesse momento o que importa e o filho estar bem,estamos como leoas aí para cuidar,proteger e amar!Um amor tão grande e sincero que exala,essa fase e a do conhecimento da mãe e do bebê!E o marido está ali para nos apoiar e abraçar,ser companheiro!Texto lindo!Amo teu blog!

  16. Parabéns, belíssimo texto.
    Me encontrei em cada palavra sua, e você consegiu expressar em palavras absolutamente TUDO que eu nunca conseguir dizer e muitas vezes gritei dentro de mim.
    Obrigada.

  17. Olá Michele! Poxa, eu adoro teu blog. É muito bacana, parabéns!
    Serei mãe em breve, de primeira viagem e daquelas que nem sabia à extensão do universo da maternidade até engravidar. Porque quando é com as amigas, mesmo proximas, ainda assim é diferente. Meu marido e eu estamos nos divertindo e aprendendo muito, é teu blog sempre nos traz muitas dicas interessantes, além de textos profundos é reconfortantes como esse!
    Posso aproveitar é te pedir uma ajuda: acabamos de chegar em Curitiba, e sei que tu és daqui. Saberia me indicar, além da tulipa baby (já vi teu post) outras empresas que vendem móveis para bebê por aqui?!
    Por incrível que pareça há poucas opções de empresas que têm site, ou eu que estou procurando errado rs.
    Agradeço imensamente se puder me dar essa ajudinha. Ainda estou me adaptando à curitiba.
    Um grande beijo!

  18. Texto compartilhado! No primeiro puerpério eu me cobrei demais em ter uma cara mais mulher e menos mãe. Já no hospital me policiei para não comer muito e perder logo aqueles quilos todos… Quanta bobagem… Já no segundo me preocupei em amamentar minha filha, a me alimentar direito por ela. E ainda sim perdi o peso da gravidez mais rápido do que a primeira vez. Realmente a “mulher” que existe em nós volta, mais cedo ou mais tarde.

  19. Lindo texto! Muito verdadeiro. Ano teu jeito de escrever e anos fico aguardando o próximo post! Passei pelo puerpério faz pouco e em algumas coisas ainda ao nele. Hehe. Meu segundo filho tem 3 meses. E é bem como tu escreveu é um tempo que precisamos de um colinho e de pessoas que nos entendam e não nos cobrem.

  20. consegui reviver os primeiros dias da minha vida de mãe, dos primeiros dias de vida do meu filho.
    Passa mesmo e muito rápido. naquele momento a unica coisa que precisamos é de compreensão mesmo. o resto é o resto.
    Eu fui bastante incompreendida. tivemos stresses totalmente desnecessários com alguns familiares, tipo um “controle”de visitas.. de quem visita mais, de quem viu primeiro.. coisas tão absurdas que hoje da vontade de esbofetear essas pessoas e dizer o quanto elas prejudicaram um zilhao de coisas. como a amamentação por exemplo.

    E tenho que concordar. mulher que está mais preocupada com barriga tanquinho do que o proprio filho.. bom, eu fico com pena porque um dia vão perceber o quanto passou tão rapido. essa busca pelo corpo perfeito, por barriga assim e assado me parece algo tão distante hj. eu adoro praticar atividade física, mas hoje está longe de ser prioridade. tenho certeza de que daqui um tempo eu vou voltar a ser mais ativa novamente.. mas sinceramente? por enquanto quero é curtir meu filho. e a barriga que espere mais um pouco hehe

    valeu por mais um texto ótimo e reconfortante. sempre é bom lembrar que muita gente vive situações semelhantes. porque de maternidade perfeita sinceramente to de saco cheio.

    Bjao!

  21. Ola tudo o que eu precisava ouvir vc escreveu aqui,to passando por tudo isso e me achava muito egoísta por ter esses sentimentos que bom saber que não estou sozinha nesta caminhada que é a maternidade,to muito cansada minha bebê tem muitas cólicas a um mês que não durmo as vezes acho que nunca mais vai passar mais ai leiu textos como o seu que me consola muito obrigada Deus abençoe vc e sua linda família.

  22. Michelle, estou grávida da minha segunda filha e descobri seu blog agora. Estou amando cada linha! Este texto me fez chorar mais uma vez. Como você escreve bem! Parabéns!

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