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Projeto de Vida: autoconhecimento, alimentação consciente e exercícios

“A minha ansiedade – que é tratada desde sempre e ora está adormecida, ora acordada – contribuiu pra que eu transformasse a comida em conforto, o bolinho em afago, o doce em carinho, o excesso como esconderijo do vazio – um vazio que eu nunca soube de onde vinha. Um ciclo sem fim de “quentinho no peito” seguido de culpa e mal estar – porque a gente bem sabe que alimento é alimento apenas, não preenchedor de vazio da alma. Cheguei num momento de querer dar um basta nisso e de tentar entender os motivos por trás dessa relação complicada com a comida.”

Há algumas semanas começamos lá no stories uma conversa bem bacana sobre autocuidado e sobre voltarmos a olhar para nós mesmas com o carinho e o respeito que a gente merece. Falamos também sobre o quanto doenças como ansiedade, depressão, síndrome de pânico, compulsão e outros distúrbios alimentares afetam a nossa vida, além dos inúmeros problemas que o sedentarismo e a falta de movimento nos causam. Se você perdeu essa parte da conversa, está tudo nos destaques “break free” e “autocuidado”, aqui.

Lá contei pra vocês sobre como senti que o meu momento de buscar por uma mudança tinha chegado e também o quanto uma amiga muito querida – a Mari Brancatte – e sua transformação tão leve e importante de vida tinham me inspirado. Além de tudo isso, contei em detalhes – detalhes tão pequenos de nós duas – como a Health Coach Catharina Mendes apareceu no meio dessa minha busca por melhora também.

A Cathy Mendes é Health Coach e graduanda em Nutrição e Educação Física, e trabalha com mais dois profissionais: a Paula, uma nutricionista formada nos Estados Unidos e que reside atualmente na Eslovenia e o Daniel que é um profissional de Educação Física que reside no Brasil. Como todo o atendimento da empresa é online, eles conseguem trabalhar dessa forma com eficiência.

Eu sempre tive um pé atrás em ter um profissional me auxiliando – fosse na alimentação ou nos exercícios – porque pensava que eu era capaz de conseguir atingir os resultados por mim mesma, sozinha, sabem? Depois de tantos anos dessa relação estranha e nada saudável com o meu corpo e com a comida, eu decidi tentar contar com essa ajuda e não poderia ter acontecido em melhor hora.

Desde as nossas primeiras conversas, a Cathy fez questão de me passar os valores e maiores objetivos da equipe dela: ajudar cada pessoa a buscar o seu melhor, explorar e atingir de forma consciente todo o seu potencial e, acima de tudo, oferecer um atendimento humanizado, empático e personalizado para cada pessoa – na grande maioria, mulheres. Ela realmente apoia e incentiva na medida – sem colocar pressão, sem cobranças exacerbadas, sempre tendo em mente que nós somos seres humanos e, portanto, estamos suscetíveis a erros e tropeços pelo caminho.

Feitas as devidas introduções de todas as partes desse caminho até aqui – porque vocês já sabem que comigo as coisas funcionam assim, né, contextualizadas e por partes – hoje vim contar como foram as minhas primeiras semanas de protocolo alimentar e protocolo esportivo, ambos providos pelos profissionais da empresa da Catharina.

Iniciamos no dia 23 de abril com uma Michelle ansiosa, empolgada, focada e ainda assim com um tiquinho de medo de fracassar. Lembro que assim que eu pronunciei essa palavra – fracasso – já recebi as minhas primeiras e importantíssimas lições vindas da minha Coach: eu precisava de verdade acreditar que eu era capaz – porque eu era! Ponto final. Se haveriam tropeços e deslizes pelo caminho? Com certeza. Mas tentar e errar são processos que fazem parte do que chamamos de vida e que fazem a roda continuar girando até que a gente aprenda e consiga acertar.

Os primeiros dias foram estranhos e me recordo de ter prestado muita atenção em cada reação e pensamento meus. Percebi que eu sentia mais fome ou aquela vontade de comer doce especialmente quando me sentia cansada/exausta no final do dia. Ou quando estava irritada com alguma situação. Nesses momentos deu pra ver claramente como eu estava me relacionando com a comida – porque, como contei para vocês, eu andava solucionando problemas e crises existenciais comendo meio bolinho de milho ou de chocolate numa sentada com uma xícara de café. E isso não estava normal, não estava saudável. Estava me trazendo, além de um ganho de peso e gorduras localizadas, dor, descontrole, frustração.

Lembro que quando recebi meu protocolo alimentar, pensei que seria um perrengue ficar pesando comida e olhando sempre o que podia ou não colocar no prato. Mas não foi assim. Uma balança digital baratinha comprada na Casa China resolveu o problema de ter que pesar a comida e de quebra ainda me mostrou o quanto eu realmente comia de cada alimento – porque a gente não tem noção disso até começar a pesar tudo. Achei divertida essa parte e depois de duas semanas eu já estava sabendo só de olhar o quanto deveria me servir de cada comidinha. O mesmo aconteceu com as minhas opções do protocolo – são 4 opções de café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. E não pensem que tem miséria nas quantidades não — é comida pra caramba! — mas comida boa, comida saudável e escolhida para que a minha saúde e o meu corpo respondessem da melhor forma possível.

Tanto os almoços quanto os jantares eu fui levando numa boa, já os cafés da manhã e lanches da tarde complicavam um pouco pra mim. Quem gosta de um bom café, como eu, sabe que a combinação dele com um pãozinho quentinho com manteiga ou com aquele bolinho caseiro é matadora. E a gente raramente se contenta com um só pão ou pedaço. Nas primeiras semanas eu senti falta disso. Mas também me habituei mais rápido do que imaginava.

As semanas foram passando e eu fui me acostumando cada dia mais a escolher os alimentos de forma consciente. Apenas nos 2 primeiros dias eu senti fome mesmo, de ir dormir com fome, sabem? Nisso a gente vai aprendendo a diferenciar fome e vontade de comer. Essa, continuava aparecendo, especialmente quando o pedido de jantar da noite era um nhoque bolonhesa, por exemplo, um dos meus pratos preferidos.

Houveram dois tipos de situação envolvendo vontade de comer x escolha. Em algumas, eu pensava que já conhecia aquele sabor, aquela textura, aquele alimento. Mas não conhecia o sabor de fazer algo por mim dar certo e ir até o fim. Em outras, acabei escolhendo conscientemente comer ou beber, num evento de família, numa saída esporádica para comer num lugar bacana, enfim. E aí eu tive as minhas “escapadas”, os meus “deslizes” no protocolo.

Marquei no calendário os dias em que me exercitei (em roxo) e também os dias em que me alimentei seguindo praticamente 100% do protocolo – escolhi a cor verde pra simbolizar isso. Já o amarelo foi escolhido para mostrar que “ops, eu comi alguma coisinha a mais ou algo que não estava dentro das minhas opções” (como um pedaço de chocolate sem açúcar, por exemplo). Olhando agora, quase ao final de 4 semanas desde que esse processo começou, acho que eu me saí melhor do que imaginava mas que poderia ter tido menos deslizes, sabem? Isso é algo que quero levar de lição para o meu segundo, terceiro mês de protocolo.

Sobre os exercícios, eu nunca frequentei a academia ou me exercitei com regularidade. Me considerava sedentária e praticamente sem resistência nenhuma para atividades aeróbicas. Por isso, nas duas primeiras semanas eu não consegui seguir à risca os meus treinosque são bem puxados! — eu sempre pulava uns burpees, corria menos tempo e fazia menos repetições do que o indicado.

Com o passar do tempo, tornou-se bacana ultrapassar os meus próprios limites. A cada dia eu me sentia menos cansada e mais resistente durante a corrida e com mais força para a musculação. E posso dizer que é isso que nos motiva a continuar: superar as nossas próprias limitações – as iniciais e as que ainda virão também.

Sei que vocês querem saber e vão me perguntar quanto eu perdi de peso, e olha, isso foi algo que me fez ficar encucada durante o processo nesse primeiro mês. Porque, como eu contei para a Cathy, quando eu fazia as dietas mirabolantes e extremamente restritivas — tipo Dukan, Whole 30, Revolução dos 22 dias, etc — eu acabava perdendo peso mais rápido. Porém, com a mesma rapidez eu recuperava os kilos todos e a compulsão por doces e carboidratos voltava com tudo. Por isso dessa vez meu foco não está sendo a perda de peso.

Eu sofro muito com retenção de líquidos e as variações hormonais durante meu ciclo menstrual fazem com que meu peso oscile muito de um dia para o outro. Além disso, tivemos também que lidar com o meu intestino lento, mesmo com uma alimentação regrada. Cathy me pediu que não me pesasse mais até completar as 4 semanas – e isso aconteceu hoje. De um mês para cá, perdi 4kg, além de visualmente estar mais magra e das roupas terem ficado mais larguinhas. Notei uma maior diferença na minha postura, na cintura e nas pernas e estou curiosa para comparar fotos de um mês atrás com as de agora.

Seja como for, esse primeiro mês de protocolo alimentar e esportivo não me deixou de mau humor, não me fez passar fome nem passar mal e em nenhum momento me fez sentir “estando de dieta”. Isso foi o mais bacana de tudo.

Eu me sinto mudando a minha vida realmente. Lutando pela minha saúde, pelo meu corpo, pela minha mente e pela minha felicidade comigo mesma. Essa é a minha maior busca: voltar a me sentir bem e eu mesma debaixo da minha própria pele.

 

Logo volto contando mais sobre essa busca e essa jornada. Espero que vocês se inspirem de alguma forma a buscar algo que desejem e precisem também <3

Ps: você já me acompanha lá no Instagram? A maior parte dos registros que faço da nossa vida e dos textos que escrevo estão por lá: @vidamaterna

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1 comentário

  1. Parabéns Michelle! Eu sofro muito com efeito sanfona. Perco 5 kg em um mês e no outro já ganhei tudo novamente. Comecei uma reeducação novamente. Deus abençoe minha mente pra que eu siga um novo estilo de vida com constância.

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