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Porque dividir experiências alivia o peso que carregamos

Talvez vocês que leem meus textos amorosos e emotivos não imaginem, mas eu sou uma pessoa difícil. Ou melhor, nas palavras dos que me cercam, eu sou muito brava (se apertam o meu calo), teimosa, de opinião forte e perfeccionista.

Eu, muito impulsiva e com o coração sempre falando mais alto que a razão, me sinto culpada por diversas vezes e me pego revendo minhas atitudes e prometendo pegar mais leve na próxima vez. Tento mudar essas características que são parte da minha personalidade porque sei que extremos não são bons conselheiros. A gente sempre deve buscar o equilíbrio para tudo na vida. Por isso eu luto contra essa parte de mim todos os dias. Mas ainda assim, me questiono muito e não deixo de ter dúvidas.

Ocorre que, de vez em quando, é bacana saber que há mais pessoas como você nesse mundo. Com os mesmos “defeitos”, problemas e dilemas. E travando as mesmas batalhas pessoais que você. A gente se sente confortado, amparado, menos sozinho e menos louco no nosso modo de agir e de pensar. É um alento, um carinho na alma.

Numa conversa aleatória com meu irmão despreocupado e sete anos mais novo que eu, acabamos falando sobre a minha pessoa e o fato de eu ter minhas convicções muito fortes em tudo que faço. E, segundo ele, do quanto era difícil lidar comigo. E ele, então, gentilmente me disse que o Alexandre era muito “bonzinho”, porque sim, “eu era terrível”. E emendou dizendo: “Cara, é você e a fulana de tal! Aquela é brava também! Vocês são pareo duríssimo, meo!”. E eu automaticamente sorri e me senti melhor, dentro do meu lado negro de ser. Me senti… apenas, gente.

Há tempos venho pensando sobre isso e sobre os motivos pelos quais eu escrevo aqui e exponho – pouco ou muito – a mim e a minha família. E a conclusão não poderia ter vindo de forma mais clara. Eu escrevo porque minhas dúvidas, minhas falhas, meus acertos, os caminhos que escolho e as inúmeras vezes que mudo de ideia, fazem com que outras pessoas se sintam comuns, amparadas, menos sozinhas, menos “erradas” ou então, mais certas ainda.

Não tenho mapa nem receita de sucesso de nada dessa vida. Acho que o que mais tenho dentro de mim são dúvidas e uma vontade de buscar, de equilibrar. Tenho vontade de acertar, dentro da minha própria vida e com aqueles que eu amo.

Muita gente me escreve dizendo o quanto se sente “em casa” ao ler meus textos, do quanto gosta dessa linguagem próxima, descomplicada, do dia a dia mesmo. Eu sinto informar a vocês, mas acho que só sei escrever assim. Só sei escrever com o coração. Vejo que meus melhores textos foram escritos de forma visceral, arrancados do âmago do meu ser, como dizem.

Para mim, escreve bem a Eliane Brum, por exemplo. Eu, desconheço algumas palavras e expressões, não sou tão culta nem tão cult. E nem tão inteligente.

Mas, continuo a escrever porque percebi que dividir as experiências e saber que elas ajudam outras pessoas, alivia o peso das coisas. O meu e o de vocês. A vida fica mais fácil e mais leve de ser vivida. E com certeza, com mais amor.

Obrigada por dividirem isso tudo comigo.

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Ps: não tenho conseguido responder todos os comentários como eu costumava fazer. desde que o Leo nasceu minha rotina ficou de cabeça para baixo. estou buscando alternativas e soluções para isso e espero em breve estar mais organizada com tudo.

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15 comments

  1. Michele, eu adoro seu blog e a forma que você escreve! Eu jamais imaginaria que você é brava, pra mim você parece ser super calma e serena. Mas entendo o que você quis dizer, é tão bom se sentir normal! Eu acho que como mãe, em razão da nossa responsabilidade, acabamos nos cobrando muito. Continue sendo quem você é! Bjs pra você, pros fofuchos e pro santo marido.
    Pauline (vulgo Dona Brabeza ou Dona Encrenca)

  2. é exatamente assim q me sinto quando leio seus posts, mais leve….e porque não dizer feliz, em saber que não sou só eu que tenho dificuldades em cuidar de dois filhos em tempo integral e a casa, roupa, marido.etc…..e que uns dias são ótimos e outros nem tanto! ;) força, nós conseguimos!!! bjinho

  3. Sou de São José dos Campos SP, e estou gravida da minha primeira filha, faz pouco tempo que achei seu Blog e não vivo mais sem ele, para tudo entro aqui e vejo leio tudo, amo como você escreve porque fica muito fácil para intender. Fui compra o enxoval básico para minha filha que vai nascer em Dezembro, imprimi sua lista de dicas para maternidade,mãe e bebê, nossa São Paulo ficou pequeno para mim e para minha mãe, achei tudo, as dicas super legais e gastei um valor bom.Sou também esquentadinha e impulsiva quando comecei a ler esse post parecia que estava falando de mim kkkkk bom dividir experiencias e aliviar o peso ;) Bjus

  4. Olá michelle desde que minha terceira filha nasceu venho acompanhando seu blog foi aqui q encontrei resposta para alguns sintomas q minha vinha tendo e os outros não enfim a medica disse q e alergia a proteína do leite tb moro em Curitiba queria saber se vc tem profissionais q te ajudaram para me indicar e quais dicas vc pode me dar estou um pouco perdida meus outros não tem preciso saber como organizar minha rotina agora
    Desde já obrigado

  5. Mi, e n é que a gente é igualzinha mesmo? rsrsrs
    Poxa… jamais poderia imaginar que vc é assim (como eu :p).
    Tens um olhar tão sereno e que acalma que eu simplesmente n consigo te imaginar descontrolada. rsrsrs
    beijão e toca aqui o/

  6. Nem consigo te imaginar brava, mas todos temos nossos defeitos. Eu também procuro SEMPRE busco melhorar em tudo. Acho que o caminho é esse mesmo!!! E continue assim Mi, escrevendo e nos encantando!!! Bjos

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