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Os fantásticos (terríveis?) dois anos

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Acho que todo mundo já ouviu falar dos terrible twos ou dos terríveis dois anos – como as pessoas costumam chamar aquela fase “graciosa” que praticamente todas as crianças passam (antes, aos dois anos e pouco depois também). Nesse período ocorre a transição bebê > criança e, além de ser uma fase de grandes mudanças para os pequenos, também acontecem as birras homéricas, os chororôs, as frustrações, um certo egoísmo e aquela dificuldade em aceitar e entender que o “não” e o “depois” existem.

Passei por tudo isso com a Mel, que hoje tem 5 anos, então tenho tentado praticar ainda mais a empatia, a paciência e a compreensão para com o pequeno ser contestador da vez. Porque, sinceramente, não consigo ver outra forma de fazer tudo funcionar sem que todos fiquem malucos e surtados – especialmente eu, que passo mais tempo com eles.

Já percebi – e não precisa ser muito esperta para isso – que todas as vezes que eu fico puta com alguma atitude dos meus filhos, especialmente do Leo que está com 2 anos, os ânimos ficam ainda mais exaltados, o problema dobra de tamanho e consequentemente a solução demora mais a vir. Em todas as vezes que mantenho a calma, que consigo agir com serenidade – costumo respirar fundo e me imaginar numa ilha paradisíaca no Tahiti enquanto Leo esperneia no meu colo e sim, eu consigo fazer isso por alguns segundos, hahaha – tudo se resolve mais rápido: ele se acalma, as pessoas em volta olham com normalidade (afinal tem um adulto ali dando conta da situação e crianças choram mesmo, todo mundo deveria saber disso, oras) e todos vivem felizes para sempre.

Continuo acreditando que o mais importante é saber quais brigas comprar. Algumas não valem a pena serem compradas, acredite. É complicado ter esse discernimento quando já estamos exaustos lidando com uma situação de birra e choro. No entanto, quando a gente consegue, evita estresse desnecessário para todos.

Por isso minhas palavras chave para essa fase em especial, têm sido: amor, paciência e desapego – de tempo, de rotina, de espaço, enfim, de tudo. Como aconteceu no último domingo, por exemplo.

Depois de quatro horas de viagem de Curitiba até Imbituba-SC, chegamos no nosso destino na Praia do Rosa, próximo das 13 horas. Como todos estavam com muita fome, optamos por almoçar no restaurante da pousada enquanto esperávamos que nosso apartamento fosse liberado.

Ao tomarmos nossos lugares à mesa, Leo já demonstrou que ele não tinha os mesmos planos que o restante da família e ficou em pé na cadeira, pedindo para sair. Imediatamente tirei o “kit socorro” da mochila deles (que são desenhos para colorir, giz de cera, massinha) mas isso apenas nos deu tempo de fazer o pedido e esperar que ele fosse servido.

Alexandre fez o prato da Mel e ambos começaram a almoçar. Leo comeu alguns pedacinhos de peixe e duas colheres de arroz com feijão e decidiu que não queria mais ficar ali. O choro veio, junto com os movimentos para tentar se livrar dos meus braços e enfim poder sair correndo pelo gramado.

Eu, olhando meu prato tão bem feito, tão quentinho, com aqueles legumes bonitos cozidos no vapor e aquele peixe grelhado delícia ao molho de ervas finas, tinha duas opções:

1. tentar segurar o pequeno explorador, comer e dar de comer a ele ao som de berros e gritos (e talvez ter uma indigestão depois)

ou

2. reconhecer as prioridades naquele momento: eu já almocei comida quentinha a vida inteira e não iria desfalecer por esperar meia hora a mais; meu filho de 2 anos poucas vezes esteve num lugar tão lindo e tão livre quanto aquele e estava maravilhado demais para se contentar em sentar e comer, apenas. ele também poderia almoçar um pouquinho mais tarde.

Então eu optei por ele. Deixei que saísse da mesa e fomos conhecer o lugar. A carinha de alegria e satisfação do pequeno ao ver de pertinho os peixes enormes no lago, superou qualquer refeição que eu pudesse estar fazendo naquele momento – ou ele. Alexandre chegou uns minutos depois para me resgatar, e voltei para a minha comida gelada. A essa altura do campeonato eu já nem estava com tanta fome, e comi somente os legumes e a salada. Leo almoçou tranquilo pouco depois, assim que liberaram nosso apartamento. E tudo ficou bem.

Se eu acho certo deixar de comer para satisfazer um desejo ou necessidade do meu filho? Naquelas circunstâncias, naquele dia, sim, pois não estávamos numa situação corriqueira nas nossas vidas. É preciso analisar cada caso e cada situação para não banalizar o não.

Se eu acho que ele ficará mimado por ter suas “manhas” atendidas? Absolutamente não. Depois de cinco anos exercendo a maternidade, não vejo mais como manhas, mas sim como frustrações de um mini ser humano que ainda não sabe se comunicar totalmente por palavras, por isso usa o choro como ferramenta de comunicação. (hoje em dia isso é TÃO óbvio pra mim que quando penso, falo ou escrevo, automaticamente vem o pensamento “dãããã!” na minha cabeça).

É óbvio que existem situações onde não pode haver negociação, especialmente aquelas que podem oferecer algum tipo de perigo à integridade física e/ou emocional da criança. Nessas horas, é ativar o abraço acolhedor e preparar os ouvidos para o choro que vem em seguida. E todo mundo sai vivo no final, eu garanto. A gente fica meio maluca e estressada sim, eu sei, mas sobrevivemos.

De qualquer modo – e chegando no motivo de estar escrevendo esse post – o que tem me chamado muito a atenção desde que Leo completou dois anos em novembro passado, é o quão fascinante e encantador o mundo se tornou para ele, que agora anda, corre, senta, cai, levanta, deita, rola, sobre e desce sem auxílio de ninguém. Cada novo lugar, cada novo obstáculo, cada novo movimento, cada nova sensação é especial e única para uma criança nessa fase (e talvez em todas as outras, por que não). Eu vejo muita vida ali, querendo saltitar para fora daqueles olhinhos curiosos. Por isso tento acolhê-lo mais e, ao invés de simplesmente impor e dizer não, dar opções a ele. Pensar algo como “cara, imagina o quanto isso aqui deve parecer o máximo para ele?!”. Às vezes consigo manter totalmente a calma e agir de forma lindamente racional, outras vezes não (porque, afinal, também tenho meus dias ruins e meus dias de tpm…).

Por isso tudo, tenho enxergado esse período não mais como terrível apenas e sim como “os fantásticos (terríveis?) 2 anos”. Porque é a melhor e a pior fase – ao mesmo tempo. Todos os dias ele nos presenteia com novos aprendizados, palavras, frases, gracinhas e muito carinho; assim como todos os dias ele arranja um motivo diferente para dar piti e chorar… chorar. E assim vamos seguindo, até que ele tenha maturidade suficiente para entender explicações mais complexas sobre a vida e suas regras. Por agora, não adianta fazer discurso eleitoral. Basta informar da forma mais simples possível e acolher a frustração, se ela vier.

No mais, Melanie (aos três anos de idade) muito sabiamente me ensinou a contar até 15 em situações difíceis. Também ajuda entoar o nosso master mantra materno “vai passar, vai passar”. Vai passar e logo virá outra fase difícil… e vai passar também. E assim o ciclo segue, infinito.

1, 2, 3… 15! :)

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55 comments

  1. Será que existe o terrible one? Alana com 13 meses está próxima disso, ela chora com frequencia quando ouve um não. Eu honestamente não proíbo ela de mecher em tudo, afinal é uma fase de descoberta em que o bebê se desenvolve interagindo e imitando o que fazemos, mas o que representa perigo para ela ou o que ela não pode mesmo pegar, eu não permito. Ela obedece, mas cai num choro desconsolado, às vezes eu a distraio, outras, quando nada funciona, vou para outro cômodo e em segundos ela vem toda sorridente atrás de mim. São só fases, com nível cada vez mais elevado, mas apenas fases. E eu só quero aproveitar o máximo de tudo e educá-la da melhor forma possível, nunca (às vezes) esquecendo de que isso tudo é normal. Esse texto é perfeito para mim agora, pois faz com que eu veja que estou no caminho certo. Já ouvi tanto que Alana é mimada e sem limites, mas acho um absurdo querer que criança haja igual adulto, sendo que mesmo adultos, não agem assim, racionalmente, sempre. Crianças choram, se frustram, se irritam, são seres humanos com sentimentos que devem ser respeitados.

    1. A fase difícil da Mel começou antes dos 2 anos também. Foi com 1 ano e meio, eu acho. Varia muito de criança para criança e acho que algumas passam quase que desapercebidas por essa fase (#benzadeus), hahaha, mas são minoria.

      Pode ter certeza que você está sim no caminho certo :)

      Bjo

  2. Bem o que penso. Há situações e situações, assim como soluções diferentes para um mesmo fim. Vale comprar a briga quando há riscos, outras contornar o problema é melhor que corta-lo no meio de uma vez só. Ponderar é amar. Minha Mari está com 2 anos e 1 mês. Falo sim e ela não, falo não e ela sim. Eu repito duas vezes e troco o não pelo sim e ela faz o que dever fazer kkkkk. Uma comédia.

  3. Amei o post guria!! É, por aqui têm sido assim também, realmente tem os dois lados, é a melhor fase dele e a mais difícil também…
    E como anda a fala por aí? Augusto é cerca de 1 mês mais velho que o Leo, estou achando ele um pouco “preguiçoso” nessa questão, ele é nega a repetir as palavras!!

    1. O Leo falou muito cedo e sempre foi mais articulado que a Melanie, por exemplo. Ela só foi falar meeeeesmo com quase 3 anos de idade! Leo com 1 ano e pouco já falava bastante. Varia demais de criança para criança. Dê um tempinho a mais para ele, logo engrena, você vai ver :)

  4. Boa praia, dear! Se der passem no Beto Carrero…apesar de alta temporada é sempre encantador já levei duas vezes meu de 6 e minha de 2!
    Semana que vem faremos Gramado e Canela com os dois-just like you!

  5. O meu Pietro também fez dois anos em novembro, estamos com viagem marcada e tenho quase que certeza que vamos ter algumas cenas parecidas com a sua kkkkkk, na maioria das vezes prefiro não sair de casa para evitar certos transtornos, mais vamos viajar mesmo assim, seja o que Deus quizer kkkk

  6. Perfeito Michelle!!! estou passando por isso com meu Arthur, e as vezes a comparação com o mais velho(quase 7 anos) é inevitável.Digo isso pois o mais velho sempre foi teimoso sim , como as crianças nessa fase, mas não tãããoo birrento e muitas vezes chato rsrs. Meu chaveirinho é doce,meigo,carinhoso,mas tem horas que tenho vontade de sumir! Perco a paciência com os desafios(pois é essa a impressão que tenho) e sim , explodo. Sou de carne e osso,mas não consigo ter sangue de barata.

  7. Ai Michelle, aqui estamos vivendo o Terrible Five!!kkkk Não sei como é nas outras casas onde tem gêmeos ou filhos com idades muito próximas, mas aqui em casa está um caos! As meninas tem brigado muito e por qualquer coisa, e vem seguido daquele choro de manha irritante…kkk. Sem contar que elas não querem sair para lugar nenhum, é um parto para entrar no banho e outro para sair. Comer então, todo dia tem briga em todas as refeições pq elas simplesmente fazem a maior bagunça na hora de comer, coisa que eu detesto, bagunça na hora da refeição. Será que isso é fase? Ando meio perdida e sem paciência!!! Juro que elas não eram assim… snif

  8. Mi, minha bebê está com 1 ano e 9 meses e ela só fala AA pra água , mama pra Mamãe e pra mama . Não sei o que fazer, já li sobre esse assunto na internet várias vezes e pior perdi a primeira chuva de janeiro hahaha estou quase levando ela ao médico. Bjs te adoro!!!!

  9. Amei sua postagem!!! Abriu minha mente, vou acompanhar suas postagens, nos ajuda muito. Parabéns!!!
    Me tira uma dúvida. A fase dos 2 anos eles estão aprendendo ainda os limites e com quase 4 anos quando eles se rebelam, devemos agir da mesma forma? Ou precisa de mais algo?

  10. Eu tenho uma teoria de que dão nome pra tudo e isso pode as vezes dificultar ainda mais a maternidade do que ajudar.. para mim, o terrible two é +- isso.
    É uma fase bem desafiadora, logicamente.. mas é dificil para eles também, disso tenho certeza.
    São tantas descobertas diárias. como nós, no nosso papel de mãe podemos chamar isso de terrivel? É terrivel pensar assim hehe
    Adorei a dica de dar uma fugida para o Tahiti. ô sonho! <3

  11. Olá Michelle, também estou vivendo essa fase. Meu Filipe também fez dois anos em novembro e, uns meses antes começou a apresentar essas facetas. As vezes penso que isso só está acontecnedo comigo, tenho medos (de não dar conta, de estar fazendo a coisa errada), mas quando leio seu post fico aliviada, porque tudo o que se passa com você e o Leo e as suas maneiras de lidar com as situações. Comecei a ler esse post e lembrando as cenas parecidas que tenho passado com o Filipe, quando pensei que eu prefiro dar opções para chamar a atenção dele (brinquedos diferentes, sucatas, sempre deixo alguns escondidos para essas horas) ao invés de somente dizer não e pronto, logo em seguida você escreve a mesma coisa.
    Adoro seu blog, pra mim é o melhor de todos!
    Bjs!

  12. Tão bom ler este texto Michelle, por aqui tbm começou antes, Luiza esta com 1 ano e meio e se descobrindo como individuo cheio de vontades.O que mais me abala é o egoísmo que demonstra com as coisas dela,não quer dividir com ninguém, isto me inclui no pacote… E tbm tem havido muito chororô diante de algumas negativas…
    Bom saber que é igual para quase todo mundo…
    Bjs

  13. Adorei o post Michelle!! O dia a dia é exatamente assim, precisamos respirar, observar e viver o que realmente é mais importante… não é fácil, mas estou tentando, meu bebê esta com 01 ano e 03 meses e também já é preciso ter essas delicadezas com ele para não virar o caos…bjs e até mais!!

  14. Ótimo texto, minha Elisa fez 2 anos dia 6. Era um bebê muito tranquilo e obediente. Todos elogiavam. Mais essa semana parece q tudo mudou. Ela faz birras e chora por tudo, meus olhares e tom d voz severa ja não adiantam mais. Pensei até q estivesse com problemas.Levei ao médico. Maos graças a Deus esta tudo bem com ela. Esse texto me fez analisar melhor o q ta acontecendo. Por favor post mais vezes sobre esses temas. É d grande ajuda. Obrigada

  15. Como mãe de uma pequena de 1 ano e 10 meses, assino embaixo!
    Manter a calma nessas crises tem sido um exercício de paciência, às vezes superado e às vezes não. Em geral, tento me lembrar: “você é o adulto aqui. Você é que precisa ajudá-la a sair da crise. Se você surtar, vão ser as duas em crise e ninguém para ajudar.” Nas vezes em que consigo manter a calma, falo calmamente para ela que se ela chora eu não consigo entender o que ela precisa, mas que se ela parar de chorar e converser comigo, eu vou entender e posso ajudar. Não é 100%, mas a maioria das vezes funciona.
    Realmente, disciplina consiste em também avaliar cada situação. Nós fomos de Curitiba para Floripa de ônibus no ultimo feriadão, e como era de se esperar, a viagem durou beeeem mais do que precisava. Em condições como essas, não é racional nem sensato esperar um comportamento exemplar de uma criança menor de 2. Essa hora é de acolher e ser um pouco mais permissiva (claro, atentando sempre para a segurança) e ela não vai ficar mimada por causa disso.
    Mas sabe? Estou aprendendo a ‘acolher’ os terrible twos como uma fase necessária. Não desejo mais “que minha filha não passe por isso”, porque é tão normal, é o jeito dos pequenos interagirem com o mundo nesta idade. É tão importante para o amadurecimento dela, para o relacionamento dela com o resto do mundo, que não tenho como querer negar esta fase para ela, por mais que para os adultos seja chato e incômodo ter que lidar.
    Obrigada pela reflexão, um abraço!

  16. Concordo com grande parte do que vc disse, sou mãe de 2 um de 10 e uma de 3, mas não deixo as birras e manhas serem prioridades, só os escuto e dou atenção quando não estão fazendo birra, simples assim :quer que eu te atenda? Para de gritar. E eles param,mas o choro faz parte sim, e que haja o discernimento para aprender quando comprar a briga.

  17. Mais um texto que amei! Apesar de sermos adultos, em algumas situações a gente acaba não agindo como tal. E criar, educar, formar um ser humano é difícil demais… Heitor com 3 anos e 2 meses acho que ainda não saiu dessa fase difícil. Tem me testado o tempo todo e em muitos momentos eu não consigo manter a calma. Por outro lado é a criança mais dócil e meiga que já vi. Bruna no alto do seu 1 ano e 8 meses, já vem mostrando as asinhas. Mandona, sabe o que quer e luta pelo que a deixa feliz. E vou tentando tbm deixar que eles exerçam um pouco das suas vontades, pq eles precisam saber escolher, tomar decisões. E Mariane, Heitor tbm demorou muito para falar. A fala desenrolou mesmo com 2 anos e 8 meses. Em contrapartida Bruna já fala tão bem quanto ele e começou muito cedo tbm!

    1. Oi Mirela! É isso que sempre digo depois que fui mãe do segundo: a gente pensa que cuidar de um bebezinho será um grande desafio mas o maior ainda estará por vir, que é educar e formar um ser humano!

      Bjo pra vocês

  18. Parabéns seu post mais uma vez maravilhoso e acolhedor!
    minha Barbara tem 16 meses e a duvida é como tornar as viagens de carro mais prazerosa,pois por aqui está dificil os passeios mais longos!muito chororo para ficar na cadeirinha.
    bj.

  19. Adoro seus textos! Estou com um “incrível” 1 ano e 9 meses em casa e olha… não é fácil mesmo não, mas também tenho seguido a linha de enxergar o quão incrível é essa fase e afastar esse pensamento do “terrible 2”. Acho que fica pior se a gente já entra nessa fase pensando que vai ser difícil! A interação deles conosco é sensacional! João Felipe agora tem dias que não me chama de mamãe, mas sim de “amor”, pq escutou do pai né? Eles sao muito espertos e copiam tudo que a gente faz! É realmente incrível!

    Obrigada e um grande beijo!

    PS: Sempre tive essa dúvida e queria te perguntar, o nome da Mel, vc pronuncia “Mélanie” ou “Melânie”? :)

  20. Poxa, como eu gostaria de fazer parte da minoria (fase que passa desapercebida), adorei esse texto, me senti mais leve por ver que é fase e não criação errada, pq nem tudo digo não e nem tudo deixo fazer.
    Meu Léo tem 1 ano e 7 meses, tão pequeno e tão cheio de vontades e tão cheio de birras. Aquela imagem que temos de criança se jogando no chão do supermercado, pelo efeito da palavra “não”, ele já fez! Não podemos ceder a tudo, mas nesse dia cedi pela vergonha, me senti péssima por isso!!!

    1. Acho que todo mundo (ou quase!) já cedeu um dia para evitar os olhares e as caras feias das outras pessoas em locais públicos. Depois de um tempo a gente vai aprendendo a agir da melhor forma para nós e nossos filhos sem nos importar com a opinião alheia. Mas é um exercício diária, um aprendizado mesmo :)

      Bjo

  21. Amei seu post. Assim , não me sinto a única mãe louca, descabelada e culpada. Não passei por isso com a Amanda (hoje 7 anos); e por isso sempre me julgava a super mãe e conhecedora da verdade. Ledo engano. O Davi (2 anos dia 02/01) veio pra me ensinar uma lição nova a cada dia. E a principal delas, tem sido paciência. Não é fácil. Mas quando ele me surpreende com suas delícias, o resto é resto!!!

  22. ola Michelle! Teu post era td q eu estava precisando neste momento…tenho um pequeno de 2 anos e 4 meses….fala td certinho…muito inteligente….mais com “birras” horriveis…as vezes a vontade q da é de chorar junto…hihihi…realmente percebi q quando mantenho a paciencia td flui melhor…mas tem dias q a coisa fica feia…ai complica td…é uma fase q eles acham q podem td…e q talvez ate se mamdem…ufa nao é nada facil…mais ai vem o encantamento…palavras doces…e gestos surpreendentes…beijos e “eu te amo muito mamãe…e td passa…ate o proximo dia…td novamente

  23. Minha pequena está com 1 ano e 10 meses…ouvi dizer que é a adolescência da infância…rsrsrs! “Morro de medo dela”ou melhor,dos pitis que podem ocorrer,por isso, dificilmente saio de casa. Só saio para leva-la ao parquinho,supermercados e afins.Minha mãe disse: que não estou sabendo aproveitar a vida,que ficaremos cada vez mais reclusos. Confesso que sinto falta de ir ao simples rodízio de pizza…hj por exemplo,é aniversário do meu marido e ele ficou chateado por eu não aceitar sair para comemorar….Desde que ela nasceu,estou cada vez menos sociável. Não por ela,eu a amo e a quis demais…mas por insegurança e comentários alheios. Sou professora de um curso de idiomas e no fim do ano,minha chefe fez uma confraternizaçao na casa dela…somente para as professoras…não conseguir ir com ela e nem deixá la com meu marido.Afff…estou com 31 anos e cada vez mais boba. Amo ler seu blog,todos os dias espero ansiosa novos textos. Parabéns!

    1. Oi Cristina! Sabe que eu pensava assim com a Mel, mas depois fui percebendo que quanto menos saíamos com ela (por medo) a situação ficava pior quando éramos obrigados a sair. Ao incluí-la da forma mais natural possível nas nossas atividades, tiramos um pouco daquele peso e tensão que sempre nos acompanhava e que ela sentia também, claro.

      Meu conselho é: não tenho medo. Confie um pouco mais que vocês serão capazes de contornar qualquer situação (e que é absolutamente normal porque, afinal, estamos falando de uma criança) e que sua filha também será capaz de ir entendendo melhor as coisas.

      Bjo

  24. Obrigada! Tenho uma filhota de 2 anos e 4 meses e na maior parte do tempo consigo ser muito paciente e contornar a situação ou mesmo acolher a frustração. Mas nos últimos dias ando muito irritada e tenho tentado contar até 10, 15, 100. É tão bom ler um texto assim, pra colocar a gente no eixo novamente. Noto que a Ceci faz mais “birra” e não aceita os “nãos” quando está cansada, com sono ou com fome. Nos outros momentos uma simples explicação já está de bom tamanho. Então é isso. Temos que saber o momento de dizer os nãos. Obrigada mais uma vez. Abraço!

  25. Lindo seu texto sobre sua prioridade, cuidado e visao na educacao do seu bebe. Amei ler o carinho com que vc encara os sacrificios e coisas mais pelo seu filho. Desejo o melhor para toda a família e superacao de todas as fases dificeis, afinal, o dificil sempre acompanha o prazer de vencer e conquistar. Beijos, estou me preparando para meu baby que chegara no meio do ano.

  26. Lindo texto e atitude maternal…porém acredito que nossos filhos precisam saber interagir e sou favorável a adaptações com crianças pequenas,mas acredito que o melhor caminho seja uma rotina,construida com amor e paciência.
    Construir raízes sólidas na infância para que na vida adulta,as habilidades emocionais sejam "alavancas" internas para superar os obstáculos e as frustrações que surgirão.

  27. Achei muito legal o texto e até mandei para uma amiga minha. Ela tem um filho de 1 ano e 6 meses! Eu ainda não decidi se pretendo engravidar ou não. Acho que não teria paciência. =/ Parabéns pelo conteúdo!

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