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O que te inspira como mãe?

No último dia das mães, pudemos vivenciar mais uma das lindas celebrações que a escola dos pequenos sempre nos proporciona. Além da temática que cada data comemorativa tem, sempre saímos de lá com aprendizados – de coisas novas e também antigas, que estavam meio adormecidas em nossos corações. Algo de bom sempre é agregado, somado, dividido, e esta é a melhor parte, para mim.

Desta vez falamos muito sobre a importância de nos mantermos em contato com a natureza de forma mais constante. Da força que vem da terra, do pisar descalço na grama úmida, da renovação depois de um banho de chuva. E, também, questionamos a nós mesmas o que nos inspira como mães.

O que me inspira como mãe, é ver meus filhos crescerem fortes, saudáveis, amorosos e felizes com a vida que carregam dentro de si. É ver um mundo todo novo através dos olhos ingênuos e esperançosos que eles possuem. É saber que mesmo tentando sempre dar o meu melhor a eles, vou falhar, vou cometer alguns erros, mas que tudo bem. Porque esses erros fazem parte da jornada de crescimento e aprendizados da maternidade. É vê-los exteriorizando todo o amor que sentimos por eles e para eles. É ver essa onda de amor indo e voltando, em diferentes cores e nuances.

Mas, o que especialmente me inspira como mãe, é tudo aquilo que me inspira como mulher, como ser humano. Coisas simples e tão necessárias, como…

Uma brisa que vem de repente e bate no rosto num dia de calor.

Um céu azulado e um sol brilhando como nunca lá fora, dizendo que aquele será um dia maravilhoso.

Uma xícara de chá quentinha, de um sabor que eu desconhecia. Uma caneca de café forte e encorpado, aquele que nunca decepciona.

Uma comidinha preparada em casa e com o coração; saboreada junto com uma boa taça de vinho enquanto a quentura vira fumaça e faz aquela dança bonita acima do prato.

Um encontro com aquela amiga querida, numa conversa gostosa que fala desde filhos até relacionamentos, da loucura do mundo até a cor do esmalte atual preferido.

Uma risada sem motivo de ser; um choro que estava contido e resolve desabar.

Um abraço sincero, um colinho quando preciso de alguém para me consolar ou que alguém precisa ser consolado.

O cheirinho da chuva que se aproxima; o aconchego nos braços de quem me protege das trovoadas.

Me sentir leve, livre, honesta – comigo e com os outros.

Me sentir bonita, bem comigo mesma – acima de tudo.

Me sentir plena no meu relacionamento, em todos os sentidos. Sentir que ambos navegamos e desejamos estar no mesmo barco.

Sentir que minha voz tem força e meus atos contam muito, mesmo os que não tem pretensão de ser.

Ter um tempinho só para mim, seja para ler, para correr num parque, para dormir numa tarde chuvosa de domingo.

Ter o sentimento de que estou plantando as boas sementinhas para que meus filhos sejam pessoas melhores que nós somos hoje.

Cuidar da minha gatinha, das minhas plantinhas, da minha casa – do meu ninho

Ser mais humana, saber ouvir, compreender e ter empatia – mesmo quando o outro é bem diferente de mim.

Estar com meus filhos e entrar de corpo e alma nas brincadeiras, sem ter medo de água, da lama, da tinta ou da bagunça.

Escrever, pensar, analisar, sentir e colocar tudo isso para fora.

Fotografar e eternizar momentos importantes, cotidianos e extremamente felizes.

Rezar, meditar coisas boas, me conectar com algo superior e divino, e, comigo mesma.

Ter fé. Na vida, no amor, em Deus, nas pessoas. 

Apreciar o silêncio ou aquela música que me faz tanto bem – aos ouvidos e à alma.

Viajar, explorar – lugares desconhecidos e aqueles que já moram no coração.

Fazer algo de bom para os outros todos os dias, sem que muito esforço seja necessário –  com toda a naturalidade que isto deveria ter em nossas vidas.

Superar cheia de coragem um trauma, um medo, uma limitação.

Ensinar meus filhos a terem a mesma coragem e força diante dos desafios.

Saber deixar algo antigo partir e algo novo entrar.

Viver num processo contínuo de desconstrução das minhas crenças, do que eu achava que sabia. 

Acreditar, através do sorriso sincero e aberto dos meus filhos, que sim, vale a pena tentar.

Ter a certeza de que a melhor coisa que podemos aprender nesta vida é amar e ser amado em troca. 

E a minha lista seguiria infinita, porque novas coisas nos inspiram todos os dias – para sermos pessoas melhores; para sermos mães melhores e mais felizes.

Por isso é tão importante nos mantermos nesse caminho de conhecimento, de busca por aquilo que nos inspira, por aquilo que faz nosso coração pulsar.

E você? O que te inspira como mãe-mulher-ser humano?

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este conteúdo foi desenvolvido em parceria com a Vila Sofia Educação Infantil

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