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O nascimento do Leonardo – relato de parto

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Leonardo nasceu no dia 17 de novembro, há um mês. Foi uma experiência tão intensa pra mim que ainda está sendo processada na minha cabeça e pulsando dentro do meu coração. Por isso precisei desse tempinho, para sentar aqui e escrever.

Dessa vez as coisas foram bem diferentes, em relação aos pródomos. Com a Mel não tive pródomos, já que as coisas aconteceram de um dia para o outro. Com o Leo a coisa começou umas duas semanas antes do nascimento, com um pouquinho do tampão que saiu aqui, outro pouquinho acolá, uma cólica forte que ia a madrugada toda sem me deixar dormir. Por algumas vezes pensei que tinha chegado a hora, mas ainda não.

Esse relato é longo. Impossível abreviar um dos momentos mais importantes da minha vida. Prometo uma versão em vídeo para quem não tiver paciência de ler. Ah, e pode conter palavrões, momentos de insanidade e afins.

Terça-feira, 12 de novembro

Nos últimos dias eu tinha andado meio chorosa, com medo de demorar, medo de não entrar em trabalho de parto naturalmente, medo de não saber quando chegasse a hora. Sim, eu já havia passado por isso, mas juro, a gente esquece, perde a memória quando está grávida.

Patricia, minha doula querida, foi meu apoio constante, uma amiga-doula na definição perfeita. Sempre me dizendo que eu saberia sim quando chegasse a hora e o principal: que quando o Leo estivesse pronto, ele viria. Que eu deveria curtir essa espera, esse finalzinho de gestação e que até sentiria saudades dessa ansiedade depois. Dito e feito, Paty. Sinto saudades mesmo.

Quinta-feira, 14 de novembro

Madrugada de cólicas doloridas, uma mistura de cólica intestinal com cólica menstrual. Logo que me levanto da cama e tomo café, elas somem. É dia de consulta com o obstetra, é dia de nascimento da prima do Leo. Às 14:30 chego no consultório do Dr. Carlos e me sento para aguardar. Marido ao lado, lendo uma revista. Nisso, sinto uma dor muito forte, que me faz olhar pra ele e dizer em voz baixa e pausadamente “ca-ra-lho!”

Fico ali, tentando entender o que estava sentindo. A cólica estava diferente, vinda da lombar para a barriga, numa dor nível 2, indo e voltando. Entro no consultório com cara de será que é? e Dr Carlos se anima. Vamos ao exame de toque, tenho outra contração. Ele sente e me diz que foi uma contração muito boa. Colo amolecido, bebê um pouco mais baixo do que na última consulta e 2cm de dilatação – o que eu já mantinha há pelo menos sete dias. Dr. Carlos nos diz que provavelmente será no final de semana e como no dia seguinte será feriado, peço que ele não viaje peloamordedeus.

Na volta da consulta passamos na maternidade onde minha cunhada teve a prima do Leo pela manhã, para uma visita rápida. As contrações continuaram menos doloridas e com um tempo maior entre uma e outra.

Sexta, 15 de novembro

Barrigão de quase quarenta semanas, dia lindo de sol e calor, digo ao Alexandre que quero caminhar num parque. Vamos ao Bosque do Papa e enquanto ele e Melanie se acabam no parquinho, eu ando pelas trilhas, debaixo de olhares curiosos e preocupados dos demais.

Enquanto caminho, mentalizo Leo descendo, mentalizo caminhos se abrindo. Converso com ele, me conecto comigo mesma. Tomo água de coco para refrescar, me sinto muito bem, só os pés estão inchados.

Sábado, 16 de novembro

Madrugada insone outra vez, sentindo muita cólica. Acordo e vejo na tela do celular parabéns, você chegou ao final da gestação. Quarenta semanas completas, nove meses se passaram. Era a data prevista para o nascimento, 16 de novembro.

10h – Contrações começam a vir, pouco doloridas com muito endurecimento da barriga. Hum, estão diferentes das contrações de treinamento. Tomo meu café, como um pouco e elas continuam.

11h – Saímos para ir ao mercado. Lá, entre uma gôndola e outra, tenho que parar e esperar que a contração passe. Caraca, será que to fazendo compras em pleno trabalho de parto?, eu penso. As contrações vão ficando mais cadenciadas e percebo que estão vindo de 6 em 6, 7 em 7 minutos.

12h – Paramos numa casa de massas para comprar o almoço. Eu não queria cozinhar, estava cansada, com dor. No carro, mando uma mensagem para a Patricia contando das contrações. Ela me diz para ir pra casa, comer alguma coisa e deitar um pouco para ver se as dores continuam vindo ou não. Nesse meio tempo, Patricia já faz contato com Dr. Carlos para posicioná-lo da minha situação.

As dores continuam vindo e a partir daí entendo que estou realmente em trabalho de parto. Só não imagino a tensão que se seguiria dali em diante.

15h – Ligo para minha mãe, para que ela venha ficar com a Mel, conforme havíamos combinado. Ela tem um contratempo e diz que não poderá vir. Como assim não vem? Cês tão de brincadeira comigo produção! O que faremos? Quem me ajudará com a Mel? A ideia de levá-la para a maternidade chegou a ser cogitada, mas logo percebemos que não daria certo.

Patricia me liga preocupada porque não dei mais notícias. Eu estava cansada e muito irritada com toda a situação e nisso até esqueci das contrações. Opa, espera aí, vamos marcar. Estão vindo numa média de duas a cada 9 ou 10 minutos, deram uma espaçada maior. Ela me pede que tente descansar e até dormir, se possível, o que nesta fase latente é de suma importância.

Mas eu continuo na pilha, andando pra lá e pra cá, subindo e descendo as escadas, arrumando as coisas na minha necessarie. Nisso troco milhares de mensagens desesperadas e cheias de drama com minha amiga Lorena, coitada. O filme em cartaz é “minha mãe que furou com a gente e o que faremos com a Mel?”.

17h – Será que aviso a Carol? E se demorar muito? Fico me perguntando. A Carol Cavichiolo viria para registrar o parto e combinamos desse registro acontecer tanto em casa quanto na maternidade. Em todo caso ligo para ela e combinamos para as vinte horas ela estar aqui.

18h – Alexandre tem que sair, o chamam do trabalho. Como assim tem que sair? Eu estou em trabalho de parto, porra! – eu penso. Eu viro bicho e ele me diz que precisa ir, que é coisa de meia hora para resolver um problema e que já volta. Fico uma arara de ter que lidar com a Mel, querendo brincar e querendo atenção, é claro, tendo contrações de parto (!)

19h – Chega meu irmão, para que eu não fique sozinha. Ele brinca com a Mel e nisso posso descansar e respirar um pouco. As dores estão num nível 3, são bem suportáveis e às vezes passam desapercebidas até. Ainda estou preocupada com o que faremos quando formos para a maternidade, especialmente se for de noite ou de madrugada. Não consigo me desligar, não consigo me conectar com meu corpo muito menos com minha mente. Xingo o mundo em voz baixa, por tamanha inconveniência acontecendo naquele momento.

20h – Carol chega com a câmera a postos e já começam os registros. Melanie faz a maior zona com meu irmão e por vezes me irrito com a gritaria deles (dela). Tento me abster, tento não ligar. Nisso Alexandre chega dizendo que minha sogra está vindo buscar a Mel e que a levará para a casa dela. Fico feliz por solucionarmos o problema, mas muito preocupada em incomodar a todos, especialmente de última hora.

21h – Subo para arrumar a malinha da Mel e ela e meu irmão vão desenhar um pouco. Nisso minha sogra chega para levá-la. Quando as contrações vêm, ainda doendo pouco, abaixo, respiro e espero passar. Quando passa, tudo volta a normalidade.

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Entre uma contração e outra, termino de arrumar as coisinhas da Mel e minha sogra a leva para sua casa. A despedida é leve, cheia de amor e alegria estampada no rosto dela, que estava achando tudo uma festa. Eu fico com o coração meio apertado, afinal, são os últimos momentos da minha pequena como minha única filha.

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22h – Ligo para a Patricia contando que minha sogra levou a Mel e que finalmente poderei me concentrar no trabalho de parto. Ela sugere que eu tome um banho para relaxar e vermos se as contrações voltam a frequência de antes. Alexandre prepara a banheira e me avisa em seguida. Fico lá por uma meia hora somente, não consigo ficar parada. Como a água estava bem quentinha, sinto muito calor.

Até ali eu não sabia onde receberia meu bebê. Se seria na água, no banquinho, no chuveiro, deitada na cama, enfim, só garanti que eu tivesse todas essas opções em aberto.

As contrações estão fracas e num ritmo mais lento nesse momento. Nisso começo a questionar se terei o Leonardo na água ou não, já que a passividade da banheira me angustia.

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23h – Saio do banho e volto para a sala mais relaxada. Sinto fome e resolvo comer um pouquinho de nhoque. Continuo marcando as contrações num app para celular que baixei naquele mesmo dia. Elas vão ganhando mais força e ficando mais frequentes. Meus pés e pernas estão super inchados e notamos que os braços e mãos também estão.

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Domingo, 17 de novembro

0 às 3h – Ligo para a Patricia e conto que as contrações estão vindo cada vez mais doloridas e intensas, de 5 em 5 minutos e por vezes de 3 em 3 minutos. Combinamos de nos encontrar na maternidade e fico de ligar para ela quando estivesse saindo de casa.

Enquanto me concentro nas contrações e tento me manter bem centrada no trabalho de parto, Alexandre e Carol assistem entusiasmados a uma luta de MMA. Entendidos do assunto que eles só (eu entendo bulhufas), a conversa toda serve para ajudar a me distrair um pouco, embora eu ouça tudo numa espécie de segundo plano, lá no fundo. Mesmo com as dores, me sinto confortável sentada no sofá, de mãos dadas com Alexandre e com a Boo por perto, querendo colo a todo momento.

Marco mais um pouco das contrações e resolvo me levantar e caminhar. Nisso a dor aumenta e começo a sentir a tremedeira que senti no trabalho de parto da Mel. Aquela de bater o queixo, como se estivesse com frio, de tremer as pernas. Olho no relógio, são três e pouco da manhã. Decido que chegou a hora de ir para a maternidade. Carol vai conosco e fazemos a última conferência para ver se estamos levando tudo.

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Chove lá fora. No som do carro, Debaixo D’água faz a trilha sonora e eu fecho os olhos, contente por ter chegado a hora de conhecer meu filho, meu Leo.

Debaixo d’água por encanto sem sorriso e sem pranto
Sem lamento e sem saber o quanto
Esse momento poderia durar
Mas tinha que respirar

O trajeto até a Maternidade Curitiba é tranquilo, não há trânsito naquele horário. Só meu corpo que reclama a cada lombada ou buraco no alfalto, especialmente durante as contrações. Nesse momento deixo de marcá-las, sei que já estão bem compassadas e que a fase ativa se aproxima. Fico com medo de estar indo muito cedo para lá e ao mesmo tempo sinto medo de chegar em cima da hora. Tomara que eu esteja com mais de 5cm de dilatação, eu penso. Ligo para a doula e ela também já está a caminho.

No portão da maternidade vem uma contração. Eu encosto a cabeça na grade e todos param, inclusive o porteiro, para aguardar. Entramos e logo a obstetra super simpática de plantão vem me atender. Pressão 14×9, obviamente pelo trabalho de parto estar acontecendo. Lá vamos nós para o exame de toque (que odeio do fundo do meu coração – quem não?) e o veredicto: colo fino, 6cm de dilatação, bolsa íntegra e bebê alto ainda.

Patricia chega equipada com mochila e uma mala grande, trazendo seus apetrechos de doula. Tenho a impressão de que vamos iniciar uma viagem e não poderia ser melhor a definição do que se seguiria. Uma grande e intensa viagem.

Ela pede para as enfermeiras prepararem uma das suítes onde o parto pode ser realizado. Prefiro ir caminhando pela rampa ao invés das escadas, sinto que preciso me movimentar para ajudar o bebê a descer. No caminho temos que parar a cada contração, agora bem mais doloridas. Paty massageia minha lombar e isso ajuda a aliviar a pressão. Lembro de dizer que estava com vontade de ir ao banheiro e com medo de evacuar na hora do parto. Acho que todo mundo pensa nisso ao ter um parto normal. Não tem como não pensar já que a pressão que sentimos lá em baixo é tremenda. Ela me diz que não me preocupe com isso, “se acontecer, você não será a primeira. a gente limpa e pronto :)”. 

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Como meu exame de streptococcus deu positivo dessa vez, tenho que tomar antibiótico. São quatro tentativas de punsionar minha veia em locais que não me gerassem incômodo durante o trabalho de parto. As veias simplesmente estouram, o que não sei se é comum de acontecer. Sei que ter sido picada tantas vezes tendo as contrações passa quase que desapercebido.

Dessa vez estou muito atenta a cada detalhe e questiono sobre o “sorinho” que a enfermeira, sob recomendação da obstetra de plantão, iria colocar. Patricia também me ajuda muito nessa parte e interfere depois de confirmar com Dr Carlos que não havia necessidade de nenhum soro. Dessa forma, somente a penicilina é aplicada (por causa do GBS positivo).

Logo em seguida ele chega e muito querido me faz um afago nos cabelos. Me sinto segura com ele ali. Pouquinho tempo se passou desde que chegamos e ele faz um novo toque para checar a dilatação: 7cm. Ouvimos o coraçãozinho do bebê e tudo certo com ele também.

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Alexandre dorme no sofá (porque raios ele sempre dorme durante os meus trabalhos de parto?) e vendo a evolução das contrações, Paty sugere que eu vá para o chuveiro. A cada uma delas eu respiro fundo, ouço a voz dela me dizendo que é uma onda e que já vai passar. Ao final, sabemos que é menos uma. Menos uma contração que me separa do meu filho.

Pergunto para a Patricia o que aconteceria caso eu precisasse, caso pedisse pela analgesia, já que para esse procedimento eu precisaria sair do quarto e ir para o centro cirúrgico. Ela me diz que nesse caso o parto não poderia mais ocorrer como eu gostaria, no quarto, mas que eu ficasse tranquila porque já havia passado por isso e daria conta. Ainda assim fico me questionando, tenho medo do expulsivo sem anestesia porque é algo novo para mim, algo que ainda não conheço, até aquele momento. (no nascimento da Mel cheguei na maternidade com 10cm de dilatação e só tomei analgesia para o expulsivo, que durou doze minutos).

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No chuveiro, percebo que a fase ativa chegou e que a partir daquele momento o trabalho de parto ficará mais punk. Já passei por isso, já sei o que me espera, eu penso. Fico em pé por minutos que não sei dizer ao certo, me movendo para os lados, apenas sentindo a água quentinha cair nas costas e lombar. Paty traz a bola e fico mais confortável sentada nela, fazendo movimentos de vai e vem. Fico assim por uma hora eu acho, nesse momento já não tenho mais noção alguma de tempo. Ali sou somente eu e meu corpo tentando me dizer o que fazer e como prosseguir.

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Enquanto isso Patricia enche a banheira e logo vem conversar comigo. Digo a ela que as dores estão muito fortes, que não estou aguentando. Ela me diz que estou fazendo um ótimo trabalho, eu e meu bebê, que eu posso, que fui feita para isso e que vamos conseguir sim. (a todo momento me lembro que em meu plano de parto deixei explícita a minha vontade de um parto natural, e que me lembrassem e me incentivassem a tentar. e foi o que aconteceu.)

O chuveiro realmente ajuda muito a passar pelas contrações, mas começo a ficar muito cansada, meu corpo, cada pedacinho dele, pede alento. Sinto uma vontade enorme de me deitar numa cama macia e com um edredon quentinho. Minha cabeça pesa muito e tenho vontade de me deitar ali no chão mesmo. Resolvo levantar e me apoiar na bola. Nesse momento choro de dor, de medo e de cansaço. Choro quietinha, só para mim. Rezo, peço a Deus que me dê forças, que me ajude a trazer meu filho ao mundo.

Desde que chegamos, Carol registra tudo, sempre num cantinho, sempre muito discreta, meio escondida para não atrapalhar ninguém. Em nenhum momento me sinto incomodada pelas fotos e até mesmo esqueço que estou sendo fotografada. Fico feliz por desta vez estar registrando tudo, por ter uma lembrança além da memória.

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Peço para a Patricia me ajudar a sair do chuveiro, sinto vontade de deitar. Sinto como se tivesse passado semanas, meses, ali, dentro do box, sentindo a água escorrer pelo corpo, sentindo a pelve se abrir. Nesse momento estou exausta, sinto fome e sede mas não quero comer nem tomar nada. As dores são iguais as que senti antes, no trabalho de parto da Mel, mas meu momento é muito, muito diferente. Muito mais consciente, acordado, de olhos bem abertos.

Lembro de estar muito preocupada e um pouco envergonhada em estar nua na hora do parto, mas nesse momento já não tenho mais esse sentimento, já não ligo, já não sinto nada além da dor e da vontade de ter meu bebê logo em meus braços. A calcinha sai de cena e fico somente de sutiã e com um top terrível que ficou me apertando e subindo a todo momento, mas nem me animei de tirá-lo. Só queria descansar.

Deito na cama e Dr. Carlos se aproxima para um novo exame de toque. Lá vamos nós e ele diz algo que eu já sentia, que eu já sabia: “já está total” (com dilatação total), só falta o bebê descer um pouco. Ele apalpa o topo da minha barriga e nisso leva um tapa na mão, coitado (desculpe Dr. Carlos!). Minha consciência nesse momento não me pertence mais, eu nem sou mais eu ali.

Assim que me levanto da cama sinto uma pressão enorme no períneo. O expulsivo se aproxima e a vontade de fazer força começa. Alexandre surge do nada com os cabelos amassados e cara de sono (talvez ele já estivesse ali há algum tempo, mas eu não percebi) e me ajuda a entrar na água, que está bem quentinha. Sento na banheira e por alguns minutos não sinto dor nenhuma, não sinto as contrações e volto a realidade.

Percebo que além dele, Patricia, Dr. Carlos e Carol, estão ali também o pediatra e uma enfermeira muito querida que fez questão de ficar além do seu plantão para ver o Leo nascer. Numa maternidade aonde a grande maioria dos nascimentos é via cesárea, um parto natural acaba sendo um evento. Mas nada disso me incomoda.

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As contrações voltam e nesse momento o bicho pega. Não me lembro de chorar ou gritar no parto da Melanie, mas nesse, nesse eu chorei, gritei, reclamei, tudo que eu tinha direito. As mãos da Patricia e do Alexandre foram massacradas pelas minhas mãos, ávidas por um porto seguro, um lugar onde a dor não existisse.

Diminuem as luzes deixando apenas um dimmer ligado. Como eu pedi. O ambiente todo é muito silencioso também (exceto pela minha pessoa…). Carol me pergunta se quero ouvir o CD que preparei e digo que sim. Peço para ouvir Paciência.

Começam os puxos e juro, a dor é alucinante. Muito mais dolorido do que a dilatação, mais dolorido do que eu poderia ter imaginado. Nesse momento sinto muito medo, medo de não dar conta, medo de não conseguir trazer o Leo ao mundo, de não conseguir fazê-lo sair de dentro de mim. Nesse momento sei que analgesia não se aplica mais (não ali, no quarto), mesmo sabendo disso, digo que não vou aguentar.

Patrícia me olha no fundo dos olhos e com muita força me diz “você não precisa, você consegue”. Olho para ela e digo que está doendo demais e ela novamente, cheia de amor e carinho, me olha e diz baixinho “é dor de vida, é dor de vida!”

Era exatamente o que eu precisava ouvir e nessa hora tenho total consciência de todo o meu corpo, sinto cada milímetro dele e sei que a partir dali sou somente eu e meu bebê. Somos só nós dois. O medo novamente aperta meu coração. Só depende de mim. Uma vida que é parte da minha só depende do meu corpo, da minha mente e da minha força para nascer. Esse é o meu mantra interno, naquele momento.

O CD que montei para ouvir durante o nascimento toca, ouço tudo lá no fundo, desde Lenine a Nando Reis e Cassia Eller. Desde Coldplay a John Mayer e Pink Floyd. No meio da dor parece bobo, mas imagino com qual música meu bebê virá ao mundo.

Sinto as contrações cada vez mais fortes e consigo sentir o bebê descendo. Sinto muito calor. Tudo é muito novo para mim, todas essas sensações de deixei de sentir pela ação da analgesia da outra vez.

A cada contração faço muita força e minha boca já não consegue se calar. Me entrego totalmente ao momento. Choro muito e emito uns sons hora contidos hora escandalosos, de dor. Patricia me lembra de somente fazer força durante as contrações e não fora delas. Outra coisa que deixei por escrito no meu plano de parto, que me lembrassem de ter suavidade na hora do expulsivo, para evitar uma laceração. Minha doula é meu anjo, ali, cuidando de mim.

Lembro de ouvir Turning Page e tanto o piano quanto a letra complementam tão bem esse momento que é impossível não me emocionar. Ainda mais.

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Mais uma contração vem e faço uma força maior ainda. Faço força para trazer a vida, para trazer o amor para fora. Em meio ao meu choro e ao desespero da dor, sinto a cabeça coroando, o famoso círculo de fogo que eu tanto temia e queria sentir. Sinto que algo saiu e Patricia e Alexandre me dizem, muito emocionados, “está nascendo, está nascendo!”. Olho para meu marido e o vejo chorando como criança, uma cena que até aquele momento eu nunca havia visto.

A cabeça saiu. Dr. Carlos está ali, amparando meu bebê. Tentando ter paciência, espero a próxima contração, que vem em seguida, para mais uma força. Me estico inteira, sinto cada pedacinho do bebê sair de dentro de mim. Saem os ombros e em seguida o corpo todo.

Olho para baixo e vejo a imagem mais linda de todas. Leonardo, dentro da água, recém saído de mim, de olhos bem abertos. Dr. Carlos me diz “pode pegar”. Estico as mãos, olho bem seu rostinho e trago meu filho para perto de mim, do meu coração.

Leo nasce ao som de All StarCássia, perfeita, diz: Estranho seria se eu não me apaixonasse por você. O sal viria doce para os novos lábios. Colombo procurou as índias. Mas a terra avistou em você.

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Leo chora pouco, um chorinho manhoso, calminho. Alguns paninhos são colocados para que ele mantenha a temperatura e ficamos assim por algum tempo, eu, Alexandre e nosso filho. Esse momento é só nosso. Não há sensação melhor que essa. Sinto que ele nunca saiu de dentro de mim. Choro bastante, me sinto em êxtase, um misto de alegria, amor e dor que ainda permanece. Saio do transe e vejo todos a nossa frente emocionados, com olhos marejados.

O cordão para de pulsar, Dr. Carlos pergunta se Alexandre quer cortá-lo e ele diz que sim.

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O pediatra aguarda e Leonardo é avaliado ali mesmo, no quarto, ao lado do pai. Nasceu super bem, pesando 3.095kg e medindo 50cm. Conforme pedi, ele não foi aspirado, não teve colírio aplicado em seus olhos, não foi limpo nem tomou banho nas horas que se seguiram. Nasceu pronto, lindo, limpinho, nem precisava de banho mesmo.

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Dr. Carlos e Patricia me ajudam a sair da banheira. Deitada na cama sinto bastante sangue sair, ainda sinto muita ardência e algumas contrações. Alguns minutos se passam enquanto ele avalia se tive alguma laceração no períneo e então trago a placenta. Houve uma micro laceração que precisou de um pontinho apenas. Entre risos, digo que agora o bebê já nasceu e não quero mais sentir dor. Sinto muita dor de cabeça e peço um analgésico.

Patricia faz as honras e veste o Leo, coloca sua primeira roupinha. Logo em seguida me diz “vamos colocá-lo para mamar!”. E foi isso que fizemos. Ele não estava muito a fim de mamar e sim de me namorar, apenas. Então ficamos ali, nos olhando.

Leonardo não saiu de perto de nós, não saiu da nossa vista, não deixou de sentir nosso cheiro e nossa presença nos primeiros momentos de sua vida.

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Esse foi o nascimento do nosso segundo filho, um nascimento lindo, sem interferências, sem abreviações, cercado de amor.

É dor de vida, é dor de vida.

Obrigada Alexandre, por ser meu marido, meu companheiro, meu amigo. Pelos filhos lindos que fizemos juntos, por acreditar em mim e no parto que eu desejava ter. Obrigada Melanie, minha filha querida e amada, que todos os dias me faz feliz. Obrigada Patricia Bortolotto, minha doula, pela doçura, pela firmeza, pelas palavras certas e cheias de amor. Obrigada Dr. Carlos Miner, pelo cuidado carinhoso sem intervir, pelo profissionalismo, pelo amor ao parto e ao nascimento. Obrigada Carol Cavichiolo, pela paciência e pelo lindo e fiel registro de um dos momentos mais importantes para mim. Obrigada Lorena, pelo apoio, por ser essa amiga querida e atenciosa e estar, de um jeito ou de outro, sempre presente na minha vida. Obrigada a Deus, por me permitir tal experiência, por me permitir trazer o amor ao mundo. Obrigada pela vida, a minha e a dos meus filhos. Obrigada a você que leu esse longo relato. Espero que ele inspire e traga boas vibrações e amor.

E obrigada ao meu filho, obrigada Leo, por ser guerreiro e encarar essa longa jornada junto comigo. Te amo. Sempre.

Obrigada, obrigada, obrigada.

Veja o vídeo de nascimento aqui: http://vidamaterna.com/video-de-nascimento-do-leo/

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comentários via facebook

227 comments

  1. Lindo, me emocionei muito. Espero poder passar por uma experiência de parto normal.. obrigada por compartilhar. Sou diabética tipo 1 e o PN é mais complicado, mas não impossível. Fiquem com Deus.

  2. Lindooooo!
    Não tem como não chorar! Enquanto você descrevia as dores, as contrações, fui me lembrando do meu próprio parto, e cada momentozinho foi brotando de novo na minha mente…
    Parabéns pela escolha, por ficar firme nela, e parabéns pela linda família!

  3. Que relato lindo! Que experiência maravilhosa! Que fotos magníficas!
    Parabéns pela coragem.
    Depois de um parto normal com analgesia e nunca ter cogitado o parto natural, você plantou essa boa sementinha em mim.

  4. Lindo e emocionante Michelle! Estava super ansiosa em ler seu relato e confesso que como eu já imaginava me emocionei e foi difícil de segurar as lágrimas! <3

  5. Michelle, obrigada por dividir esse seu momento conosco!! Não sou mãe ainda, mas sinto algo muito bom e sempre me emociono quando leio relatos de partos assim! Parabéns pela linda família!!!

  6. É dor de vida!

    INSPIRADOR Michelle!!!!

    Que relato mais lindo, que experiência maravilhosa a sua com o nascimento do Leo!

    Toda felicidade do mundo a vocês!!!

  7. Maravilhoso Michelle, meus parabéns! Eu também tive parto natural sem analgesia… queria que fosse como o seu… um dia te conto como eu sofri. Mas de qualquer forma vale muito a pena. Parabéns, emocionante, apaixonante! Felicidades e obrigada por compartilhar a linda história. (agora enxugo as lágrimas e volto ao trabalho) Um grande beijo! Obrigada!

  8. MARAVILHOSOOOOOOOO!!! Ñ tive a alegria de ter um parto normal, pois meu pequeno(hj com 3 anos e meio)nasceu prematuro. Mas me emociono sempre c seus relatos, adoro seu blog. Parabéns pela coragem!
    Obs. Vou enviar pra uma amiga q tá agora em trabalho de parto, e quer mto um parto natural!

  9. Belíssimo! Ler relatos de parto sempre me fazem conectar de maneira intensa com a minha própria maternidade, com minha filha.
    Bem vindo, Leo! Tudo de bom pra família de vocês!

  10. O relato de parto mais maravilhoso,rico em detalhes e recheado de emoção!!!Muita saúde para o Léo,e muitas felicidades para sua família linda.Que Deus continue abençoado vocês.

  11. To me acabando de chorar! Lindo, lindo!
    Acho que vou o relato de parto mais lindo, profundo, intenso que já li!
    Parabéns Mi, o merito é todo seu!

    Beijoss

  12. Muito emocionante seu relato de parto! E que belo registro em fotos!

    Parabéns! Pela persistência, pela coragem, pelo cuidado…e claro, pelo filho lindo! Deus abençoe!

    Bjs!
    Tânia

  13. Como não se emocionar com este relato tão lindo e com sentimentos tão fiéis e reais?! Ao ler e ver as fotos é como se estivesse vivendo o momento junto com vc. Lindo demais. Parabéns por trazer a vida de forma tão bonita. Com certeza dará inspiração a muitas mulheres que acompanham o blog (eu não vou ter mais bebês, já tenho minhas gêmeas e já pensou se vem mais 2 bebês?! Melhor não arriscar).
    A cada post fico mais apaixonada por seu blog, por sua família linda. Bjo grande.

  14. Lindo relato! Muito especial esse momento, nao tem como nao se emocionar com um momento tao importante e inesquecivel para quem vivencia! Família linda vcs sao demais! Bjosss

  15. chorando litros…
    lindo lindo lindo! guerreira! orgulho de ti Mi! filho lindo, família linda… sem mais! <3

    ainda bem que no meio de tanto choro deu pra gargalhar com a cara de sono e cabelo desajeitado do Alexandre! heheh

    bjão! saúde e muito leite!

  16. Chorei muito lendo!!! Lindo, Lindo, Lindo!! Fiz dois partos normais, sem anestesia (mas com episiotomia :/) mas tb queria um parto assim na banheira!! Lindo!! Quem sabe rola um terceirinho…rs parabéns pra família..

  17. A coisa mais emocionante do mundo é mãe e filho se olhando de frente, pela primeira vez.
    Está, para mim, é a melhor metáfora do parto natural.
    Lindo relato, lindo nascimento, lindo presenciar a mulher que vc se tornou.

  18. Mi, plagiando todos os comentários anteriores, chorando litros, emocionante demais! Um comentário que daria um relato de tudo o que senti lendo cada palavra e sentindo cada momento! Relembrei partes do meu trabalho de parto, que não foi natural, mas foi como eu sonhei. E espero repetir essa emoção novamente com a Bruna: um parto normal com analgesia, pq é uma escolha minha mesmo. Admiro muito vc por não ter desistido e ter ido até o fim, pq não é mole não! Saúde a vcs!

  19. Michelle, você tem o dom da escrita. Consegue transformar textos em histórias emocionantes, divertidas, informativas. Parabéns pelos lindos filhos e muito obrigada por dividir tantas coisas bacanas com todas nós.

  20. Não tem como não se emocionar com esse relato, lindo Michelle…Obrigada por dividir conosco um momento tão especial e acima de tudo verdadeiro. Felicidades!

  21. OLHA, VC É ” RAÇUDA” MESMO!!!

    TUDO FOI LINDO E EMOCIONANTE…FICO ME PERGUNTANDO SE TERIA ESSA DISPOSIÇÃO TODA…RSRS

    VC E O LÉO ESTÃO DE PARABÉNS…E NADA MAIS QUE EU DIGA CHEGARÁ NO NÍVEL DESSA EMOÇÃO.

    QUE DEUS CUBRA ESSA FAMILIA LINDA DE BENÇÃOS, SAÚDE E ALEGRIA PORQUE AMOR EU SEI QUE JÁ TEM.

    BEIJOS, CAMILA

  22. Michele!Sem hipocrisia, o relato mais lindo dos últimos tempos que eu já li!Cada detalhe verdadeiro e profundo!A gravida de segunda viagem aqui, paciente do Dr. Carlos amou tudo, e tive mais certeza que é assim que eu quero que seja!
    Que Deus continue abençoando você e sua família!Beijoss

  23. nossa, cheguei a ficar sem palavras.
    suas palavras são lindas e vc conseguiu nos fazer sentir junto com o relato cada sentimento que vc sentiu, vc conseguiu passar todo o amor, a harmonia a sintonia desse momento tão especial na vida de vcs.

    eu sempre tive uma “quedinha” por parto natural e com esse relato aumenta ainda mais e mais a minha vontade.

    Parabéns michelle, pela coragem, força, garra.
    foi tudo muito lindo e virei ainda mais sua fã!!!!

    beijos e mais uma vez parabéns a familia linda

  24. Muito emocionante!Enxugando as lágrimas quero te dar os parabéns pela sua coragem e escolhas certas…Eu nunca cogitei ter parto natural, achava besteira sofrer tanto, sendo que poderia fazer uma cesária, achava simples assim… Mas depois de conhecer seu blog, minha cabeça está mudando, não sei se teria a mesma garra que você, mas sei que este é o melhor caminho. Obrigada por este relato lindo, estava esperando ansiosa e foi mais perfeito do que eu imaginava. No próximo ano quero engravidar e vamos ver o que o futuro me reserva…Seu filho é lindo d+, desejo muita saúde e muitas felicidades a você e toda sua família!

  25. Michelle,
    não chorei lendo seu relato porque estou no escritório, mas segurei as lágrimas. Em um momento, quando a Patricia te disse “é dor de vida!” eu me obriguei a parar a leitura e correr para o banheiro. Pois não estava conseguindo conter as lágrimas, mas elas não caíram.
    Sou tentante há dois ciclos, e no momento em que me vi sozinha, escondida, depois de ler o teu relato a primeira coisa que me veio na cabeça foi uma oração.
    E eu chamei meu bebê, lendo seu relato eu tive a certeza de que é isso que eu quero para meu filho que ainda não está aqui, esse respeito, esse cuidado, essa apego. Não o mesmo, porque cada família é uma, caad bebê é diferente e cada relato de parto nos emociona de forma especial e única. Mas hoje, chegando aqui sem querer e lendo seu relato, me fez ver o meu corpo com outros olhos.
    Muito obrigada pelo seu tempo, pelas suas palavras, pela sua honestidade.
    Beijinhos

  26. Michelle venho acompanhando seu blog já faz mais de um ano, após o nascimento do meu filho pego muitas dicas com você e suas colaboradoras, adoro ler seus posts, mas a do nascimento do Leo foi o melhor de todos, muito lindo seu parto, as fotos mais ainda, parabéns pela família, que Deus abençoe cada dia mais. Parabéns!!!

  27. Ler isso aos 9 meses de gestação é realmente inspirador! Parabéns pela força. Espero poder sentir tanta emoção como essa daqui a umas semanas. Realmente emocionante!

  28. Q maravilho esse amor!! Tambem tive parto normal e reclamava muito da dor e do sofrimento q temos q passar, mas a forma como vc colocou tudo isso, a ternura com que descreve cada momento a espera do seu filho é tao comovente e lindo que nao tem como nao se emocionar e chorar!! Parabens!! Vc é uma mãe e tanto! Adorei!!! <3

  29. Lindo relato! Parabéns pela coragem! Minha pequena nasceu no dia 21/11 de parto normal hospitalar, com analgesia, epsiotomia e tal… Eu sei q poderia ter sido melhor, mas considerando q eu troquei de médica apenas dois dias antes do parto, ter conseguido o parto normal foi uma vitória! Deixei a médica q me acompanhava há mais de 4 anos para fugir de uma cesárea… Desde o começo eu disse q queria normal e ela dizendo q era o melhor mesmo, mas nas últimas 3 consultas começou a dizer um monte de coisa… A cada exame era uma desculpa, mas eu pesquisei e vi q nada era motivo para a cesárea. Felizmente consegui outra médica q me acolhesse na 38ª semana! Porém, não tivemos tempo de conversar sobre o parto em si, pois eu estava desesperada querendo fugir da outra médica… Não sei se vou encarar uma segunda gravidez, mas se o fizer, procurarei uma equipe humanizada. Não sei se teria coragem de abrir mão da anestesia, mas só o tratamento durante o trabalho de parto já deve valer a pena!

  30. Foi um dos relatos de parto mais lindo que li, pois foi na íntegra, com confissão de todos os medos, dores e emoções. Fiquei muito emocionada e é um grande exemplo que nós mulheres, fomos feitas para isso! Parabéns!!

  31. Michelle, desejo que esse relato seja além de emocionante um incentivo, um exemplo na busca de viver essa experiência maravilhosa. Conheci seu blog há mais de um ano quando engravidei, ora comento ora não. Porém, acompanhei com muito carinho sua gravidez desde o começo e seu relato é o mais incrível que já li, e olha que li muitos. Você foi muito agraciada por tudo, pela força, pela oportunidade de ter um parto dos sonhos, pelas fotos, pelo carinho de todos.
    Meu parto foi cesário, infelizmente, mas se Deus me permitir mais uma gravidez quero tentar um parto normal sim. Somos mãe, somos fortes!
    Em 2013, chorei, aprendi, ri e me emocionei com você e sua família. Desejo dias vindouros incríveis e abençoados.
    Beijos

  32. Em meio a tantas cesáreas desnecessárias sendo realizadas dia após dia, ler um relato desses emociona MUITO.
    A simplicidade das fotos, as feições de realização e a cara de pai babão também me emocionaram. gostaria de ter feito fotos assim, porque momentos desses são pra sempre mesmo.
    PARABÉNS pela família linda.. muita luz pra vocês e que o teu Leonardo (leozinho coisa mais fofa ^^ ), traga mais luz ainda pra familia. :*

  33. Chorei do inicio ao fim… Como eu queria ter essa coragem, para esse parto tão perfeito, infelizmente o cordão da minha filha está enrolado e a medica acha melhor a cesarea… Passarei o link dessa materia a todas as futuras mamães q conheço… PERFEITO!

  34. Aiiiii não tem como não chorar. Parabéns pela linda família, obrigada por compartilhar esse momento conosco. Que Deus sempre esteja no centro da sua família.

  35. O relato mais lindo q já li, estou muito emocionada, arrependida de ter querido uma cesariana por puro medo e não ter sentido uma das experiências mais lindas dolorosa sim mas inesquecível e emocionante da vida. Parabéns

  36. Querida guerreira, estou gestante de 25 semanas do primeiro bebê e tenho me enfiado nesse caminho sem volta chamado “parto ativo, parto natural”, é tudo muito novo para mim e para minha família e seu relato me fez perceber aquilo que muitos dizem que não sou capaz: EU VOU CONSEGUIR, EU TEREI FORÇAS PARA QUE MEU FILHO NASÇA DE FORMA NATURAL. Agradeço muito sua generosidade por compartilhar esse relato e me deixar contemplar e admirar as fotos! Desejo muita saúde e luz na vida de vocês!

  37. Nossa, faz três dias que tô tentando ler e não consigo sentar uns minutinhos!!! Mi, maravilhoso seu relato, parabéns!!! Emocionante demais…. Você foi muito guerreira meeeesmo!!!

  38. Parabéns pelo nascimento do Leo! Li o post inteiro, fui me emocionando, como se eu estivesse lá, filmando tudo! Não tenho filhos, mas gosto de ler depoimentos assim, para ter coragem como vc teve! Parabéns por lutar pelo parto natural!

  39. Michele,

    Sempre leio seu blog mas é a 1ª vez que comento, descobri seu blog fazendo pesquisas de produtos infantis e me deparo com Mel, tinha acabado de escolher o nome da minha filha Melissa…minha Mel.Quanta coincidência pra mim e começo a ler e entrar com frequencia no blog.

    Muito lindo seu relato tão rico em detalhes, embarquei junto com vcs nessa viagem de amor. Nos emocionamos muito, aliás minha Mel mexia tanto..rsrsrs. Obrigada por compartilhar esse momento lindo e ilustrado com belas fotos com todas leitoras.

    Que Deus abençoe sua linda família.
    Bjs

  40. Lindo relato, e eu me sinto ainda mais confusa a respeito do meu parto… Juro que por enquanto ainda tento não pensar, é o meu primeiro filho, Noah, e estou com 24 semanas de gestação.
    Acho que a ansiedade está começando…
    Parabéns pelo Léo, acompanho o seu blog há alguns meses e me ajudou muito com algumas dúvidas, principalmente enxoval.
    Que Deus abençoe a sua família. E feliz 2014.

  41. Parabéns!!! me emocionei lendo seu relato. Tenho uma filha de 2 anos, gostaria que ela tivesse nascido de parto normal, mas meu ultero estava muito fechado e o medico achou melhor fazer cesarea. Mas foi tudo lindo!!! Estou escrevendo somente pra abençoar Você e sua Famila. Que Deus nos ajude nessa missão eterna que é ser mãe. Feliza 2014.

  42. Michele: Estou aqui, com os olhos cheio de lágrimas lendo seu relato… que lindo, que lindas fotos!
    Parabéns pela coragem e por inspirar.
    Meu filhote acaba de fazer um ano e infelizmente não conseguimos parto natural, mas tudo bem. O importante é saber que podemos trazer nossos filhos à luz, com todo amor, né? Nós te desejamos um ano novo maravilhoso, junto com sua família linda! bjs

  43. Nossa, é tudo o que eu precisava saber, sentir, ler. É emocionante, não tem como não se imaginar – já estou nos finalmente. Que eu tenha a mesma garra e proteção de Deus para gerar a minha Eduarda da forma natural que você gerou o amado Leonardo. Parabéns

  44. Estou em lágrimas, emocionada…que relato tão verdadeiro e lindo, dá pra sentir o amor em cada palavra…Também estou esperando o meu Leonardo, estou de 28 semanas e não vejo a hora de ver seus olhinhos me olhando.Também quero parto ão sei se tão natural como o seu, mas ler seu relato foi inspirador. Parabéns mãe pela coragem, pela família linda, pelo relato, pela vida!!!!

  45. Que lindo!! Amei demais e chorei tb rs… Tb quero ter essa experiência do parto natural e tb não quero que coloquem nada no bebê assim que ele nasce, nem dêem tapas e banhos… acho super importante esse momento para ter tanta interferência! Sou fã do seu blog antes mesmo de ser mãe. Gostaria de oferecer um presentinho para vc e seu bebê, faço quadrinhos de papel e vc pode escolher um tema e cores e eu posso fazer, se quiser! Não tenho loja nem nada, mas faço alguns para família e pessoas queridas. Me fale, se quiser. Se gostar, posso fazer um para sua filhinha tb. Bjos

  46. Meu Deus, que relato emocionante, impossível não se emocionar. Você foi muito corajosa, fiquei aflita em cada contração narrada, mas foi um parto lindo. Estou de gravida de oito meses e não sei se tenho a coragem que você teve, de passar por todas essas dores. Mas me emocionei muito. Parabéns pela sua família linda, e pelo amor que você trouxe ao mundo!

  47. Boa tarde!!
    Li seu depoimento e achei tudo muito lindo, eu estou gravida e estou de 3 meses e me acho muito mole pra parto normal mais vendo seu depoimento mudei totalmente meu pensamento e como é um momento único e inesquecível desidi optar pelo parto normal.

  48. Muito lindo mesmo, tô aqui no trabalho engasgada louca para cair em prantos de tão emocionante este relato. Incrível parabéns, “invejo” tua coragem. Estou com 26 semanas do segundo filho e tenho muito medo de parto normal, mas depois dessa….é de se pensar

  49. Simplesmente emocionante ler um relato tão verdadeiro desses. Gente, e que doula é essa, “é dor de vida”, nessa frase ela te deu tudo que precisavas para ir até o fim, parabéns, perfeita!!!! Estou com dois meses, e sempre tive devoção por parto normal e por essa coragem de trazer ao mundo a pessoa mais importante da nossa vida da forma mais natural e primordial possível. Infelizmente na cidade onde moro as condições não são muito favoráveis, e os cesaristas dominam quase tudo. Aqui em Manaus, os partos assim humanizados devem existir sim, mas eu ainda desconheço, já os partos normais, só em maternidades públicas e “daquele jeito” que a gente tanto teme. Sinceramente agora o que mais quero é que o meu (minha) bb venha com toda saúde do mundo! Um parto lindo e humanizado como esse seu é só um sonho lindo que tenho aqui dentro de mim, rsrsrsrs,e não posso criar expectativas demais, pq como disse, tenho que trabalhar com as opções que estão ao meu alcance né? De qlqr forma, amei sua playlist, nossos gostos são idênticos, rsrsrs, e vou fazer a minha, quem sabe eles colocam na hora da cirugia, preciso ser otimista!!!!Sua família é linda e abençoada e seu relato só nos faz ver o quanto o parto humanizado é possível e maravilhoso. Um beijo grande e Deus abençoe vocês!

  50. Parabéns pelo relato, Michelle!
    Um texto lindo, visceral e cheio de vida.
    Me identifiquei muito com algumas coisas que você escreveu, principalmente com o início do texto, quando você fala sobre o início do trabalho de parto.
    Estou passando por isso neste momento, estou com 38 semanas de gestação (1º filho), decidi pelo parto domiciliar e, todos os dias me pergunto, se vou perceber que a hora chegou, que o trabalho de parto começou, como passarei por ele.
    Mas, uma coisa é muito forte em mim: tenho certeza, que até este momento, eu fiz as melhores escolhas para chegada do meu filho. Os medos, anseios, dores, a ansiedade fazem parte desta caminhada; uma caminhada que não terminará com o nascimento do Francisco, ela terá sua sequência, pois começou quando me descobri grávida.
    Outro ponto que me marcou, foi a questão das músicas. Meu CD já está pronto e, eu também fico pensando com qual música o Francisco será recebido. Ele que já é um bebê musical, que já gosta de música boa, de qualidade…
    Estes relatos de parto nos dão a oportunidade de nos enxergarmos como mulher e percebermos a força e potencia que existe dentro de nós. Cada vez que leio um relato de parto me sinto mais humana, pois me reconheço na força e humanidade e singularidade de nós mulheres.
    Muita energia positiva para você e sua família.

  51. Lindo, também chorei, fiquei emocionada, lembrei dos meus partos, o primeiro também com analgesia com 10 cm e o segundo sem alnalgesia e com pouquíssima intervenção. Senti não ter feito como vc, guardado por escrito e com fotos o que a memoria nem sempre consegue segurar…Parabéns e obrigada por compartilhar!

  52. Nossa…..confesso que olhei varios posts seus hoje quando descobri seu blog, mas esse me fez comentar. Depois de chorar lendo seu relato e vendo o video do parto, nao tem como comentar. Voce é muito guerreira menina. Estou planejando meu primeiro filho para ano que vem, e como sou mega anciosa estou pesquisando e seguindo blogs e canais sobre primeira gravidez. Em meio a tantos que estou lendo achei o seu. E depois deesse relato cheeeio de amor, nao consigo mais mudar de ideia. Quero parto normal. Ja havia decidido, mas fico buscando todos os relatos possiveis pra se tudo correr bem eu tambem ter meu parto normal. É a coisa mais linda do mundo, a dor que se transforma em amor , sem explicação. Demais de lindo. PArabens linda… Todo sucesso…

    Bjos e seu blog virou minha leitura diaria na busca do sonho de me tornar mae. Quero estar preparada na melhor forma possivel.

    Bjos querida.

  53. Me emocionei muito,meus olhos ficaram marejados, fiquei arrepiada… confesso que senti medo a cada relato de dor, mas ao mesmo tempo concordo, é dor de vida. Me inspirou mais ainda pois o nome que planejo a anos dar a minha filha é Melanie… Também desejo parto normal, e sempre quis saber como era realmente, cada passo, cada detalhe, e não como ouvimos simplesmente: “Ihhhh dói de mais!!!”
    Obrigada

  54. Michelle parabéns e obrigada por este relato tão fiel e detalhado. Acompanho seu blog desde que começamos a planejar nosso bebê, através da indicação de uma amiga que já é mamãe! Agora que estamos esperando nosso milagre, tenho sentido medo do parto e ler tudo isso me emocionou muito (chorei horrores), pois apesar de toda dor sim, você transmitiu exatamente, como este acaba por ser o momento mais lindo de nossas vidas! Muito amor! Obrigada!

  55. Tudo muito lindo amei o relato, mais preciso perguntar porque você não quis que o Leo fosse aspirado, não ter colírio aplicado nos olhos nem banho tomado??

    Parabéns, sua família é linda :-)

  56. Tudo muito lindo amei o relato, mais preciso perguntar porque você não quis que o Leo fosse aspirado, não ter colírio aplicado nos olhos nem banho tomado??

  57. Mto, mto, mto lindo! Tudo que eu sonho para meu parto! Estou com 11 semanas e quero mto um parto natural, humanizado!
    Parabens pela sua força e determinação!
    Tudo de lindo para vcs!

  58. Lindo, lindo, lindo…chorei tanto aqui lendo e vendo as fotos! Meu primeiro filho foi cesárea, mas quero muito sentir tudo isso no próximo! Obrigada por me inspirar….Desejo muita saúde e paz pra vocês !

  59. Olá Michele,
    Fiquei muito emocionada com o seu relato. É muito inspirador saber que você teve uma parto tão bonito em épocas de tanta violência. Felicidades à você e sua linda família.
    Obrigada

  60. Michelle parabéns por ter parido de forma natural. A dor beira o insuportável, mas parto normal ou natural são muito importantes para mãe e bebê. Cesária é algo triste demais.

    Não sabia que aqui em Curitiba, e na Mat. CTBA faziam parto natural sem intervenção , humanizado.

    Não sou muito a favor de não aspirar e dar banho ao recém nascido. Mas sou muito a favor do parto normal ou natural humanizado.

    Você pelas imagens mora em um belo casarão hein, que inveja rs. E sua filha mel é muito bonitinha.

    Saúde a família em especial a Mel a o Leonardo.

  61. Muito lindo! Descobri seu blog esta semana e já chorei um monte ao ler este relato. Estou de 29 semanas e comecei a pesquisar só agora sobre partos, quero muito ter natural e sua história é uma inspiração pra mim! Bjo!

  62. Prima, parto natural é a coisa mais linda que já vi. Antes desse que você postou, já tinha visto um. Emocionante e lindo. Sem violência obstétrica, que tantas mães -e filhos- sofrem. Sem cortes, sem pontos, sem traumas. Ser mãe da forma mais linda possível. Que sua gestação e seu parto sejam tranquilos, como deveria ser sempre.. Beijos!

  63. Simplesmente Lindo! Cada detalhe de riqueza… Pude compreender e sentir cada sensação durante a leitura… Ansiedade… Medo… Dores… e o Choro…. Felicidades. Tive um PN e estou a caminho do segundo se Deus quiser!

  64. nunca li um relato tão lindo e com tantos detalhes maravilhosos. parabens, muita saude e felicidades…
    e olha que sou leitora assídua de relatos de parto, mas igual a esse, não havia visto não. muito lindo

  65. Parabéns Michelle.. Li todo seu relato ao som de Paciência, impossível não chorar. Tenho 22 anos e dois filhos lindos que vieram ao mundo pelo parto natural, no seu relato vivi de novo tudo que senti nos dois dias mais importantes da minha vida! Comecei a seguir seu blog tem pouco mais de uma semana, mas estou amando!! Parabéns de novo… lindo, emocionante e cheio de amor.

  66. Michelle seu relato é extremamente emocionante e espero que ele sirva de inspiração para muitas mamães que, assim como eu, estão esperando um baby. A “dor de vida” não é algo que eu queira enfrentar, mas acredito que passarei por outras tantas “dores” ao longo da vida de meu filho, não é verdade? Forte abraço e obrigada pelo blog tão completo e cheio de dicas imprescindíveis à nossa sobrevivência materna.

  67. Chorei rios. Que lindo relato, que lindo parto, que linda família o Leonardo veio completar! Demais mesmo.

    Achei o registro fotográfico uma perfeição sem fim. Nada escapou das câmeras. Nunca imaginei um acompanhamento fotográfico tão perfeito de um parto natural.

    E parabéns também ao marido por todo apoio, suporte, coragem que muitos homens não têm!

    Beijo grande na família toda

  68. Michele, obrigada por dispor de seu tempo e vivências pra escrever, pois acaba ajudando outras mães.

    Sempre tive a certeza que teria parto cesárea porque tenho “medo” de sentir dor. De uns tempos pra cá comecei a me questionar e achei que meu sentimento era egoísta.

    Estou com 15 semanas e já me sinto mãe. Quando engravidei caí na real de que não poderia mais pensar só em mim… se tiver que lutar contra a dor que Deus me ajude e me dê forças pra que meu filho venha ao mundo sem o mínimo de intervenções possíveis.

    Parabéns pelo site.

    Parabéns pela força e pelos filhos lindos.

    Bj

  69. me perdoe, mas sua descrição do parto foi tão perfeito que me sentir dando a luz no seu lugar, esse momento hoje não é mas só seu e de todas suas leituras, nunca li nada tão forte, tão verdadeiro, lindo, lindo, sou sua fà de agora em diante.

  70. Meu Deus! Resolvi ler tudo durante a minha hora de almoço no trabalho… Sinceramente está muito difícil conter as lágrimas!!! Estou grávida de 32 semanas da nossa Giovanna, e agora to na fase de ter calafrios por saber que falta tão pouco pra ela chegar, se vou conseguir sem uma boa mãe, se vou dar conta de tudo que ela vai precisar de mim…. Ai me deparo com relato desses… Não consigo nem escrever direito de tanta emoção, infelizmente não terei um parto natural como o seu, espero ter um parto normal, mas ao ler a sua história percebi que não sou só eu que tenho medos nesse momento tão extraordinário das nossas vidas!!! É um sonho se concretizando em pouco tempo! Michelle, muito obrigado por dividir esse momento conosco, tenha certeza que ele me emocionou e acalmou (ao menos um pouquinho). Felicidades pra sua família linda!

  71. Nossa…mto lindo….impossível não se emocionar!!! Tb chorei muito.
    To grávida de 15 semanas então endo pesquisando bastante sobre tudo. Admiro sua coragem, não sei se consigo mas é simplesmente lindo! Vou ler mais sobre doulas.
    Parabéns!
    beijos
    Mariana

  72. Chorei tanto! mandei para o meu marido ler..
    ainda não bati martelo sobre o parto, pois meu marido viaja muito e não quero correr o risco do bebê nascer sem a presença dele: nosso primeiro filho.

    mas tanto eu quanto ele queremos parto normal. Nesse caso, ainda penso muito na analgesia.

    que Deus nos abençoe a todos.

    beijo!

  73. É da vida, é amor, é um filho…. Tão perfeito o amor de Deus com seus filhos,tão lindo e maravilhoso tudo que ele faz, a capacidade de uma mãe gerar e der seu bebê lindamente. Choro pelas maravilhosas do Senhor.

  74. Bom… o que falar dessa linda jornada de amor? vc me fez derramar lágrimas, senti arrepios e embarquei nesse momento tão lindo com vc! me senti como se eu estivesse ao teu lado no hospital! Logo serei eu, dando a luz ao meu lindo bebê… ao meu primo filho … ou filha, logo descubro! rs, Espero ser forte e corajosa assim como vc foi.. e é! rs, é meu desejo fazer com que ele (a) venha no momento certo, quero dar a luz .. parto normal! que ato mais lindo, Digno! é dor de vida… é dor de vida…! rs, quando eu estiver sentindo o mesmo que vc sentiu, irei lembrar da sua história! contei para o meu marido, impossível não chorar, pelo menos eu.. que serei mãe! <3
    Que Deus abençõe vocês… familia linda e sempre unida..!

    um grande beijo com muito carinho <3

  75. Que lindo ! Me emocionei muito com seu relato , voce escreve tão bem que nos faz embarcar junto com voce. Parabens pelo parto, esse momento tão magico e lindo, e pelo blog! Ja viciei

  76. Impossível conter as lágrimas depois deste lindo relato.
    Parabéns pela força e coragem! Que a vida do Léo seja repleta de sorrisos sinceros, abraços apertados e muito amor.

    Felicidades para você e sua família!

  77. Olá, bom dia. Lí todo o relato do seu parto. Parabéns. Minha filha acompanhou um pouco da leitura, rsss. Ela ficou impressionada e saiu contando pras tias que o bebe havia nascido na água rssss. Eu li seu post para me inspirar a fazer o relato do meu. Mesmo passando por violência em meu parto ele não deixou de ter a sua beleza. Mas relatar um parto tem que ser feito como foi. Estou me preparando a mais de ano para fazer esse relato rsss. Mas me sinto segura agora para escrever.
    Grata por compartilhar conosco esse momento tão íntimo da sua família.

  78. Não deveria ter lido isso no trabalho!!! Estou com os olhos cheios de lágrimas! Meu primeiro parto foi cesárea porque não tinha dilatação, bolsa não rompeu, enfim, não entrei em trabalho de parto e a médica me assustava quando dizia que queira esperar mais (estava na 41ª semana). Estou grávida do segundo e muito desejosa de um parto normal.
    Seu relato foi encorajador, porque mostrou toda a realizada, a dor e alegria, a dor e a emoção…

  79. Nossa, que relato lindo! Me emocionei bastante, meu pequeno está a caminho e você me ajudou a imaginar como será essa experiência, muito obrigada por compartilhar!

  80. Pela primeira vez eu choro num relato de parto. E a trilha sonora perfeita, que isso. Eu estou falando com uma doula nesse exato momento, pq eu quero viver essa experiencia como voce! É lindo, foi lindo e vai ser lindo….

  81. Amei seu relato!! Cheio de detalhes e cheio de sentimento. Estou em minha segunda gestação, 31 semanas. Já tenho meu milagrinho Miguel, e agora quem está chegando é meu caçulinha Joaquim. A diferença de idade entre elas será de apenas 1 ano e 9 meses…rsrs…ai meu Deus!!! O nascimento do Miguel foi por cesárea, apesar de termos tentado uma noite inteira (da meia noite, até as 10h da manhã seguinte) um parto normal. Tive dilatação excelente (cheguei a 9), contrações excelentes, mas o Miguel não passava do osso da púbis, e então, decidimos partir para a cesárea, afinal, eu tinha muitoooo medo da fórceps. Agora, novamente eu quero tentar o parto normal, minha médica disse que se estiver tudo bem no pré-natal, poderemos sim tentar novamente. Porém, não farei o parto com ela, e sim com o plantonista (tempos de crise), e me angustia a possibilidade de não ter minha vontade respeitada, já que eles podem dizer que não tentarão o parto normal em virtude de uma cesárea prévia. E ao mesmo tempo, caso eles respeitem minha vontade, tenho medo de acontecer algo, de não cuidarem de nós direito, de terem pressa e não perceberem algum risco que por ventura esteja correndo por conta da cesárea prévia…rsrsr…sei que é confuso, mas é assim que me sinto.

  82. oioi! Preciso te dizer que estou seguindo seu blog e sempre que tenho qualquer dúvida venho aqui para ver se tem algo a respeito. Me deparei com essa postagem aqui e li o primeiro parágrafo. Como nele diz que é longo, deixei para ler em outro momento, sem pressa, mas me bateu uma curiosidade e fui descendo e vendo as fotos. Chorei apenas em ver suas fotos.
    Vou me preparar para a leitura, que farei em breve.
    Parabéns por toda a sua virtude. Saiba que você é uma grande inspiradora.
    Estou de 28 semanas da minha primeira filha.
    Aproveito e te desejo UM FELIZ DIA DAS MÃES. Você desempenha esse papel brilhantemente!
    Obrigada.

  83. Nossa! Emocionante do inicio ao fim!
    Consegui sentir o que tu descreveu em cada linha… até fiquei braba que teu marido dormiu no trabalho de parto kkkk…. e consegui ouvir a musica que tu escutava quando o Leo nasceu!
    Simplesmente demais!

    Atenciosamente, Mãe de primeira viagem Lúcia Brito. (12 semanas)

  84. Gente, que coisa mais linda ! Quanto sentimento Mi. Estou de 20 semanas, do meu primeiro valente ! Inspirador seu relato, simplesmente lindo, não dá pra segurar as lágrimas…..

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