02 maio 2012

Nutrição: a alimentação durante a gravidez

Que maravilhoso ter a graça de conceber um filho!

Nessa fase onde descobrimos a gravidez vamos acostumando e nos apaixonando a cada dia, hora, minuto e por fim esse pequeno ser nos conquista de tal forma que acabamos por pensar nele segundo a segundo e ainda conseguem extrair de nós o melhor que temos a oferecer, o nosso Amor.

Tudo começa com uma pequena ansiedade de ver a barriguinha crescer, depois nos deparamos com comentários assim: “Nossa como você está linda!” Depois disso começam todas as atenções para essa criança que vem com toda a força para fazer a diferença em nossa vida.

Sim! Faz diferença. Começam as perguntas… O que eu posso comer e beber? Qual a atividade física que posso fazer? Posso dirigir? E assim vai com uma infinidade de perguntas…

Não estamos doentes, estamos no melhor momento de nossas vidas onde tudo se potencializa, sabores, aromas, intuição, coragem, amor, emoções…

A nossa conversa é sobre nutrição, então vamos descobrir um pouco do que podemos comer nessa fase tão linda e na próxima matéria falaremos sobre amamentação.

Para cuidar bem de uma criança primeiramente teremos que nos cuidar, então será necessário de um aporte adicional de energia, proteínas, vitaminas e minerais. A maioria das mulheres precisam adicionar aproximadamente 300 calorias a sua alimentação diária para manter um crescimento fetal saudável, principalmente nos últimos dois trimestres.

Se alimente com frutas cítricas, verduras escuras, legumes, grãos integrais e fibras fortificadas por conterem ácido fólico. O acido fólico ajuda a prevenir defeitos congênitos, principalmente os que envolvem o cérebro e a medula espinhal.

Consuma derivados de leite, sardinha (com espinha), salmão, bebidas a base de soja ou arroz fortificado, tofu, amêndoas, couve, acelga, feijão, brócolis… por conter alto teor de cálcio.

Carne magra, aves, peixes, feijões, lentilha e ovos por conterem proteína e ferro. A necessidade de ferro praticamente dobra durante a gravidez, isso porque o volume de sangue da mulher dobra e o feto precisa armazenar ferro para usar durante os primeiros meses de vida. Lembre-se que o ferro é assimilado pelo organismo na presença de vitamina C (ex. suco de limão).

Tome cuidado com alimentos gordurosos, sobremesas com muito açúcar e com café e outras bebidas que contém cafeína. Sobre a cafeína foi descoberto em um estudo recente que existe maior risco de aborto espontâneo e bebês nascerem com baixo peso para as mulheres grávidas que consomem mais de 150mg de cafeína por dia. Para ter uma ideia, em uma xícara (150 ml) de infusão de café pode conter em média 60 a 150mg de cafeína, já de café instantâneo 100mg. Uma xícara de chá pode conter em média 20 a 50mg de cafeína, e 360 ml de refrigerante a base de cola por volta de 50mg.

Evite álcool, fumo e qualquer remédio, exceto os receitados pelo seu médico.

Os enjoos matinais, apesar do nome, podem ocorrer a qualquer hora do dia e em geral desaparecem depois dos três primeiros meses de gravidez. Para melhorar a sensação de náuseas e diminuir os vômitos, experimente comer cereais, biscoitos ou torradas secas antes de sair da cama. Faça diversas e pequenas refeições durante o dia e evite alimentos gordurosos, fritos e condimentados. Para aliviar a náusea mastigue ou chupe gengibre cristalizado.

Para finalizar, estar grávida não significa que você tem que comer por dois. Entretanto, uma alimentação bem balanceada composta por alimentos nutritivos ajudará o bebê a começar bem a vida.

Fonte: Alimentos saudáveis, alimentos perigosos: guia prático para uma alimentação rica e saudável. RJ. Reader’s Digest Association,Inc. (totalnutrition.com)

4 comentários no blog

  1. Beatriz em

    Meninas, não sei se não consegui encontrar ou realmente não tem por aqui, mas a pouco tempo (e porque não dizer neste fim de semana), fiquei sabendo, por acaso, que não é recomendado dar mel para bebês com menos de 1 ano.
    Pode ser ignorância da minha parte, mas eu realmente não sabia disso, e fiquei sabendo pela minha cunhada que tem um baby de 6 meses.
    O mal se dá por uma bacteria encontrada no mel, chamada Clostridum Botulinum, e desenvolve a doença chamada Botulismo.
    Não sei se vocês sabiam disso, mas como não encontrei nada relacionado aqui, acho legal a divulgação. Assim como eu com certeza existe mais alguém que não saiba, e é melhor previnir né.

    Bom, fica a sugestão.

    =)

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    1. Camila Silva respondeu Beatriz em

      Beatriz, realmente o mel não é indicado para crianças menores de 2 anos pelo perigo do Botulismo! Eu fiquei sabendo disso quando Olívia tinha uns 3 meses e a pediatra dela que me avisou durante uma consulta. Me proibiu de por Mel na mamadeira para adoçar chá e afins. Só que a informação que ela me passou foi que não era para dar até os 2 anos de idade.
      Vamos pesquisar mais a fundo isso e preparar algo sobre isso para postar.
      Obrigada pela dica! :)

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  2. Beatriz em

    Oi Camila.

    É…neste caso, quanto mais tempo mantivermos nossos pequenos longe de qualquer coisa que prejudique a saúde deles, melhor. Mas juro que fiquei surpresa, pois jamais me passou pela cabeça que o mel, com todos os seus atributos, tivesse “idade mínima” de consumo.
    Vivendo e aprendendo né, rs.

    Beijos.

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    1. Camila Silva respondeu Beatriz em

      Pois é! ainda mais porque antigamente não tinha nada disso né? Eu fui criada com Mel nos chás de gripe desde neném! hehe

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