28 jul 2013

Intenção, verbalização e ação

Para que haja eficácia no processo de educação dos filhos faz-se necessário empreender três  forças: a intenção, a verbalização e a ação.

Não basta apenas ter uma boa intenção para poder educar. Uma boa intenção sem ser verbalizada, não passa de boa intenção. Uma verbalização desprovida de convicção, é moralismo, e uma ação sem ser imbuída de convicção e sem ser verbalizada, é um ação mecânica, portanto, sem eficácia. Para que haja uma verdadeira ação educativa, estas três forças devem funcionar como engrenagem, ou seja, em plena harmonia.

Alguns pais que falam muito e agem pouco, outros são desprovidos de convicção a respeito do que falam, e outros agem sem informar a criança sobre os porquês de suas ações, tornando-as mecânicas e autoritárias. E desta forma, vivem em constantes conflitos com os filhos, se estressando e os estressando também.

Por outro lado, conheço pais que utilizam muito bem esta engrenagem, sendo assim bem sucedidos na educação de seus filhos.

Como você pode fazer uso dessas três ferramentas? 

1. Deixe claro para todos os princípios que irão nortear os rumos da família, de acordo aos seus valores, e determine as regras que estabelecerão os limites para que ela se desenvolva e cresça num clima de  harmonia e respeito. É a certeza e a convicção de que estará fazendo a coisa certa, que garantirá o sucesso do passo adiante. (intenção).

2. Todos os membros da família deverão ser informados quanto aos princípios que darão origem às regras que deverão ser cumpridas, estabelecendo assim limites para os comportamentos. Cabe aos pais ficarem vigilantes e alertas, informando sempre, sobre as iniciativas e decisões tomadas. (verbalização).

3. Estabeleça um plano de ação de acordo aos itens 1 e 2 , fazendo uso de um método de correção adequado, para quando as regras não forem cumpridas. Este método deve ser aplicado de comum acordo entre os pais, se a família for assim constituída, para que haja o reconhecimento da autoridade de ambos, pelos filhos. (ação).

Como proceder diante de uma regra quebrada, ou uma ação inadequada?

Toda ação tem uma reação, é a lei da causa e efeito, portanto, a consequência de uma regra quebrada é perder algo.

Por exemplo: a criança está brincando com os amigos e bate em um deles para conseguir algo. Nesse momento ela deve ser retirado da brincadeira e ficar contida, ou seja, sem movimento, o que não significa ser colocada de castigo, e sim, ajudada a assumir a consequência de seu ato, para que desenvolva responsabilidade. É a oportunidade que lhe é oferecida para aprender e começar a ter discernimento entre o que pode e o que não pode fazer, entre o que é certo e o que é errado, conceitos estes que só aprende de maneira concreta e vivencial, nunca por conceitos abstratos ou por raciocínios lógicos. É oportunidade também de fazer a escolha entre respeitar o amigo ou ficar sem brincar por alguns minutos. Nesse momento é pouca fala e mais ação, com o cuidado para não usar represálias ou descarga emocional. É a ação firme e determinada que a ajudará a mudar e ter uma ação correta. Este processo deverá ser repetido quantas vezes forem necessárias. Jamais ignore uma ação inadequada da criança, é preciso corrigí-la para que a permissividade não gere agressividade e  prepotência.

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