06 fev 2013

Escola, creche ou babá: Optando pela creche pública (parte 2)

assinatura_colaboradora_Amanda

 

“A Gabi entrou na creche com um ano e meio, mas a nossa história com a EMEI Siloé (Escola Municipal de Educação Infantil Siloé Rocha Bordignon) começou bem antes.

A EMEI Siloé é uma creche mantida por uma ONG (SAMI – Sociedade de Auxilio a Maternidade e à Infância) com ajuda da prefeitura. Ela é muito conceituada na cidade e também muito procurada por ser no centro.

Quando eu engravidei a ideia era ficar com a Gabi quando ela nascesse e cursar a faculdade à noite. Mas eu consegui um estágio quando ainda estava grávida e um mês depois o Paulo foi demitido e passou a trabalhar no turno da noite. Mesmo assim, fiz a matricula e fiquei esperando nos chamarem. Como nossos horários eram tranquilos, a Gabriela ficou até um ano e seis meses com o pai durante o dia e comigo à noite. No mês que ela completou os 18 meses, me ligaram que havia uma vaga.

Ela entrou no Berçário e lá ficou até os dois anos. Depois, foi para o Maternal A até os 3 anos, seguido do Maternal B e agora, com quatro anos, iniciará o Pré A.

Uma das coisas que eu mais gosto da creche é a questão da alimentação, elaborada por nutricionistas. É proibido levar qualquer lanche, tudo é fornecido pela escola, para impedir que sejam consumidos salgadinhos, doces e refrigerantes.

Além disso, as crianças fazem 5 refeições por dia (café da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar, às cinco da tarde, antes de ir embora). Os lanches sempre têm fruta, as bebidas são suco, água e café com leite (de manhã) e no almoço e no jantar sempre tem salada e vários legumes. Lógico que no dia das crianças tem bolo de chocolate e pirulito, mas isso não é rotina, o que casa muito bem com a rotina alimentar da nossa casa.

As atividades são muito lúdicas, elas usam muitos materiais recicláveis, e cada mês existe um tema a ser seguido. No último ano deram ênfase nas letras e números, e os trabalhos que vieram para casa eram um mais lindo que o outro.

Logicamente a creche tem pontos não muito positivos, como a utilização da TV com desenhos quando o tempo não colabora para idas às áreas externas e à pracinha, que tem o chão de cimento (e já gerou ralados na minha pequena estabanada) e brinquedos antigos.

Mesmo com esses pontos, o saldo da escola para nós é positivo, principalmente porque respeita as crianças e a infância delas, não abreviando nenhuma fase.

Todas as professoras gostam muito das crianças e cuidam muito bem delas, o que me deixa muito segura de deixar a Gabi lá.”

11 comentários no blog

  1. Shirley - Macetes de Mãe em

    Bom saber que ainda há lugares bons e de confiança que são públicos. Fico muito feliz!

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    1. Michelle Amorim respondeu Shirley - Macetes de Mãe em

      Verdade Shirley!

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  2. Amanda em

    Michelle adorei!! E ainda vou fazer um PS. Essa semana teve reunião e foi entregue a lista de material, super sucinta e com coisas que realmente vão ser usadas, tive certeza de que a escola é bem como eu queria.
    Na reunião também teve uma noticia super legal, de que esse ano os pais vão ser convidados a fazer uma refeição na escola junto com os filhos, para podermos incentiva-los a comer coisas saudáveis. Achei uma iniciativa super boa!
    Beijos!

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    1. Michelle Amorim respondeu Amanda em

      Que bacana Amanda!

      Novamente, obrigada pela colaboração! :)

      Bjo

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  3. Cristiane em

    Ah! Querida um consolo ver vc relatando sobre a creche pública, pq poucos falam disto. Tb inscrevi meu filhote, mas ele tá fila de espera. Fico mt balançada, mas coloquei na minha cabeça que precisamos ao menos fazer uma adaptação, espero ter experiências boas qd Joseph for chamado, bjs
    AMei o post.
    http://cphilene.wordpress.com

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    1. Michelle Amorim respondeu Cristiane em

      Temos que falar de todas as opções não é? :)

      Bjo

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  4. Carla em

    Esclarecendo uma coisa antes, não chama mais de creche, e si CMEI, pois a creche tinha somente o intuito de cuidar das crianças, e hj os Cmeis trabalham com a parte pedagógica, sem falar q tem q ser profissionais da área educacional…
    Espero q um dia as pessoas deixem de falar creche e comecem a chamar de CMEI, não sei pra vcs, mas pra mim creche soa muito perjorativo…
    Bjs

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    1. Michelle Amorim respondeu Carla em

      Carla, a maioria das pessoas chama de creche ainda! E cada lugar chama de um jeito, CMEI, EMEI, ficaria bem difícil eu classificar um título para o post assim.

      Mas o intuito é exatamente esse: mostrar que as “creches” mudaram e tirar aquela imagem que as pessoas tinham (tem) de que é lugar só pra deixar as crianças. Agora é lugar de educação também.

      Bjo

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  5. Carla em

    O Cmei q minha filha freqüenta sou fã deles, super atenciosos, as vezes é melhor uma pública q particular, pq tem uma maior fiscalização por parte do órgão público, mas o maior problema é a fila de es

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  6. Carla em

    É a fila de espera, mas eu tenho uma dica pra acelerar o processo, com a minha filha foi assim, fui ao conselho tutelar e depois na promotoria para pedir vaga, dai saiu rapidinho, se eu não tivesse feito isso teria esperado 1 ano, que foi o tempo q saiu a vaga de outro Cmei q fiz inscrição…
    Bjs

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  7. Alice em

    Adorei o post,muito legal saber que alguma coisa pública é de qualidade.Alguém sabe se poder pedir a vaga ainda estando grávida?

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