06 fev 2013

Escola, creche ou babá: Optando pela creche pública (parte 1)

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“Desde sempre a ideia era colocar a Beatriz na creche depois dos dois anos. Diante do que acredito, acho fundamentais esses primeiros anos junto com a mãe ou a família. Sendo assim, quando a Beatriz completou dois anos começamos a pensar sobre o assunto.

Comecei a procurar uma escola, sem compromisso, se por acaso não me sentisse bem de primeira esperaria mais um ano. Estar segura sobre a decisão é muito importante.

A primeira coisa que fiz foi pensar O QUE EU QUERIA e o que eu NÃO QUERIA em uma escolinha.

Tinha de ser próxima de casa por questões práticas de transporte, gostaria de uma escolinha com muita área verde, grama, terra, brinquedos na área externa. Gostaria de uma escola ampla, onde só fosse educação infantil, onde as salas fossem grandes e arejadas. Onde a televisão fosse pouco usada ou jamais usada dentro da sala de aula. Onde eu pudesse conversar abertamente com quem cuida da minha filha, fosse na porta da escola ou por telefone. Era essencial que tivesse uma nutricionista e uma alimentação adequada dentro da creche, que a limpeza fosse ótima e que a estrutura estivesse em bom estado.

Com isso em mente fui a procura. Visitei todas próximas de casa.

As particulares a média de mensalidade era mínimo R$400 e máximo R$1000, isso no meu bairro, que não é um bairro nobre, nem próximo ao centro, nada disso. Claro que alimentação era pago a parte e até o ar que a criança respirava era cobrado. O que mais me deixava desanimada era que TODAS as que visitei tinham televisão na sala e em todas as vezes que fui as crianças estavam assistindo.

Então comecei a ver as creches públicas.

Existem várias no meu bairro e fui uma a uma: uma era minúscula e tinha o aspecto de estar sempre suja. A outra era enorme e ampla, mas já na secretaria me trataram mal, e bom… se me tratam assim, imagina minha filha como iriam tratar não é mesmo?

Até que encontrei uma em um outro bairro.

Linda, enorme, cheia de árvores, brinquedos de madeira e segura! Quando vi por dentro, me apaixonei. Todas as salas eram enormes, todas com uma segunda porta que dava para a área externa da escola, todo o cardápio exposto nos corredores para as mães verem o que seus filhos comem ou deixam de comer, tudo muito limpo e organizado.

A sala que a Beatriz iria ficar tinha televisão. Mas que era usada apenas em dias chuvosos onde não havia outra opção de lazer. Havia também uma sala de vídeo, onde uma vez por semana as crianças assistiriam durante 30 minutos, achei aceitável.

Tinha biblioteca, onde as crianças pegavam um livro por semana e trazia para a casa. Seriam 7 pessoas ( 1 professora 6 monitoras) por sala, sendo que a média de alunos era 25 alunos. A sala era ENORME.

A alimentação também era um fator muito importante, e lá era servido: café da manhã (08h00), lanche (09h30), almoço (11h30), lanche da tarde (14h30), jantar (16h30) e ceia (17h00).

Um exemplo de cardápio: Café da manhã: pão tipo bisnaga com manteiga, leite (pode ser leite de soja) ou suco. Lanche: fruta. Almoço: arroz, feijão, alguma salada, algum legume, e frango (ou carne de boi). Lanche da tarde: = café da manhã. Jantar: sopa ou canja. Ceia: copo de leite e/ou fruta.

Pronto, escolhi.

O processo basicamente foi colocar o nome da Beatriz em uma lista de espera e torcer. Geralmente alguns casos têm preferência, quem mora no bairro da escola, mães solteiras, mães que trabalham fora. Eu não me enquadrava em nenhuma dessas. Porém, a Beatriz foi chamada na primeira lista.

A adaptação não foi tão simples, mas eu tive muito apoio principalmente dos funcionários da creche, que sempre estavam por perto para explicar o que fosse necessário.

Se vale de dica, peça ajuda para alguém. Os filhos são muito apegados com as mães, e quando precisei que minha tia ficasse com essa questão para mim, a Beatriz se adaptou muito mais rápido.

Beatriz ficou o ano de 2012 inteiro estudando lá, tivemos apresentações, festas, reuniões, passeios e nunca tive do que reclamar. Durante os primeiros 6 meses levei a Beatriz a pé para a creche, por ser em outro bairro era uma caminhada considerável, e depois encontramos um transporte escolar para levá-la, o custo benefício vale a pena!

Agora nesse ano a Beatriz entra no agrupamento III, o que significa que em mudanças práticas ela fará lição, terá lição de casa, não tirará mais soneca na creche e terá muitas outras atividades.

Hoje o que sinto é que fiz a escolha certa na hora certa. E estamos felizes assim.”

Obs: Você pode ler todos os textos escritos pela Isabela sobre a adaptação da Beatriz na creche aqui.

5 comentários no blog

  1. Telma Teixeira em

    Assim como a Isabela, as minhas gêmeas estudam em creche publica. Antes de colocá-las lá elas ficavam em escola particular e fiquei muito indecisa se trocaria ou não. A creche que chamou as meninas é considerada uma das melhores que tem no bairro, é referência e depois soube que as mães brigam para conseguir vaga lá. Após decidirmos colocá-las na creche chorei muito e fiquei com medo de me arrepender. Fizemos 1 dia de adaptação e elas simplesmente adoraram, na época estavam com 01 ano e 04 meses. O local tem bastante espaço para brincadeiras, parque, área verde, sala de TV e brinquedos, refeitório entre outros. As refeições são balanceadas e acompanhadas por uma nutricionista. Enfim, não me arrependi em nenhum momento de ter trocado elas de escola, estamos muito felizes. Ah, se interessar, o nome da creche é CEI Coração de Maria – Santa Cecília – SP.

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  2. Michelle Amorim em

    Mais uma vez obrigada à Isabela pela colaboração!

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  3. Nara em

    Meu filho está numa CEI direta da prefeitura há um ano e não tenho nada a reclamar, aliás só a agradecer o acolhimento, carinho e zelo que tem ao cuidar das crianças. Confesso que o processo de adaptação não foi fácil pois o Heitor mamou exclusivamente no peito até os seis meses e aos sete creche! Mas passou…e hoje tenho confiança ao deixá-lo e saber que será muito bem cuidado. O Nome da creche é Jacarandá e fica em Itaquera- SP

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  4. tatiane em

    realmente a tem mta creche publica boa e mtas ruins por isso que tem que escolhe a melhor porem muitas vzs nao temos escolhas , a prefeitura demorar uma eternidade p chamar , creche particular tbm tem boas e ruins , e o preço nao ajuda acredito q a particular so tem um diferencial tem mas atencaoo sô isso , por q de restoo e a msm coisa ou ate melhorrt

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  5. Carol Peres em

    Amei essa matéria e irei acompanhar seu blog.
    Minha filha tem 2 anos e estou procurando uma creche para ela e confesso que já fui em 3 escolinhas particulares (faixa de 800,00 a 1.500,00) e ainda não gostei de nenhuma e ao ler esta matéria me animei a procurar Creches públicas. Moro em Sp no bairro saúde.

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