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Ensinando a acreditar (em você mesmo e no outro)

Há alguns dias atrás estávamos eu e Melanie sentadas no sofá, tagarelando enquanto assistíamos um filme juntas. Num certo momento, ela se levantou e subiu para o seu quarto. Voltou pouco depois, com cara de poucos amigos e uma correntinha que ela gosta muito nas mãos. “Mamãe, olha só o que aconteceu! meu colarzinho estragou, deu um monte de nó!” – e fez aquela carinha de tristeza sem fim. Ela sentou ao meu lado novamente e ficamos ali, assistindo o filme e, ao mesmo tempo, tentando arrumar a correntinha.

Depois de alguns minutos, eu disse que não estava conseguindo desfazer os nós e que provavelmente ela não poderia mais usá-la. Ela, então, chegou mais pertinho, segurou a minha mão bem apertado, olhou bem dentro dos meus olhos e disse, cheia de serenidade: “você consegue mamãe. encontre a força dentro do seu coração”. Não sei o que me chamou mais a atenção: a frase em si ou a naturalidade com que ela disse isso, como se fosse algo corriqueiro na vida dela.

Nessa hora, confesso para vocês que meu mundo parou um pouquinho. Não sei dizer por quanto tempo, mas o suficiente para que várias situações que já passei na minha vida, se apresentassem diante dos meus olhos outra vez.

Lembrei de quantas vezes fui desmotivada a tentar algo, desde criança. Lembrei de quantas vezes ouvi, depois de adulta, de pessoas que deveriam me amar e torcer por mim, que eu não seria capaz. Lembrei de quantas vezes desisti de realizar algo que eu gostaria muito, por falta de apoio e de incentivo. Lembrei de quantas vezes ouvi que eu não conseguiria fazer alguma coisa, porque eu era menina, mulher. Que não precisava, porque, alguém (um homem), faria por mim.

Entre muitas coisas, lembrei da época em que eu amava jogar basquete com minhas amigas e tivemos vontade de, em dupla, participar de um campeonato no colégio, onde todos os participantes eram meninos. Lembrei da cara de descrença e de todas as frases humilhantes que ouvimos quando souberam da nossa inscrição e que seríamos as únicas meninas que teriam a “ousadia” de participar. Lembrei também da adrenalina pré jogo e do quanto nós duas nos saímos bem. Lembrei da cara de espanto a cada cesta de três pontos que eu acertava ou a cada bandeja perfeita que minha amiga fazia. Lembrei do suor escorrendo na testa, do boné verde do Charlotte Hornets virado para trás, apertando a minha cabeça. Lembrei que nós vencemos aquele jogo. Lembrei do aperto de mão e do semblante de respeito dos nossos adversários, recém derrotados por duas meninas.

Lembrei de todos os momentos durante a minha infância e adolescência, em que me faltou incentivo para acreditar em mim mesma. Lembrei do quanto fui preparada – mesmo que inconscientemente – para que eu me tornasse boa mãe, esposa e dona de casa. Uma reprodução dos padrões nos quais meus pais foram criados (homem o provedor, mulher a mãe e dona de casa). E também me lembrei das lacunas não preenchidas com as orientações para que eu me tornasse uma profissional competente e uma mulher questionadora e independente. Lembrei que precisei desconstruir muitas coisas, inclusive a menina perfeita que meus pais idealizaram que eu seria. Precisei bater de frente e andar com minhas próprias pernas – tendo como resultado um afastamento das pessoas que eu mais amava e precisava, na época. As mesmas que deveriam me amar e permitir que eu fosse quem eu era. E lembrei que não deveria ter sido assim.

Lembrei de quando finalmente, aos vinte e quatro anos, tive vontade de aprender a dirigir e tirar a minha habilitação. Lembrei do ar de desaprovação do meu pai e de ter ouvido “que eu não precisava saber dirigir, que era besteira porque tinha quem me levasse onde eu quisesse ir”. Lembrei do ar de desdém do meu ex marido (sim, já fui casada antes e me separei em 2007. dois meses depois, conheci Alexandre) dizendo que “não era fácil aprender a dirigir, que não era preciso gastar aquele dinheiro com isso”, afinal, para que mais uma mulher com o poder de ir e vir nesse mundo, não é? Lembrei então do quão pra baixo eu me senti quando reprovei no primeiro teste. E no segundo. E, depois, no terceiro. Lembrei que não tive o mínimo de apoio ou incentivo, nem uma palavra, a não ser a clássica e idiota frase “eu avisei que você não iria conseguir”. Por fim, lembrei que nem assim eu desisti. E que esse ano completei dez anos habilitada e sem ter feito uma multa sequer (a multa educacional que levei por ter esquecido de preencher o EstaR não conta). E que dirigir é uma das coisas que mais amo fazer nessa vida.

Lembrei das pessoas que me julgaram e me disseram que eu nunca mais conseguiria retornar ao mercado de trabalho se largasse tudo para cuidar da minha filha. Lembrei das vezes que ouvi que eu “jamais conseguiria ganhar tanto dinheiro como fulano ou ciclano”. Lembrei da minha própria pressão interna por me encontrar profissionalmente. Mas, principalmente, lembrei de como essa ideia de escrever e compartilhar as minhas impressões veio a tona, transformou tudo e se tornou, além da minha profissão, a minha missão nessa vida. Inspirar, compartilhar, aprender com meus erros, questionar, sentir, colocar tudo isso nos meus textos e assim me conectar a milhares de pessoas diferentes e distantes. Isso é gigantesco para mim.

Lembrei de quantas vezes eu duvidei da minha capacidade – de ser, de fazer, de aprender. Lembrei de quantas vezes desisti antes mesmo de começar. Por falta de incentivo, de segurança. E percebi o impacto que todas essas situações descritas acima – e de tantas outras impublicáveis aqui, que ficaram somente na minha memória – tiveram na minha vida. Tudo poderia ter sido melhor e até mais fácil se eu tivesse sido ensinada verdadeiramente e desde cedo a acreditar na pessoa que eu era ou desejava ser. E nos outros também.

Eu acredito muito que tudo que acontece conosco tem um motivo de ser e, acima de tudo, significa aprendizado. E, também, acredito que todas essas situações, pessoas e frases que nos roubam a coragem diante dos desafios da vida, nos fazem querer provar o nosso valor, de alguma forma. Contudo, se pudéssemos escolher, com certeza escolheríamos ser encorajados diante de nossas batalhas e acolhidos perante os nossos medos de não conseguir vencê-las. Dizer “eu acredito em você” é e sempre será o melhor a dizer.

Ninguém deveria ser desencorajado, colocado para baixo ou desacreditado do seu próprio potencial. Porque isso nos inibe de fazer algo básico e tão necessário na nossa vida: tentar, arriscar, pular aquele obstáculo e partir para o próximo. Isso tudo mina a nossa coragem e não nos permite mudar… de rumo, de lugar, de atitude, de casa, de cidade, de país, de trabalho, de vida.

Ouvir da minha filha – tão pequena, tão querida, tão amada – “você consegue mamãe. encontre a força dentro do seu coração”, me deu a certeza de estar criando um ser humano melhor do que fui criada para ser. Me deu a certeza de estar passando a ela alguns dos valores necessários para que ela possa ser gentil e confiante – em si mesma e nos outros.

Eu nunca disse essa frase para ela. Não com essas palavras exatamente. Mas vejo que foi algo que ela absorveu de mim naturalmente, da minha pequena luta interna e externa por igualdade, por reconhecimento e por respeito. A minha vontade de que ela seja segura, feliz e plena – consigo mesma, antes de qualquer coisa – deve ultrapassar todas as barreiras da comunicação e, às vezes, não precisa nem ser dita para que ela compreenda e sinta. Deve ser porque esse amor guerreiro é grande demais. Ele transcende.

Por mais pessoas que, ao invés da dúvida, plantem em nossos corações a força para tentar. Que acreditem em nós, em si mesmos, nos nossos e nos próprios sonhos. Que acreditem que sempre vale a pena tentar. Porque isso muda todas as perspectivas.

“você consegue. encontre a força dentro do seu coração.”

Melanie, aos 5.

mi e mel-color

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32 comments

  1. Eu fui criada um pouquinho diferente. Fui criada para ser totalmente independente e não depender de ninguém ( principalmente marido). Mas eu fui muito reprimida e desencorajada em todos os outros sentidos, principalmente em dizer o que eu penso sobre as coisas. Minha opinião e meus sentimentos sempre foram ignorados enquanto criança e adolescente ( “criança não tem querer. Obedece e pronto”) e isso me fez MUITO mal como adulta.
    Meu desafio como adulta sempre foi ter a coragem de dizer o que penso sobre as coisas. Sobre qualquer coisa. Isso melhorou muito depois que me tornei mãe, mas ainda é uma luta diária e interna. Meu primeiro instinto é reprimir o que penso. E por ser criada assim, sempre desisti muito fácil das coisas; já que eu sabia que não adiantava eu insistir, porque eu não conseguiria.
    Pra usar o seu exemplo, se eu fosse querer aprender a dirigir e meus pais fossem contra (na hipótese de eu ainda morar em casa com eles e eles me sustentarem né?), eu não iria atrás disso porque eles não pagariam as aulas e eu não teria dinheiro para pagar. Foi mais ou menos assim. Em tudo. Eu sempre desistindo por não ter ninguém me apoiando e principalmente por dificultarem ou até proibirem o que eu queria.
    E justamente por ter sido criada assim, eu tento criar Olívia no total oposto. E sempre falo para ela que quando a gente tem um problema “a gente tem que resolver. Não pode desistir nunca de algo que a gente queira fazer. Temos que insistir até conseguir”.
    Volta e meia quando estou frustrada com algo, ela me diz “Lembra, mamãe? Não pode desistir! “.
    Essas coisas fazem tudo valer a pena! <3

  2. Esse texto tocou meu coração, pq sempre fui desencorajada e ainda sou mto, mas eis que surgiu na minha vida minha luz… Minha filha! É por ela que luto todos os dias contra meus próprios sentimentos e pressão para mostrar que podemos fazer e ser tudo que idealizamos. Parabéns pelo texto e por compartilhar seus momentos conosco. Um beijo!

  3. Que lindo texto! Muito emocionante e bem escrito, consegui enxergar cada parte da história que vc contou, tocou minha alma, q bom que hoje vc tem uma família maravilhosa. Bjosss

  4. Nossa, muito direto e reto! Texto inspirador, que nos faz repensar nossas atitudes! Muito obrigada por compartilhar conosco! Tenha certeza que sua missão está sendo muito bem cumprida! Sua sensibilidade me emociona! Abraço.

  5. Acredito que todas nos mulheres alguma vez na vida (no meu caso muitas vezes), fomos desencorajadas de alguma maneira, seja por sermos frágeis, por ter menos força q um homem ou simplesmente por sermos mulheres. Mais entao geramos, parimos, amamentamos, passamos horas sem dormir as vezes até sem comer para nos doar a esses “serzinhos” e então nos revelamos extremamente fortes. Assim que me sinto depois da minha princesa Rebeca, ela me fez forte quando o mundo dizia o contrário e continua me fazendo pois sempre estarei aqui pra ela, um pedaço do meu coração ( acho que é meu coração todo rsrsrs) simplesmente obrigada mi!!

  6. gratidão por compartilhar conosco essas palavras, Michelle!

    Esse texto veio num momento muito propício.. eu fui criada da mesma forma e mesmo hoje, após ser adulta e mãe ainda tenho que conviver com isso. é muito triste, mesmo.
    Meu marido também foi criado da mesma forma.. sendo desencorajado e desestimulado. isso nos tornou pessoas inseguras, sem acreditar no nosso verdadeiro potencial.

    Agora estamos juntando grana para ir embora do país.. pensa que recebemos apoio de alguém? tem sido muito estressante ter de ouvir palavras duras como “instáveis”, “desequilibrados”.. e por aí vai. dói saber que aqueles que nos amam (e que esperávamos apoio e compreensão) sejam capazes de agir assim.
    Somos obrigados a ouvir coisas do tipo “vocês NAO vão conseguir se virar sozinhos” oi?!?!

    Hoje com meu filho tenho lutado diariamente pra me conter e não imitar humilhações que sofri. tudo que nao quero ser é como minha mãe ou como várias outras pessoas que me puxaram pra baixo. eu nao quero que meu filho sofra como eu. sempre insegura, timida, falando baixinho e se escondendo.
    É uma luta diária pra vencer esses “medos” do passado. e agora com o Leo tenho aprendido muito.
    Obrigada, de novo, pelo ótimo texto!
    Beijos!

  7. Lindo texto! Os filhos nos surpreendem mesmo! Que lindo ver a confiança que ela tem em você e na força do amor também!
    Confesso que fiquei com vontade de te fazer uma pergunta: Depois desta frase, você conseguiu arrumar a pulseira dela?
    Tudo de bom pra vocês!
    Abraço, Kenia

  8. Que lindas…pois é a vida nao é fácil né e tem mais gente pra nos desencorajar do que encorajar…….entao que ela tenha sempre essa força interior que mesmo que alguem fale nao…ela vai la e faça……..confiança é tudo…eu sempre fui encorajada a fazer as coisas mesmo que as vezes com medo e tendo que fazer 1/2…enfim dava certo…mas nao é sempre assim ne sempre tem alguem pra torcer o nariz e so porque alguem nao conseguiu ou é dificil vc tbm nao consegue….peraí nao sou você né?!!…bom enfim que bom que mesmo pequena ja entende e tem isso…….coragem é tudo…sou mto de falar o que pensa……de fazer as coisas do meu jeito mas sempre bate insegurança do que é novo do que é diferente…bom a vida é isso ou nos acovardamos e sempre ficamos no e se eu tivesse feito..ou vamos la e fazemos apesar dos apesares ne……claro isso vem com a maturidade a personalidade de cada um conta mto…e claro o apoio quando estamos nos formando na vida ne….porque depois de adultos romper barreiras criadas na infancia e adolescencia é mto mais dificil…….isso faz parte da TAL EDUCAÇÃO…o negocio complicado hein……bjokas mi amei o texto…..

  9. Oi Michele, lindo seu post!
    Aprendemos coisas diferentes com nossos filhos, né? Por eles nós vamos além das nossas fraquezas e nos superamos!
    Vou te contar um segredo, tenho carteira de motorista há 18 anos e não dirijo! (E sou diretora de ensino na Auto Escola da minha família), meu marido não me apoiava, não incentivava a dirigir, ficava bravo, dizia que eu ia estragar o carro, etc…desisti…
    Hoje ele se arrepende, porque se tornou o motorista da família e anda mto estressado com o trânsito e não pode contar comigo. Outro dia minha filha, de 9 anos, me disse “mãe, promete que vc vai tentar?”
    Estou amadurecendo a ideia, de tentar, pelo menos, por ela!

  10. Muitas vezes me pego pensando se estou sendo uma boa mãe, se critico mais do que elogio, e sei q muitas vezes peco e acabo fazendo ou falando coisas sem pensar, no calor do momento! por isso amei esse texto!!! sempre sigo esse site e adoro tudo o q vc escreve!!! temos q ficar atentos aos exemplos e ao que falamos aos nossos filhos!! temos q ser encorajadores, sempre! a missão é árdua e difícil, mas espero esta sendo um bom exemplo e boa mãe para eles. Amei e compartilhei no facebok!! muito obrigada!

  11. Lindoooooo impressionante a inocência das crianças… eu também sinto muito isso na família do meu marido, eles espelham a insegurança/medos deles na gente, sabe…. mas isso eu só percebi depois de conhecer a história de vida deles, daí agora fico me policiando, sabe pra não passar pros meus filhos as minhas próprias inseguranças
    A Mel, na sua pureza, não sabe que existe mais chance de fracasso do que de sucesso, ela enxerga sempre a possibilidade de sucesso, que é a parte boa.
    Com o tempo as crianças vão perdendo isso, de tanto os adultos mostrarem que a chance de fracasso é maior.
    Deus nos dê a capacidade de não tirar isso das nossas crianças!
    Parabéns pelo teu trabalho!!!

  12. Lindo texto !!! A batalha de cada dia acreditar em nos mesmo guando as circuntancias estao remando contra obrigado por compartilhar momentos e sentimentos tao intimos com nos leitoras te adimiro cada vez mais!!!

  13. Estou sempre aqui (e no instagram) acompanhando vocês, mas sempre quietinha.
    Hoje foi impossível ler esse texto maravilhoso e não sentir uma emoção linda aqui dentro.
    Que menina mais doce e sábia que é a Mel <3
    os filhos nos ensinam tanto, né.
    Obrigada por compartilhar isso com a gente!

    Beijo beijo!

  14. O texto é tradução de um conflito, acredito eu, comum vivido principalmente por mulheres, dentre tantos outros. É muito duro ter que encontrar a força sozinha quando parece que o “mundo” conspira contra, mas essa também é uma característica muito mais feminina, acredito eu….rsrsrsrs, isso porque o mundo ainda é um tanto machista.
    Me considero vencedora em muitos momentos de decisões ou indecisões em minha vida, ultrapassei os meu limites e também os limites que os outros me impunham, entretanto a luta pela liberdade plena continua.
    Melanie herda isso de você, espero que minha Helena, hoje com 1 a e 4 m, também o faça. Bjos e obrigada por compartilhar, você traduz sentimentos e experiências comuns do nosso dia a dia de maneira linda. Parabéns!

  15. Mais um texto perfeito! E tbm não fui muito incentivada a ser ou fazer algo que valesse a pena. E hoje incentivo meus filhos nas mínimas coisas!

  16. Lindo. E descreve tão bem as meninas criadas na nossa época. Menina brinca de boneca e não de carrinho. Assim como você só pude tirar minha Habilitação para dirigir depois de adulta e casada, pois mulher não precisa dirigir… (meu irmão aos 18 anos ganhou de presente a dele… humf)…
    Mas também entendo que nossos pais apenas repetiam a forma como foram criados.
    Graças a Deus, hoje podemos ser diferente…. Minha filha de 2 anos e 11 meses, ama carrinho e sempre que quer um eu compro, e nem por isso ela deixa de ser menina (a primeira cama dela será um carro rosa, que deve chegar em alguns dias). Ela é apaixonada por moto e se depender de mim, ela terá a dela assim que puder.
    Quando por algum motivo ela diz que não consegue fazer algo, eu digo: Se você continuar a tentar tenho certeza que vai conseguir e se não conseguir a mamãe te ajuda!
    Os filhos de hoje precisam disso, de pais que acreditam neles e estão dispostos a ajuda-los a serem felizes. Alem de saber que em algum momento da vida, eles vão errar e talvez não consigam algo, mas que isso faz parte e não os torna perdedores, mas sim humanos como todos nós!

    Amei a reflexão de hoje, quando li, vi tanto de mim, tanto de minha filha…
    Obrigada!

  17. Michele, seu texto mais uma vez me tocou profundamente! Entendo perfeitamente esses seus sentimentos, também passei por várias situações que me fizeram até não acreditar em mim mesma. Porém, da mesma forma que alguns não acreditavam, graças a Deus também tive a oportunidade de ter outras pessoas que acreditaram em mim e fizeram uma grande diferença em minha vida!! É muito bom receber incentivos, essa força de dizer vá em frente, você consegue!! Obrigada por compartilhar seus pensamentos e sentimentos, isso nos faz mais forte e ver que não estamos sós em certas coisas, que há outras pessoas compartilhando e passando pelo mesmo que nós! Vamos sim conseguir e encontrar força dentro dos nossos corações!! Parabéns pela linda e sábia filhota!!! bjsssssss

  18. nossa!!! que mensagem maravilhosa, se eu tivesse recebido incentivos ao invés de desanimos, talvez minha vida tivesse trilhado outro caminho, obrigada por compartilhar sua vida conosco.

  19. Parabéns pelo artigo, uma verdadeira lição de vida. Adorei o texto pela profundidade e ao mesmo tempo simplicidade. Acredito que qualquer pessoa que leia irá identificar-se com ele em algum momento da vida. Parabéns também para a Melanie, ouvir isto de uma criança é sensacional!

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