21 maio 2012

Educar com amor e sabedoria dá certo

Por natureza, a criança age por instinto, e não por intenção, visto que, ainda não tem posse total do raciocínio lógico. A via de comunicação, nessa fase, se processa pelas percepções sensoriais, ou seja, pelos sentidos.

Sendo assim, suas ações são norteadas pelo impulso, que se manifestam através do corpo. É o corpo que expressa seus sentimentos, sendo este sua principal via de comunicação.

Pelo fato da ação ser comandada pelo instinto, nem sempre a criança faz o que deve ser feito, originando ações inadequadas que na maioria das vezes são resultantes de insatisfações que a criança não consegue expressar verbalmente. Elas não são resultantes de um raciocínio lógico, portanto não são intencionais. Por isso não as caracterizo como erradas.

Prefiro usar “ação inadequada” em lugar de ação “errada”, quando me refiro a uma ação praticada pela criança. Porém, a correção faz-se necessária, apesar da ação não ser intencional, visto que, a criança precisa saber que seus atos trazem consequências.

Nos primeiros anos de vida, uma criança pode morder a outra pela necessidade de descarregar uma tensão contida resultante de insatisfação, ou por algo que não deu conta de resolver, e não porque não a aceita.

Portanto é dever dos educadores ensinar a criança a agir corretamente através de uma metodologia adequada, ajudando-a a agir certo, evitando simplesmente puni-la.

A punição por si só não educa. A criança que é submetida ao castigo para ser corrigida sem a oportunidade de aprender qual a maneira certa de agir, não está sendo educada. Supor que ela seja capaz de tirar conclusões através da punição, prometendo não mais errar, é um erro.

Como então corrigir uma ação inadequada da criança?

Faz-se necessário dar a ela, a oportunidade de perceber a consequência de seu ato através de informações claras e ações concretas.

1. Primeiramente, a criança deverá ser informada e orientada sobre como deverá agir.

2. Deve-se tomar uma atitude. Se a ação inadequada persistir, faz-se necessário retirá-la daquela situação, ou seja, trazendo-a para perto de si, em atitude de contenção, privando-a de algo muito importante que é a sua locomoção. Dar oportunidade à criança de voltar à ação anterior, na condição de praticá-la corretamente. Nesse momento é importante uma atitude de firmeza e coragem, manifestando com convicção a atitude tomada. Educar é um ato de amor, portanto requer controle das emoções, paciência e muito respeito pela criança.

3. Após alguns poucos minutos, oferecer à criança a opção de escolha, exercício valioso para gerar autonomia e discernimento. A escolha é entre ficar contida e voltar à ação anterior, porém da forma certa. Este exercício deverá ser repetido tanto quanto for necessário, até a criança perceber que a ação correta é que deverá prevalecer.

Vale aqui lembrar que o processo é que leva ao resultado, e este é um processo que requer um fechamento, uma reconciliação, no caso de envolver mais que uma criança.

Desta forma estaremos ajudando a criança a ser mais segura, ter mais autoestima e assim acertar mais em suas ações. Deverá saber que suas atitudes inadequadas não serão permitidas, gerando assim respeito e admiração pelos educadores.

Esta é verdadeiramente uma ação educativa, que só se faz com muito amor e sabedoria.

4 comentários no blog

  1. Michelle Amorim em

    Estou seguindo esses passos há algum tempo (aprendemos na escola de pais!) e está dando certo =)

    Dona Lourdes sempre dá dicas preciosas pra gente!

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  2. Carine em

    so informative site! big thanks!

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  3. Silvia em

    Nossa, adorei o texto e as dicas! Obrigada por compartilharem!

    um beijo á todas

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