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Don’t cry for me Argentina: a viagem em dupla que virou em quinteto

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Tudo começou em fevereiro, com uma pesquisa um pouco pessimista a respeito da possibilidade de viajarmos para a Disney. Depois de levar um susto com a quantidade de milhas que o site da Tam apontava que seria necessário para nós e as crianças (mais a alta absurda do dólar) ficou claro que seria inviável sequer pensar na hipótese. Não teria jeito, então arquivamos a pastinha projeto Mickey para os anos vindouros, quem sabe.

Como tínhamos milhas a vencer em novembro e perder milhas é tipo um sacrilégio – já disse alguém por aí – fiquei pensando em como poderíamos encaixar uma viagem nesse período. Uma viagem que coubesse no bolso e pudesse ser paga com as milhas, ora bolas.

De repente me deu um estalo e lembrei: eu sonho em conhecer Buenos Aires, na Argentina (Ale também, mas em menor escala, haha) desde que me conheço por gente e, caraca, é tão perto e tão mais simples que ir para os EUA, por exemplo… meu cérebro pensava. Por que não agora, então? O que estamos esperando? Precisei de dois minutos para digerir e falar com Alexandre, para confirmar as férias dele. Simulei no site e as milhas necessárias eram exatamente as que iriam vencer em breve. Emiti as passagens sem titubear, feliz da vida.

Primeiramente, pensamos em uma viagem só nós dois, para comemorar nosso aniversário de casamento, em outubro. Contudo, as férias do Ale estavam programadas para setembro, por isso, adiantamos um pouco a viagem. Tudo certo até ali. Até o momento em que – conversando com uma amiga – falamos sobre como as crianças iriam amar Buenos Aires. Junto com esse papo e a minha imaginação já reproduzindo Mel e Leo passeando pelo Jardin Japonês ou conosco numa das bicicletas laranjas – uniu-se o fato de que Leonardo está naquela fase mais fofa da vida. Já faz a maioria das coisas sozinho, fala pelos cotovelos com aquela voz linda que dá vontade de amassar, conversa, troca ideias, enfim, uma fofura que só. Claro que os momentos de frustração e birras existem e ô, como existem. Mas, ok, pensemos pelo lado bom somente, por agora. Melanie, por sua vez, está cada dia mais esperta e companheira, ama explorar e aprender, por isso, com certeza iria amar viajar conosco. E, por fim, sim, nós iríamos MORRER de saudades dos dois. Quando pensei nisso, quando vislumbrei as cenas que poderíamos perder de viver junto com eles, deu até um aperto no peito.

A partir dali, foi uma correria para incluí-los na viagem. No final, depois de uma hora e meia no telefone com a companhia aérea, ufa, eles estavam com suas passagens emitidas (e meu coraçãozinho mais aliviado). Sei que a gente precisava de um tempo para nós. Mas sei também que eles estão crescendo tão, mas tão rápido, que me dá medo. E que, logo logo, eles viajarão sozinhos. E que ainda teremos muita energia e tempo para viagens a dois. Eu espero!

Então, a coisa ficou assim:

Expectativa: viagem de avião tranquila, pouca bagagem. eu e Alexandre sozinhos em Buenos, clima de romance, comida sendo saboreada quentinha, restaurantes chiquetosos, Malbec na taça, show de tango, muita curtição na noite portenha, clima sensual e caliente no ar, poder caminhar por Palermo fotografando cada pedacinho – com a serenidade no olhar de quem não está com os filhos por perto e não precisa correr atrás de ninguém. tipo uma segunda lua de mel. ai ai.

Realidade: primeira viagem de avião de duas crianças espoletas e curiosas. primeira viagem internacional nossa junto com as crianças. muito mais bagagem. opa, tio Michell (meu irmão) vai junto também. viagem em família – quase viagem de galera (perto da viagem casal que iria rolar). se vai rolar tumulto e caos? provável. se vai rolar muitos sorrisos e felicidade, mais provável ainda. vamos aguardar cenas dos próximos capítulos.

Para falar a verdade, eu não poderia ter ficado mais feliz e tranquila com a decisão de levá-los. A viagem muda totalmente de ótica, mas ainda acho que muitas das coisas – praticamente todas! – que planejávamos fazer só nós dois, poderão ser feitas com eles junto conosco. E ainda teremos mais um par de mãos e braços para nos auxiliar com as crianças. Claro que não espero o mesmo sossego que teríamos em dupla, mas sei que a felicidade será quadruplicada. Ou melhor, quintuplicada.

Então, deixa eu correr porque tenho malas para arrumar :) Vou contando tudo para vocês e acho que será bacana fazer alguns posts a respeito, especialmente para quem tem vontade de conhecer Buenos Aires – com ou sem crianças <3

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7 comments

  1. Miii sua linda, boa viagem , esses dias escutei de uma pessoa que nem muito rica é assim: ah levei meus filhos de viagem de férias escolares para o parque águas claras, mais ouvi deles que férias de verdade é somente na Disney, e então não resisti e vou levar no final de setembro. Fiquei pensando caramba pra mim Disney ainda está nos planos pra daqui alguns anos até porque minha filha tem 2 anos apenas e sempre economizamos durante o ano pra viajar em março, fazemos apenas uma viagem por ano, mais sempre algo que sonhamos e como é uma vez só sempre tem o gosto de que realização. ..sei lá acho tão importante mostrar pra minha filha que sonhos vem de abrir mão de outras coisas mesmo que ela seja pequena, ao contrário do comentário da pessoa que acha banal ir pra Disney…me senti você nesse texto. :) um beijo e aparece la na crescendo e vendendo..

  2. Que bacana!! Já conheço Buenos Aires, mas fui com meus pais a uns 10 anos atrás, estou muito afim de ir agora com marido e filha e com esse post teu, super me motivei! Vai contando tudo! Beijos e que bom que tu está de volta!!

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