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Deixando a autonomia e as pequenas escolhas acontecerem

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A maternidade começou para mim há quase sete anos, quando me descobria grávida da Mel. Hoje, já sendo mãe de dois, muitas coisas me marcaram nesse caminho. E outras tantas me ensinaram a ver a vida com outros olhos e a aceitar novos pontos de vista.

Há algum tempo, fiz um cursinho na escola das crianças sobre a importância de se respeitar cada fase dos bebês, de não tentar pular fases importantes tomados pela nossa ansiedade de vê-los crescer. Nesta época, Melanie já não era mais um bebê, mas o conteúdo daquela palestra serviu para que eu percebesse que, embora quisesse que ela tivesse plena autonomia – dentro de um terreno seguro para a idade que tinha naquele momento – eu não estava permitindo que ela exercesse essa autonomia.

Desde vestir-se sozinha, calçar os sapatos, vestir aquela meia calça que teimava em enrolar, fisgar com o garfo aquela fruta que deslizava para lá e para cá no prato… eu sempre estava por perto, para auxiliá-la e, também, para apressá-la. Na nossa rotina corrida e exaustiva do dia a dia, estarmos com pressa era muito comum. Até o dia em que voltei daquele curso e percebi que não estávamos sendo justos com ela. Não estávamos dando tempo, espaço e condição – que é o que de mais básico e simples uma criança precisa.

Depois disso, mudamos muito nosso comportamento, com ambos os filhos. Percebemos a grande importância de deixá-los praticarem sua autonomia e fazerem pequenas escolhas, ainda que elas nem sempre sejam as que nós gostaríamos. Eu costumo ver como tijolinhos que estão sendo empilhados para a construção do adulto que eles serão no futuro, e da força interior que desejo que eles sempre carreguem consigo.

Melanie, hoje aos quase seis anos de idade (sim, esse tempo teima em passar muito mais rápido do que nós gostaríamos) já faz quase tudo sozinha, do jeitinho dela. Muitas vezes fico com vontade de intervir, de ajudá-la, mas dou um jeito de segurar a onda e em pouco tempo ela consegue o que estava almejando. Ver essas pequenas conquistas de nossos filhos é uma das partes mais gratificantes da maternidade, com certeza. Vê-los buscando por novos desafios, também. Como aconteceu nesta última semana, em que Mel nos pediu que tirássemos as rodinhas da sua bicicleta, “porque ela já estava muito crescida para isso”.

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Fomos ao Jardim Botânico, um dos muitos parques que Curitiba tem e aproveitamos para que ela testasse então sua bicicleta sem as rodinhas. Alexandre tirou apenas uma, a princípio, para ver como ela se sairia dessa forma. No início ela estava muito confiante, mas logo fez uma carinha de medo, de choro, e começou a reclamar que não conseguia pedalar, nem ficar parada com ambos os pés nos pedais. A bicicleta sempre tombava para o lado.

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Acolhi aquele chorinho, aquela frustração e disse que talvez ela não estivesse pronta ainda. E que tudo bem. Não havia um “estatuto ou uma lei determinando quando nós devemos abandonar as rodinhas da bicicleta”. Esse tempo deve ser o nosso próprio tempo, um tempo que nós mesmos determinamos.

Ela pensou quietinha por uns minutos e disse que gostaria de colocar a rodinha novamente. E, daqui a algum tempo, queria tentar outra vez. Senti que o coraçãozinho se acalmou com aquela escolha. E em seguida ela já estava sorrindo e pedalando pelo parque, feliz, confiante e com suas pequenas decisões respeitadas. Do jeito dela, para ela.

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Essa autonomia e os primeiros sinais de independência das crianças embalam a campanha de TYLENOL® Mastigável – o primeiro analgésico para crianças acima de seis anos pensado #DoJeitoDeles – um comprimido mastigável que não precisa de água e tem sabor tutti fruti.

Crianças ficam extremamente felizes quando conseguem fazer as coisas sem precisar de auxílio. Ficam orgulhosas, radiantes. Querem que o mundo saiba que já conseguem amarrar os cadarços sozinhas, por exemplo. O mesmo acontece quando podem escolher o que e como fazer. Por isso é muito importante e significativo que os pequenos desde cedo possam realizar suas tarefas e fazerem suas escolhas – dentro daquilo que nós adultos sabemos que é seguro – mas, #DoJeitoDeles.

E vocês? Quais momentos marcaram o início da independência por aí? Compartilhem suas experiências comigo nos comentários :)

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10 comments

  1. oi michelle
    quando vc for tirar denovo tenta assim…tira as duas rodinhas e os pedais…abaixa o banco em modo q ela consiga colocar o pe no chao bem, pra ter confiança…..quando ela estiver confiante em andar desse jeito, isto é vai com todo gas e tira o pe do chao tendo equilibrio, este serà o momento de colocar o pedal e levantar o banco…..

  2. Adoro seus textos ajudam muito no meu dia a dia com meu pequeno João que passa nesse momento pelo terrível dois ano aiaiai e muito difícil mas seria muito mais difícil não descobrir a fantástico mundo da maternidade, continue escrevendo sempre vc tem dom lindo para expressa- lãs.

  3. Uma graça essa vontade deles! E temos que nos policiar mesmo para, em alguns momentos, apenas ficarmos observando a tentativa deles! Bruna vira e mexe sai com os pés do chinelo trocados. Mas ela vai toda feliz, pq ela calçou sozinha e do jeito dela! Heitor já gosta mais de ajuda, mas tbm tem seus momentos de tentar fazer do jeito dele!

  4. Ótimo texto!
    Esses dias estávamos, eu e esposo, conversando sobre essas benditas rodinhas. A ansiedade vem dele em retirar, já eu ainda aguardando minha filha de 6 se sentir segura.
    Vi um vídeo de um programa que a maneira correta e retirar as rodas , mas ainda assim devemos segurar a banco na parte de trás. Treinando o equilíbrio.
    Amanhã a família sairá pra passeio de bicicleta, e quem sab sabe, …a mãe aqui fica de coração na mão quando essa independência de andar sem auxílio acontecer. …medo de quedas, e de sei lá o que! Mas é necessário né!
    Obrigada Por textos amorosos que nos fazem refletir! Saúde pra família!

  5. Olha, a minha já caiu mesmo com as rodinhas, viu, Luciana. rsrsrs Faz parte.
    O desafio da vez é amarrar os sapatos que ela insiste em aprender, mas tem tido dificuldade. Ainda com 4anos e meio. Por curiosidade, com quantos anos os pequenos aprendem a dar o laço, mesmo? ;)

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