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Como lidar com a birra

Este é um tema que certamente interessa a todos os pais, principalmente os pais que têm filhos pequenos, pois este é o período em que a birra se manifesta com maior frequência e com maior intensidade.

Saber como e por que a birra se manifesta pode ajudar os pais a enfrentar estes momentos difíceis com segurança e serenidade.

Considerando que o lado direito do cérebro é responsável pela emoção e não pela lógica, a predominância nesta fase é do lado direito e por essa razão a criança é só emoção, provocando um vaivém de sentimentos, deixando-a confusa e insegura. Esta é a razão pela qual se irrita e chora insistentemente, gritando e muitas vezes se jogando no chão. O fato é que ela mesma não sabe por que chora, portanto não adianta nessa hora perguntar por que está agindo assim.

Lidar com a criança sabendo como funciona o seu cérebro, pode parecer estranho e até complexo, mas não só faz sentido, como ajuda os pais a lidar com a criança nessa hora. O desenvolvimento mental da criança reflete em seu comportamento de acordo com a idade. Identificar suas emoções ajuda a contornar as situações de conflito tão comuns nessa fase.

Por mais difícil que seja, esta é a hora  de dar à criança suporte para ela lidar com estes sentimentos confusos e desconhecidos  até então. É o momento de mostrar-lhe que estamos entendendo o que se passa com ela. Uma boa medida é  abraçá-la e  passar a mão em seu peito, massageando-o com  carinho e com forte intenção de ajudá-la, pois este é o local onde está situado o centro das emoções.

É conveniente  dizer a ela nesse momento o quanto ela é importante, o quanto a amamos e a entendemos, pedindo para se acalmar porque estamos prontos a ajudá-la.

Se nesse momento o apelo for racional, ou seja, usando a lógica, pedindo explicações, jamais a ajudaremos a chegar ao fim desse impasse, prolongando-o ainda mais. E desta forma não estaremos ajudando-a a superar futuras crises.

Os pais devem sempre buscar uma prática que harmonize a situação de conflito, lembrando sempre que conhecer a natureza da criança é fundamental. Só assim encontrará um meio eficaz para obter um bom resultado na educação de seus filhos.

Alguns pais acham que a melhor maneira de lidar com a birra e outras manifestações emotivas da criança, é ignorá-las, porém, quanto mais sensíveis formos com relação aos seus sentimentos mais estaremos ajudando-a a regular o seu cérebro que está em processo de conexão de neurônios. Só assim ela terá ao longo do tempo, cada vez menos estas reações desagradáveis.

Diante das birras os pais às vezes se sentem impotentes e não conseguem tirar a criança da crise. No entanto o que eles precisam é estar presentes, tanto física como emocionalmente  dizendo: “eu estou aqui, conte comigo, eu posso ajudá-la”, trazendo-a para perto de si – e desta forma, as rédeas da situação – evitando aquele estresse que tanto desgasta tanto os pais quanto a criança. E assim a calma e a tranqüilidade poderá ser restaurada e o desfecho será positivo.

Agindo desta maneira e colocando em prática uma ou duas vezes esta nova forma de lidar com a birra, estes procedimentos passam a ser naturais e espontâneos e consequentemente a birra irá desaparecendo aos poucos.

Só o fato de saber o que se passa com a criança nesse momento e como deverá agir diante disso, já faz com que os pais se sintam mais seguros e aliviados.

Convido os pais a rever suas práticas educativas e aceitar essa nova forma de educar. Isto supõe um bom entendimento de si mesmo, de suas limitações e a forma de lidar com suas próprias emoções. Só assim poderá  reagir frente as  emoções de seus filhos com equilíbrio e mais controle, de maneira mais saudável e carinhosa .

Os filhos servem para tornar os pais melhores, mais corajosos, mais generosos, mais sábios e felizes. Portanto não deixe que esta valiosa experiência se torne  mais difícil do que realmente é. Deixe que  ela lhe traga esse benefício sem ser no entanto, desgastante e penosa. Deixe que esta convivência seja mais leve e gostosa, afinal, ensinar deve ser gostoso assim como aprender também deve ser.

E assim, pais e filhos serão  muito mais felizes! Afinal esse não é o maior ideal do ser humano, ser feliz?

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10 comments

  1. e quando a birra é quando a criança quer alguma coisa na rua? um brinquedo novo por exemplo e você não pode ou não quer comprar naquele momento…como devemos agir?

  2. Nossa! Eu AMEI. Eu precisava disto mais do que tudo! É a única coisa na minha relação com Olívia (com seus recém completados 2 anos)que impede de ser perfeita. Já tentei de tudo – TUDO que você podem imaginar e que até me envergonho em publicar – rs. Muito obrigada… tentarei com certeza.

    1. Oi Fábia! Essa idade delas não é fácil, né? Elas querem as coisas e não entendem o que não pode e por que não pode.

      Tbm estou tentando ser mais paciente e não demonstrar irritabilidade na frente dela. Vamos ver se melhora :)

      Bjo

  3. Minha dúvida é a mesma da Fernanda.
    As minhas gêmeas nunca fizeram este tipo de birra, estão com 01 ano e 10 meses. Mas em casa elas tem demonstrações de que não concordam com algo. A Ana Luiza deita no chão, chora e vez ou outra me olha para ver o meu comportamento diante do dela. A Ana Carolina cruza os bracinhos e fala um monte de coisas, como se estivesse me dando bronca ou discordando da situação. Vejo estes dois comportamentos como uma maneira de expressar o que estão sentindo no momento, e vou conversando com elas até se acalmarem. Será que isto é birra???

    1. Oi Telma!

      Vou encaminhar todas as dúvidas para a dona Lourdes e depois publicarei as respostas, ok? Eu tbm tenho as minhas dúvidas, por exemplo: hoje a Mel não queria colocar blusa – e aqui está fazendo 2 graus hoje!!! Aí tentei de tudo e nada. Tive que fazer algo que eu odeio. Colocar à força :( Mas como deixar a menina sair de camiseta num frio de 2 graus???

      Bjo

  4. Ai Michelle, Olivia hoje deu das suas também… rsrsrs. Seis da manhã e ela queria brincar com água na pia de mentirinha, um frrrioooo daqueles, claro que não deixei. Pronto!!! Foi só falar um meigo “hoje não meu amor, meu amor, tá muito frio” que a menina teve um piti… tentei de tudo, fiz como dona Lourdes orientou, tentei pega-la no colo, mas ela se debateu tanto que quase a derrubei, tentei abraça-la, massagear seu peito, mas ela se irritou ainda mais, empurrando minha mão a todo tempo. Desisti. Coloquei de castigo por 1 min na cama pra pensar um bocadinho… rsrsrs. E assim vamos tentando! *Ü*

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