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Conselhos para os primeiros meses como mãe

Depois de escrever o post sobre os últimos três meses, concluí que, se eu pudesse dar conselhos a mim mesma, para os meus primeiros meses como mãe, eu diria:

- Dedique todas as suas energias a produzir leite, conhecer e se conectar com seu bebê, apenas.

- Durma sempre que possível, mesmo que for só por cinco minutinhos. Faz diferença.

- Confie no seu leite.

- Confie no seu instinto materno. Sempre.

- Aceite e tenha ajuda de todos os lados, tenha mãos sobrando para te auxiliar em tudo que você precisar e até no que achar que não precisa.

- Entenda que está aprendendo a amamentar e que seu bebê está aprendendo a mamar.

- Deixe a limpeza e organização da casa de lado, se importe somente com o básico.

- Aprenda a delegar, não queira dar conta de tudo sozinha.

- Não se sinta pressionada a receber visitas e a fazer sala. 

- Não se preocupe tanto com sua aparência e em voltar ao peso de antes da gravidez. Não agora.

- Ouça o que os outros dizem, filtre e selecione o que serve para você. Quanto aos pitacos alheios, pode dispensar.

- Tome muita, muita, muita água.

- Não se estresse com coisas pequenas.

- Só saia de casa com o bebê quando se sentir segura, quando quiser mesmo e não por pressão.

- Não fique sozinha, tenha sempre companhia nesse início.

- Não se desespere com o choro do bebê. É apenas a forma dele se comunicar, por agora.

- Saiba que tudo são fases e que elas passam. As boas e as ruins.

- Saiba que um dia você vai voltar a dormir.

- É normal se sentir exausta, frustrada e até mesmo deprimida. E tudo isso passa.

- Chore se tiver que chorar, não se envergonhe disso. Não é sinal de fraqueza e sim de ser humana.

- Se tiver outros filhos já, saiba que eles sobreviverão a esse início de caos e atenção dividida, e que todos sairão fortalecidos no final.

- Aproveite cada minuto com seu bebê, porque sim, o tempo voa e num piscar de olhos ele já cresceu. E tudo isso vai deixar saudades. 

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por mãe da Mel e do Leo



Como foi minha primeira experiência com a amamentação

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Na #‎SemanaMundialDeAleitamentoMaterno achei que seria uma boa hora para finalmente vir aqui e deixar o meu relato.

Embora minha experiência tenha sido curta – e digo isso com muito pesar – acredito que foi um bom aprendizado também, especialmente do que não fazer ou do que eu faria diferente hoje.

Desde quando comecei a planejar minha gravidez eu já sabia que queria amamentar. Sabia de todos os benefícios para a mãe e o bebê e também de como esse ato fortaleceria nosso vínculo.

Comecei a me informar já nos primeiros meses de gestação e lá pelo oitavo mês comecei a “preparar” os mamilos usando as conchas de preparação por algumas horas durante a noite. Meus mamilos eram normais, nem invertidos, nem planos. As conchas ajudaram a deixá-los mais salientes e no nono mês o colostro começou a aparecer. Aí fui diminuindo o uso, conforme recomendação do meu obstetra.

A Mel mamou logo que nasceu (não tão logo quanto eu gostaria, mas ainda assim, logo) e como ela pegou firme e aparentava estar mamando bem, eu achei que estava fazendo certo. Acontece que ela não estava fazendo a pega correta e já na segunda mamada eu estava com uma pequena lesão em um dos mamilos. Chamei uma das enfermeiras especialistas em amamentação da maternidade e ela me ajudou a identificar o que seria a tal pega correta: boca de peixinho, pegando não somente o bico do peito mas boa parte da aréola também.

Tivemos alta e no dia seguinte meu leite desceu. Muito leite, cheguei a ficar assustada até com o tamanho que meus seios ficaram. O que também me fez perceber uma coisa: com os seios maiores, esticados, cheios de leite, meus mamilos praticamente sumiram! De repente era como se fossem planos. Percebi que era complicado a Mel conseguir pegar certinho. Diante disso, usei a abusei das conchas. Sempre as colocava um tempinho antes da Mel mamar e isso ajudava muito a puxar os mamilos para fora. Além disso, comecei a usar a bomba manual por uns minutinhos diários, com o intuito maior de estimular a produção mesmo e principalmente ajudar a puxar os mamilos.

Alguns dias se passaram e meu peito desinchou um pouco, o que fez os mamilos darem o ar da graça novamente. Aí conseguimos estabelecer contato, como dizem. Um bom contato. Eu estava adorando amamentar a Mel, me sentia muito bem mesmo. Vê-la com aquela carinha de satisfação e de barriguinha cheia após cada mamada era muito gratificante. Era um momento só nosso.

Na época, percebi que a necessidade dela era mamar de duas em duas horas e mantive isso durante algumas semanas. Depois espaçamos para três horas. Mas se ela quisesse antes não tinha problema. O peito estava ali para a hora que ela quisesse. Não sei se posso chamar isso de livre demanda, mas foi a maneira como nos acertamos.

Aí começaram alguns problemas.

A mastite

Tive mastite em um dos seios por causa de uma fissura (ocasionada provavelmente por pega incorreta), tive febre alta e o peito ficou com algumas regiões avermelhadas. Foi aí que o LA (leite artificial) entrou na nossa casa.

Eu teria que ir até a maternidade onde meu obstetra estava de plantão e como a Mel ainda não tinha completado 40 dias, não me senti confortável em levá-la até lá. Fora que eu não sabia quanto tempo iria demorar já que não tinha um horário agendado. Minha sogra veio para ajudar meu marido e no caminho trouxe uma lata de NAN, conforme o pediatra da Mel recomendou, caso ela precisasse mamar enquanto eu estivesse fora.

Mas, eu consegui retirar o leite do outro peito e deixei para que eles dessem para a Mel na minha ausência. Assim, o NAN acabou não entrando em cena nesse dia.

Tomei antibiótico por uns dias e a Mel ficou mamando somente no peito no qual não tive mastite, e com isso, a produção de leite do outro peito ficou um pouco comprometida. Senti que diminuiu bastante. Fora que um peito só não estava dando conta do recado.

O refluxo

Hoje em dia eu tenho minhas dúvidas se realmente era refluxo ou somente um bebê que mamou mais do que podia. Ocorre que a cada mamada era um jato de leite que ela colocava para fora. Especialmente quando a colocávamos na posição para arrotar. Confesso que me sentia muito frustrada em vê-la colocando para fora o que tinha acabado de mamar tão bem. Ela tomou alguns medicamentos e deu uma melhorada, mas com isso comecei a questionar se ela estava se alimentando bem.

A chupeta e a mamadeira de chá

Nós demos chupeta para a Mel com um mês de vida ou menos até. O pediatra quis me enforcar, com toda a razão, claro. Quando ela chorava com cólica ou gases, a chupeta foi a solução que encontramos para minimizar esse desconforto. Ainda hoje não sei como me sinto em relação a isso, se dentro de mim acho que foi certo ou errado. Só acho que com certeza a inexperiência foi um fator importante, outra vez.

Como já contei para vocês aqui, minha mãe ficou conosco durante os primeiros meses da Mel. E como toda pessoa mais velha (a maioria delas), ela também acreditava fielmente que o bebê precisava de chá e água, além do leite materno.

Vocês já devem ter ouvido muito frases como “você tomava e está aí viva, sempre foi saudável, etc” ou “quando você nasceu o pediatra me disse para intercalar o mamá com o chazinho” ou “dá um pouco de água ou chá para essa criança! deve estar morrendo de sede, coitada!”. Já ouviram, né? Certeza. A pressão é enorme.

No nosso caso o chá entrou na jogada por mais um fator: a Mel ficava dias sem fazer cocô. Com isso, minha mãe me convenceu a dar chá de erva doce para ela. Ele realmente ajudava, só que ali naquela mamadeira havia, além de chá, o açúcar! Sim, açúcar. Como ela sempre preparava o chá, eu não tinha ideia que ele era adoçado, até porque sempre expliquei que os bebês não tem esse discernimento de salgado e doce nessa fase. E nem precisam.

Quando percebemos (tarde de mais, eu diria) ela se sentiu muito ofendida, disse que só queria o melhor para a Mel, “coitadinha tomar esse chá amargo e sem graça”... E eu não duvido disso. Dentro das crenças dela e do que ela vivenciou lá na década de oitenta, ela realmente deveria estar agindo dentro dos moldes da sociedade. Mas não hoje em dia, quando sabemos da importância do leite materno, quando sabemos que um bebê não precisa de nada além do leite materno nos primeiros seis meses de vida. Nem água (que já compõe boa parte do LM), nem chá. Muito menos açúcar.

Normalmente confiamos cegamente nas nossas mães e sogras, mas digo uma coisa: se as ideias e os ideais não batem completamente, alguma coisa, em algum ponto, irá sair fora dos trilhos. Não por mal, apenas por crenças e opiniões que divergem mesmo, do que seria o melhor. Hoje eu não me deixaria influenciar. Nem deixaria desrespeitarem uma decisão minha.

Ainda me sinto culpada por não ter sido mais atenta. Acho que sempre me sentirei. Acredito que esse fato, dela ter conhecido o açúcar tão cedo, influenciou muito em toda a forma dela se alimentar. E a introdução da mamadeira logo nos primeiros meses, influenciou diretamente na amamentação.

Assim, com quase três meses, a Mel começou a ficar preguiçosa para sugar no peito. E o meu leite começou a diminuir. Quanto menos ela sugava, menos leite eu tinha. Mesmo eu insistindo na bombinha, para estimular a produção. E aí apareceu novamente a preocupação (a neura) se ela estava se alimentando bem. E a fórmula entrou de vez na jogada.

Hoje, vejo que ao invés de ter me apavorado e introduzido o LA, deveria ter confiado no fato dela estar ganhando peso bem e ter insistido mais na amamentação. Deveria ter exterminado o chá, as mamadeiras e todos os pitacos alheios da nossa vida e ter ouvido somente o que o conhecimento que eu tinha e a minha intuição de mãe me diziam.

Será que minha experiência com a amamentação será melhor dessa vez? Não temos como saber ao certo. Mas sei que quero me esforçar mais, quero me fortalecer mais naquilo em que acredito para não deixar que as pressões externas tenham efeito sobre mim. E isso não só porque dizem que temos que amamentar. Não só porque tenho conhecimento de todos os benefícios do leite materno. Mas acima de tudo, porque quero amamentar. Mais e melhor do que na primeira vez. Sem pitacos, sem intromissões, sem traumas.

O que sei também é que não quero nem ouvir falar na palavra “chazinho”. Se me falarem em dar água ou chazinho, aponto para o peito e digo “tá aqui o chazinho!”. E pode ser que eu diga outras coisas também.

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Leia também: por que amamentar?


por mãe da Mel e do Leo



Por que amamentar?

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A primeira coisa que devemos ter em mente é que a amamentação é um processo fisiológico, natural, mas que precisa ser aprendido.

O leite materno é completo! Isso significa que até os 6 meses de vida, o bebê não precisa de nenhum outro alimento (água, chá, suco ou outro leite). Após esse período, a amamentação deverá ser complementada com outros alimentos que serão introduzidos lentamente na alimentação do bebê conforme a orientação do médico pediatra. Não há idade ideal para que o bebê deixe de ser amamentado, isso vai depender da vontade da mãe e do filho. Lembram do slogan? “Até os 2 anos ou mais…”.

O leite materno funciona como uma verdadeira vacina, protegendo a criança de inúmeras doenças. Além disso, é limpo, está sempre pronto e na temperatura ideal. Isso sem falar que a amamentação favorece um vínculo mais íntimo entre a mãe e o bebê.

Crianças que se alimentam de leite materno têm menos risco de sofrer de doenças respiratórias, infecções urinárias e/ou diarreias (problemas que podem levar a internações e até à morte) e no futuro, certamente, terão menos chance de desenvolver diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares.

Também existem benefícios para a mãe!

* Reduz o peso mais rapidamente após o parto;
* Ajuda o útero a recuperar seu tamanho normal, diminuindo o risco de hemorragia e de anemia após o parto;
* Reduz o risco de diabetes;
* Reduz o risco de câncer de mama;
* Se a amamentação for exclusiva, juntamente com outras condições, pode ser um método natural para evitar uma nova gravidez.

Como tornar a amamentação mais tranquila e prazerosa?

* Nos primeiros meses, o bebê ainda não tem um horário rígido para mamar. Deve-se dar o peito ao bebê sempre que ele pedir. Com o tempo, ele vai fazendo seu horário das mamadas. É isso que chamamos de aleitamento materno sob livre demanda;
* a melhor posição para amamentar é aquela em que a mãe e o seu bebê se sentirem mais confortáveis. Não precisa de pressa, o bebê precisa sentir o prazer e o conforto do contato com o corpo da mãe;
* cada bebê tem seu próprio ritmo de mamar, o que deve ser respeitado. Ele deve mamar até que fique satisfeito. O bebê deve esvaziar bem uma mama e então, só depois, a outra mama deve ser oferecida (somente se ele quiser);
* o leite do fim da mamada tem mais gordura e por isso mata a fome do bebê e faz com que ele ganhe mais peso, por isso, a mãe deve esquecer aquela estória de que o bebê deve mamar durante 15 minutos em cada mama;
* na mamada seguinte, a mãe deve oferecer a mama que não foi oferecida na mamada anterior. Se houve necessidade de oferecer as duas mamas na mamada anterior, a mama a ser oferecida deve ser a última que o bebê sugou;
* não é necessário que seja usado nenhum tipo de pomada, creme ou outro produto nos seios. Antes e depois de oferecer o peito ao bebê, a mãe deve usar somente água corrente para lavá-lo e após a mamada recomenda-se (depois da água) passar o próprio leite no mamilo e nas aréolas e só;
* a “pega” adequada se dá quando o bebê abocanha não só o bico, como também a maior parte possível da aréola. A maior causa de fissuras mamárias se dá por conta da “pega” errada. Se o beber sugar somente o bico, além de doer, o risco de machucar é muito grande;
* Quando o bebê nasce através de parto cesáreo, é normal que o leite da mãe demore mais para “descer”. Se no parto natural isso acontece em torno de 2 ou 3 dias, na cesárea pode levar até 5 dias. Mas, mesmo assim, isso não é impedimento para que a mãe ofereça o “pouco” de leite que tem. Esse leite que a mulher produz logo após o parto (que por vezes já sai das mamas no último mês da gestação) é chamado de COLOSTRO e mesmo podendo ter uma aparência de “leite fraco” (o que não existe!!!), é considerado a primeira vacina que o bebê o recebe.

Mais algumas dicas…

Nos dias de hoje, é totalmente contra indicada a Amamentação Cruzada, ou seja, nenhum bebê deve mamar no seio de uma mulher que não seja a sua mãe. Se a mulher produz leite em excesso e seu bebê “não dá conta” de mamar tanto, deve-se estimular a doação de leite. Todas as cidades do Brasil contam com bancos de leite que fazem esse trabalho e, além disso, o Corpo de Bombeiros (em todo o Brasil) faz coleta de leite materno no domicílio da doadora. Além de estar contribuindo com a saúde dos bebês internados em hospitais, a mulher estará evitando que o excesso de leite que produz prejudique a sua própria saúde!!! Excesso de leite nas mamas pode causar ingurgitamento mamário (“leite empedrado”), o que atrapalha a amamentação do seu bebê e pode levar a infecções maternas, causando febre e outros sintomas.

E não esqueça: nada é mais importante para a produção do leite materno do que a ingestão de bastante líquido por parte da mãe e o estímulo da sucção. Quanto mais leite for retirado da mama, mais leite o organismo da mulher produzirá.

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Esses foram só alguns toques. Se alguém quiser mais alguma dica e nós pudermos ajudar… Contem conosco!!!

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A Importância da Amamentação

Todos nós sabemos que amamentar é fundamental para a saúde do bebê. Amamentando vamos garantir a nutrição, a formação de anticorpos, o desenvolvimento da dicção, da musculatura da língua e do ponto de ânsia.

O que comemos também ajudará a criança a identificar sabores e aromas através do leite materno, pois o gosto dos alimentos passa para o leite de maneira muito suave.

Um exemplo muito interessante que constatei foi quando tomei um chá bem forte de gengibre para melhorar de uma gripe, e eis que minha filha se recusava mamar. Não entendi muito bem o que estava acontecendo até que senti um cheiro forte de gengibre no meu leite. Me aventurei a experimentar e o gosto era muito forte também. Resultado: tive que esgotar o leite até sair o gosto e cheiro para que ela voltasse a mamar.

Com isso, posso afirmar que a mãe, desde o início, ensina e estimula seu filho a gostar e aceitar os tipos de alimentos que costuma consumir.

Então pergunto, qual mãe não gostaria de ver seu filho se alimentando muito bem? Para isso, vale a pena se aventurar pelo mundo dos alimentos saudáveis para que seu filho tenha a feliz oportunidade de gostar de comer tudo de bom que podemos oferecer.

Na próxima matéria vamos falar sobre os alimentos que podemos oferecer para cada fase do crescimento da criança.

Mas antes de finalizar gostaria de fazer um comentário: a criança vai se fortalecendo e criando anticorpos à medida que vai crescendo. Então, é preciso saber que existem alimentos que oferecem riscos à saúde e devem ser evitados até que a criança tenha condições orgânicas para se defender.

O mel é um desses casos e deve ser evitado antes de um ano. Recomendo que assistam ao vídeo feito pelo Fantástico sobre o mel, através deste link.

Andréa Barduco
Nutricionista – CRN8 3568


por mãe da Mel e do Leo



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