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Câncer de mama: mitos, verdades e a importância do diagnóstico precoce

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Antes da gente falar sobre os mitos e verdades sobre o câncer de mama e da importância do diagnóstico precoce, deixa eu contar uma historinha para vocês.

Há alguns anos atrás, antes de realizar a mamoplastia de aumento nos seios – depois de ganhar mais de vinte kilos na gestação da Mel, eles já não eram mais as mesmos por aqui – precisei fazer alguns exames, os chamados exames pré-operatórios.

Neste caso específico, lembro de ter realizado exames de sangue e uma mamografia – que é um exame de diagnóstico por imagem, que tem como finalidade estudar o tecido mamário. Esse tipo de exame pode detectar um nódulo, mesmo que este ainda não seja palpável.

Fui fazer os exames bastante curiosa, porque nunca havia feito. Normalmente os médicos solicitam a mamografia para grupos de risco específicos – mulheres com histórico familiar da doença e/ou idade avançada. Embora hoje em dia o exame seja solicitado cada vez mais cedo, visando o diagnóstico precoce mesmo.

Achei um pouco desconfortável, mas sabia que era necessário. Fui para casa com o protocolo, bem tranquila, para pegar o resultado dias depois.

No dia seguinte, eu estava dirigindo e recebi uma ligação da clínica onde havia feito a mamografia. A atendente me disse que eu deveria voltar lá o quanto antes, para refazer o exame de uma das mamas. Nessa hora fiquei meio em choque. A gente sempre pensa no pior. Na verdade me passaram mil e uma coisas na cabeça, em segundos.

Questionei o motivo e ela apenas me disse que a médica responsável por analisar os laudos havia solicitado, mas que não tinha autorização ou conhecimento para me dar informações além destas.

Fiquei muito, muito preocupada. Me culpei por não dar a devida atenção ao assunto, por não lembrar de fazer o autoexame com regularidade. É algo tão básico, tão simples – tocar o próprio corpo e conhecê-lo – que fiquei bastante decepcionada comigo mesma. Achei que eu tivesse deixado passar alguma coisa.

Retornei à clínica na mesma tarde e refiz o exame, com cara de poucos amigos. Voltei para casa e chorei, tive muito medo.

Quando me ligaram para ir buscar os resultados, Alexandre foi comigo. Desci do carro com aquela postura derrotada, sabem? Já esperando pelo pior. Peguei o envelope e voltei para o carro, que estava parado no estacionamento.

Abri, bastante receosa. E lá estava: eu não tinha nada, nem um nódulo sequer.

A médica me pediu que repetisse mamografia apenas para ter certeza de que aquilo que ela viu no exame se tratava mesmo de calcificações, muito comuns no período pós amamentação.

Mas o que isso tudo me ensinou? Que a gente deve se cuidar, em primeiro lugar. Conhecer nosso corpo, dar atenção a ele e à nossa saúde.

Eu ainda enrolo um pouco quando me pedem algum exame, confesso. Depois dos filhos a gente passa a se cuidar menos, por falta de tempo, por falta de pique ou de vontade mesmo. Mas é algo que tenho tentado mudar. A gente deve cuidar de si mesma para poder cuidar dos outros, não é?

Ter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos e amamentar ajudam na prevenção de várias doenças, inclusive do câncer.

A realização do autoexame é importantíssima, já que o diagnóstico precoce é uma das principais armas na luta contra o câncer. Muito embora ele não substitua o exame clínico realizado por profissional de saúde qualificado para essa atividade e a mamografia – vale ressaltar. O indicado é unir tudo isso: autoexame + exame clínico + mamografia (anual ou quando solicitada pelo médico), certo?

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Mais informações:

www1.inca.gov.br/wcm/outubro-rosa/2014/ 

www.tuasaude.com/12-sintomas-do-cancer-de-mama/

www.coracaoevida.com.br/saude/cancer-de-mama-mitos-e-verdades/

www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/4983/-1/fatores-de-risco-para-cancer-de-mama.html

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1 comentário

  1. passei por esse susto recentemente, Michelle. Tenho 27 anos e uma preguiça enorme de fazer o preventivo todo ano. Deveria ter feito em dezembro do ano passado e fui deixando até que deixei para setembro desse ano. Fui tranquila, afinal sempre faço todos os exames e nunca dá nada. Mas quando a médica fez o exame de toque nas mamas, achou um nódulo bem grande. Foram vinte dias até a biópsia sair (que foi benigno) graças a Deus. Mas talvez tenham sido os 20 dias que eu mais amadureci. Revi vários conceitos, fiquei mais atenta à minha saúde e dei uma desacelerada no trabalho. Estou a 15 dias do meu casamento e assim que voltar da lua de mel, entro na faca para a retirada do tumor, que já está com 5cm. Foi uma lição bem dada e que espero que outras mulheres aprendam sem ter que passar por esse susto. beijo

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