04 jun 2012

Atitudes Agressivas Entre Crianças Pequenas

A agressividade não é uma ação natural entre crianças como comumente se pensa. Sendo assim deve ser vista e tratada como antinatural, por isso mesmo precisa ser corrigida. No entanto, a correção requer uma ação justa e coerente. Corrigir não é punir, mas sim dar à criança condições para perceber a consequência de seus atos e assim superar tais atitudes.

Reações como bater, empurrar e morder, são típicas da primeira infância, no entanto, a criança não o faz com a intenção de agredir, e sim de manifestar descontentamento e ou desejos não satisfeitos. É o resultado de uma energia frustrada, não canalizada, portanto não caracteriza agressão.

Nesta fase é muito comum surgir conflitos por disputa de brinquedos e também de espaço.

Como a criança ainda não tem posse total da linguagem, ela não consegue se expressar verbalmente para dizer o que está sentindo, sendo assim, faz uso do próprio corpo para extravazar essa energia contida de forma instintiva.

A via de comunicação nessa fase é essencialmente sensorial e o corpo é o veículo usado para isso. Se a criança está insatisfeita, bate para expressar sua insatisfação, pois não sabe argumentar, porém sem a intenção de machucar o amigo,  porém  acaba machucando-o. Ela precisa saber disso para reconhecer a consequência de seu ato. Se nesse momento ela for simplesmente punida não terá oportunidade de aprender, já que a punição por si só, não educa.

Diante disso o papel do educador é ajudar a criança a se expressar de outra forma ajudando-a de forma justa e respeitosa, para que os conflitos sejam minimizados, evitando admoestá-la constantemente.

É muito válido ajudar a criança a reconhecer seus próprios sentimentos, dizendo-lhe que entendemos e respeitamos sua insatisfação e descontentamento que a faz sentir raiva e bater e ou morder o amigo, porém assim o machuca e dói, e o amigo não gosta.

A hora da correção não é hora de agrado, é preciso que estes momentos sejam bem distintos para não confundir a criança. Ela deve saber que sua atitude não foi aprovada, sendo assim deverá arcar com a consequência e chorar faz parte desse processo.

Jamais uma atitude inadequada da criança deve ser ignorada, é dever do educador corrigí-la para que a ação correta prevaleça.

Quanto mais conhecemos o universo da criança, melhor e mais fácil será o processo educativo, com suas exigências e peculiaridades.

Com muito amor no coração, uma boa dose de paciência, compreensão e respeito, à criança levará você a um mundo de magia e encantamento que só ela pode proporcionar.

2 comentários no blog

  1. Elizele em

    Olá, sou mãe da Ana Liah de nove meses, e esse post veio bem à calhar, pois estou passando por isso, de uns dias pra cá ela tem nos dado “cabeçadas” quando está insatisfeita com algo, mesmo que isso doa nela. Na hora sempre seguro firme e falo “não faça isso” de um modo bastante sério, mas parece que ela não entende, não sei se tem surtido efeito, pois ela sempre volta a fazer. Sempre acompanho o blog, desde a gravidez, e adoro! Beijos!

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    1. Michelle Amorim respondeu Elizele em

      É como a Dona Lourdes explicou. Eles ainda não dominam o raciocínio lógico e não sabem como expressar as frustrações e descontentamentos. Ainda mais a sua pequena que tem apenas nove meses.

      Tem que ter muita paciência e carinho mesmo =)

      Bjo

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