Categories: Estilo de Vida/ Trabalho e Estudos

As vantagens e dificuldades do home office

DSC_0639

O blog existe desde janeiro de 2011 e há pelo menos dois anos e meio ele tem sido minha fonte de renda e o meu trabalho. Mesmo que eu não tenha conseguido ainda levá-lo exatamente da maneira como eu gostaria. Contudo, ainda é muito comum ouvir a frase “mas você não trabalha, não é?”. Sim, é muito difícil trabalhar em casa e esse é apenas um dos motivos.

Vamos começar do começo, com a historinha que muitos de vocês já conhecem, porém, vale a pena repetir para quem estiver chegando agora.

Eu trabalhei por quase dez anos numa corretora de seguros. Gostava muito do meu trabalho e era muito dedicada, mas estava longe de ser o trabalho dos sonhos (muito menos a remuneração dos sonhos, rá!). Trabalhava de segunda a sexta-feira, normalmente das 8h às 19h, com intervalo de uma hora para o almoço. Tinha prazos a cumprir, satisfações para dar, contas para prestar, clientes queridos e cliente ranzinzas para atender. O de praxe, em quase todos os trabalhos nos quais se lida diretamente com o público.

Quando engravidei da Mel, fiz um planejamento para que logo após o fim da licença maternidade, eu ainda tivesse mais um mês de férias. Estava tudo bem claro na minha cabeça, mas meu coração foi ficando apertado conforme os meses foram passando.

Eu acredito muito em destino e, quando Melanie tinha quatro meses, soube que a empresa em que eu trabalhava iria fechar sua filial aqui em Curitiba. Na hora foi um baque, é claro. Mas confesso que depois respirei aliviada por não ter que voltar ao trabalho com um bebezinho de 6 meses em casa.

Decidimos, então, que eu ficaria em casa até que Mel completasse um ano e depois voltaria ao mercado de trabalho. Foi um comum acordo entre eu e Alexandre, depois de pesar prós e contras, de pensar no impacto financeiro que aquela decisão traria para as nossas vidas, mas, principalmente, do que julgávamos ser melhor para a Mel naquele momento.

E assim, o tempo foi passando. O blog passou de hobby a trabalho, se profissionalizou e aqui estou eu, escrevendo um post sobre as vantagens e desvantagens de trabalhar em casa – e como autônoma, também – com base na minha experiência pessoal. Está sendo complicado colocar tudo isso no papel, porque um mesmo fator pode ser vantagem e uma desvantagem também. É muito louco.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, trabalhar em casa não significa andar de pijamas o dia todo e assistir a sessão da tarde comendo pipoca num dia chuvoso. Porém, essa é uma opção que o home office te oferece e aí está a grande vantagem e a graça de tudo: ter opções e poder fazer escolhas.

DSC_0698_copia

As maiores vantagens, para mim, são:

Flexibilidade de horários: é uma das coisas que eu mais gosto sobre o fato de trabalhar em casa. Não ter que programar o relógio todo santo dia no mesmo horário para acordar, faça chuva ou faça sol, tenha você dormido bem ou não durante a noite. Há dias em que eu acordo às 6 da manhã, outros às 7h30, outros às 9 horas. Tudo depende do meu grau de cansaço, das coisas que tenho para fazer e, claro, do horário em que meus filhos despertam. Mas ter esse poder de decisão sobre os horários que você irá trabalhar é muito bom. Além disso, um horário maleável permite que você fique com seu filho, caso ele esteja doentinho ou precisando mais da sua atenção. O mesmo vale para quando você não está se sentindo bem. Você pode descansar, dar atenção a quem precisa e depois pode compensar trabalhando até mais tarde, por exemplo. E ainda, pode encaixar outras das suas atividades no horário que você normalmente estaria trabalhando, como ir ao cinema, dar uma passada naquela loja de móveis para comprar algo que falta para a sua casa, ir ao supermercado, levar as crianças no parque porque está um dia lindo de sol, encontrar uma amiga para um café, enfim, são muitas possibilidades, proporcionadas por essa flexibilidade de horários e pela lei da compensação.

Não ter que se deslocar todos os dias para ir trabalhar e fugir do trânsito é algo considerável: aquele trânsito caótico de toda manhã, que mesmo que você saia de casa bem antes do horário ainda te pega desprevenido e acaba por estressar um pouco. Pior ainda, era quando eu pegava ônibus para ir trabalhar. Aquele, lotado, demorado, cheio de gente que tinha mergulhado no frasco de perfume logo cedo. E, ao final do dia, voltar no mesmo ônibus lotado, demorado e perfumado (hahaha) depois de mais um dia cansativo de trabalho. Era tenso. Trabalhando em casa, eu decido se vou ficar por aqui mesmo (o que acontece na maioria dos dias) ou se vou a um café ou qualquer outro lugar que seja agradável para trabalhar. 

Autonomia: você decide quando, onde e por quê. Não existe chefe, gerente ou supervisor. Só você, os trabalhos que você aceitar e as metas que estiverem traçadas no seu planejamento. (ter me livrado de ouvir as lamúrias, reclamações e de lidar com pessoas ignorantes e grosseiras, foi libertador, juro). Não existem sapos alheios a engolir. Apenas os meus próprios, aqueles que eu escolho, se é que vocês me entendem.

Qualidade de vida: no home office, a maioria do tempo você passará dentro do seu próprio lar, que normalmente é o lugar que mais amamos no mundo, aquele que nos traz tranquilidade e bem estar. Pode fazer um almoço caprichado e mais saudável do que se comesse na rua. Caso se sinta cansado, pode sentar ou deitar um pouco no sofá, tomar um chá ou parar para fazer um lanchinho no meio da tarde. Eu, porém, nunca consegui simplesmente parar tudo, me jogar no sofá e descansar, mas é bom saber que tenho essa opção, caso eu precise. Ou, que posso diminuir o ritmo caso eu acorde gripada, como hoje, por exemplo. Também posso encaixar coisas que tenho ou quero fazer no horário comercial, ou seja, o horário em que eu estaria trancada no escritório se estivesse trabalhando fora. Posso marcar uma consulta médica, fazer uma atividade física no meio da manhã ou da tarde ou ir ao banco em um horário de menos movimento. É só uma questão de compensar trabalhando em outro horário depois.

Mais tempo e proximidade com os filhos e a família: a melhor parte do home office para mim, com toda a certeza. Poder deixar que meus filhos durmam até mais tarde quando estão cansados, não ter que tirá-los da cama cedinho naqueles dias frios ou em que estão doentes, poder tomar o café da manhã junto com eles, rolar pelo chão e brincar de pega pega antes do almoço, preparar aquela comidinha que eles mais gostam, estar mais tempo por perto quando eles caem, choram ou sorriem, almoçar ou tomar café da tarde junto com meu marido de vez em quando; são só algumas das coisas boas que trabalhar em casa me proporciona. Por esse motivo, especialmente, não consigo me ver trabalhando 8, 9, 10 horas por dia, de segunda à sexta, em um escritório. Se algum dia por ventura eu tiver que trabalhar em outra coisa, será uma adaptação bem difícil.

As principais desvantagens, com base na minha experiência

Perda do foco: acontece muito comigo de, quando não tenho uma meta muito clara ou um prazo específico a cumprir, acabar perdendo um pouco o foco. Quando eu trabalhava em escritório e tinha dez seguros que venciam naquele dia para renovar, sabia que precisava terminar, que não podia deixar para depois. Até porque eu não teria o “depois”. Eu iria para a minha casa quando meu horário terminasse e fim. Lembram que eu mencionei lá em cima que alguns fatores podem ser vantagem e também desvantagem? Então, a flexibilidade de horários e dias de trabalho entra nesse parâmetro. Você acaba relaxando um pouco porque sabe que pode compensar em outro horário. O problema é que nem sempre dá certo e as coisas se acumulam. E perda de foco para quem trabalha com geração de conteúdo e depende de criatividade e inspiração, é punk, minha gente.

A concorrência desleal diária: trabalhando em casa, você divide seu espaço com outras pessoas que também moram nela e que, ao contrário de você, não estão trabalhando. Um filho quer colo, o outro quer que você veja o desenho lindo que ele acabou de colorir, o marido quer que você dê uma olhada nas ideias que ele está pinando para a casa no Pinterest ou que você vá com ele a algum lugar no meio do dia (porque ele está de folga), o gato quer carinho ou água fresquinha, a cama ou o sofá que estão ali e parecem tão confortáveis e convidativos. É difícil vencer essa concorrência! E eu chamo de concorrência desleal porque não tem como o trabalho competir com um filho amoroso e fofinho pedindo colo ou atenção. Pelo menos pra mim. Acredito que isso dependa muito da organização e da capacidade de foco da pessoa que trabalha em casa. Eu ainda estou buscando tudo isso, ainda estou aprendendo a lidar com esses paralelos.

As distrações: quem cuida de uma casa, sabe: as tarefas parecem nunca ter fim! Por isso, inevitavelmente os afazeres domésticos se misturam com o trabalho, e, com isso, a casa pode ser uma distração tremenda para quem pratica o home office. Quantas vezes me pego parando o trabalho e pensando: vou lavar essa louça rapidinho, vou colocar a roupa na máquina de lavar ou estender no varal aquela que já lavou, vou tirar esse pó de cima do móvel da sala, vou regar aquela planta que está implorando água, vou fazer a lista do supermercado… e por aí vai. Há de se ter muita disciplina para não misturar as coisas, ou, então, para que ao menos seu trabalho não seja prejudicado com isso. Fora isso, quem trabalha em casa precisa aprender a conviver com os barulhos diversos como a gritaria dos filhos fazendo bagunça, o som do rádio ou da tv, o marido falando ao telefone. Perder a concentração é fácil nesse contexto e estou procurando soluções (música, fone de ouvido, viagens mentais, haha).

A influência na produtividade: eu colocaria o fator produtividade em um campo neutro, exceto pelo fato de que sim, na maioria das vezes, ser interrompida ou me distrair com algo ao meu redor, aqui em casa, me faz menos produtiva. Porém, ainda não cheguei a uma conclusão exata sobre isso. Acho que depende muito do dia, do tamanho da minha inspiração e criatividade no momento de escrever. Pode ser que um dia eu consiga produzir muito em casa, mesmo no meio do caos e das interrupções constantes. Pode ser que um dia eu tenha que ir para outro lugar – um café, por exemplo – e o trabalho renda mais. E podem existir aqueles dias em que nem mudar de ambiente dê resultados. São muitas variantes. E, ainda, existe o fato de poder deixar as coisas para depois, o que afeta e muito a produtividade de quem trabalha em casa (especialmente as pessoas não tão organizadas).

Você trabalha mais: para mim, isso não chega a ser ruim, mas atrapalha um pouco a minha vida de mãe, de esposa e tantas outras coisas. A sensação que tenho é que, trabalhando em casa, você não sai do trabalho e o trabalho não sai de você. É comum, por exemplo, você aproveitar que os filhos dormiram para voltar para o computador, depois das nove da noite. Isso raramente acontece quando você trabalha fora. Ou então, quantas vezes já aconteceu de eu deixar de fazer algo ou ir a algum lugar porque tinha que terminar algo em pleno domingo? Estou tentando esquematizar as coisas para mudar isso, mas sem pressão. Porém, realmente gostaria que as coisas tivessem outro ritmo aos finais de semana.

Falta de compreensão das pessoas: sabem o que eu percebo? Uma dificuldade muito grande de entendimento entre as pessoas, acerca do home office. A maioria está acostumada a pensar que, quem trabalha, trabalha fora, sai de casa para trabalhar. Elas parecem não assimilar direito o fato de que você pode estar fazendo exatamente o mesmo trabalho que faria numa empresa lá no centro da cidade ou no escritório, na sala, na mesa da cozinha, enfim, dentro da sua própria casa. E, por isso, tantas e tantas vezes eu já ouvi aquela frase lá do começo do post. Um dos últimos diálogos a respeito, aliás, foi assim:

– mas o Leonardo não vai para a escolinha ainda porque você não trabalha, não é?

– não, não, eu trabalho sim! (sorriso amarelo)

– ah sim, o trabalho de casa, claro.

 não, não. eu tra-ba-lho. (expliquei a situação resumidamente, mas a verdade é que nessa hora eu já queria desenhar para ver se gerava um entendimento maior entre as partes)

– aaaaah, tá…. (cara de que ainda não entendeu)

Uma das vezes mais marcantes e até engraçadas que isso aconteceu, foi na última festa de aniversário da Mel. Minha cunhada comentou que queria muito ter a habilidade e o dom para fazer as festinhas como eu faço, que era muito bacana e tudo mais. E, então, alguém disse, se dirigindo a ela: “mas é que você trabalha, você não tem tempo” (eu ouvi e fiquei tipo, oi? como assim?). Minha cunhada logo disse então “ué, mas a Michelle também trabalha!” ……….

As interrupções: poxa vida, para mim, é uma das piores partes de se trabalhar em casa. Muito disso se deve ao fato que comentamos acima: as pessoas ainda não compreendem direito que existem outras formas de trabalhar que fogem do modelo clássico de sair de casa todos os dias, labutar oito horas e bater cartão. E aí entra outra premissa: o respeito pelo que você faz. Muitas vezes eu sinto que quando você trabalha em casa, não é levado tão a sério. Quando você trabalha num escritório, numa loja, enfim, numa empresa física, as pessoas pensam mil vezes antes de telefonar para você. Elas simplesmente não irão te incomodar, a não ser, claro, em caso de emergência ou de algo realmente importante. Mas, quando você trabalha em casa, a coisa muda de figura. As pessoas ligam em todos os horários possíveis, querem conversar, bater papo, como se você realmente não estivesse trabalhando. É como se elas esquecessem disso. E olha que são pessoas super super próximas e que sabem do meu trabalho.

Há um tempo atrás, eu atendia todas as ligações. Mas tive que parar de fazer isso, porque estava me prejudicando demais. Se Alexandre está em casa, peço para ele atender e dizer que estou trabalhando. Se não está, não atendo. Se for algo urgente, sei que meu celular vai tocar em seguida. Outro problema é como Alexandre age se estou em casa. Mesmo sabendo que estou trabalhando (e me vendo digitar e abrir telas como uma louca) ele sempre está falando comigo, perguntando as coisas, me chamando para ajudá-lo a trocar aquele super cocô que o Leo fez, ou pior, vai lá para fora atender um telefonema porque sabe que estou aqui para olhar o Leo. Quantas e quantas vezes perdi minha linha de raciocínio por causa disso e não consegui finalizar textos.

São hábitos que as pessoas têm e atitudes que elas repetem sem maldade, mas que a gente precisa ir corrigindo aos poucos. Já tem bastante tempo que trabalho dessa forma e todo mundo já poderia ter se adaptado, não é? Contudo, não é tão simples assim. Muita paciência é necessária (e algumas fugas também – para o quarto lá em cima, para o ático, para uma panificadora ou um café na rua, etc).

Você, por você mesmo: para quem sempre trabalhou numa empresa ou escritório, pode ser difícil se adaptar a não ter mais a convivência diária com colegas de trabalho e amigos. O mesmo vale para quem está acostumado ou gosta muito de trabalhar em equipe. O home office é um tanto solitário, mas é algo que a gente se habitua. No mais, você sempre pode dar uma fugidinha e marcar de tomar um café com uma amiga ou amigo queridos. Já no setor financeiro, não existe salário nem valor fixo a receber todo quinto dia útil do mês. Não existem férias remuneradas, nem décimo terceiro. No home office, geralmente quanto mais você produz e trabalha, maiores são os seus rendimentos. Ou seja, em grande parte, depende de você. Porém, esse não é o único fator a influenciar os seus rendimentos. Por exemplo, já tive períodos de trabalhar muito e ganhar muito também, de trabalhar pouco e ganhar muito, de trabalhar muito e ganhar pouco, e assim por diante. No meu caso, que trabalho com produção de conteúdo para a internet, não há uma estabilidade de ganhos todos os meses. Existem previsões, que podem se concretizar naquele mês ou no outro. Para dar um exemplo, ao contrário de anos anteriores, esse foi um início de ano bom para mim e para o blog. Um mês acaba compensando o outro, mas quem for embarcar nessa deve ter consciência dessas sazonalidades e inconstâncias nos rendimentos e estar preparado para isso. Como não são somente os meus ganhos que sustentam a nossa família, afinal, meu marido também trabalha, conseguimos remanejar as coisas conforme as nossas necessidades.

Por fim, o que eu concluo do home office é que: não é algo que funciona para todo mundo, que tem prós e contras, assim como trabalhar fora, que requer muita organização, disciplina e paciência – com o seu ritmo de trabalho e o ritmo dos demais, para se adaptarem e compreenderem esse modelo relativamente novo de trabalho. Para que, assim, as coisas funcionem bem.

Hoje, com meus filhos pequenos ainda, não me vejo trabalhando de outra forma. Até porque tive a sorte de trabalhar fazendo o que eu amo, que é escrever, fotografar, criar e compartilhando tudo isso, ajudar outras pessoas. Por esses motivos, os benefícios de trabalhar em casa e de ser autônoma, se sobressaem para mim. Mesmo com todas as dificuldades que possam surgir.

segunda-feira de manhã, pijamas, roupão, café, ovo mexido, abraços, cheirinhos e beijinhos entre um parágrafo e outro <3
segunda-feira de manhã, cara de sono, pijamas, roupão, café, ovo mexido, abraços, cheirinhos e beijinhos – entre um parágrafo e outro <3

comentários via facebook

45 comments

  1. Nossa Michelle!!!!
    Pareceu que eu havia escrito 80% do seu texto. Iniciando a leitura me identifiquei de imediato. Trabalho em Casa traz alegrias, tempo para os filhos e muitas vantagens, …mmas essas chateações, essa confusão de limitar períodos é uma tortura. Trabalhamos mais do que se estivessemos em casa. Mas precisamos manter o foco. Dificil mesmo! Mas força na peruca, rss.
    Levanta da cama e digo:vVamo que vamos!

    Sorte pra todos que escolhem esse desafio!

  2. Michelle,
    Esse texto me inspirou muito! Adoro quando você escreve assim… aliás, mesmo em meio a delícias e mazelas da vida de quem trabalha homeoffice (e é mãe) me senti totalmente inspirada :)
    Beijos!

  3. Texto perfeito como sempre, me identifiquei muito. Trabalho em casa também desde que nasceu minha segunda filha e realmente não é fácil manter foco precisa de disciplina para conciliar tudo mas pra mim tudo e válido para ter mais tempo para as meninas.

  4. Olá Michele,

    Conheci seu blog a mais ou menos um mês fazendo pesquisar no google sobre decoração de festa infantil, você super me inspira amo seu blog, gostaria que você nos ensinasse como criar um blog, tenho muita vontade de fazer um blog sobre festas e DIY e gostaria de algumas dicas sua.

    Depois vou mandar pra você fotos da festinha da minha filha inspirada nos seus post.

    Obrigada pelas dicas.

  5. Oi Michelle, desculpe a pergunta, mas o Alexandre trabalha em que? Só uma curiosidade….
    Me sinto motivada ao ler seus textos, trabalhar em casa não é tão fácil como os outros imaginam, requer muita determinação e foco para coisa andar, ainda mais com os pequenos em casa!
    Parabéns pelo blog. Beijos

    1. Hahahaha, você foi a segunda pessoa (só hoje) ao me perguntar isso :) Ele é funcionário público (não entro em detalhes porque acho que já exponho o bastante por aqui, sabe? Prefiro deixar a parte dele quietinha, haha)

      Bjo

  6. Uau, me identifiquei 100% com isso! Nem meu pai entende meu trabalho feito em casa, desde que decidi largar uma multinacional e abrir um pequeno negócio próprio para ficar mais tempo com o filhote.

    Acompanho alguns blogs maternos (no tempo da falta de foco às vezes, rsrssrs), tenho deixado de seguir alguns porque acabo perdendo muito tempo neles, mas o seu sempre vai ficar na lista porque eu adoro demais! Ainda espero conhecê-la aqui em nossa Curitiba.

    Bjs!

    1. Oi Flávia! É bem normal que nem a família da gente entenda direito que existe isso, né? (de trabalhar em casa) :) E obrigada por sempre estar por aqui!

      Ainda vamos nos conhecer sim. Esse ano queria muito fazer um encontrinho de leitoras aqui em Curitiba. Depois do meio do ano. Vamos ver!

      Bjo

  7. Maravilhoso post! Quando eu saí do trabalho estava com 5 meses de gestação e tive que ficar de repouso até o final, então desde que meu filho nasceu não voltei mais ( hoje ele está com 2 anos e 5 meses). Já pensei em mil maneiras de investir em algo que eu trabalhasse em casa mesmo, falta coragem, falta ânimo ou foco mesmo… Ando feito louca pesquisando sobre diversos investimentos e ainda não me decidi.
    Porém, já imagino como será futuramente, bem como você descreve aqui. Tão bom ver você falando dos “bastidores”, me faz amar mais esse trabalho e saber que tudo foi projetado com muito carinho, amor, muita paciência e inspiração.
    Foto lindaaaaaa!!! Tão divas…
    Beijos

    1. Os bastidores por aqui é um treco TÃO louco que você nem imagina, hahaha. Um dia ainda farei um vlog pra mostrar :)

      Espero que você também encontre um caminho a seguir nessa questão de trabalhar em casa!

      Bjão

  8. Ótimo texto!! Tenho um bebê de 6 meses e estou justamente avaliando se volto ou não ao meu antigo trabalho. Uma dúvida, quem fica com as crianças durante o dia? Você tem ajuda em casa? Bjs!

    1. Oi Giovanna! Vou fazer um post sobre a minha rotina de trabalho e como tudo funciona, mas para adiantar: De manhã eu fico com os dois em casa, a Mel e o Leo. De tarde Mel vai para a escola e eu fico trabalhando (ou tentando trabalhar!) com o Leo. Quando ele tira a soneca depois do almoço consigo produzir mais. E de noite, os dois, outra vez, mas aí com o apoio do meu marido. E não tenho empregada nem babá, somente diarista duas vezes na semana. É tenso!

      Bjo

  9. Trabalhar em casa não existe rotina, e isso é umas das coisas em que mais preservo. Quero poder um dia estar trabalhando como autônoma, e estar livre das cobranças e cara feia dos chefes.

    Parabéns pelo seu blog. E pelo seus filhos lindos!
    Beijo, sucesso sempre <3

  10. Disse TUDO Mi.. é bem assim..
    Como resolvi algumas coisas por aqui:
    Primeiro defini q meu tempo de trabalho é no horário da escola e ponto. Não faço mais nada (se bem q nesse momento estou aqui né… afe), mas evito qquer distração. Se vejo uma coisa na casa fecho os olhos e penso “eu nem tô aqui! eu tô no trabalho!”. Fazer de conta q eu saí pra trabalhar ajuda mesmo. Às vezes até me imagino como chefe do meu lado me cobrando pra terminar algo logo (#alouca). Quando a Nati passou pro período da manhã na escola senti uma diferença imensa, pq é justo o horário em q eu rendo mais. Então é levantar da cama e sentar no pc pra trabalhar, sem preguiça! Ainda estou tentando fazer mais umas horinhas de noite, mas não tenho pique. Então faço a manhã render o máximo q dá. De tarde, nada de trabalho. É pipoca no sofá vendo desenho ou um bom passeio no parque com a pequena.
    Nas férias foi muito sofrido, até que estabeleci um sistema de escalas: era 40 min trabalhando e 20 min brincando com a baixinha. Coloquei até um timer e ela sabia q qdo apitava eram os nossos minutinhos. Funcionou bem!
    Percebi q tinha muito problema com as pessoas não respeitarem meu tempo e meu trabalho. Mas aí percebi que isso começava em mim, eu abria muitas brechas e não me levava realmente a sério. Mudar a minha visão gradativamente mudou a dos outros. Vai muito de como a gente fala da coisa e em dizer não muitas vezes.
    E no fim, vou te dizer uma coisa q meu padrasto me disse na minha última crise mãe x profissional: “Vc é mãe! Dá um bocado de trabalho, cansa muito e ninguém pode te substituir! Divida teu tempo entre as duas atividades e vc vai ficar bem.”
    Beijo querida! Saudades de vc!

    1. Oi Mi! Saudades de te ver por aqui :)

      Adorei essa ideia do timer para trabalhar e brincar com os pequenos! Vou adotar! hehe

      Também já percebi que muito desse “preconceito” ou dessa falta de compreensão, vem de mim mesma. Estou trabalhando para mudar isso!

      Bjo grande

  11. Oi Michelle
    Muito interessante este tema para nós mulheres, seria interessante se você pudesse especificar mais, por exemplo como começou a ganhar com o blog? Você que fez contatos iniciais, como? E agora como está? Detalhar mais sabe, pois tenho interesse também e gosto muito de escrever, porém fico muito perdida em como começar e ainda mais em como ganhar com isso.
    Beijos e obrigada! :)

  12. Oi Mi adorei seu texto e me identifiquei em vários pontos!
    Trabalhei em home office depois da licença maternidade até os gêmeos completarem 1 ano e tive muitas dificuldades como você mencionou (perda da privacidade pessoal; possibilidade de excesso de carga de trabalho;indefinição de horários de trabalho e lazer, se não tivesse planejamento e disciplina; falta de atualização profissional em processos gerenciais; ambiente de trabalho confinado (anti-social); interferência de assuntos domésticos nos assuntos profissionais e o preconceito no mercado formal principalmente dos colegas do trabalho que não me viam no escritório). Entretanto as vantagens superam estas dificuldades principalmente a proximidade com os filhos pequenos e a qualidade de vida! Meu rendimento era excelente, trabalhava sempre motivada em home office! Valorizo muito as vantagens pessoais e familiares (proximidade da família; maior independência; redução do estresse decorrente do trânsito; alimentação mais saudável; incorporação da família à atividade; mais qualidade de vida) e também as vantagens profissionais (maior liberdade profissional; privacidade, desde que planejada; redução de custos (aluguel, transporte, refeição e infra-estrutura básica); definição do próprio horário de trabalho; planejamento dos próprios rendimentos;
    rendimentos superiores aos níveis convencionais de mercado; auto-gerenciamento profissional).
    Beijos, Pri

    1. Oi Pri! Que legal receber comentários das minhas cunhadas queridas por aqui :)

      É difícil manter a disciplina e o foco, ainda mais com o Leo em casa no período em que eu tecnicamente deveria trabalhar, mas o lado bom compensa tudo!

      Bjão

  13. Michelle,
    Trabalho em casa como Arquiteta autônoma também e te entendo totalmente. Sinceramente resolvi esquecer a compreensão alheia e aceitar que o meu trabalho e a minha vida agora é ser mãe e dona de casa. Já recusei clientes pois sabia que iriam controlar o meu tempo. O meu foco são as crianças.
    Estamos na terceira geração do feminismo e ainda acho alguns papos com a mente do século passado. Tipo assim, se a mulher trabalha fora, ela precisa ter uma porção de ajuda ( faxineira, empregada, babá), pois está trazendo o “sustento” pra casa. Se ela fica em casa, ela é uma dondoca ou se aniquilou, virou amélia. Pai que trabalha fora paga as contas e a mulher tem que dar conta. Pai que está em casa e a mulher trabalhando é um abusado, um vagabundo e tem que substituir a emprega/faxineira/babá.
    O casal que mais curto atualmente é a Fernanda Lima e o Rodrigo Hilbert. Cada um com a sua vida, mas estão sempre com as suas crianças. Se ela trabalha, ele fica com os dois, se os dois trabalham, tem a ajuda da babá e/ou família. Não tem essa cobrança de quem ganha mais ou menos, cada um tem o seu papel e ponto. Agora com o cuidar da casa e família, cada um tem as suas tarefas. Conheço homens que são bons em resolver as coisas na rua, tem uns que cozinham maravilhosamente…o meu é pãe, arruma os filhos, dá mamadeira, banho, limpa o totô e é mais criança que as crianças.
    Horário flexível é VIDA!!! Mas não se irrite com o Alexandre não, é saudade de você que ele tem.
    Um grande beijo, sucesso no blog e muitas beijocas nesses dois lindos!!!

    1. Oi MI! Entendo bem o que você quer dizer e já passei por isso (do dondoca, etc). Depois de um tempo, passei eu mesma a valorizar mais o meu trabalho e com isso as coisas foram fluindo melhor. Hoje a minha renda faz diferença e me orgulho disso :)

      Ah, vou relevar as interrupções do Ale só porque você disse que é saudade, hahahaha

      Bjooo

  14. Boa tarde. Parabéns pelo belo blog Michele! Eu tenho algumas parentes e amigas que optaram pela mudança de estilo vida após o nascimento dos filhos, ou trabalham em home office ou dedicam-se exclusivamente a vida familiar e etc. As vezes nas conversas e opiniões dos blogs e comentários sinto exatamente o que é “preconceito”, parece que a mãe que trabalha em regime “formal” fora de casa não tem mais espaço nas mídias sociais e seus filhos estão fadados a terceirização do cuidado. Eu por exemplo sou médica, além do ensino regular estudei dez anos para concluir graduação e especialização, tive, logicamente, que fazer varias adaptações após o nascimentos dos meus (dois) filhos e me pego em situações que eles apresentam-se muito melhor amparados, educados e seguros de si do que amigos da mesma faixa etária que estão integralmente com as mães. Do fundo do meu coração sinto que não lhes falta amor e carinho. Sugiro que todas as colegas que deram opiniões acima se coloquem no lugar das outras antes de destilar suas criticas pois quando procurarem um atendimento de uma profissional mulher estarão servidas por pessoas que deixaram os filhos aos cuidados de outrem não com desamor mas para trabalhar com dedicação ao que o destino lhes reservou. Obrigada ;)

    1. Adorei seu ponto de vista Luiza! Concordo com ambos os lados, cada um sabe o que é melhor para si e seus filhos, seguir a intuição é fundamental.Bjo

    2. Oi Luiza! Obrigada por deixar seu ponto de vista! Mas foi nesse post que você leu essas críticas nos comentários? Eu não estou encontrando (hahahahaha)

      Mas sei que é assim, infelizmente. Falta se colocar no lugar do outro e pensar que a gente sempre faz o que julga melhor para os nossos filhos. E ninguém sabe melhor o que acontece dentro da nossa casa do que nós mesmos, não é?

      Acho que existe uma diferença entre se largar um trabalho que se leva somente por necessidade com largar um emprego/carreira que se lutou para conseguir, sabe? Eu, por exemplo, não pensei duas vezes, porque, como expliquei no texto, não era o trabalho dos meus sonhos e nem a remuneração dos sonhos. Não foi difícil deixar isso tudo para trás. Mas imagino aquela pessoa que estudou pacas, se especializou, ou mesmo que não tenha feito isso, que se empenhou em subir degrau por degrau numa empresa que goste de trabalhar. Admiro essas pessoas, independente de terem largado seu trabalho ou não, depois dos filhos :)

      Bjo

  15. Interessante tua abordagem. Vejo que de qualquer forma cuidar de filhos e trabalhar é um desafio grande da atualidade (seja trabalho fora ou dentro de casa, remunerado ou não).

    O que me chamou a atenção é você dizer que sofre preconceito mesmo fazendo um trabalho remunerado.. é engraçado essa percepção de que mulher que fica em casa tem todo o tempo do mundo.

    No meu caso abandonei todos os meus projetos pessoais para cuidar do projeto Leonardo. Tem sido duro lidar com as críticas. Mas aprendi a desencanar. Assim como a leitora aí de cima falou que quem trabalha fora é criticada, tenho certeza de que as maes que nao trabalham são muito mais! porque a maioria critica a mae que fica em casa como essa sendo desleixada / que nao quer nada com nada / ou aproveitadora de maridos (sim, eu li isso esses dias num forum).

    Enfim, nao importa o que você decida fazer, sempre vai vim um pra dizer que você está errada. simples assim :)

    1. É complicado, né? Eu ainda estou aprendendo a lidar com a falta de entendimento das pessoas, sabe? Em outros países é comum o home office, mas por aqui é algo relativamente novo ainda. Mas acredito que chegaremos lá :)

      No meu caso, as pessoas não sabem direito como funciona um blog e não tem ideia de como isso pode gerar renda, hahahaha (estou escrevendo sobre isso, aliás)

      Bjo

  16. Tanbem estou tentado trabalhar em casa pois estou com um bebe de 7 meses e não pretendo volta pois quero aproveitar a fase do meu pimponho… Quem sabe da certo trabalhar em casa?!
    Foi muito motivador esse troca de experiência que VC viveu e eu estou vivendo e me organizado a montar meu próprio blog.

  17. Michelle
    AMEI seu texto. Parabéns!
    Também faço home office.
    Sou Relações Públicas a trabalho de casa com a minha baby de 10 meses. É uma doidera só, mas não troco por NADA!
    Estamos há seis meses assim. Vc sabe e deve imaginar como está! ehehe
    Não tenho empregada, nem babá.
    Sues babies/filhos ficam algum periodo na escola ou tem babá em algum momento?
    Estou avaliando essa possibilidade para quando ela completar 1 ano.
    Ag. seu retorno. Obrigada!

    1. Oi Sefirah, tudo bem? Eles frequentam a escola no período da tarde somente, desde 1 ano e 8 meses, ambos. Não temos babá nem empregada, somente uma diarista uma vez por semana e duas vezes por semana a cada quinze dias. É uma doideira mesmo, mas também não me arrependo das minhas escolhas <3

  18. Oi Michelle, admiro muito seu trabalho! Estou aqui sempre acompanhando as novidades.
    Eu recentemente comecei a trabalhar em casa tambem, e já passei por algumas situações parecidas, como você descreveu na parte do texto “Falta de compreensão das pessoas”. Amei o texto. Parabens pelo blog.

deixe seu comentário!