13 maio 2012

A maternidade

 

O ato generoso da criação se repete no ato generoso da mãe ao doar-se para que a vida se manifeste. A manifestação da vida se dá através do corpo da mulher, que contribui com o óvulo, cuja forma é circular, para ser fecundado gerando assim um novo ser.

Não há nada mais belo do que um ventre materno pleno e redondo abrigando a vida. É o momento sagrado onde a mãe acolhe em seu ventre este novo ser e aí surge a certeza de que a vida perpetua.

A maternidade é um ato de amor, é a oportunidade que tem a mulher de praticar a maior das virtudes: a bondade, que abriga em si a generosidade; pois para que este grande ato de gestar a criança se realize, faz-se necessário doar-se plenamente.

A forma redonda de um ventre materno nos remete a outras formas redondas como o sol, um círculo perfeito, cuja fonte de luz e calor garante a vida. A lua, bela e redonda, que em suas fases, regula e marca o desenvolvimento e crescimento da criança durante a gestação, garantindo seu nascimento no tempo certo.

A semente, em forma de grão, abriga o mistério da vida, pois sabemos quantas sementes tem dentro de uma fruta, mas nunca saberemos quantas frutas há dentro de uma semente. A mandala – que significa círculo e é símbolo da totalidade, da integração e da harmonia – além de redonda, toma diversas formas, sendo elas planas e redondas, surgindo uma infinidade de combinações gerando movimento. Movimento lembra bola; bola, que lembra criança; criança traz pureza, que inspira ternura; ternura que nos envolve em forma de amor…amor…amor….infinitamente.

O verdadeiro amor de uma mãe por um filho a leva a abrir mão de tudo, pelo seu bem, chegando a abrir mão até dele mesmo para preservar-lhe a vida. Lembro-me aqui do fato histórico segundo conta a tradição:

Num certo dia, duas mães disputavam uma criança. Ambas afirmavam ser a mãe daquela criança. Diante do impasse, foram levadas diante do sábio rei salomão para que ele desse o veredito.

O rei sabiamente disse: é simples, vou cortá-lo ao meio, assim as duas recebem metade da criança e está resolvido. Imediatamente a verdadeira mãe interrompeu dizendo: o filho é dela, pode entregá-lo.

Diante disso o rei entregou a criança para a mulher que abriu mão da sua posse, ficando provado que o amor pelo filho era maior que a sua posse. O filho realmente lhe pertencia.

O verdadeiro amor é altruísta, é generoso, não discrimina, não pretere, não se esgota, não perece, é incondicional!

Desejo a todas um feliz dia das mães!

3 comentários no blog

  1. Michelle Amorim em

    Feliz dia das mães a todas nós! =)

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  2. Adriana em

    adorei o texto! feliz dia das mães!!!

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  3. Letícia em

    Olá mamães, tudo bem? Gostaria de pedir a ajuda de vocês para o meu trabalho de graduação da faculdade ESAMC. Estou fazendo uma pesquisa sobre fraldas(Pica Pau Baby) e aquelas que puderem por favor respondam: https://docs.google.com/a/horusconsultores.com.br/spreadsheet/viewform?pli=1&formkey=dFB1MWdURmdRUm1hNUttOVM2WXcwckE6MQ

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