Categories: Café da Tarde/ Reflexões

Se não for pra desafiar diariamente, eu nem vou – disse a maternidade.

 

Tenho aqui pra mim que quando ela surgiu, já decidiu logo de cara que seria tudo, tudo mesmo, menos entediante.

Decidiu que emendaria fases quase de boa na lagoa (em que você tem até medo de expressar alegria em voz alta pra não atrair mau agouro) com fases punk rock (que você tem vontade de catar aquela mochila que tá guardada, enfiar umas peças de roupa e fugir pro México pra tomar margaritas na beira da praia) num ciclo assim, infinito, sabe? Pra que a gente tivesse doses – ora homeopáticas ora imensas – de dores e alegrias, de frustrações e conquistas, de quedas e aprendizados, mas jamais, jamais de tédio. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Pra mim, a maternidade sempre se assemelhou muito ao mar. Lindo de ver, de ouvir, de sentir. Que ensina a nadar contra a maré, a ter equilíbrio mesmo pisando em areia que afunda, a ter paciência até encontrar águas mais calmas, a ter cuidado pra não ir longe demais, a ter responsabilidade e limite pra não se afogar nem deixar afogarem.

Mesmo o mar mais calmo nunca deixa de ter ondas – das mais suaves e fáceis de deixar passar por entre os dedos até as mais fortes que derrubam e te fazem questionar por que raios foi se meter ali. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
Uma vez dentro dela, a gente se mantém nadando. Porque ela definitivamente veio pra ser tudo, menos água turva e sem vida. 💜

comentários via facebook

1 comentário

deixe seu comentário!