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A força e a delicadeza andando lado a lado

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Desde que Melanie começou a crescer e demonstrar de forma mais clara suas preferências e sua personalidade, tenho me policiado ao máximo para compreendê-la e para aceitá-la como ela é. Sem idealizar, sem projetar sonhos meus, sem esperar que ela seja algo ou alguém que eu gostaria que ela fosse. Confesso que muitas vezes também me pego numa encruzilhada, entre deixá-la crescer e mantê-la protegida debaixo das minhas asas.

Lá pelos quatro anos de idade, Mel se mostrava muito vaidosa e interessada em saber como e por quê eu me maquiava e pintava as unhas. Eu sempre respondia que ela teria a vida toda para fazer isso, que não precisava ter pressa. A adultização da criança sempre foi algo que me incomodou muito. Então, eu deixava que ela se divertisse escolhendo seus laços, suas tiaras, suas roupas, seus sapatos, inventando mil penteados diferentes. Tudo de forma muito lúdica e infantil mesmo. Sempre tive esse cuidado para que ela aproveitasse sua infância sendo apenas criança, sem estereótipos ou limitações de gênero. Para que ela pudesse brincar muito e livremente, sujar as mãozinhas de terra, explorar e vivenciar o mundo com todos os seus sentidos. Sem pular fases, sem pressa de crescer e de se tornar adulta.

Estando a poucos meses de completar 6 anos de idade, Mel tem a cada dia novos aprendizados, desejos e desafios a serem superados. Tem se mostrado forte, corajosa e muito curiosa para entender como o mundo funciona. E, também, tem demonstrado uma vontade genuína de se sentir mais bonita, até meio “encantada”, como ela mesma diz quando calça seus sapatinhos mágicos – sim, porque a fantasia pode e deve fazer parte dessa infância que ela está vivendo.

Por isso, tenho deixado que ela explore mais esse lado delicado de ser menina, essa vontade de se sentir bem consigo mesma. Estou liberando, ainda que em doses homeopáticas, um glitter nas unhas aqui, um brilhinho labial acolá. Quanto às roupas e calçados, já tem algum tempo que ela mesma escolhe o que e como quer se vestir, dentre, claro, algumas opções pré estabelecidas. Nesse período, percebemos que ela tem um carinho especial pelos sapatos e sapatilhas. Melhor ainda se tiverem brilho ou algum detalhe a mais. E sim, rosa continua sendo a cor preferida, seguida pelo roxo e pelo azul.

Costumo deixar ela bem livre para fazer essas pequenas escolhas. A única hora em que dou palpites é quando precisamos garantir que o calçado seja confortável e durável, além de bonito. Por isso gostamos tanto dos calçados da Pampili aqui em casa. A marca tem uma junção perfeita de estilo e conforto – além de oferecer produtos de imensa qualidade – para meninas que são românticas, alegres, sonhadoras, modernas e, por que não, corajosas e cheias de vontade de superar novos desafios.

Hoje, tenho uma preocupação grande em educar minha filha para que ela, no futuro, seja uma mulher forte, destemida e que saiba o valor de sua voz. Mas, ao mesmo tempo, entendi que ela precisa também desse espaço para ser delicada e feminina. E que, ainda assim, ela terá força e coragem perante à vida. Acho que é exatamente isso que eu desejo para ela. Que ela saiba que força e delicadeza podem sim andar lado a lado, que pode haver um meio termo.

Ver a carinha de felicidade da Mel ao ter alguns de seus pequenos desejos atendidos, tem valido muito mais do que qualquer medo que eu pudesse ter de estar acelerando o seu crescimento ou limitando sua identidade. São passos pequenininhos rumo a liberdade e à autonomia que ela terá em breve, e, apesar de deixar meu coração um pouquinho apertado,  já bastam para deixá-la radiante e muito, muito feliz.

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2 comments

  1. Acho que é exatamente isso Michele o certo, equilíbrio e liberdade da criança ser ela mesma. Vejo muitas pessoas principalmente na internet dizendo que menina não pode querer ser princesa, gostar só de rosa, e por aí vai. Acho q tem q deixar criança ser criança. Dificilmente vemos mulheres adultas andando vestidas de rosa dos pés a cabeça. Minha filha adora ser princesa e cor rosa mas tbm adora robôs, dinossauros, caminhões, etc.. Sem forçar nada. Deixo ela ser criança e estou ali para direcionar para o caminho certo. Acho q os adultos deveriam um pouco se colocar no lugar das crianças, tipo imagine se achamos q o preto nos veste melhor, gostamos de determinadas séries e tem alguém te forçando a gostar de outra coisa. Bjs.

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