23 abr 2012

A entrada da criança na escola e sua adaptação

A adaptação da criança na escola é um momento delicado na vida da criança e também na vida dos pais. O trabalho conjunto entre escola e família, pode transformar este momento difícil em oportunidade de compartilhar o afeto e cuidados com a criança que até então eram exclusivos da família.

É um momento de separação. Um momento que pede paciência e compreensão num processo gradativo, até que se estabeleça a confiança dos familiares e a segurança da criança.

A mãe merece uma atenção especial. A estreita relação com o filho, o convívio intenso e permanente gera laços fortes e até mesmo de dependência mútua. O momento de romper esse convívio e soltar esses laços dói muito. No entanto a criança necessita dessa experiência para conquistar sua autonomia.

Para que este processo se torne menos doloroso, são necessários procedimentos que respeitem tanto a criança quanto a mãe. Incertezas e dúvidas com relação a decisão de colocar a criança na escola devem ser sanadas.

Para que a adaptação seja feita com sucesso e no menor tempo possível faz-se necessário respeitar alguns princípios como:

Agendar dia e hora para iniciar o processo de adaptação, que deve ser exclusivo, ou seja, não adaptar mais que uma criança ao mesmo tempo em cada sala.

No primeiro dia a mãe ou o pai, deverá ficar junto com a criança dentro da sala por uma hora aproximadamente, para que ela se sinta confiante ao conhecer o novo ambiente e as pessoas, tendo por perto uma referência familiar e desta forma possa estabelecer vínculos com segurança.

A partir do segundo dia, o pai ou a mãe deverá permanecer na escola, porém não mais dentro da sala e sim na recepção. A criança será levada até eles se chorar, ou manifestar outra necessidade percebida pela professora. Este é um momento oportuno para gerar laços de confiança com a professora. O tempo de permanência da criança na escola irá aumentando gradativamente após o terceiro dia. O tempo de permanência dos pais na escola pode durar aproximadamente uma semana.

Os pais podem se ausentar da escola quando se sentirem seguros e constatar que sua criança manifestar sinais que está se sentindo segura também, como comer e dormir.

Agora sim, os pais poderão deixar sua criança com a professora, entregando-a no portão. É importante a manifestação de gestos que simbolizem confiança como: colocar a criança no chão para que a professora a acolha ou ter atitude de entrega segurando a criança voltada em direção a professora.

Se for bebê, entregá-lo nos braços da professora com firmeza e tranquilidade com a mesma atitude de entrega.

Desta forma os pais poderão se retirar sem sentimento de culpa e de pena, principalmente se nesse momento a criança chorar. Nesse momento, o choro é de reinvidicação e não de medo ou insegurança. Ao perceber uma atitude decidida do pai ou da mãe, a criança aceitará a nova situação e cessará o choro em seguida.

A confiança dos pais é fundamental para que a criança se sinta confiante também.

É preciso dar a ela oportunidade de experimentar que é capaz de ficar longe dos pais e mesmo assim se sentir segura. Se ela nunca experimentar isso, não saberá do potencial que tem e do que é capaz.

Dar condição para que a criança exerça sua autonomia é realmente um ato de amor, além de uma ação educativa correta e necessária.

Compete aos pais e professores educar, e educar é eduzir, ou seja, fazer florescer da criança suas virtudes e potenciais. Esse é um trabalho conjunto, da família e da escola para conduzir a criança em direção do melhor.

8 comentários no blog

  1. Michelle Amorim em

    Esse texto foi importantíssimo pra mim, durante a adaptação da Melanie. É realmente um processo de separação e acredito que as mães sofram mais do que os próprios filhos. Por isso também acho fundamental a mãe ter esse apoio, essa atenção.

    Seja bem vinda Dona Lourdes =)

    Responder
  2. Beatriz em

    Dói só de pensar. Mas, como todas as fases da vida, essa também é fundamental para o crescimento e principalmente independência dos nossos bebês. Afinal, clichê a parte, eles são do mundo e não nossos né? E acredito que quanto mais cedo se iciniam esses processos, mais confiaça e segurança terão também no futuro, onde tudo isso irá se refletir.
    Ótimo texto, meninas. Mais uma vez vai nos ajudar muito.

    =)

    Responder
    1. Beatriz respondeu Beatriz em

      * ops… iniciam.
      ;)

      Responder
  3. Neiva em

    Olá meninas! Leio o blog há muito tempo e estava ansiosa pelas novas colunas! Adorei o texto e a forma sensível que o assunto foi tratado. Um abraço e continuem o ótimo trabalho!

    Neiva

    Responder
    1. Michelle Amorim respondeu Neiva em

      Que bom que vc gostou Neiva! =)

      Responder
  4. Vanderléia de Macedo Teixeira em

    Apesar da dor, sei que preciso mandar meu filho pra escola. Esse texto me ajudou a buscar o equilíbrio emocional. Gostei muito.

    Responder
    1. Michelle Amorim respondeu Vanderléia de Macedo Teixeira em

      Oi Vanderléia,

      Ainda essa semana vamos falar mais do assunto :)

      Bjo

      Responder
  5. Chady Vilondo em

    gostei do trabalho vejo que a pessoas preocupadas com a evolução do conhecimento.

    Responder

Deixe seu comentário!