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A criança erra ou faz tentativas de acertos?

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As práticas mais comuns hoje usadas na educação das crianças, parecem estar fundamentadas em princípios equivocados, pois diante de uma ação inadequada a criança é simplesmente punida, sendo que deveria ser ajudada com métodos adequados a agir certo.

O verdadeiro conceito de educar é eduzir da criança seu potencial latente, sendo assim, a punição por si só, não cumpre tal objetivo, pois não contém elementos e nem dá condições para que este potencial se manifeste. Para que ele se manifeste, é preciso eduzí-lo, ou seja, dar à criança, tempo, espaço e condições para isso.

Conhecendo a natureza da criança, posso afirmar que ela ainda não tem domínio sobre seus instintos e impulsos, portanto não pode ter cem por cento de acertos em seus intentos. Para que ela consiga controlar tais comportamentos, precisa de maturidade e muito treino, conduzido por  mãos firmes e ao mesmo tempo carinhosas, que possam mostrar  a direção certa a seguir. Tanto os pais quanto as crianças precisam saber o que podem fazer, o que não podem fazer e o que por circunstâncias especiais é tolerável.

Diante de um mundo a ser descoberto, a criança faz tentativas impulsionadas por seu espírito investigativo e curioso, com o intuito de descobri-lo e fica muito desapontada quando é reprovada e até impedida de realizar tais ações. Fica pior ainda quando é repreendida e punida. Quando a criança sente que desapontou os pais fica triste e frustrada.

Tenho na memória de infância a lembrança de sentimentos de decepção e mágoa quando era repreendida por algo que nem sabia ser errado ou “considerado  errado” pelos adultos.

Por esta razão, procuro me colocar sempre no lugar da criança e assim consigo entendê-la, ajudando-a a identificar seus sentimentos, nomeando-os e assim podendo superar suas dificuldades. Agindo dessa forma, nasce entre nós uma empatia que facilita muito nosso relacionamento, gerando afeto e também muito respeito.

Quanto mais entendemos as dificuldades das crianças, mais podemos oferecer-lhes ferramentas para superar seus instintos e impulsos que dificultam fazer a coisa certa e assim agradar os adultos.

O grande anseio dos pais é ter filhos que não desafiem suas ordens e que não os envergonhem diante dos amigos e familiares, porém quanto mais se cobra deles uma ação correta, ou quanto mais são criticados por isso, mais se fortalece o erro. Então, não podemos chamar de educação esta forma de lidar com as crianças. Por esta razão, afirmo sem medo de errar que, só se educa quando se ensina a criança a fazer a coisa certa, dando-lhe condições e ferramentas certas para aprender e nunca condená-la por uma  ação inadequada. Pode parecer estranha tal afirmação,  mas a experiência que tenho com crianças me autoriza dizer  que a criança não erra, e sim,  faz tentativas de acertar.

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2 comments

  1. Oi, Michelle! Tudo bem? Não sei se é só aqui, mas clicando na página 2 lá embaixo, dá erro 404. Ou seja, não to conseguindo ver posts antigos.. Bjos!

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