12 meses de Leo

 

Leo 12 meses_blog vida materna

Ahá, acharam que eu tinha esquecido, né? Mas cá estamos para registrar os aprendizados, as fofurices e as muitas peraltices do pequeno. Aliás, esse post poderia também se chamar “12 meses de Leo, curtindo a vida adoidado” :)

– Leo está pesando 11.700g e medindo 79,5cm (!)

– usando roupas tamanho 18 meses e 2 anos (algumas tamanho 1 ainda servem) e fraldas tamanho XG.

– permanece com 4 dentes, dois em cima, dois em baixo. os de cima vieram bem separados, o que o faz parecer um coelhinho. mas, acredito que outros estão a caminho a julgar pela irritação e coceira na gengiva dos últimos dias.

– a rinite deu uma melhorada depois daquelas mudanças que fizemos por aqui e contei para vocês neste post, lembram? depois de alguns meses acordando muito durante a madrugada, ele tem conseguido dormir melhor.

– falando em dormir, uma leitora me disse esses tempos que depois de começar a dormir de bruços, o pequeno dela passou a dormir muito melhor. e não é que aconteceu o mesmo por aqui? Leo acorda durante a madrugada e fico só olhando pela babá eletrônica. ele senta no berço e logo se deita (ou melhor, se joga) no travesseiro de bruços e já adormece.

– ainda falando em dormir, ele adora variar posições e lugares para deitar no berço. normalmente acorda atravessado ou “de ponta cabeça”.

– o apego com as mantinhas de malha dele continuam e eu acho lindo! além disso, ajuda muito a fazer a transição na hora da soneca ou de ir pra cama de noite.

– continua comendo muito bem. experimentou algumas coisas novas nesse mês e gostou de todas, exceto de uma: brócolis. pela primeira vez o vi fazer careta e cuspir algo, ele realmente não gostou. ainda vou oferecer mais algumas vezes e veremos como ele se comporta.

– tem amado muito o creme de manga que faço para el. apenas bato alguns pedaços no processador e pronto, fica um creminho delícia, ainda mais geladinho.

– agora toda vez que ele percebe que estamos comendo ou bebendo algo, ele se aproxima eufórico, querendo filar alguma coisa. faz aquele barulhinho com a boca de abrir e fechar, tipo um beijo estalado misturado com a palavra papá. muitas vezes não podemos dar (normalmente por conter leite de vaca).

– quanto a APLV (alergia a proteína do leite de vaca), por recomendação do pediatra e da médica alergista que nos atende, começamos a introdução do leite de soja e ele aceitou bem. arrisco a dizer que gostou muito mais. também estou aos poucos reintroduzindo o ovo na dieta dele e observando se ele terá alguma reação, como teve nos meses anteriores.

– tem estado cada vez mais carinhoso, especialmente comigo. se estamos brincando no chão, ele vem até mim, chega pertinho, vai no meu colo e encosta a cabeça no meu peito ou ombro e muitas vezes diz mamamã. coisa mais querida desse mundo.

– aprendeu a bater palminhas e se empolga quando ouve uma música animada. a gente começa a bater palmas e logo ele acompanha, todo sorridente.

– quando eu falo “beijo, dá beijo” ele chega pertinho do meu rosto, lambe, tenta morder e baba em tudo :)

– no mês passado começou a engatinhar com força total e agora já fica em pé sozinho por algum tempo e ensaia alguns passinhos. já deu uns 2 ou 3 sem cair, mas ainda sente falta de mais equilíbrio. temos deixado que ele se desenvolva no seu próprio ritmo e não forçamos nada.

– e por falar em engatinhar, ele agora tem a versão turbo e já brinca com a irmã de pega pega. mesmo Leo sendo tão pequenininho, eles têm me provado diariamente que já podem se divertir muito juntos.

– tem sido uma LUTA para trocá-lo, seja de roupa ou de fralda. ele deita mas já em seguida começa a se rolar e tentar fugir. e ainda dá risada, esse safado. como ele tem muita força (muita mesmo!) às vezes precisamos de um mutirão para isso, especialmente se o caso envolver a troca de fralda depois de um mega cocô.

– tem aprimorado cada vez mais suas habilidades manuais. eu não me lembro da Mel ter tanta destreza em pegar pequenos objetos com essa idade e Leo consegue pegar tudo com força e delicadeza ao mesmo tempo. tem muita coordenação já no movimento que chamamos de pinça, sabem? que fazemos com o dedo polegar e o indicador.

– a habilidade descrita acima, porém, facilita e muito uma das peraltices desse bebê: pegar toda e qualquer caquinha que encontre no chão e colocá-la na boca. ECA. juro que não sei o que fazer, a não ser tentar manter o chão o mais limpo possível.

– ainda no ramo traquinagens, esse mês ele se superou: aprontou poucas e boas. a pior, que quase me matou do coração foi ele ter subido sozinho todos os degraus da escada até o ático. em dois minutos que me descuidei. juro que quase desfaleci quando percebi que ele estava lá em cima (e de imaginar o que poderia ter acontecido). fiquei muito mal. com isso só constatei o que já era óbvio, que não posso tirar os olhos de cima dele porque mesmo quando estando num ambiente considerado seguro para ele, o pequeno arteiro arruma um jeito de aprontar. imagina se rolarem esses descuidos. zero pra mim.

– ele já manuseia e brinca com alguns livrinhos, quase todos herdados da Mel. e entre esses, já tem um preferido: Uma lagarta muito comilona. ele simplesmente ama esse livro, especialmente porque pode colocar o dedinho nos buraquinhos das frutas e como todo bom curioso que adora um buraquinho, Leo caiu de amores pelo livro.

– dos brinquedos, a preferência continua sendo peças e blocos de encaixe, de montar ou empilhar e as bolas. ganhou uma guitarra dos padrinhos e adorou. atualmente o brinquedo preferido é uma joaninha de encaixar peças (não adianta, ele ama essas coisas).

– a brincadeira preferida no momento é: jogar os brinquedos, especialmente as peça pequenas, longe ou dentro das caixas. dá para ver que ele gosta de apreciar o movimento das peças caindo e o barulho. e faz repetidas vezes.

– vive tirando as meias dos pés e faz questão que eu veja. tipo, “olha mamãe, estou tirando minhas meias de novo, a ha ha ha ha”.

– continua sendo um bebê muito feliz e sorridente e até hoje estranhou apenas um colo. normalmente vai com todo mundo numa boa. mas o colo preferido, com toda a certeza e perdoem a modéstia, continua sendo o meu.

– ontem se comportou super bem na festinha de 1 ano que fizemos para ele aqui em casa. só estava realmente incomodado com os dentes e, por isso, bem manhosinho.

Falando em festa, não consegui tirar fotos da decoração porque esta com certeza foi a festa mais corrida de todas. Mas fiquei tranquila sabendo que o pessoal da Tonial estava registrando tudinho em detalhes para mostrar aqui para vocês em breve (muito breve, prometo!). Obrigada pela força e pelo carinho. Apesar da correria toda, deu tudo certo :)


por mãe da Mel e do Leo



Festa do Tigre – making of

Na segunda-feira, Leo completou 1 ano de idade, como contei para vocês no último post.

Essa semana foi bem parada aqui no blog, mas de uma agitação e correria tremenda aqui em casa. Aquelas épocas onde acontece tudo ao mesmo tempo, sabem? Mel tem apresentação e festa de final de ano na escola, ensaios e apresentação de ballet (no Guairinha, own), é tempo de rematrícula na escola e por aí vai.

Da festa, ainda falta fazer algumas coisas e teremos muito trabalho pela frente no final de semana. Me desejem sorte! :)

Selecionei algumas fotos dos preparativos para que vocês possam acompanhar de alguma forma essa maratona pré-festa. O pessoal que me segue no Instagram (estamos lá como @vidamaterna) tem conferido em primeira mão as novidades.

Muita gente estava curiosa, então revelei que Leo terá uma Festa do Tigre, como eu gosto de chamar. Há alguns anos atrás vi uma festa chamada Year of the Tiger e me apaixonei perdidamente. Lá, decidi que algum dia eu faria aquela festa. E agora chegou o momento.

preparativos para a festa de 1 ano Leo


por mãe da Mel e do Leo


Minha Vida Materna 17 nov 2014

Luz da minha vida

leo_12 meses_blog vidamaterna

Acho que essa é a primeira vez que sento aqui para escrever, com as palavras borbulhando dentro de mim, e não consigo. As lágrimas teimam em rolar, o corpo a sentir e a memória a reviver os momentos únicos que passamos, há um ano atrás.

Hoje você completa 1 ano de vida, filho. E eu tenho tanta coisa pra te dizer, que nem sei por onde começar.

Você me proporcionou uma gravidez tranquila, sem maiores incômodos ou sobresaltos. Esperou que nos mudássemos para a casa nova e que colocássemos um pouco de ordem na bagunça, para então, nascer. Como se lá de dentro da barriga você já quisesse colaborar comigo.

O dia do seu nascimento, assim como o da sua irmã, foi o momento mais lindo, mais gratificante e intenso da minha vida. Algo para lembrar, para me orgulhar e me sentir abençoada por ter tido a oportunidade, a coragem e a persistência para que você viesse ao mundo da forma como eu sonhei. Que pretensão a minha, não, é? Mas que bom que nosso sonho era o mesmo.

Nesse seu primeiro ano de vida, você me ensinou mais do que qualquer outra pessoa, mais do que a própria vida. Me fez ver as coisas por outro ângulo, me fez mudar de ideia infinitas vezes, me fez errar, acertar e reaprender tudo aquilo que eu achava que já sabia.

Eu tinha muito medo de que meu amor ficasse dividido entre você e sua irmã. Tinha medo de não conseguir amá-lo como a amava porque parecia impossível caber mais amor no mesmo coração. E então você chegou. E junto com você, um novo amor. Um outro amor. Um amor só seu, único, assim como você.

Eu tinha muito medo de que a vida se transformasse num caos e que eu não desse conta de vocês dois. E eu estava certa. Nossa vida e nossa rotina viraram de cabeça para baixo e eu realmente não dou conta. Mas, em algo eu estava errada: o caos, esse caos, não é de todo ruim. Por vezes é um caos feliz, em que a gente ri ao invés de chorar – porque sabe que mesmo que esses momentos sejam muito difíceis, eles passam. E sempre vão passar. E provavelmente, deixar saudades.

Eu tinha muito medo de sucumbir de vez, de que a mulher, o ser humano dentro de mim, desaparecesse por completo, para que ficasse apenas a mãe. E aqui está o melhor e mais valioso ensinamento que você me deu, filho: de que sim, eu posso continuar sendo eu mesma, com necessidades e sentimentos próprios, e ainda assim, ser uma boa mãe. Você devolveu a importância que eu tinha para mim mesma. Você me trouxe de volta e fez todos os meus medos ficarem para trás.

Todos os dias eu penso que poderia ser uma mãe melhor, para você e sua irmã. E todos os dias eu vejo nos seus olhos e no seu sorriso fácil, aquele abertão para o mundo ver, que eu já sou. Porque dou o meu melhor, aquele possível, real.

Acho que por tudo isso a nossa ligação é tão forte e tão difícil de explicar em palavras. Você me faz testar meus limites desde antes de nascer e a cada dia me mostra que eu posso ser melhor. Que a vida pode ser melhor. Ou ao menos, que a gente pode tentar, não é?

Uma vez seu pai me disse que me amava de uma forma que chegava a doer no peito. E é exatamente isso que eu sinto por vocês três. Um amor que chega a doer.

Você é minha dor de vida.

Dor, porque nada é perfeito. E nem tem que ser. 

Vida, porque nela vive o amor e ele está em tudo. Especialmente em você.

Feliz aniversário, meu amor. Que Deus continue te abençoando com muita saúde, muito amor e felicidade. Obrigada pelo privilégio de ser sua mãe, obrigada por dar continuidade à essa jornada linda e louca que sua irmã começou, há quatro anos atrás.

Obrigada por ser a luz da minha vida.

Não sei se o mundo é bom

Mas ele está melhor

Desde que você chegou

E perguntou

Tem lugar pra mim?


por mãe da Mel e do Leo



Sobre as dificuldades da rinite alérgica

leo vida materna

Se fossemos dar nome aos bois aqui em casa, nosso maior pesadelo com certeza se chamaria rinite alérgica – que infelizmente acomete três integrantes da nossa família: Alexandre, Mel e Leo.

Partindo do começo, vamos falar sobre algumas informações importantes sobre a doença:

Rinite é uma inflamação das mucosas do nariz e a rinite alérgica é um dos tipos mais frequentes. Os sintomas mais comuns são espirros, coriza, obstrução nasal, tosse, coceira nos olhos, nariz e garganta, dor de cabeça e na face, tosse e até falta de ar. Já as causas mais comuns da rinite são alergia à poeira, pólen das árvores e das plantas (especiamente na Primavera), pelo de animais, poeira doméstica, fumaça, cigarro, poluição, perfumes, produtos de limpeza doméstica.

Como e por quê isso acontece?

O nariz possui um complexo mecanismo de defesa, por isso, ao entrar em contato com alguma substância tóxica, desencadeia uma resposta para impedir que essa substância alcance os pulmões. O surgimento da obstrução nasal provoca o bloqueio da passagem do agente agressor e, através dos espirros e coriza, a remoção dessa substância. Essa reação é normal e todas as pessoas, ao entrarem em contato com algumas substâncias tóxicas, apresentam tais sintomas. Por isso, quando fica gripada, a pessoa apresenta obstrução nasal, espirros e coriza, pois seu organismo está tentando protegê-la, impedindo que os vírus alcancem seus pulmões através do ar.

Alergia, na realidade, indica uma defesa exagerada contra agentes que não são potencialmente agressivos ao ser humano. Ou seja, uma pessoa alérgica é hiperreativa a determinadas substâncias que numa pessoa normal não despertam nenhuma resposta.

O sistema imunológico das pessoas alérgicas, por características genéticas, interpreta que determinada substância é tóxica, e que precisa proteger o organismo contra sua entrada. Por essa razão, algumas pessoas convivem normalmente com fatores que causam a alergia, como a poeira de casa, sem ter sintomas, ao passo que outras pessoas, ao entrarem em contato com essa mesma poeira, podem ter rinite e asma.

O paciente alérgico não nasce hiperreativo (com alergia), mas sim com a capacidade de sensibilizar-se a determinado fator. Tornar-se sensível significa passar a ter uma resposta de defesa a uma substância que antes era tolerada. Isso significa que podemos conviver com determinada substância por muitos anos, e vir a desenvolver sintomas apenas tardiamente.

Essa característica é herdada dos pais. Quando um homem e uma mulher alérgicos tem um filho, a probabilidade dessa criança ser alérgica é de cerca de 50%. No entanto, mesmo que nenhum dos pais apresente alergia, a criança ainda assim pode ter  manifestações alérgicas, como rinite, conjuntivite, asma e alguns tipos de alergia de pele. A forma mais comum, porém, é a rinite. Cerca de 10% a 25% das pessoas sofrem de rinite alérgica. (texto daqui)

Eu nunca havia me inteirado muito bem do que se tratava a doença. Meu primeiro contato mais próximo foi justamente com meu marido, que assim que nos conhecemos me explicou o motivo de todos aqueles espirros, coriza e incômodos no nariz.

Lembro que eu já me adiantei dizendo que tinha uma gatinha e que não ficaria sem ela de jeito nenhum (!). Mas ele me tranquilizou dizendo que tinha três gatos na casa da minha sogra e que teve gatos a vida toda. Ou seja, alérgico ou não, o amor pelos bichanos sempre falou mais alto.

Melanie, assim que nasceu, precisava com frequência que a gente lavasse seu nariz com sorinho. Os incômodos com a respiração sempre foram a causa das diversas vezes que ela despertava durante a madrugada. Depois que completou 1 ano de idade, uma situação se repetia com frequência: coriza, congestionamento nas vias nasais (o famoso nariz entupido) e tosse. Observamos por um período e então veio o diagnóstico clínico óbvio: ela também tinha rinite alérgica, como o pai.

Desde então alguns medicamentos viraram rotina aqui em casa. Eu sempre tentei evitar a máximo os corticóides, por todos os efeitos colaterais que podem vir a ocorrer (leia aqui). Mas em situações de crises muito fortes, acabávamos utilizando, através de medicamento oral ou spray nasal.

Depois que iniciamos o tratamento com a homeopatia, Melanie teve uma melhora grande em relação à rinite. Falei disso nesse post aqui, lembram? Tanto que até hoje ela usa e realmente diminuíram muito as crises de rinite e tudo que geralmente acompanhava – resfriados, gripes, infecções. Foi um alívio, um santo remédio, como dizem.

Leonardo chegou e de cara me confirmou o que alguns já tinham me dito: o segundo filho fica muito mais doente do que o primeiro. Melanie só foi ao pronto atendimento ou tomou medicamentos mais fortes depois de 1 ano de idade. Já o Leo antes mesmo de completar três meses já teve um episódio de febre, me deixando super preocupada. Ao longo desses (quase!) doze meses, já tomou antibiótico quatro vezes. Advinha o motivo? Sim, ela, a rinite alérgica – que Leo também tem.

O pequeno já teve alguns episódios de resfriados e gripes, que provavelmente foram transmitidos pela irmã que frequenta a escolinha e está mais sujeita aos vírus e bactérias. Mas o que nos incomodou mesmo, sempre foi a alergia.

Qualquer crise de rinite – que por si só já é terrível – progredia para uma rinusinusite e daí, dá-lhe antibiótico quando a homeopatia e os xaropes antialérgicos e anti-histamínicos não resolviam. Febre, coriza, congestionamento nasal intenso, tosse. Tudo isso acontecia com força total à noite – motivo pelo qual Leo acordava chorando muito, várias vezes durante a madrugada. Motivo pelo qual fiquei sem conseguir escrever o quanto deveria e gostaria aqui no blog. Acordando diversas vezes e sem dormir direito, eu simplesmente não conseguia ficar acordada até tarde, que é um dos horários que tenho para trabalhar.

O que eu percebi nesse tempo, é que Leonardo é muito mais alérgico que a irmã. A rinite dela é mais moderada ou então, está sob controle com o uso da homeopatia. Já com Leo os medicamentos homeopáticos não surtiram tanto efeito. Há pouco tempo atrás, depois que começou a engatinhar e, claro, a explorar toda a casa, Leo estava tomando um arsenal de remédios – xarope antialérgico, xarope para a tosse, spray nasal, sachê de pozinho na comida, enfim, aquele cenário que nenhuma mãe sonha. Na última consulta com a alergista, depois de feitos alguns exames de sangue, ouvi ela dizer “seu filho é triplamente alérgico – tem rinite, APLV e é paciente atópico (que apresenta alergias na pele, etc). Que beleza, não é? …

Por isso comecei a ficar mais atenta ao que acontecia ao longo do dia, a situação da casa e dos locais onde Leo ficava mais, do ambiente no quarto dele, especialmente antes de dormir e por aí vai.

Fiz pequenas mudanças e passei a intensificar certos cuidados que até existiam já, mas confesso que estavam meio de lado ultimamente. Algumas dessas coisas que surtiram efeito para amenizar a rinite do Leo (e com certeza a da Mel também) foram:

– Lavar o nariz deles com o sorinho mais vezes durante o dia, o que diminui a incidência das bactérias presentes na coriza e nas mucosas nasais (médicos me corrijam se eu estiver errada, mas é isso que lembro do pediatra dos pequenos falando). Além disso, Leo respira muito melhor depois disso. Ele odeia os sprays e odeia lavar o nariz com eles, mas depois fica cafungando, feliz por poder respirar aliviado novamente. Idem para a Mel, com a diferença de que ela nunca reclama dos sorinhos.

– Tirar o tapete da sala e deixar somente aquele tapete de pvc: como o inverno já passou e logo teremos altas temperaturas por aí, achei que dava para tirar o tapete da sala, um bem peludo e com certeza mega acumulador de ácaros e poeira. Ficou mais fácil para limpar e manter limpo também.

– Tirei o único bichinho de pelúcia que ficava no berço do Leo – um elefantinho azul – e passei a cobrí-lo com um edredon a invés de cobertor.

– Toda semana fazemos um pente fino no quarto dele, limpando em cima do armário, atrás de todos os móveis, as grades do berço e o móbile, enfim, em todos os cantinhos e lugares onde a poeira possa acumular. Também lavo o kit berço com frequência e troco a roupa de cama toda semana. E ainda tem a cortina, que apesar de fininha, merece uma atenção especial para que não acumule sujeira e poeira. Acabei de lembrar que está na hora de lavar!

– Continuo usando o umidificador e purificador de ambiente, que falei nesse post aqui, lembram? Não vivemos sem esse aparelhinho e faz MUITA diferença ter um umidificador no quarto de uma criança que é alérgica. Posso afirmar isso porque experimentamos na prática essa situação, por três vezes. Em duas delas, minha mãe ou minha sogra não sabiam ligar o aparelho e em outra, ele deu um tilt e parou de fucionar. Nas três vezes Leo acordou chorando muito pouco depois de ter sido colocado no berço, com o nariz totalmente trancado e ressecado. Uso óleos essenciais de lavanda, capim limão e de eucalipto (que a Gabi do Dadada me indicou como sendo ótimo para as vias respiratórias). Só vale lembrar que óleo essencial é diferente de essência (é mais puro) e preferível para o uso com crianças. E são duas gotinhas no máximo para o volume de água indicado. Caso você não possua um umidificador, manter uma bacia de água no quarto ajuda a quebrar aquele ar seco.

– Passei a usar um travesseiro um pouquinho mais alto e também maior no berço do Leo. Daqueles que não deixam suar, anti ácaros e bactérias, lavável, perfurado e feito com espuma fria. O que uso lá no berço do Leo é esse aqui.

– Passamos a usar o ar condicionado somente junto com o aparelho purificador que falei acima e sempre dando preferência pelo modo “umidificar”. É bom anotar também uma limpeza nos filtros e bandejas dos aparelhos, que tendem a acumular ácaros e bactérias. Alguns médicos torcem o nariz para o ar condicionado no quarto das crianças, mas como lidar com aqueles dias e noites de calor insuportável? E ainda, algumas pessoas alérgicas têm a rinite agravada quando estão num ambiente com ar condicionado. É o caso do meu marido. Já os pequenos não demonstram nenhuma alteração na respiração por conta do ar ligado, pelo contrário, dormem melhor. Por isso há de se usá-lo com parcimônia e adaptando de acordo com o grau de tolerância de cada um.

– Passamos a escovar os pelos da Boo regularmente, usando uma rasqueadeira, daquelas que são vendidas em pet shops. Ela normalmente curte o carinho e saem tantos pelos que daria para fazer um ursinho de pelúcia com eles. Imaginem tudo isso solto pela casa e pelo chão?

– Falando nela, Boo quase não entra no quarto do Leo, só quando estou sozinha em casa e subo para dar banho nele. Como ela sempre procura estar perto da gente, acaba subindo para nos acompanhar. Mas nunca entrou no berço nem invadiu nenhum espaço que não deveria. O mesmo acontece com o quarto da Mel.

– Sempre abro as janelas para deixar o ar ventilar e assim ser renovado.

– Passei a varrer o chão e passar pano mais vezes, mas ainda assim tem dias em que não consigo fazer como gostaria. Então nesses dias tento evitar que Leo percorra a casa engatinhando e mantenho o pequeno lá no tapetão de brincar com a ajuda de um pufe para impedir que ele saia.

Depois de feitas essas pequenas mudanças e intensificados esses cuidados, notei uma melhora nas crises de rinite, especialmente do Leo. Percebo que quanto mais a gente cuida do ambiente, principalmente evitando a poeira e os pelos dos animais (desculpa aí Boo), menos a rinite se manifesta.

Rinite alérgica não tem cura, infelizmente. Então o caminho é tentar amenizá-la com essas medidas simples no dia a dia e com o tratamento através de medicamentos (alopáticos ou homeopáticos) indicados pelo médico.

E vocês? Têm pequenos que também sofrem com doenças alérgicas? Tiveram alguma melhora com algum tratamento específico?


por mãe da Mel e do Leo


Palavra do Blog 12 nov 2014

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Muitas pessoas me disseram que por diversas vezes não viam as atualizações do blog, tanto na fan page quanto por aqui mesmo.

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Ainda não exploro nem vinte por cento da capacidade e das maravilhas dessa rede, mas estou no caminho.

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O post de hoje ficará para amanhã porque Leo não me deixou terminá-lo. Tem muita novidade vindo por aí, mil e uma ideias que espero de coração poder colocar em prática. O blog completa 4 anos em janeiro e teremos visual novo para comemorar. Eba! <3


por mãe da Mel e do Leo



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