8 meses de Leo

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- está pesando 9,5kg e medindo 76cm.

- o que eu mais ouço – além de que ele é um lindo – é como ele é enoooorme. e ele é mesmo. haja coluna, força nos braços (e sling!) para carregar esse guri.

- tem dois dentinhos embaixo e ficou bem manhoso quando estavam nascendo. estou usando homeopatia, além da pulseirinha de âmbar (que a tia Daisy trouxe pra gente <3) e acho que ambas ajudaram bastante a diminuir o desconforto.

- o apelido titular ainda é Leo, claro. Tutuken vem logo em seguida e agora o chamo de Leopardo também (meu leopardinho <3)

- estou começando a achar que ele também é alérgico como o pai e a irmã e possivelmente tenha rinite. todas as vezes que acorda chorando à noite é sempre por causa do nariz trancado ou incomodando.

- fica intrigado quando estou com os cabelos molhados. pega os fios e fica explorando minuciosamente. aliás, ele ama cabelos, secos ou molhados.

- é muito observador.

- gosta de chá de erva doce.

- coça a cabeça quando está com sono ou bravo e é a coisa mais linda ever. preciso filmar.

- tem bastante curiosidade com meus brincos, especialmente se são de argola. ai de mim se me descuido.

- já ficou careca, já teve cabelo fluff, cabelo punk e agora tem cabelo desajeitado. mudou de lado sozinho e não fica nem lá nem cá. cresceu e está em cima das orelhas já, fazendo ele parecer o Alex Kidd (jogadores de videogames das antigas entenderão).

- simplesmente ama quando penteio seu cabelo depois do banho. uso uma escova macia e ela até inclina a cabeça para o lado que estou penteando. fica bem paradinho, só curtindo o momento.

- continua comendo bem. esse mês provou manga, estranhou no início mas agora gosta. das frutas, o melão continua sendo o rei, literalmente.

- com relação a APLV, ainda não senti muita dificuldade na alimentação dele porque ela tem como base frutas, legumes e verduras. mas quando estamos comendo um pãozinho ou algo assim e ele demonstra querer, é complicado ter que negar. estou providenciando pães feitos sem leite para o pequeno.

- pegou a virose da irmã e ficou dias com diarreia e bem manhoso, dormindo super mal. foi barra, porque eu também fiquei doente, ao mesmo tempo. aliás, nós quatro ficamos. só a Boo se salvou.

- o que ele mais fala é dadada, em várias entonações. a entonação rouca é a minha preferida.

- é mais preguiçoso que a Mel na mesma idade, mas já fica em pé bem estável quando o seguramos e gosta muito de ficar assim.

- passou a tirar duas sonecas por dia ao invés de três.

- gosta de bater as coisas umas nas outras para ouvir o som. e de jogar as coisas no chão. gosta de observar ação e reação.

- sempre tenta colocar os dedos na nossa boca, especialmente quando estamos falando ou comendo.

- ganhou seu primeiro all star – preto, de cano alto. como diz na música que tocava no momento em que ele nasceu.

- quando o pai chega em casa e ele ouve a sua voz, já fica entusiasmado. quando ele vê o Alexandre estica os braços querendo ir com ele. se está no meu colo, se joga para o colo do pai.

- ri MUITO quando a Mel brinca de estender o lençol em cima dele. aliás, ambos riem muito, um do outro. se amam cada vez mais. sou muito grata por isso. de verdade.

- vai no colo de todo mundo e nunca estranhou ninguém até hoje.

- adora massagem nas pernas.

- gosta muito dos avós.

- comeu um pedacinho de papel esses dias (!)

- crianças chamam muito a sua atenção. especialmente se estiverem correndo e bagunçando.

- continua o bebê mais simpático do pedaço. sorri para tudo e para todos.

- já consegue repetir algumas coisas que fazemos, como dar gritinhos de “ahhhhh”, dizer “dadada” e fungar com o nariz de um jeito que só ele sabe fazer, especialmente quando está bravo. tipo assim, ó <3


por mãe da Mel e do Leo



Checklist e dicas para preparar uma festa

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Faz tempo que vocês me pedem dicas de como planejar uma festa e apesar de não ser uma expert no assunto, já tenho alguma experiência depois de cinco festinhas organizadas nos últimos quatro anos. É uma coisa que eu gosto muito de fazer, de verdade mesmo.

Tem um monte de checklist bem legal por aí, pronto para imprimir e tudo mais. Por isso, eu quis fazer diferente. Como uma leitora muito querida me disse um dia, os textos por aqui são tipo um bate papo com uma amiga enquanto se toma aquele café feito na hora. E eu gosto de pensar assim mesmo :)

A cada evento que eu planejo, gosto de me organizar bem – dentro do possível, porque eu era muito mais organizada antes.

As festinhas nascem primeiro na minha cabeça. Depois são algumas madrugadas insones no Pinterest ou pela internet afora caçando ideias. Até que coloco tudo no papel, faço mil e uma anotações e assim vou literalmente desenhando a festa. Eu adoro essa parte porque a criatividade rola solta e muita ideia legal aparece. Pena que não consigo fazer todas acontecerem!

Como eu nunca realizei festa em buffet infantil, não tenho muito conhecimento do assunto. Por isso, as dicas desse post são mais para aqueles que gostam de uma festa “em casa” e que também gostam de colocar a mão na massa para preparar tudo.

- Quando?

A primeira coisa certamente é escolher um dia e horário para que a festa aconteça. A maioria das pessoas que faz festa em casa ou no salão de festas do condomínio onde mora, prefere os sábados ou os domingos à tarde. Além dos finais de semana, as festas realizadas em buffets infantis também acontecem bastante em dias de semana, depois das 18h.

Algumas pessoas evitam marcar as festas próximas a feriados mas outras até preferem por terem parentes de outras cidades, já que o feriado facilita as viagens. Veja o que é melhor para vocês.

- Que tipo de comemoração você gostaria de fazer?

Isso depende muito da ocasião – aniversário, batizado, chá de bebê – e do orçamento que você definir para a festa. Você pode optar por um brunch, um almoço, um café, festa na escola ou a clássica festinha em casa, salão de festas ou buffet. Depois disso, defina se você quer um evento maior, algo mais íntimo ou ainda, somente para a família.

- Onde?

Depois da data e tipo de festa definidos, é hora de pensar no local onde vocês gostariam de realizar o evento. Em casa, no salão de festas do condomínio, naquela chácara da família, num parque, no local que a sua empresa disponibiliza aos funcionários para eventos, em buffet infantil, enfim, as opções são muitas. Eu acredito que o local e a quantidade de convidados estão diretamente ligados e, por isso, devem ser definidos paralelamente, já que é essencial que o local acomode bem a quantidade de pessoas que você pretende convidar.

Caso sua escolha seja por um buffet infantil, quanto antes fizer a reserva, melhor, já que eles tendem a ser bem concorridos, principalmente aos finais de semana. Já os valores são mais atrativos para festas realizadas de segunda a quinta-feira.

Avalie o que é oferecido em cada pacote e o custo benefício e faça questão de conhecer o local pessoalmente. Se tiver recomendações de amigos e conhecidos, melhor ainda. Ao fechar, cuide para que todos os detalhes combinados constem no contrato, para evitar dores de cabeça depois.

- Quem?

A lista de convidados é uma das partes mais difíceis de serem definidas, especialmente quando não se trata de uma festa somente para a família. As variantes são muitas: você pode chamar só a família, família e amigos mais íntimos, família e amigos que tenham filhos pequenos, família e somente aqueles que convivem realmente com seu filho, família, amigos mais íntimos e os amiguinhos da escola e pode chamar todo mundo. Depende da sua vontade, do seu espaço físico e do seu orçamento também, é claro.

Faça uma lista dividida entre adultos, crianças e bebês (menores de 2 anos). Isso ajuda muito na hora de definir a parte de alimentação, bebidas, espaço e até as lembrancinhas, se for o caso.

- Quanto tempo antes você deve começar a se organizar?

Planejamento: quanto antes, melhor. Especialmente por serviços que você venha a contratar – como bolo, doces e fotógrafo –  e itens que você precise encomendar. Já tive duas experiências de algo que comprei para uma festa específica não chegar a tempo e é bem frustrante. Ou então de querer encomendar um produto e o prazo de confecção e entrega ultrapassarem a minha data limite. Por isso, eu repito: quanto antes você puder colocar todo o planejamento no papel, melhor. Essa organização é essencial para que você consiga saber certinho o que precisa comprar e para que possa fazer isso com antecedência (especialmente se você for comprar de fora do Brasil, em sites como Etsy, Aliexpress e outros). Minhas últimas encomendas demoraram em média dois meses para chegar.

Execução: eu diria de três meses a um mês antes da data definida. Depende do tempo que você tem para se dedicar a isso e do que você pretende fazer também. Já fiz festas em duas semanas, mas não recomendo deixar para a última hora.

- Infraestrutura do local

Se você for fazer a festa num buffet infantil, provavelmente não precisará se preocupar muito com isso. Mas, se você optar por um salão de festas ou a sua casa, por exemplo, você precisa pensar no básico que é: acomodar bem todos os convidados e ter uma estrutura básica para a parte de alimentação.

Mesas e cadeiras, sofás, pufes, mesa para o bolo, doces e comidinhas em geral, mesa para os salgados e bebidas (que pode ser também uma bancada, etc), local para deixar as lembrancinhas e uma caixa ou algo que possa servir para que os convidados deixem os presentes, são alguns dos itens que a gente costuma precisar – seja em casa ou num salão de festas.

Quando fiz as festas no espaço para eventos lá no condomínio da minha sogra, loquei mesas e cadeiras e aproveitei as mesas grandes que eles já possuíam no local para todo o restante. Já na comemoração do batizado do Leo, que foi aqui em casa e somente para a família, optei por acomodar os convidados na mesa principal da sala de jantar e suas respectivas cadeiras e nos sofás e poltronas espalhados pelo ambiente. Mas isso só deu certo porque eram poucas pessoas (cerca de vinte).

A festa de 4 anos da Mel ainda será um evento pequeno, mas com algumas pessoas a mais do que a última festinha que fizemos. Por isso, terei que locar mesas e cadeiras desta vez. Todo espaço deve ser adequado proporcionalmente ao número de pessoas que você convidar, para que todos fiquem confortáveis.

Dica: quando fazemos festas em casa, vale usar e abusar do que já temos – sofás, poltronas, cadeiras, pufes, almofadas, mesas laterais ou de centro como mesas de apoio, bancadas, aparadores, enfim, coloque sua criatividade para trabalhar.

Além disso, os convidados irão precisar de um toilette (ai que chique), de um banheiro, é claro. Veja se o kit básico está ok, que é um sabonete líquido, uma boa toalha (ou papel toalha em caso de salão de festas), cesto com saco de lixo, papel higiênico de reserva, essas coisas.

É importante pensar também nas pessoas com bebês que precisarão de um lugar para fazer trocas de fralda. Aquelas banheiras que têm o trocador acoplado são uma boa se deixadas próximas ou dentro do banheiro. Ou, como faço quando as festas são aqui em casa, o pessoal usa o trocador do Leo mesmo, que fica em cima da cômoda no quarto dele. Como festas em casa são normalmente para família e amigos mais íntimos, não vejo problema nisso.

Se a festa acontece em casa você não precisa se preocupar com forno ou microondas. Se for num salão de festas, se certifique de ter pelo menos uma das duas opções e faça uma lista de utensílios e itens que precisa levar, como por exemplo, o que for necessário para o café, louças e talheres, panos de prato, produtos e panos para limpeza, enfim, tudo que você possa precisar e que não tenha lá. Alguns condomínios mantêm os salões equipados com tudo isso, aí fica mais fácil.

Outra coisa bacana, se for possível, é disponibilizar um local para que as pessoas deixem casacos e bolsas. A gente que tem filhos sempre anda carregada, não é? Ter que acomodar as crianças, carrinho ou bebê conforto mais as bolsas é sempre um pequeno transtorno. Se der para facilitar isso tendo um apoio (que pode ser um pufe, um mancebo/cabideiro) para bolsas e afins, melhor.

Para finalizar, gosto de pensar em tudo que possa tornar a permanência dos convidados mais agradável (para nós e para eles) e isso incluiu por vezes detalhes pequenos que podem passar batidos na correria dos preparativos. Analise seu espaço, veja o que pode ser melhorado e faça o que estiver ao seu alcance, mas sem neuras.

- Espaço para as crianças e bebês

Focando novamente em festas mais caseiras, é legal pensar num espaço para a criançada. Você pode, além de locar brinquedos como piscina de bolinhas e cama elástica, se quiser e tiver espaço, colocar um tapete grande de EVA ou similares e uma caixa com alguns brinquedos e livros. Mesinhas com cadeiras também são uma boa, especialmente se houverem desenhos para que os pequenos possam colorir ou massinha para brincar. Se a festa for em casa, dá até para colocar almofadas para ficar ainda mais aconchegante e música ou um DVD animado são boas pedidas também.

Além disso, opções de entretenimento com profissionais podem ser contratadas, como contação de histórias, teatrinho de bonecos e outras atividades bem interessantes. Vale dar uma pesquisada nisso também.

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- Definindo o tema ou a inspiração da festa

Quando os filhos são pequenininhos, a gente acaba tendo esse poder de escolha do tema ou da inspiração da festa. Geralmente nos baseamos pelo que eles demonstram gostar mas, às vezes, o nosso gosto, o que achamos legal, acaba prevalecendo. Eu, por exemplo, escolhi lollipop para a festa de um ano da Mel, bailarina para a de dois anos (porque ela sempre amou dançar), corujinhas para a de três anos (que ela sempre gostou) e passarinhos para o batizado do Leo.

Confesso que a minha criatividade não flui muito bem com o que chamamos de “temas prontos”, sabem? Aqueles com os personagens mesmo, tipo Galinha Pintadinha, Barbie, Carros e por aí vai. Prefiro temas menos comuns ou então, se forem temas de personagens de filmes ou desenhos, gosto de dar uma trabalhada em cima, para que fiquem um pouco diferentes. Acho legal que tenha a carinha de quem fez ou do dono da festa, que tenha amor nos detalhes, um toque eu que fiz. Mas, também há quem queira e precise de praticidade e prefira temas que já possuem tudo pronto, como copos, pratos, guardanapos, sacolinhas, enfim, tudo. E a cada dia que passa as empresas investem mais nesses produtos, graças a isso, a variedade é boa.

Esse ano, Melanie escolheu o que queria na sua festa de 4 anos, mas, antes de definir, foram meses de incertezas, cada dia querendo uma coisa. Passou por Minnie, Dora Aventureira, Hello Kitty e finalmente (#graçasadeus), se apaixonou pela Rapunzel e pelo filme Enrolados – e eu idem. Fiquei bem feliz mas lá estava eu com um “tema pronto” pela frente. O que vai sair disso vocês verão em breve, já que Mel completa 4 anos no dia 2 de agosto.

Para aguçar as ideias e buscar inspiração, pesquise, pesquise, pesquise. E preste atenção nos detalhes. Não só na internet mas pessoalmente também. Se tiver tempo, bata perna por aí em lojas desse segmento de festas e lugares que você sabe que pode encontrar tesouros escondidos, aí na sua cidade.

Recomendo também infinitas visitas ao Pinterest (pesquisando por festas/parties ou especificamente pelo que você pretende fazer), sites como hwtm, catch my party e kara’s parties ideas e buscas pelo Google em geral.

Normalmente eu crio um painel para o evento e lá vou adicionando as minhas inspirações (deixo o painel como privado até que a festa aconteça, para não perder a graça, né?). Eu vou adicionando tudo que me interessa e no final faço uma seleção das ideias que vou usar. Se você não usa o Pinterest, pode ir salvando numa pasta nos favoritos (se forem links) ou no seu computador.

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- Definindo as cores e padrões

É legal definir uma paleta de cores, principalmente se você mesma irá fazer a parte de papelaria e decoração da festa. Ajuda ter a paleta no celular ou impressa, sempre por perto, para quando você for aos locais onde precisa comprar algo para o evento.

Um site que eu amo de paixão e que traz muita inspiração em relação às cores, é o Design Seeds. Você pode pesquisar cores por valores (rgb), por tags, por similaridade, enfim. Tudo lá é lindo e muito intuitivo, fácil de navegar. Serve para festas e decorações em geral e até para decidir as cores das paredes da sua casa, do quarto das crianças, enfim, tem mil e uma utilidades.

Para padrões ou imagens de fundo, chamados de patterns, gosto do Colourlovers. Lá você tem a opção de palletes, patterns, entre outros. Mas precisa pesquisar tudo em inglês (poá ou bolinhas são polka dots, listras são stripes, corações são hearts, e por aí vai). Tem uma caixa de busca lá em cima, no canto direito. Você digita o que quer pesquisar e escolhe se é palette ou pattern.

A grande dúvida que todo mundo tem é: como salvar essas paletas ou imagens de fundo se não existe a opção quando se clica com o botão direito do mouse em cima da imagem? É simples: basta dar um Print Screen (para quem usa PC’s) ou um Command + Shift + 3 (para quem usa Mac). Depois é só recortar certinho no seu editor de imagens e usar.

Dei várias dicas em relação a isso nestes posts aqui: www.vidamaterna.com/faca-voce-mesmoa-artes-graficas-e-papelaria-para-festas www.vidamaterna.com/faca-voce-mesmoa-comprando-arquivos-e-imagens-para-personalizar-sua-festa

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- Definindo a parte de papelaria 

Banner, toppers de doces e cupcakes, bandeirolas, adesivos, rótulos, solapas, caixinhas, ufa, é tanta opção e diversidade que a gente até se perde. Se você for escolher um item para começar, escolha o convite, afinal, ele não pode ser o último a ficar pronto, certo?

Para quem tem conhecimento em editores gráficos, como o Photoshop, por exemplo, e quer fazer essa parte da papelaria, dá para encontrar o molde de tudo isso em sites como o Fazendo a Minha Festa. Tem moldes de todos os tipos (é só salvar e alterar conforme a sua necessidade) e de muitos temas e cores já prontos, só para alterar dados como o nome e a idade e imprimir.

Ou, você pode encomendar de profissionais e empresas que fazem festas personalizadas prontas ou somente para imprimir, em sites como o Elo7 e o nosso amado e idolatrado Etsy (pesquise por printable party ou o nome do tema mesmo). Só precisa ter um conhecimento mínimo de inglês para se comunicar com os vendedores (nada que um tradutor não resolva) e um cartão de crédito internacional ou conta no Paypal. Já comprei arquivos para download diversas vezes e nunca tive problemas.

E você pode ainda comprar somente os desenhos, chamados de clipart e montar seus arquivos. Expliquei tudo aqui.

- Definindo a decoração geral da festa

Além da mesa principal, você deve pensar se irá decorar o ambiente também, especialmente se fará alguma decoração aérea e como irá fixar tudo (dá para usar fio de nylon ou silicone, barbante ou baker’s twine, fitas de cetim, fita transparente, fita dupla face, fita daquelas que colam até a alma, ganchos, é tanta coisa!). Balões, lanternas, pom poms de seda, leques ou flores de papel, bandeirolas, guirlandas, painel ou varal de fotos, enfim, tem muita opção.

Eu gosto muito de usar flores naturais nas festas porque acho que elas deixam tudo mais bonito, como não poderia deixar de ser. Não consigo comprar flores sempre e ter a casa colorida como eu gostaria, então aproveito para fazer isso nas festas.

É bom definir que flores você gostaria de usar e orçar em mais de uma floricultura, porque o preço varia muito, muito mesmo. Além disso, alguns tipos de flores precisam ser encomendadas com antecedência. Aqui em Curitiba, ainda não encontrei floricultura que bata os preços da Esalflores. Pelo menos das flores que usei até hoje. Sempre deixo para pegar as flores no dia da festa ou no máximo na tarde do dia anterior. É só deixar num vaso com água e elas costumam aguentar até uma semana.

Se a festa for na sua casa, use a decoração já existente a seu favor. Vasos, plantas, porta retratos, quadros, tudo pode contribuir para que a sua decoração fique mais aconchegante. Se algo destoa demais do que você irá fazer, também não é problema. Basta retirar esse item ou se for algo grande, desviar o foco.

- Definindo a parte de alimentação e bebidas

Já começo o esse tópico dizendo duas coisas que aprendi nesses anos: não se preocupe, sempre sobra e o diferente sempre sai mais. Explico mais adiante.

Depois de feita a lista de convidados – dividida entre adultos, crianças e bebês – você pode definir a parte de alimentação e bebidas. Cada duas crianças acima de dois anos contam como um adulto. Normalmente eu divido essa parte assim:

Salgados

Defina quantos tipos e a quantidade de cada um deles. A indicação é de que se calcule de 8 a 10 salgados por pessoa mas, na minha experiência, essa quantidade é exagerada SE a festa for realizada aos finais de semana no meio da tarde, porque as pessoas geralmente almoçam mais tarde nesses dias. Além do mais, você provavelmente irá oferecer bolo, cupcakes, doces, frutas, enfim, não serão somente os salgados.

Eu sempre calculei 8-10 salgados por pessoa e sempre sobrou bastante. Você quer que sobre (claro!), é melhor sobrar do que faltar. Mas também, não precisa ficar comendo coxinha por uma semana depois da festa, certo? Por isso, dessa vez estou calculando 7 salgados por pessoa e depois conto para vocês se foi suficiente ou se sobrou menos.

Quanto aos tipos de salgados, ultimamente tenho tentado fugir dos salgados fritos como coxinha, risóles, kibe e bolinha de queijo. Na festa de três anos da Mel troquei dois deles por salgados assados e os fritos acabaram sobrando. No batizado do Leo, optei somente pelos assados e todos gostaram muito. Apesar da gente gostar muito das coxinhas e afins (eu amo risóles), para as crianças – e para nós, também – é mais saudável que sejam oferecidos alimentos assados e não fritos. Mas dá para oferecer as duas opções, assim todo mundo fica feliz.

É legal também pensar em quem não come carne e servir salgados de palmito, por exemplo.

Gosto muito das mini pizzas, do pão de batata recheado com frango, das esfihas, dos enroladinhos de frios, dos folhados, das empadas e dos quiches, além de muitos outros salgados diferentes e mais requintados que existem por aí. Tortas salgadas cortadas em quadradinhos ou pãezinhos com um patê gostoso também são ótimas opções para servir e nos lembram das nossas festinhas quando crianças. E ainda tem a opção do cachorro quente e pipoca, que são sempre um sucesso.

Prefira encomendar de locais que você já tenha provado (e aprovado!) ou locais que tenham sido bem recomendados por amigos. Os valores também variam bastante. Legal é pesquisar e provar antes de encomendar.

E durante o evento, prefira sempre aquecer os salgados no forno ao invés do microondas. Eles ficam mais gostosos.

Bolo 

Outra coisa que aprendi: se você fizer bolo e cupcakes, um dos dois irá sobrar em demasia, afinal, cupcakes nada mais são do que bolinhos pequenos, certo? E normalmente saem mais do que o bolo em si.

Nas festas em que fiz as duas opções, sobrou horrores de bolo. Na última, em que optei somente pelo bolo, sobrou bem pouco, ou seja, as pessoas comeram realmente. Mas nada impede que você faça ambos, se essa for a sua vontade. Se a sua preferência for pelos cupcakes mas ainda assim você quiser ter um bolo para compor a mesa, pode fazer um bolo fake, como eu fiz no aniversário de 1 ano da Mel.

Nos últimos anos, percebi que os bolos estavam muito grandes, o que sempre resultava em muita sobra. Para o batizado do Leo fizemos um bolo de 1,5kg e foi perfeito para o número de convidados (cerca de vinte pessoas + crianças). Para a festa de 4 anos da Mel, estamos calculando um bolo de 3kg para um total de 40 pessoas, levando em consideração que também teremos doces.

Sobre o recheio, você até pode tentar optar por um meio universal, que agrade a todos. Mas dê preferência àquele que vocês gostam ou que seu filho, o aniversariante, prefere. Afinal, a festa é dele.

Para a cobertura, pasta americana deixa qualquer bolo espetacular, mas normalmente essa parte é deixada de lado quando as pessoas comem o bolo. Às vezes queremos um bolo mais bonito do que gostoso, às vezes queremos um bolo de arrasar paladares e às vezes queremos os dois juntos. Nada que uma boa conversa com que irá fazer não resolva – eu acho.

Doces e quitutes

A parte que todo mundo adora das festas dá um pouco de trabalho para ser definida, pelo menos para mim.

Defina os doces e a quantidade para cada um deles. Normalmente se calcula 6 doces por pessoa e esse cálculo tem dado certo nas minhas festas. Quando calculei mais, sobrou muito. Essa conta tem fechado direitinho. Ainda sobra um pouquinho, mas sobra menos.

Os clássicos brigadeiro, beijinho, dois amores, cajuzinho e olho de sogra sempre saem bem. Porém, todas as vezes que incluí um doce diferente, ele acabava num instante. Ou seja, é legal dar uma diversificada, para vocês e para as pessoas que você convidou. Na verdade existem doces de todos os tipos e de todos os valores. Vai do seu gosto e do orçamento que você definiu para isso.

Hoje em dia se faz muito cakepop – que são aqueles bolinhos no palito – pirulitos de chocolate e bolachas decoradas. Para quem quer uma opção mais saudável, espetinhos de frutas ou copinhos com frutinhas cortadas são sucesso, principalmente entre as crianças.

Novamente, dê preferência por encomendá-los com pessoas ou locais que você já conheça e já tenha provado, para evitar um stress desnecessário.

Agora, se você é uma quituteira de mão cheia, pode fazer toda essa parte dos doces e bolo. Eu não me arrisco mais depois do último fiasco de cobertura dura que nem pedra que eu fiz. Podem rir.

Bebidas

Eu gosto de oferecer várias opções, a fim de atender a todos os gostos e preferências. Normalmente servimos suco de uva, de abacaxi ou laranja e água de coco - se não for possível servir suco natural, dou preferência aos sucos de caixinha sem conservantes e adição de açúcar, como os da marca do bem e Suvalan. Além dos sucos, refrigerantes normais e zero, chá matte, água, café e chá.

Para toda essa parte de comida e bebida, não esqueça que você também irá precisar de copos, pratos, garfinhos, guardanapos, copos menores para café ou chá (se você for usar descartáveis/compostáveis) entre outras coisas.

- Lembrancinhas

Se você quiser oferecer lembrancinhas, pode fazer de duas formas: somente para as crianças ou para todos os convidados. Nas primeiras festas eu fiz para todos os convidados porque era algo comestível. Nas últimas, fiz algo pensando nas crianças apenas e sinceramente gostei mais dessa forma. Deu para caprichar mais e pensar em detalhes, já que não eram tantos itens. E acabei me apaixonando pelos trabalhos mais artesanais e feitos a mão. Tem muita coisa linda e muita gente talentosa nesse mundo.

Pensando em lembrancinha, prefiro que seja algo útil para quem levá-la para casa e não somente algo lindo que fique num fundo de gaveta e eventualmente vá para o lixo. Por isso sempre dei preferência às lembrancinhas comestíveis, porque com elas não tem erro. Ou algo que as crianças curtam e aproveitem, se as lembrancinhas forem feitas pensando somente nelas.

- Faça listas

Depois de todo esse planejamento, faça algumas listas:

- do que precisa encomendar, agendar ou reservar

- do que precisa comprar e onde

- do que precisa fazer e como

- de quem irá te ajudar (antes, durante e depois)

Marque as prioridades e vá se organizando com base nisso. Mas assim, sem stress.

As primeiras festas que eu fiz me deram uma canseira e um stress grande, mas depois a gente vai pegando o jeito e aprendendo a dançar conforme a música. Além disso, você pode planejar tudo nos mínimos detalhes, mas nada garante que não haverão contratempos. Eles acontecem sim e tudo bem.

O que mais importa, com toda a certeza, é que aquela pessoinha especial, dona da festa, curta muito e tenha lembranças boas para o resto da sua vida. E que você tenha curtido cada minuto dessa preparação toda.

E esse deve ser o maior post que já escrevi nessa vida (fora o relato de parto do Leo).

Caso eu tenha esquecido de mencionar algo, é só deixar nos comentários que eu incluo assim que possível. Espero que esse resumão ajude vocês.


por mãe da Mel e do Leo


Sem categoria 13 jul 2014

Últimos instagram’s

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Ps: o blog tá meio parado, eu sei. Mel está de férias há quase um mês, aquela virose que anda pegando todo mundo apareceu por aqui e deixou a pequena baqueada, tadinha. e estou correndo com as coisas da festinha dela, que completa 4 anos (!) no dia 02/08. me perdoem, tá? <3


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Escolhendo um caminho para educar

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Imagine que você vai para o seu primeiro dia de trabalho naquela multinacional grandiosa e comandada por pessoas que você considera feras no ramo. Pessoas que você admira e respeita.

Você é, então, apresentado aos diretores e em pouco tempo de conversa percebe que eles discordam o tempo todo e que lhe dão instruções completamente opostas sobre as suas funções, direitos e deveres dentro da empresa. Enquanto um diz para você ir para a direita, o outro o manda para a esquerda.

O que você pensaria? Que aquelas pessoas estão totalmente perdidas no comando da empresa, certo?

Eu acho que é assim que uma criança se sente quando os responsáveis por sua educação adotam posturas opostas e agem de maneiras muito diferentes. Algo como “poxa, mas eles não parecem saber o que estão fazendo… então, acho que vou fazer do meu jeito mesmo”. Essa é a mensagem que a criança recebe.

É claro que cada um tem seu temperamento, seu jeito de falar, de pensar e de sentir as coisas. Ninguém precisa mudar sua personalidade para educar um filho. Só é preciso que ambos escolham o mesmo caminho. E também, não é que alguém ali esteja cem por cento certo ou errado. O negócio está em se definir uma conduta e segui-la. E quase sempre o melhor caminho é o do meio, o do bom senso.

Muitas pessoas podem dizer que isso não acontece com elas porque, por exemplo, têm um companheiro ou companheira que segue suas linhas de raciocínio e seus ideais. Até eu poderia dizer isso!

Acontece que, depois que os filhos nascem, depois que aquela mini pessoa está ali, à mercê do que você irá passar a ela, as coisas mudam. A gente se vê em situações de mãos atadas, de mato sem cachorro e a gente se angustia, se aflige, sente medo. E com medo, a gente nem sempre sabe como agir, porque não enxerga claramente.

É medo de magoar, de fazer chorar. É medo de ser muito rígido ou de ser muito mole. É medo de ceder e não ser respeitado depois ou de não ceder e estar sendo duro demais.

É difícil achar o caminho do meio. Aliás, a gente até acha o caminho do meio, mas às vezes deixa de segui-lo. Por medo, por pressão, por cansaço.

Um bebê nasce tendo que aprender tudo, desde respirar fora do útero até a caminhar, mais tarde. Da mesma forma, ser pai, ser mãe, é algo que se aprende, que se constrói. E é uma longa caminhada. Aquela em que a cada passo você descobre algo novo, cai ou muda de ideia.

Uma pessoa muito querida (e sabida) me disse para fazermos uma lista de comportamentos e definirmos, juntos, as atitudes que seriam tomadas para cada uma delas. Para evitarmos essa confusão na cabeça dos pequenos - especialmente da Melanie, que irá completar 4 anos.

Situações das mais diversas, como aquelas que atentam contra a saúde e integridade física ou emocional de qualquer um (estar perto de uma janela ou de um lugar que tenha perigo de se machucar, bater num amigo, não querer dar a mão para atravessar a rua, etc), passando pelas situações mais rotineiras como não querer comer, querer comer na sala e não a mesa junto com a família, não querer tomar banho ou dar piti no supermercado até aquelas situações de preferência mesmo, do tipo preferir vestir uma blusa que tecnicamente não combina com o resto da roupa. E por aí vai.

A gente senta, conversa, discute os aspectos de cada comportamento e decide junto que atitude tomar. E é algo bem positivo porque vocês acabam mudando de ideia em relação a várias coisas. Ou chegam a conclusão de que o caminho não é aquele que vocês pensaram, lá no início. Conversar é sempre muito positivo e benéfico numa relação. Agrega mais conhecimento – próprio e da pessoa que está ao seu lado. E o principal: deixa a criança mais segura de si mesma e de como lidar com seus sentimentos e frustrações.

Como já sabemos, algumas situações são negociáveis e outras não. Com o tempo, aprendemos quais brigas valem a pena serem compradas e quais apenas causarão stress para você e seus filhos. Mas, se você os educa em conjunto com outra pessoa, é essencial que vocês sigam pelo mesmo caminho, ainda que sendo vocês mesmos. É o que tenho aprendido nesses anos.

Esses dias uma leitora me escreveu dizendo que gostava do blog porque junto com a maternidade eu praticava o autoconhecimento. E eu acho que é isso mesmo, ela definiu perfeitamente o que existe na maioria dos meus textos: uma pessoa se conhecendo, se reconhecendo e se reinventando como mãe, todos os dias.


por mãe da Mel e do Leo



Livro: Crianças Francesas não fazem manha

crianças francesas não fazem manha - blog vida materna

Crianças francesas não fazem manha é um grande sucesso em diversos países e teve sua primeira edição lançada em 2013. No livro, Pamela Druckerman desvenda os segredos dos parisienses na criação dos filhos, “espirituoso, conciso e repleto de bom senso, o livro oferece uma mistura de dicas e princípios vitais para ajudar os pais a encontrarem seu caminho”.

Há alguns meses, recebi da editora Objetiva os dois volumes: Crianças francesas não fazem manha e Crianças francesas dia a dia. A diferença entre eles está na abordagem mais prática e direta do segundo livro, funcionando como um guia de dicas retiradas do primeiro volume. No primeiro, a autora relata um pouco da sua vida pessoal, da sua mudança para Paris, entre outros acontecimentos. Lá ela percebe que os franceses conseguem equilibrar a vida pessoal, o casamento e a maternidade de uma forma bem harmoniosa e simples. É um livro bem bacana e tem uma leitura leve. Gostei e recomendo ambos os volumes.

Ao ler, fui percebendo que várias das coisas descritas no livro, eu já fazia, por intuição, por bom senso ou por instinto mesmo.

O que eu mais gostei, porém, é justamente do conceito de que os filhos não devem ser o centro de toda a atenção, que todos na família têm sua importância. E de que nosso lado materno/paterno não deve sufocar nosso lado mulher, homem, indivíduo. Falei disso neste post, lembram?

Fiz várias anotações enquanto lia e aqui estão as dicas que mais gostei e algumas considerações minhas sobre cada uma delas:

Dicas gerais e valiosas

- Se a vida familiar gira em torno apenas dos filhos, ela não será boa para ninguém, nem para eles. Todos são igualmente importantes.

- Cada criança é diferente e mesmo as regras precisam ser quebradas de vez em quando. Tudo precisa ser adaptado.

- Aprenda a observar seu bebê, isso é muito importante. Aguce sua sensibilidade, a fim de se tornar cúmplice dele, em cada passo, cada conquista.

- Não minta para seus filhos. Decepções e tristezas fazem parte da vida, que não é nem precisa ser perfeita. Quando algo estiver errado, explique a eles. Mesmo que não queira dar maiores detalhes, mas admita que algo não está bem.

- Seja educado, dê o exemplo. Diga por favor, obrigado, bom dia, enfim, seja cordial sempre. Seus filhos aprendem com você a cada ação sua.

- Dê limites com amor. “É preciso amor e frustração para a criança se construir”. Para todos nós, não é?

Você gestante

- Uma gravidez tranquila contribui para um bebê tranquilo. (falando por mim, posso dizer que isso se refletiu como verdadeiro nos meus dois filhos – Mel é agitada, Leo é tranquilo).

- Quanto menos peso você ganhar ao longo da gestação, mais rápido retornará ao seu peso de antes.

- Não deixe sua sexualidade esfriar. Você será mãe sim, mas continuará sendo mulher, acima de tudo.

Sobre estimulação e desenvolvimento

- Trate seu bebê como uma pequena pessoa racional e com sentimentos, desde o início. Nunca subestime a sua inteligência e confie na sua capacidade e autonomia.

- Não se preocupe em estimular seu filho o tempo todo, desde bebê. Ele já tem um grande trabalho a fazer com tudo que precisa ser aprendido a partir do momento em que vem ao mundo.

- Para crianças menores de 6 anos, é mais importante desenvolver habilidades como concentração, relacionar-se com os outros e empatia, do que ler e escrever, por exemplo. Essa é a base de tudo.

- Você precisa relacionar-se com adultos para manter sua sanidade, logo, crianças precisam relacionar-se com outras crianças, também.

Sobre rotina e sono

- Introduza lentamente uma rotina na vida do bebê. Crie um ritual do sono, para sonecas diurnas e para o sono noturno.

- Aprenda sobre os ciclos do sono (falei deles aqui)

- Bebês se movimentam e emitem sons enquanto dormem. Aprenda a observar e não intervenha imediatamente.

- Não espere que tudo funcione perfeitamente logo de cara. Isso leva tempo e requer paciência e observação.

Sobre alimentação

- Depois do leite materno, faça com que legumes e verduras sejam o primeiro alimento do bebê. Prepare algo saboroso, com cor, bonito aos olhos. Assim você contribui para a formação do paladar e de uma alimentação saudável.

- Fale mais sobre comida, sempre de forma positiva. Deixe que as crianças ajudem no supermercado e no preparo das refeições, para despertar seu interesse pela comida.

- Crie a regra de que seu filho precisa ao menos experimentar novos alimentos, mas sem forçar. Ele deve aprender a gostar de comer e isso acontece gradualmente.

- Nunca use comida como recompensa mas não trate o chocolate como vilão. Os alimentos que consideramos “besteiras” não precisam ser abolidos e erradicados do mapa, apenas devem ser esporádicos (na minha humilde opinião).

- Bebam água. Suco é para o café da manhã ou o lanche da tarde.

- Não demonstre uma ansiedade exagerada para que seu filho coma verduras e legumes, por exemplo. E não exagere nos elogios e comemorações. Mantenha apenas a positividade e lembre-se sempre de que comer não deve ser uma obrigação e sim um prazer.

Você, mulher, indivíduo, ser humano e o casamento 

- Mantenha um equilíbrio nos diversos papéis que você tem em sua vida. Mulher, mãe, profissional, esposa, entre tantos outros.

- Dirija sua paixão e energia para outras atividades, além dos seus filhos e de suas necessidades. Mostre a eles que suas funções vão além da maternidade e não abra mão da sua vida. Você também tem que ser feliz.

- Lembre-se que mãe perfeita não existe porque, afinal, somos todos imperfeitos por natureza. E isso é bom, traz aprendizado e nos torna diferentes uns dos outros.

- O casal deve reabrir espaço gradualmente para o seu relacionamento depois da chegada do bebê. Não esqueçam de vocês porque os bebês não chegam para substituí-los. Chegam para somar.

- Se possível, faça com que a noite seja um momento dos adultos. Vocês precisam de um tempo a sós.

- Não se contradigam na frente das crianças. Sejam cúmplices na educação deles.

- Pode parecer tirano, mas você é o adulto, logo, você decide. Mas lembre-se sempre de dar opções para que eles tenham a oportunidade de escolher, dentro daquilo que você propõe.

- Nunca pergunte o que uma pessoa que fica em casa cuidando das crianças fez o dia todo. É bem óbvio!

Sobre paciência, aprender e ensinar

- Para que a criança aprenda a esperar, deve aprender a se distrair. Ela precisa entender que não é o centro do universo.

- Diminua o seu ritmo e demore um pouco mais para responder. Não largue o que está fazendo imediatamente – a não ser que seja algo realmente urgente.

- Mostre educadamente que está ocupado e apenas diga “espere um pouco”. Nem que tenha que repetir isso diversas vezes. Paciência é treinamento, para ambos, lembre-se.

- Da mesma forma que não gostamos de ser interrompidos, as crianças também não devem ser. Cada um deve ter seu espaço e eles devem ser respeitados.

- Trate a frustração como uma habilidade crucial para a vida, porque realmente é. Mostre que compreende seu filho e seja solidário nos momentos em que ele se frustrar com algo que não aconteceu como ele esperava.

- Birras não mudam regras. Não ceda apenas para cessar o choro (e isso vale para aquelas birras no shopping, no supermercado, enfim, em público).

- Ao receber tarefas importantes, as crianças aprendem sobre responsabilidade. Confie na capacidade deles.

- Crie uma espécie de moldura, onde a base, o acabamento e os limites são seus. Mas quem escolhe como irá pintar o quadro, as cores, as formas, é seu filho.

- Proteger seus filhos é diferente de isolá-los de todos os perigos do mundo (até porque isso seria impossível). Eles devem aprender a se proteger também e isso vem com as experiências de vida.

- Não tenha medo de dizer não. Seja convincente porque as crianças percebem quando você está firme e não irá mudar de ideia.

- Diga sim com mais frequência. Autoridade tem a mesma raiz da palavra autorizar. Não banalize o não.

- Não imponha apenas. Sempre explique o por quê da regra. Caso seja uma situação de perigo eminente, aja primeiro, explique depois.

- Entenda que é normal que seu filho fique chateado com você e não espere que ele obedeça de imediato. Dê um tempo para que ele entenda e então cumpra.

- Saiba quando ceder, saiba quais brigas comprar. Você não pode vencer todas as batalhas e o caminho para educar é longo. Talvez o mais longo que a gente já trilhou nessa vida.

O livro ainda aborda outros assuntos e tem receitas bem bacanas e até um exemplo de cardápio das creches e escolas francesas.

Resenha-Patrocinada-Vida-Materna-Identificação (1)


por mãe da Mel e do Leo



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