Mudanças simples na rotina de sono diurno que fizeram a diferença

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Desde que nasceu, Leo me surpreendeu bastante em relação ao sono. Não sei se isso se deve ao fato dele realmente dormir bem ou as minhas expectativas que eram muito menores – e mais realistas – desta vez. De qualquer forma, comparando com a qualidade de sono da Mel, com a mesma idade, ele dorme, sim, melhor. Contei sobre toda a rotina de sono dele – diurna e noturna – neste post aqui.

Porém, uma coisa vinha atrapalhando muito a nossa rotina, tanto a minha rotina diária de trabalho e de dona de casa quanto a própria rotina do Leo: o fato das sonecas diurnas dele serem curtinhas, coisa de meia hora no máximo.

O processo era sempre o mesmo: eu ficava atenta aos primeiros sinais de sono – especialmente quando chegava próximo dos horários onde ele normalmente dormia – e ia dando uma diminuída no ritmo e nas atividades. Pegava no colo, dava a chupeta e a mantinha e embalava um pouquinho, fazendo shhhh ou cantando. Às vezes Leo dormia super rápido, às vezes demorava mais. Colocava ele no berço (daqueles desmontáveis) que fica na sala e tentava fazer menos barulho e falar mais baixo.

Mas algo acontecia e Leo sempre despertava vinte, trinta minutos depois – não me dando tempo para fazer muita coisa, além de lavar uma louça ou separar as roupas e colocar na máquina. Quando eu conseguia me sentar aqui para escrever um post ou responder mensagens e e-mails, pronto, ele acordava.

Eu já estava desanimada e resignada que as sonecas diurnas do meu pequeno eram assim mesmo, curtinhas. Aí um belo dia veio aqui em casa o pessoal da empresa de alarmes e Alexandre precisava atendê-los no escritório porque iriam instalar programas e tal. Nesse momento eu estava com o Leo no colo para fazê-lo dormir e Alexandre me disse para levá-lo para o berço no quarto dele, porque se o colocasse ali na sala, ele acordaria num segundo por causa das conversas (homens geralmente não conseguem falar baixo).

Levei o pequeno lá para cima, fechei um pouco a persiana e o quarto ficou escurinho, mas sem ficar uma penumbra. Embalei por uns cinco minutos e ele se entregou ao sono. Coloquei no berço, ajeitei os cobertores e saí do quarto – já me preparando para dali meia hora ter que voltar para pegá-lo.

Desci e fui organizar a cozinha e lavar a louça. Esvaziei as lixeiras, dei uma varrida no chão, passei pano e fui catar as roupas e tranqueiras pela casa, para guardar. Subi, guardei tudo, arrumei as camas e já desci carregando os cestos de roupa suja do Leo e da Mel. Separei as roupas, coloquei a primeira leva na máquina e fui passar um café fresquinho.

Nisso o pessoal já tinha ido embora e Alexandre também já tinha ido trabalhar. Eu peguei minha xícara de café e vim para cá, para responder alguns e-mails e tentar terminar alguns dos vários textos que tenho no rascunho, escritos pela metade. Consegui responder vinte e quatro e-mails, revisar dois textos, postar um deles e fazer duas ligações. Aí percebi que horas eram.

Já fazia uma hora que Leonardo estava dormindo ?! Fiquei surpresa e uns cinco minutos olhando fixamente para a tela da babá eletrônica, para ver se ele estava respirando (hahahaha, sou dessas também, fiquem tranquilas). E sim, estava tudo bem. E ele no maior sono, tranquilo, sossegadão. Acordou depois de 1 hora e vinte minutos feliz da vida e descansado.

Foram mais alguns dias fazendo tudo igual para ter certeza: Leo dormia pouco nas sonecas diurnas porque o ambiente não colaborava. Luz do dia, barulhos da obra (sim, ainda temos obras do lado de fora), da tv, do rádio, da Mel, dos cachorros dos vizinhos, do caminhão do gás e por aí vai.

Vários bebês e crianças dormem bem em qualquer lugar e em qualquer ambiente, mas com o Leo isso não estava funcionando. Eu demorei a perceber e era uma coisa super simples. Eu apenas tinha que preparar melhor essa hora das sonecas, com um ambiente mais calmo, escurinho e aconchegante.

Sempre ouço todos os movimentos e murmuros dele pela babá eletrônica e muitas vezes ele abre os olhos, se mexe e até resmunga. Mas volta a dormir sozinho, sem que eu tenha que interferir e sem despertar de vez. Por quê? Porque o ambiente colabora para isso. Simples e bobo assim.

Para muita gente deve ser meio óbvio que se coloque o bebê para tirar as sonecas em seu quarto, mas para outras tantas – e eu, inclusive – teríamos que acostumá-los a dormir em “condições adversas”, digamos assim. E teríamos que ajudá-los a diferenciar o sono diurno do noturno.

O que continuo fazendo para diferenciar a hora de dormir pra valer e as sonecas? De dia o ritual de sono é muito simples e consiste apenas em retirá-lo da atividade que estiver fazendo e ir acalmando-o aos poucos. Deixo o quarto escurinho mas ainda assim conseguimos enxergar tudo lá dentro.

À noite é diferente. Tem essa mesma preocupação em retirá-lo das atividades e fazer essa transição para a hora de dormir mas então vem o banho, o difusor com os aromas que relaxam, o mamá e nesse momento sim, o quarto totalmente escuro.

Leo também diminuiu as sonecas de três para duas apenas. E em alguns dias ele tira apenas uma, mas não acho legal quando isso acontece porque ele fica irritado e impaciente. Num dia bom, ele dorme depois do almoço, lá por 13h30, por uma hora a uma hora e meia. E tira outra sonequinha lá pelas 18h, coisa de meia hora, antes do jantar. Quando acontece de atrasar essa primeira soneca, a última acaba não acontecendo e aí temos um bebê irritadinho em casa. Mas tem dias que a rotina sai do controle mesmo e não há o que fazer. Aliás, estou devendo esse post contando da minha rotina como mãe de dois, não é? Ele sai, prometo.

E por aí? Seus pequenos dormem bem, muito ou pouco de dia?


por mãe da Mel e do Leo


Minha Vida Materna 27 jul 2014

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Cama compartilhada: sobre a dificuldade de descompartilhar

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Esse assunto sempre gera uma certa polêmica porque existe muita gente contra, muita gente a favor, muita gente em dúvida e muita gente pitaqueira quando se trata de cama compartilhada. Gente que mete o pau se você diz que compartilha, gente que mete o pau se você diz (escreve) que não gosta da ideia. Essa é a verdade, mesmo que as coisas não devessem ser assim. E sabem por quê?

Porque tem gente que simplesmente não consegue dormir apertado, precisa de mais conforto para dormir bem. Tem gente que não se sente bem porque tem medo de machucar, de esmagar a criança. Tem gente que acha que a cama dos pais é dos pais e que cada um deve ter seu espaço preservado. Tem gente que não se incomoda porque dorme fácil, em qualquer lugar e de qualquer jeito. Tem gente que gosta de ter os filhos por perto e curte esses momentos juntos. Tem gente que opta pela cama compartilhada pela praticidade e segurança, para ambos os lados. E todas essas pessoas e essas escolhas devem ser respeitadas.

Cama compartilhada – assim como tantos outros assuntos dentro da maternidade – é realmente uma opção dos pais e de cada família – que sabem o que funciona melhor dentro da sua rotina e de seus filhos.

Eu, do lado de cá, apenas continuo compartilhando com vocês os nossos dilemas, e com isso, vou clareando um pouco os meus caminhos.

Para quem está chegando agora, contei como a Melanie passou a dormir conosco neste post aqui. Vale dar uma lida para saber como a cama compartilhada aconteceu aqui em casa.

*********

Melanie começou a dormir conosco com quase 2 anos de idade. Foi devagar, com uma dormida aqui quando estava com febre, outra ali porque estava muito frio. E assim, descobrimos que havia uma luz no fim do túnel e que podíamos dormir a noite toda. E que pai e mãe não quer dormir a noite toda, não é?

Nesse tempo, além de estarmos todos dormindo melhor (melhor = a noite toda), nós acostumamos com os empurrões e com os chutes, com o ronquinho de cansaço, com o cheirinho dos cabelos dela e os carinhos que ela nos faz no meio da madrugada. Nos sentimos seguros e felizes com ela dormindo ali, quentinha e bem coberta, ao nosso lado. Ela dorme bem e nós também. Ou melhor, a gente dormia bem.

Já tem algum tempo que estamos tentando descompartilhar a cama com a Mel, por três motivos:

- apesar da cama ser grande, estamos dormindo mal. ela cresceu e naturalmente passou a ocupar mais espaço. com isso, dormimos apertados, sem poder trocar muito de posição para dormir. acordamos com dores no corpo todo, quase todos os dias.

- ela tem um quarto lindo, que foi feito com muito carinho só para ela. achamos que é uma mudança boa, natural, assim como o crescimento dela. queremos que ela tenha essa autonomia de dormir em seu próprio quarto.

- sentimos falta dos nossos momentos a dois na hora de dormir. e aqui, vale ressaltar que não estou falando de sexo porque ele pode acontecer em vários outros lugares, além do quarto e da cama. estou falando de momentos como dormir de conchinha, de ler um livro enquanto o outro joga Candy Crush no celular, de conversar sobre amenidades ou sobre aquelas questões que não tivemos tempo de discutir durante o dia.

Assim que nos mudamos para essa casa, conseguimos criar um entusiasmo grande em relação a dormir no próprio quarto. Para nós e para a Mel parecia uma coisa boa, uma mudança para melhor. Ela dormiu por algumas noites feliz da vida na sua própria cama. E aí Leonardo nasceu.

Desde então, ela voltou a dormir conosco.

Todos os dias ela me olhava com aquela carinha que só ela tem e me diz: “mas hoje eu vou dormir na minha caminha, a noite inteira toda, tá, mamãe”. Mas, o que acontecia, é dela ir para cama e acordar lá pelas 2 horas da madrugada pedindo para ir para a nossa. E nós, cansados, com sono (e no momento, com frio!), a levamos do quarto dela para o nosso. E assim criamos um ciclo (sem fim).

Agora ela nem quer ir para a própria cama. Chora muito e diz que quer dormir “na cama do pai e da mãe”.

Eu já sabia que não seria fácil essa transição, se ela fosse feita depois do nascimento do Leo. O que eu não imaginava, porém, é a dificuldade que eu teria em deixá-la ir. Arrisco até a dizer que tem sido mais difícil para mim do que para ela própria.

Gosto de abraçá-la enquanto ela dorme, gosto de acordar e imediatamente ver o seu rostinho colado ao meu. Isso tudo acalenta meu coração quando penso que, desde o nascimento do irmão, ela naturalmente tem tido menos atenção da nossa parte. São momentos só nossos. Chame de culpa ou do que quiser, mas eu prefiro chamar de apego.

Ainda me prendo a situações como “ela vai se sentir sozinha”, “ela vai ficar descoberta nesse frio”, “ela vai crescer e tudo isso vai deixar saudades” - principalmente. E eu sei que enquanto esses sentimentos estiverem presentes dentro de mim, nem eu nem ela conseguiremos ir adiante. Por isso tenho pensado bastante a respeito.

Quando olho para trás e lembro do desfralde e da retirada da chupeta (que aconteceram de maneira leve e sem maiores problemas) fica claro para mim que a minha posição era totalmente diferente dessa de agora, em relação à ela dormir conosco. Eu não estou decidida nem firme como das outras vezes. Estou meio lá, meio cá. E nada dá certo quando estamos assim. Simplesmente porque eles precisam da nossa força e da nossa certeza para ultrapassarem os obstáculos.

Muita gente me pergunta se vamos colocar o Leo para dormir conosco e eu não sei dizer. Provavelmente não, porque ele dorme muito bem no próprio quarto. Mas, não dá para prever o futuro. Até porque mudamos de opinião infinitas vezes na maternidade.

Fazendo um balanço geral desses anos de cama compartilhada, eu avalio o saldo como positivo – para ela e para nós. Melanie ama dormir conosco, isso a faz feliz. E nós curtimos muito esses momentos com ela. Porém, sentimos que chegou o momento de mudar.

Por hora, combinamos de deixar passar o inverno (aqui em Curitiba faz bastante frio) e daí fazer essa transição de vez. Mas assim, sem traumas, sem pressão. Que seja mais uma escolha e não uma imposição. Para que seja algo bom para todo mundo, principalmente para ela.

Esse vídeo foi gravado no final do ano passado, assim que o Leo nasceu.

Preciso saber de vocês. Como foi o descompartilhamento da cama aí na sua casa? Fácil, feliz e natural ou complicado e difícil, como tem sido para nós?

Da nossa novela, aguardem cenas do próximo capítulo. :)


por mãe da Mel e do Leo



8 meses de Leo

leonardo_8 meses_blog vidamaterna

- está pesando 9,5kg e medindo 76cm.

- o que eu mais ouço – além de que ele é um lindo – é como ele é enoooorme. e ele é mesmo. haja coluna, força nos braços (e sling!) para carregar esse guri.

- tem dois dentinhos embaixo e ficou bem manhoso quando estavam nascendo. estou usando homeopatia, além da pulseirinha de âmbar (que a tia Daisy trouxe pra gente <3) e acho que ambas ajudaram bastante a diminuir o desconforto.

- o apelido titular ainda é Leo, claro. Tutuken vem logo em seguida e agora o chamo de Leopardo também (meu leopardinho <3)

- estou começando a achar que ele também é alérgico como o pai e a irmã e possivelmente tenha rinite. todas as vezes que acorda chorando à noite é sempre por causa do nariz trancado ou incomodando.

- fica intrigado quando estou com os cabelos molhados. pega os fios e fica explorando minuciosamente. aliás, ele ama cabelos, secos ou molhados.

- é muito observador.

- gosta de chá de erva doce.

- coça a cabeça quando está com sono ou bravo e é a coisa mais linda ever. preciso filmar.

- tem bastante curiosidade com meus brincos, especialmente se são de argola. ai de mim se me descuido.

- já ficou careca, já teve cabelo fluff, cabelo punk e agora tem cabelo desajeitado. mudou de lado sozinho e não fica nem lá nem cá. cresceu e está em cima das orelhas já, fazendo ele parecer o Alex Kidd (jogadores de videogames das antigas entenderão).

- simplesmente ama quando penteio seu cabelo depois do banho. uso uma escova macia e ela até inclina a cabeça para o lado que estou penteando. fica bem paradinho, só curtindo o momento.

- continua comendo bem. esse mês provou manga, estranhou no início mas agora gosta. das frutas, o melão continua sendo o rei, literalmente.

- com relação a APLV, ainda não senti muita dificuldade na alimentação dele porque ela tem como base frutas, legumes e verduras. mas quando estamos comendo um pãozinho ou algo assim e ele demonstra querer, é complicado ter que negar. estou providenciando pães feitos sem leite para o pequeno.

- pegou a virose da irmã e ficou dias com diarreia e bem manhoso, dormindo super mal. foi barra, porque eu também fiquei doente, ao mesmo tempo. aliás, nós quatro ficamos. só a Boo se salvou.

- o que ele mais fala é dadada, em várias entonações. a entonação rouca é a minha preferida.

- é mais preguiçoso que a Mel na mesma idade, mas já fica em pé bem estável quando o seguramos e gosta muito de ficar assim.

- passou a tirar duas sonecas por dia ao invés de três.

- gosta de bater as coisas umas nas outras para ouvir o som. e de jogar as coisas no chão. gosta de observar ação e reação.

- sempre tenta colocar os dedos na nossa boca, especialmente quando estamos falando ou comendo.

- ganhou seu primeiro all star – preto, de cano alto. como diz na música que tocava no momento em que ele nasceu.

- quando o pai chega em casa e ele ouve a sua voz, já fica entusiasmado. quando ele vê o Alexandre estica os braços querendo ir com ele. se está no meu colo, se joga para o colo do pai.

- ri MUITO quando a Mel brinca de estender o lençol em cima dele. aliás, ambos riem muito, um do outro. se amam cada vez mais. sou muito grata por isso. de verdade.

- vai no colo de todo mundo e nunca estranhou ninguém até hoje.

- adora massagem nas pernas.

- gosta muito dos avós.

- comeu um pedacinho de papel esses dias (!)

- crianças chamam muito a sua atenção. especialmente se estiverem correndo e bagunçando.

- continua o bebê mais simpático do pedaço. sorri para tudo e para todos.

- já consegue repetir algumas coisas que fazemos, como dar gritinhos de “ahhhhh”, dizer “dadada” e fungar com o nariz de um jeito que só ele sabe fazer, especialmente quando está bravo. tipo assim, ó <3


por mãe da Mel e do Leo



Checklist e dicas para preparar uma festa

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Faz tempo que vocês me pedem dicas de como planejar uma festa e apesar de não ser uma expert no assunto, já tenho alguma experiência depois de cinco festinhas organizadas nos últimos quatro anos. É uma coisa que eu gosto muito de fazer, de verdade mesmo.

Tem um monte de checklist bem legal por aí, pronto para imprimir e tudo mais. Por isso, eu quis fazer diferente. Como uma leitora muito querida me disse um dia, os textos por aqui são tipo um bate papo com uma amiga enquanto se toma aquele café feito na hora. E eu gosto de pensar assim mesmo :)

A cada evento que eu planejo, gosto de me organizar bem – dentro do possível, porque eu era muito mais organizada antes.

As festinhas nascem primeiro na minha cabeça. Depois são algumas madrugadas insones no Pinterest ou pela internet afora caçando ideias. Até que coloco tudo no papel, faço mil e uma anotações e assim vou literalmente desenhando a festa. Eu adoro essa parte porque a criatividade rola solta e muita ideia legal aparece. Pena que não consigo fazer todas acontecerem!

Como eu nunca realizei festa em buffet infantil, não tenho muito conhecimento do assunto. Por isso, as dicas desse post são mais para aqueles que gostam de uma festa “em casa” e que também gostam de colocar a mão na massa para preparar tudo.

- Quando?

A primeira coisa certamente é escolher um dia e horário para que a festa aconteça. A maioria das pessoas que faz festa em casa ou no salão de festas do condomínio onde mora, prefere os sábados ou os domingos à tarde. Além dos finais de semana, as festas realizadas em buffets infantis também acontecem bastante em dias de semana, depois das 18h.

Algumas pessoas evitam marcar as festas próximas a feriados mas outras até preferem por terem parentes de outras cidades, já que o feriado facilita as viagens. Veja o que é melhor para vocês.

- Que tipo de comemoração você gostaria de fazer?

Isso depende muito da ocasião – aniversário, batizado, chá de bebê – e do orçamento que você definir para a festa. Você pode optar por um brunch, um almoço, um café, festa na escola ou a clássica festinha em casa, salão de festas ou buffet. Depois disso, defina se você quer um evento maior, algo mais íntimo ou ainda, somente para a família.

- Onde?

Depois da data e tipo de festa definidos, é hora de pensar no local onde vocês gostariam de realizar o evento. Em casa, no salão de festas do condomínio, naquela chácara da família, num parque, no local que a sua empresa disponibiliza aos funcionários para eventos, em buffet infantil, enfim, as opções são muitas. Eu acredito que o local e a quantidade de convidados estão diretamente ligados e, por isso, devem ser definidos paralelamente, já que é essencial que o local acomode bem a quantidade de pessoas que você pretende convidar.

Caso sua escolha seja por um buffet infantil, quanto antes fizer a reserva, melhor, já que eles tendem a ser bem concorridos, principalmente aos finais de semana. Já os valores são mais atrativos para festas realizadas de segunda a quinta-feira.

Avalie o que é oferecido em cada pacote e o custo benefício e faça questão de conhecer o local pessoalmente. Se tiver recomendações de amigos e conhecidos, melhor ainda. Ao fechar, cuide para que todos os detalhes combinados constem no contrato, para evitar dores de cabeça depois.

- Quem?

A lista de convidados é uma das partes mais difíceis de serem definidas, especialmente quando não se trata de uma festa somente para a família. As variantes são muitas: você pode chamar só a família, família e amigos mais íntimos, família e amigos que tenham filhos pequenos, família e somente aqueles que convivem realmente com seu filho, família, amigos mais íntimos e os amiguinhos da escola e pode chamar todo mundo. Depende da sua vontade, do seu espaço físico e do seu orçamento também, é claro.

Faça uma lista dividida entre adultos, crianças e bebês (menores de 2 anos). Isso ajuda muito na hora de definir a parte de alimentação, bebidas, espaço e até as lembrancinhas, se for o caso.

- Quanto tempo antes você deve começar a se organizar?

Planejamento: quanto antes, melhor. Especialmente por serviços que você venha a contratar – como bolo, doces e fotógrafo –  e itens que você precise encomendar. Já tive duas experiências de algo que comprei para uma festa específica não chegar a tempo e é bem frustrante. Ou então de querer encomendar um produto e o prazo de confecção e entrega ultrapassarem a minha data limite. Por isso, eu repito: quanto antes você puder colocar todo o planejamento no papel, melhor. Essa organização é essencial para que você consiga saber certinho o que precisa comprar e para que possa fazer isso com antecedência (especialmente se você for comprar de fora do Brasil, em sites como Etsy, Aliexpress e outros). Minhas últimas encomendas demoraram em média dois meses para chegar.

Execução: eu diria de três meses a um mês antes da data definida. Depende do tempo que você tem para se dedicar a isso e do que você pretende fazer também. Já fiz festas em duas semanas, mas não recomendo deixar para a última hora.

- Infraestrutura do local

Se você for fazer a festa num buffet infantil, provavelmente não precisará se preocupar muito com isso. Mas, se você optar por um salão de festas ou a sua casa, por exemplo, você precisa pensar no básico que é: acomodar bem todos os convidados e ter uma estrutura básica para a parte de alimentação.

Mesas e cadeiras, sofás, pufes, mesa para o bolo, doces e comidinhas em geral, mesa para os salgados e bebidas (que pode ser também uma bancada, etc), local para deixar as lembrancinhas e uma caixa ou algo que possa servir para que os convidados deixem os presentes, são alguns dos itens que a gente costuma precisar – seja em casa ou num salão de festas.

Quando fiz as festas no espaço para eventos lá no condomínio da minha sogra, loquei mesas e cadeiras e aproveitei as mesas grandes que eles já possuíam no local para todo o restante. Já na comemoração do batizado do Leo, que foi aqui em casa e somente para a família, optei por acomodar os convidados na mesa principal da sala de jantar e suas respectivas cadeiras e nos sofás e poltronas espalhados pelo ambiente. Mas isso só deu certo porque eram poucas pessoas (cerca de vinte).

A festa de 4 anos da Mel ainda será um evento pequeno, mas com algumas pessoas a mais do que a última festinha que fizemos. Por isso, terei que locar mesas e cadeiras desta vez. Todo espaço deve ser adequado proporcionalmente ao número de pessoas que você convidar, para que todos fiquem confortáveis.

Dica: quando fazemos festas em casa, vale usar e abusar do que já temos – sofás, poltronas, cadeiras, pufes, almofadas, mesas laterais ou de centro como mesas de apoio, bancadas, aparadores, enfim, coloque sua criatividade para trabalhar.

Além disso, os convidados irão precisar de um toilette (ai que chique), de um banheiro, é claro. Veja se o kit básico está ok, que é um sabonete líquido, uma boa toalha (ou papel toalha em caso de salão de festas), cesto com saco de lixo, papel higiênico de reserva, essas coisas.

É importante pensar também nas pessoas com bebês que precisarão de um lugar para fazer trocas de fralda. Aquelas banheiras que têm o trocador acoplado são uma boa se deixadas próximas ou dentro do banheiro. Ou, como faço quando as festas são aqui em casa, o pessoal usa o trocador do Leo mesmo, que fica em cima da cômoda no quarto dele. Como festas em casa são normalmente para família e amigos mais íntimos, não vejo problema nisso.

Se a festa acontece em casa você não precisa se preocupar com forno ou microondas. Se for num salão de festas, se certifique de ter pelo menos uma das duas opções e faça uma lista de utensílios e itens que precisa levar, como por exemplo, o que for necessário para o café, louças e talheres, panos de prato, produtos e panos para limpeza, enfim, tudo que você possa precisar e que não tenha lá. Alguns condomínios mantêm os salões equipados com tudo isso, aí fica mais fácil.

Outra coisa bacana, se for possível, é disponibilizar um local para que as pessoas deixem casacos e bolsas. A gente que tem filhos sempre anda carregada, não é? Ter que acomodar as crianças, carrinho ou bebê conforto mais as bolsas é sempre um pequeno transtorno. Se der para facilitar isso tendo um apoio (que pode ser um pufe, um mancebo/cabideiro) para bolsas e afins, melhor.

Para finalizar, gosto de pensar em tudo que possa tornar a permanência dos convidados mais agradável (para nós e para eles) e isso incluiu por vezes detalhes pequenos que podem passar batidos na correria dos preparativos. Analise seu espaço, veja o que pode ser melhorado e faça o que estiver ao seu alcance, mas sem neuras.

- Espaço para as crianças e bebês

Focando novamente em festas mais caseiras, é legal pensar num espaço para a criançada. Você pode, além de locar brinquedos como piscina de bolinhas e cama elástica, se quiser e tiver espaço, colocar um tapete grande de EVA ou similares e uma caixa com alguns brinquedos e livros. Mesinhas com cadeiras também são uma boa, especialmente se houverem desenhos para que os pequenos possam colorir ou massinha para brincar. Se a festa for em casa, dá até para colocar almofadas para ficar ainda mais aconchegante e música ou um DVD animado são boas pedidas também.

Além disso, opções de entretenimento com profissionais podem ser contratadas, como contação de histórias, teatrinho de bonecos e outras atividades bem interessantes. Vale dar uma pesquisada nisso também.

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- Definindo o tema ou a inspiração da festa

Quando os filhos são pequenininhos, a gente acaba tendo esse poder de escolha do tema ou da inspiração da festa. Geralmente nos baseamos pelo que eles demonstram gostar mas, às vezes, o nosso gosto, o que achamos legal, acaba prevalecendo. Eu, por exemplo, escolhi lollipop para a festa de um ano da Mel, bailarina para a de dois anos (porque ela sempre amou dançar), corujinhas para a de três anos (que ela sempre gostou) e passarinhos para o batizado do Leo.

Confesso que a minha criatividade não flui muito bem com o que chamamos de “temas prontos”, sabem? Aqueles com os personagens mesmo, tipo Galinha Pintadinha, Barbie, Carros e por aí vai. Prefiro temas menos comuns ou então, se forem temas de personagens de filmes ou desenhos, gosto de dar uma trabalhada em cima, para que fiquem um pouco diferentes. Acho legal que tenha a carinha de quem fez ou do dono da festa, que tenha amor nos detalhes, um toque eu que fiz. Mas, também há quem queira e precise de praticidade e prefira temas que já possuem tudo pronto, como copos, pratos, guardanapos, sacolinhas, enfim, tudo. E a cada dia que passa as empresas investem mais nesses produtos, graças a isso, a variedade é boa.

Esse ano, Melanie escolheu o que queria na sua festa de 4 anos, mas, antes de definir, foram meses de incertezas, cada dia querendo uma coisa. Passou por Minnie, Dora Aventureira, Hello Kitty e finalmente (#graçasadeus), se apaixonou pela Rapunzel e pelo filme Enrolados – e eu idem. Fiquei bem feliz mas lá estava eu com um “tema pronto” pela frente. O que vai sair disso vocês verão em breve, já que Mel completa 4 anos no dia 2 de agosto.

Para aguçar as ideias e buscar inspiração, pesquise, pesquise, pesquise. E preste atenção nos detalhes. Não só na internet mas pessoalmente também. Se tiver tempo, bata perna por aí em lojas desse segmento de festas e lugares que você sabe que pode encontrar tesouros escondidos, aí na sua cidade.

Recomendo também infinitas visitas ao Pinterest (pesquisando por festas/parties ou especificamente pelo que você pretende fazer), sites como hwtm, catch my party e kara’s parties ideas e buscas pelo Google em geral.

Normalmente eu crio um painel para o evento e lá vou adicionando as minhas inspirações (deixo o painel como privado até que a festa aconteça, para não perder a graça, né?). Eu vou adicionando tudo que me interessa e no final faço uma seleção das ideias que vou usar. Se você não usa o Pinterest, pode ir salvando numa pasta nos favoritos (se forem links) ou no seu computador.

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- Definindo as cores e padrões

É legal definir uma paleta de cores, principalmente se você mesma irá fazer a parte de papelaria e decoração da festa. Ajuda ter a paleta no celular ou impressa, sempre por perto, para quando você for aos locais onde precisa comprar algo para o evento.

Um site que eu amo de paixão e que traz muita inspiração em relação às cores, é o Design Seeds. Você pode pesquisar cores por valores (rgb), por tags, por similaridade, enfim. Tudo lá é lindo e muito intuitivo, fácil de navegar. Serve para festas e decorações em geral e até para decidir as cores das paredes da sua casa, do quarto das crianças, enfim, tem mil e uma utilidades.

Para padrões ou imagens de fundo, chamados de patterns, gosto do Colourlovers. Lá você tem a opção de palletes, patterns, entre outros. Mas precisa pesquisar tudo em inglês (poá ou bolinhas são polka dots, listras são stripes, corações são hearts, e por aí vai). Tem uma caixa de busca lá em cima, no canto direito. Você digita o que quer pesquisar e escolhe se é palette ou pattern.

A grande dúvida que todo mundo tem é: como salvar essas paletas ou imagens de fundo se não existe a opção quando se clica com o botão direito do mouse em cima da imagem? É simples: basta dar um Print Screen (para quem usa PC’s) ou um Command + Shift + 3 (para quem usa Mac). Depois é só recortar certinho no seu editor de imagens e usar.

Dei várias dicas em relação a isso nestes posts aqui: www.vidamaterna.com/faca-voce-mesmoa-artes-graficas-e-papelaria-para-festas www.vidamaterna.com/faca-voce-mesmoa-comprando-arquivos-e-imagens-para-personalizar-sua-festa

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- Definindo a parte de papelaria 

Banner, toppers de doces e cupcakes, bandeirolas, adesivos, rótulos, solapas, caixinhas, ufa, é tanta opção e diversidade que a gente até se perde. Se você for escolher um item para começar, escolha o convite, afinal, ele não pode ser o último a ficar pronto, certo?

Para quem tem conhecimento em editores gráficos, como o Photoshop, por exemplo, e quer fazer essa parte da papelaria, dá para encontrar o molde de tudo isso em sites como o Fazendo a Minha Festa. Tem moldes de todos os tipos (é só salvar e alterar conforme a sua necessidade) e de muitos temas e cores já prontos, só para alterar dados como o nome e a idade e imprimir.

Ou, você pode encomendar de profissionais e empresas que fazem festas personalizadas prontas ou somente para imprimir, em sites como o Elo7 e o nosso amado e idolatrado Etsy (pesquise por printable party ou o nome do tema mesmo). Só precisa ter um conhecimento mínimo de inglês para se comunicar com os vendedores (nada que um tradutor não resolva) e um cartão de crédito internacional ou conta no Paypal. Já comprei arquivos para download diversas vezes e nunca tive problemas.

E você pode ainda comprar somente os desenhos, chamados de clipart e montar seus arquivos. Expliquei tudo aqui.

- Definindo a decoração geral da festa

Além da mesa principal, você deve pensar se irá decorar o ambiente também, especialmente se fará alguma decoração aérea e como irá fixar tudo (dá para usar fio de nylon ou silicone, barbante ou baker’s twine, fitas de cetim, fita transparente, fita dupla face, fita daquelas que colam até a alma, ganchos, é tanta coisa!). Balões, lanternas, pom poms de seda, leques ou flores de papel, bandeirolas, guirlandas, painel ou varal de fotos, enfim, tem muita opção.

Eu gosto muito de usar flores naturais nas festas porque acho que elas deixam tudo mais bonito, como não poderia deixar de ser. Não consigo comprar flores sempre e ter a casa colorida como eu gostaria, então aproveito para fazer isso nas festas.

É bom definir que flores você gostaria de usar e orçar em mais de uma floricultura, porque o preço varia muito, muito mesmo. Além disso, alguns tipos de flores precisam ser encomendadas com antecedência. Aqui em Curitiba, ainda não encontrei floricultura que bata os preços da Esalflores. Pelo menos das flores que usei até hoje. Sempre deixo para pegar as flores no dia da festa ou no máximo na tarde do dia anterior. É só deixar num vaso com água e elas costumam aguentar até uma semana.

Se a festa for na sua casa, use a decoração já existente a seu favor. Vasos, plantas, porta retratos, quadros, tudo pode contribuir para que a sua decoração fique mais aconchegante. Se algo destoa demais do que você irá fazer, também não é problema. Basta retirar esse item ou se for algo grande, desviar o foco.

- Definindo a parte de alimentação e bebidas

Já começo o esse tópico dizendo duas coisas que aprendi nesses anos: não se preocupe, sempre sobra e o diferente sempre sai mais. Explico mais adiante.

Depois de feita a lista de convidados – dividida entre adultos, crianças e bebês – você pode definir a parte de alimentação e bebidas. Cada duas crianças acima de dois anos contam como um adulto. Normalmente eu divido essa parte assim:

Salgados

Defina quantos tipos e a quantidade de cada um deles. A indicação é de que se calcule de 8 a 10 salgados por pessoa mas, na minha experiência, essa quantidade é exagerada SE a festa for realizada aos finais de semana no meio da tarde, porque as pessoas geralmente almoçam mais tarde nesses dias. Além do mais, você provavelmente irá oferecer bolo, cupcakes, doces, frutas, enfim, não serão somente os salgados.

Eu sempre calculei 8-10 salgados por pessoa e sempre sobrou bastante. Você quer que sobre (claro!), é melhor sobrar do que faltar. Mas também, não precisa ficar comendo coxinha por uma semana depois da festa, certo? Por isso, dessa vez estou calculando 7 salgados por pessoa e depois conto para vocês se foi suficiente ou se sobrou menos.

Quanto aos tipos de salgados, ultimamente tenho tentado fugir dos salgados fritos como coxinha, risóles, kibe e bolinha de queijo. Na festa de três anos da Mel troquei dois deles por salgados assados e os fritos acabaram sobrando. No batizado do Leo, optei somente pelos assados e todos gostaram muito. Apesar da gente gostar muito das coxinhas e afins (eu amo risóles), para as crianças – e para nós, também – é mais saudável que sejam oferecidos alimentos assados e não fritos. Mas dá para oferecer as duas opções, assim todo mundo fica feliz.

É legal também pensar em quem não come carne e servir salgados de palmito, por exemplo.

Gosto muito das mini pizzas, do pão de batata recheado com frango, das esfihas, dos enroladinhos de frios, dos folhados, das empadas e dos quiches, além de muitos outros salgados diferentes e mais requintados que existem por aí. Tortas salgadas cortadas em quadradinhos ou pãezinhos com um patê gostoso também são ótimas opções para servir e nos lembram das nossas festinhas quando crianças. E ainda tem a opção do cachorro quente e pipoca, que são sempre um sucesso.

Prefira encomendar de locais que você já tenha provado (e aprovado!) ou locais que tenham sido bem recomendados por amigos. Os valores também variam bastante. Legal é pesquisar e provar antes de encomendar.

E durante o evento, prefira sempre aquecer os salgados no forno ao invés do microondas. Eles ficam mais gostosos.

Bolo 

Outra coisa que aprendi: se você fizer bolo e cupcakes, um dos dois irá sobrar em demasia, afinal, cupcakes nada mais são do que bolinhos pequenos, certo? E normalmente saem mais do que o bolo em si.

Nas festas em que fiz as duas opções, sobrou horrores de bolo. Na última, em que optei somente pelo bolo, sobrou bem pouco, ou seja, as pessoas comeram realmente. Mas nada impede que você faça ambos, se essa for a sua vontade. Se a sua preferência for pelos cupcakes mas ainda assim você quiser ter um bolo para compor a mesa, pode fazer um bolo fake, como eu fiz no aniversário de 1 ano da Mel.

Nos últimos anos, percebi que os bolos estavam muito grandes, o que sempre resultava em muita sobra. Para o batizado do Leo fizemos um bolo de 1,5kg e foi perfeito para o número de convidados (cerca de vinte pessoas + crianças). Para a festa de 4 anos da Mel, estamos calculando um bolo de 3kg para um total de 40 pessoas, levando em consideração que também teremos doces.

Sobre o recheio, você até pode tentar optar por um meio universal, que agrade a todos. Mas dê preferência àquele que vocês gostam ou que seu filho, o aniversariante, prefere. Afinal, a festa é dele.

Para a cobertura, pasta americana deixa qualquer bolo espetacular, mas normalmente essa parte é deixada de lado quando as pessoas comem o bolo. Às vezes queremos um bolo mais bonito do que gostoso, às vezes queremos um bolo de arrasar paladares e às vezes queremos os dois juntos. Nada que uma boa conversa com que irá fazer não resolva – eu acho.

Doces e quitutes

A parte que todo mundo adora das festas dá um pouco de trabalho para ser definida, pelo menos para mim.

Defina os doces e a quantidade para cada um deles. Normalmente se calcula 6 doces por pessoa e esse cálculo tem dado certo nas minhas festas. Quando calculei mais, sobrou muito. Essa conta tem fechado direitinho. Ainda sobra um pouquinho, mas sobra menos.

Os clássicos brigadeiro, beijinho, dois amores, cajuzinho e olho de sogra sempre saem bem. Porém, todas as vezes que incluí um doce diferente, ele acabava num instante. Ou seja, é legal dar uma diversificada, para vocês e para as pessoas que você convidou. Na verdade existem doces de todos os tipos e de todos os valores. Vai do seu gosto e do orçamento que você definiu para isso.

Hoje em dia se faz muito cakepop – que são aqueles bolinhos no palito – pirulitos de chocolate e bolachas decoradas. Para quem quer uma opção mais saudável, espetinhos de frutas ou copinhos com frutinhas cortadas são sucesso, principalmente entre as crianças.

Novamente, dê preferência por encomendá-los com pessoas ou locais que você já conheça e já tenha provado, para evitar um stress desnecessário.

Agora, se você é uma quituteira de mão cheia, pode fazer toda essa parte dos doces e bolo. Eu não me arrisco mais depois do último fiasco de cobertura dura que nem pedra que eu fiz. Podem rir.

Bebidas

Eu gosto de oferecer várias opções, a fim de atender a todos os gostos e preferências. Normalmente servimos suco de uva, de abacaxi ou laranja e água de coco - se não for possível servir suco natural, dou preferência aos sucos de caixinha sem conservantes e adição de açúcar, como os da marca do bem e Suvalan. Além dos sucos, refrigerantes normais e zero, chá matte, água, café e chá.

Para toda essa parte de comida e bebida, não esqueça que você também irá precisar de copos, pratos, garfinhos, guardanapos, copos menores para café ou chá (se você for usar descartáveis/compostáveis) entre outras coisas.

- Lembrancinhas

Se você quiser oferecer lembrancinhas, pode fazer de duas formas: somente para as crianças ou para todos os convidados. Nas primeiras festas eu fiz para todos os convidados porque era algo comestível. Nas últimas, fiz algo pensando nas crianças apenas e sinceramente gostei mais dessa forma. Deu para caprichar mais e pensar em detalhes, já que não eram tantos itens. E acabei me apaixonando pelos trabalhos mais artesanais e feitos a mão. Tem muita coisa linda e muita gente talentosa nesse mundo.

Pensando em lembrancinha, prefiro que seja algo útil para quem levá-la para casa e não somente algo lindo que fique num fundo de gaveta e eventualmente vá para o lixo. Por isso sempre dei preferência às lembrancinhas comestíveis, porque com elas não tem erro. Ou algo que as crianças curtam e aproveitem, se as lembrancinhas forem feitas pensando somente nelas.

- Faça listas

Depois de todo esse planejamento, faça algumas listas:

- do que precisa encomendar, agendar ou reservar

- do que precisa comprar e onde

- do que precisa fazer e como

- de quem irá te ajudar (antes, durante e depois)

Marque as prioridades e vá se organizando com base nisso. Mas assim, sem stress.

As primeiras festas que eu fiz me deram uma canseira e um stress grande, mas depois a gente vai pegando o jeito e aprendendo a dançar conforme a música. Além disso, você pode planejar tudo nos mínimos detalhes, mas nada garante que não haverão contratempos. Eles acontecem sim e tudo bem.

O que mais importa, com toda a certeza, é que aquela pessoinha especial, dona da festa, curta muito e tenha lembranças boas para o resto da sua vida. E que você tenha curtido cada minuto dessa preparação toda.

E esse deve ser o maior post que já escrevi nessa vida (fora o relato de parto do Leo).

Caso eu tenha esquecido de mencionar algo, é só deixar nos comentários que eu incluo assim que possível. Espero que esse resumão ajude vocês.


por mãe da Mel e do Leo



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