28 ago 2015

Algumas fotos do nosso último ensaio família

Realizamos esse ensaio poucos dias antes da Mel completar 5 anos de idade, num lindo dia de sol, no Bosque do Alemão, aqui em Curitiba. Eu amo fotografia e tiro muitas fotos, mas também gostamos de, vez ou outra, fazer um ensaio profissional para registrar momentos e o crescimento (!) da nossa família.

Então, enquanto o post do aniversário da pequena não sai, deixo vocês com algumas das fotos lindas desse nosso último ensaio família – feitas pela querida Carol Cavichiolo, que já é uma antiga conhecida e inclusive fotografou o parto do Leo, lembram?

Eu não sabia direito o que faríamos para registrar esse momento da Mel e então, depois de ver um post no lindo Serendipity, adorei a ideia do balão de número gigante! Aqui em Curitiba encontrei na Big Festas e tem de números e letras, bem bacana. Enchemos com gás hélio e o efeito durou por mais de uma semana. Mel se divertiu muito segurando seu cinco gigante.

Já o Leo só queria correr. Isso fica claro pela meia dúzia de fotos que conseguimos tirar juntos e pelas caras que ele fez do tipo “me solta que tenho mais o que fazer” :) Mas foi bem tranquilo, divertido e cansativo, claro, porque caminhamos bastante.

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Obrigada pelas fotos lindas, Carolzita <3 (facebook.com/carolcavichiolofotografia e www.carolcavichiolo.com.br)

25 ago 2015

Amor, diferenças e as aparências que enganam

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Nesses meus seis anos blogando, quatro deles a frente do Vida Materna, já recebi inúmeros comentários e e-mails de leitoras (vou falar leitoras porque noventa e cinco por cento do meu público são mulheres). Foram muitos agradecimentos emocionados, pedidos de um help com a educação filhos ou dicas para as festas de aniversário, dúvidas sobre parto e gestação, toques para que eu falasse mais sobre certos assuntos, enfim, e-mails e mensagens diversas que, muitas vezes – de tanto carinho que carregavam – me fizeram chorar ao ler.

Todas essas mensagens me fizeram sorrir, de alguma forma. E algumas me fizeram rir. E algumas outras me fizeram rir muito, sem parar. E depois, pensar bastante também. Foi o caso deste comentário, feito por uma leitora chamada Mariana, e que deu origem a este post:

Michelle, o seu marido trabalha com o quê?
Sabe por quê pergunto? Porque eu acho muuuito legal o relacionamento de vocês. Explico: eu te vejo bem “certinha” (hahaha), daquelas pessoas que deixam tudo organizado, que gostam de tudo arrumadinho. Já o seu marido eu enxergo de ooooutro jeito: tatuado, anda de moto, deve gostar daquela música born to be wild, de ouvir rock… É aquela coisa do estereótipo sabe? Esses dias vi no IG que você estava no show do Ozzy, mas você passa aquela imagem mais patricinha e o seu marido de ser bem porralouca (desculpa o palavrão). Enfim, a curiosidade é porque às vezes ele passa essa imagem mas é um executivo todo engravatado, rs. Um beijo! 

Eu acho que mais pessoas, além da Mariana, nos veem dessa forma (eu e Alexandre, no caso). É intrigante e até engraçado perceber como as aparências ou o que escolhemos mostrar ao mundo, podem enganar tanto. É o eterno não julgar um livro pela capa, sabem?

Vamos começar então pela pergunta que é recorrente por aqui: “no que seu marido trabalha?”.

Apesar de expor bastante da minha (da nossa) vida por aqui, a gente tenta preservar certas informações porque todo mundo está careca de saber que precisamos ter cuidado no que compartilhamos publicamente. Mas, como muita gente já me perguntou, vou dar uma múltipla escolha para vocês (assim, a gente mata a curiosidade sem especificar onde, quando e por quê, e mantemos uma certa privacidade para o rapaz…)

Então, escolha uma das opções abaixo. Alexandre é:

a) vendedor de Barsa (de porta em porta)
b) pastor de ovelhas
c) meu lacaio e escravo sexual
d) funcionário público
e) um fanfarrão

Pronto. Pergunta respondida, certo? Certo. Agora vamos voltar lá para o motivo de tanto riso – e algumas análises – por causa do comentário da Mariana. Por partes:

eu te vejo bem “certinha”, daquelas pessoas que deixam tudo organizado, que gostam de tudo arrumadinho…”

Eu realmente gosto das coisas certinhas, de colocar todos os pingos nos is e de ter minhas coisas, minha casa e minha vida organizadas. Mas, entre eu gostar e desejar isso tudo e realmente acontecer, na prática, há um abismo enorme, gente! Mas eu tento, eu sempre tento. Alexandre é mais bagunceiro, sem sombra de dúvidas, e isso gera alguns arranca rabos por aqui (quem nunca?).

“já o seu marido eu enxergo de ooooutro jeito: tatuado, anda de moto, deve gostar daquela música born to be wild, de ouvir rock…

Sim, Alexandre tem algumas tatuagens (inclusive tem meu nome escrito na mais recente <3), ama sua Road King, carros antigos e motores v8, gosta de rock, de metal e de sons bem pesados (daqueles que eu sempre acho que o vocalista está vomitando e não cantando…), mas… eu tenho mais tatuagens do que ele! Não dirijo motos (ainda), mas gosto muito de andar com ele. E o rock n roll, poxa vida, está no sangue que corre nas minhas veias. Somos muito parecidos nos nossos gostos.

Ainda, na questão das tatuagens, quem vê a tatuagem enorme que tenho nas costas – e que foi feita depois de quase cinco anos de espera e planejamento – se espanta e diz que jamais imaginava que eucom essa carinha – teria algo assim. Mas eu juro que não entendo isso. Eu enxergo tatuagem como arte, como um desenho ou frase que eu quero ter em minha própria pele para sempre. Algo que seja ou tenha sido importante para mim. Não é pivetagem, maloqueragem ou coisa de gente transviada. É apenas uma questão de gosto e de escolha do que fazer com ou no próprio corpo. Tem gente que gosta, tem gente que não gosta. Só isso.

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“esses dias vi no IG que você estava no show de Ozzy, mas você passa aquela imagem mais patricinha e o seu marido de ser bem porralouca (desculpa o palavrão)”

E essa foi a parte que mais me fez rir. E também, pensar. O que seria essa imagem de patricinha? E o que seria essa imagem de porralouca? Fazendo um ligeiro exame de consciência e de personalidade aqui na minha cabeça, gente, se tem alguma “porralouca” aqui, sou eu, hahahaha.

Só para citar algumas particularidades de cada um: Alexandre sempre foi muito estudioso, certinho e responsável, não bebe uma gota de alcool e é bem racional – na maioria das vezes. Ainda assim, não deixa de ter seu gênio leonino difícil de lidar. Já eu, bom, eu sou uma eterna adolescente. Não adorava estudar, mas estudava e tirava boas notas. Às vezes, chuto o pau da barraca, geralmente não sou de deixar pra lá nem para acertar os ponteiros depois. Defendo o que acredito com o coração. Sou um pouco impulsiva e muito emotiva e sensível. E, ainda, quem me acompanha lá no Instagram, está sempre vendo uma cervejinha aqui, um vinho ali. Não que eu beba até cair (hahaha) mas eu curto beber sim – um bom vinho (nem precisa ser tão bom assim, na verdade) e uma cerveja gelada num churrasco ou no final de um dia cansativo. E já aprontei algumas poucas e boas. Coisas que, com certeza, numa disputa de porralouquice entre nós dois, me dariam o troféu de rebelde sem causa. Isso só para citar algumas coisas.

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Vocês viram como as aparências enganam? E como a gente tem muitos pré-julgamentos e pré-conceitos atribuídos a certos tipos de pessoas e certos tipos de atitudes? Mas não. Olhando para uma pessoa ou para o que ela escolhe nos mostrar, não conseguimos ver nem um terço da pessoa que ela realmente é.

E, falando agora do nosso relacionamento, uma coisa que percebo ainda mais a cada dia, é que a gente não precisa ser ou pensar exatamente igual para que o amor aconteça. Enquanto muita gente fala de almas gêmeas, de metades da laranja, outras tantas dizem que os opostos se atraem. E eu acho que as duas coisas existem. Até mesmo no nosso caso. Sinto que somos diferentes mas, ainda assim, tão parecidos! Discutimos, brigamos, rimos, choramos, discordamos, aparamos as arestas. Para depois fazer tudo de novo. Parece loucura. E é, de certa forma.

O que nós já sabemos, porém, é que nenhum relacionamento é perfeito. O que faz valer a pena, para mim, não é o final feliz que todo mundo – ou quase todo mundo – sonha, porque ele pode ou não acontecer. O que faz valer a pena, é o que acontece no caminho.

Estamos juntos há mais de sete anos e ainda estamos aprendendo a conviver, a amar um ao outro, a educar os nossos filhos, que são o que de melhor e mais precioso fizemos juntos. É um exercício diário e por vezes confuso, conflitante e exaustivo. Mas eu vejo muito amor em tudo isso. E acredito que ele também. E é o que nos faz continuar aqui. Afinal, a coisa mais importante que a gente pode aprender nessa vida, é apenas amar e ser amado em troca”. [via moulin rouge]

24 ago 2015

Os primeiros dias de adaptação na escolinha

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Leo, com 1 ano e 9 meses, em seu primeiro dia na escola

Há pouco tempo, contei aqui todas as minhas dúvidas acerca da ida do Leo para a escola, e elas eram muitas, lembram? Então. A gente pensou, a gente conversou, a gente refletiu – eu e Alexandre. Ele, na verdade, sempre achou que Leo deveria ir para a escola nessa fase, que iria curtir muito e que tudo ficaria melhor e mais leve para nós todos. Mas, faltava eu me sentir pronta e, principalmente: sentir que Leo estava pronto e que seria algo realmente bom para ele e, consequentemente, para mim.

Então eu, dentro de toda a minha introspecção, pensei, refleti, pesei prós e contras. Conversei com amigas que já haviam passado por esse processo com seus pequenos praticamente na mesma idade que o Leo. E assim se seguiram alguns dias, deitando a cabeça no travesseiro e pensando sobre o assunto.

Eu já vinha analisando o comportamento dele na escola desde a festa junina – em que ele correu pela escola inteira, entrou no meio do palco sem ser convidado e dançou capelinha de melão como se não houvesse amanhã. E em todas as vezes que levávamos a Melanie ou íamos buscá-la – em que ele se jogava, querendo entrar e chorava para sair. Lembrei também de quantas pessoas já haviam me dito, depois de olhá-lo em toda a sua energia e desenvoltura, “ele já é do mundo!”.

Foi percebendo tudo isso, e, também, o fato de ele estar sempre procurando algo para fazer em casa, ou melhor, algo para escalar, para subir, pular, tirar do lugar. Porque, aparentemente, as atividades que eu propunha já não estavam mais sendo satisfatórias para o pequeno. Nem os espaços que ele tinha para brincar e explorar.

Ainda meio em dúvida, decidi então colocá-lo na escolinha, apenas de tarde, assim como a irmã. Lembro que quando a Mel era menor eu a pegava mais cedo, e acredito que farei o mesmo com Leo. Por isso ele não deve ficar mais do que 4 horas e meia por lá.

O que me fez finalmente tomar essa decisão, na verdade, foi perceber que não seria algo definitivo nem algo que eu não pudesse voltar atrás. Não. Caso eu percebesse que ele não estava legal (ou mesmo eu), era só retomarmos a nossa vida de antes e deixar a escola para mais tarde. Porque eu não queria que fosse algo doloroso, nem para mim nem para ele. Mas sim, uma mudança boa, daquelas que assustam um pouco no início, mas trazem felicidade, novos ventos e abrem novos horizontes.

Então nos abraçamos forte, demos as mãos, e fomos para o nosso primeiro dia de adaptação.

Sei que muitas pessoas irão me perguntar em qual escola eles estão, mas, por questões de segurança quando se tratam de informações que colocamos na internet (que todos nós estamos cansados de saber!), mantenho isso offline. Quem tiver interesse, pode se identificar e me mandar um e-mail (michelle@vidamaterna.com), para saber mais detalhes, ok? 

Dia 1, terça-feira – ficamos por uma hora, juntos, eu e ele, em sala

No primeiro dia, deveríamos chegar um pouco depois do horário de entrada e eu ficaria com ele em sala, por uma hora. Nós chegamos, fomos recebidos pela coordenadora querida dos maternais, e seguimos para a sala dele. Fiquei sentada no chão conversando com a professora regente (que também foi professora da Mel no maternal 1, é um amor de pessoa e muito competente), enquanto Leo observava o local, as crianças e a movimentação em geral. Não demorou dois minutos para ele sair do meu colo e começar a explorar a sala. Brincou de carrinho, de fazer papá com as panelinhas e até quis dar suco de mentirinha para nós e um dos amiguinhos. Ficou encantado com as fotos dos pequenos nos armários, que mostram onde ficam alguns objetos de cada um. Na hora do lanche, hesitou um pouco em sentar na cadeirinha para lanchar junto aos coleguinhas, mas, ao ver o prato de bolo de laranja, mudou de ideia e sentou à mesa. Comeu um pedaço do bolo delicioso e tomou suco natural (se não me engano, de abacaxi). Logo depois, todos foram para um dos espaços ao ar livre da escola: um grande quintal com grama, terra, plantinhas, balanço, escorrega, pneus e até corda bamba. Um lugar que me trouxe boas e singelas lembranças da infância, especialmente de quando não era preciso muito para encantar uma criança e fazê-la feliz. Liberdade, ar puro, verde e brincadeiras ativas. Leo estava no céu. Brincou muito, explorou todos os cantos, catou folhas secas do chão, sujou as mãos e o uniforme de terra, numa felicidade que o fez esquecer por uma meia hora que eu existia e estava ali.

Nesse primeiro dia, ele deveria ir embora feliz e com aquela vontade de querer voltar, porque, afinal, foi divertido e bom para ele. Então não esperamos que ele se cansasse de ficar lá.

Uma das coisas que gosto de ressaltar porque faz uma diferença enorme para pais e filhos nesse início na escola, é o fato de estarmos juntos neste primeiro dia. A criança chega em um local estranho, com pessoas estranhas e muitas outras crianças, e se sente segura para dar seus próprios passos, para conhecer as coisas e as pessoas. Porque sabe que a alguns passos de volta, está alguém que ele confia e poderá contar se algo o assustar ou causar medo. Fora que para mães, pais e cuidadores em geral, isso acalenta o coração e tira muitas dúvidas, do tipo: como será que ele irá reagir e se relacionar com as outras crianças? e essas crianças, será que são tranquilas? boazinhas? como será essa interação entre eles? como será a logística em sala, o jeito da professora e das auxiliares com as crianças?  Faz muita diferença mesmo.

Depois disso, nos despedimos, a professora disse com muita alegria que o esperaria no dia seguinte e, sob alguns protestos da parte dele (que não queria ir embora), viemos para casa. Logo que chegamos, só deu tempo de trocar sua roupinha e lavar suas mãos, antes que ele fosse tirar a sua soneca.

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Dia 2, quarta-feira – ficou por pouco mais de uma hora, mas agora sozinho

No segundo dia de adaptação, ele ficaria a mesma uma hora, porém, sem que eu entrasse junto na sala. Chegamos e ele logo quis entrar correndo. Tive que segurá-lo no colo e distraí-lo mostrando alguns desenhos e fotos que ficam na entrada da escola, até que viessem buscá-lo. Eu estava ansiosa por ver qual seria a sua reação. Se ele iria numa boa, se estranharia, se iria chorar e se agarrar em mim.

A coordenadora veio até nós e sem titubear ele se jogou nos braços dela. Do tipo “me leve, quero ir, por favor”. E foram. Eu, feliz com a reação do pequeno, fui para o meu lugar cativo no sofá da secretaria (sofá que já me acolheu por umas duas semanas – ou mais? – na adaptação da Melanie, em 2011, quando tinha a mesma idade do irmão).

O combinado nesses primeiros dias é: chorou, pediu pela mamãe (ou papai, vovó, enfim), eles o trazem para que possamos dar um cheirinho, para que eles percebam que não os deixamos sozinhos.

Nesse segundo dia, no geral Leo ficou bem tranquilo. Só chorou em dois momentos: quando chegou na sala e a porta de vidro foi fechada (porque ele queria ir para o quintal ou para o parque, claro!) e na hora da troca de fralda. Me disseram que ele chorou muito e eu, que sabia o motivo, expliquei para que a profe não ficasse se sentindo mal: Leo já passou por muitos médicos, vacinas, exames, inclusive de sangue, e são coisas que o traumatizaram um pouco. Se ele é deitado num local desconhecido por alguém também desconhecido, ele relaciona com as experiências anteriores que teve. Acha que dali em diante alguém virá com uma injeção. Então ele só precisava de um tempinho para entender que as professoras não tinham agulhas nem nada do tipo, que era somente carinho e cuidado.

Leo brincou no parque e no quintal novamente e o lanche foi ao ar livre também. Comeu três fatias de pão caseiro e tomou muito chá. Fez sua higiene e logo estava de volta nos meus braços. Voltamos para casa e ele dormiu por uma hora.

Dia 3, quinta-feira, ficou por duas horas

Chegamos na escola, Melanie se despediu e entrou com sua professora e nós ficamos aguardando. Logo a profe do Leo veio e quando fui entregá-lo para ela, Leo reclamou um pouco e tentou voltar para o meu colo. Chorou por cinco segundos e foi com ela.

Esse foi o dia mais difícil da adaptação para mim. Eu estava um pouco angustiada, com aquele aperto no coração, sabem? Porque, no fundo, sabia que ele estava ruinzinho naquele dia e também com sono.

A turminha veio toda para a aulinha de movimento deles e, espionando, vi que ele estava no colo da professora e não estava muito contente em estar ali. Ela o levou para a sala, então. Logo vieram me informar que ele fez um cocozão e que ficou super tranquilo durante a troca. Ou seja, a cólica e o desconforto pararam de atrapalhar e ele já estava se adaptando à professora, tendo confiança nela. Eu fiquei muito contente. Nesse dia ele não quis comer na hora do lanche, apenas tomou suco.

Chegando em casa, tomou seu mamá e fez sua soneca da tarde.

Pequenas mudanças no comportamento em casa no início da adaptação: (somente nos três primeiros dias):

  • passou a acordar bem mais cedo do que de costume (às 7 horas, quando antes acordava às 9), um pouco ansioso 
  • passou a tirar uma soneca antes ou depois de almoçar, para então irmos para a escola
  • ficou por dois dias suuuuper grudado comigo, de querer colo e aconchego o tempo inteirinho (depois, percebi que ele estava com cólica e com o intestino preso e quando fica sssim, quer colinho mesmo)

Dia 4, sexta-feira, ficou por três horas

Entrou tranquilo, lanchou bem e tomou a sopa até. Acho que começou a entender melhor como funciona estar na escola e que eles têm momentos e atividades em sala e lá fora, nos parques e quintal. Não chorou, não pediu por mim. Explorou as caixinhas cheias de coisas legais que tem na sala, se sujou de terra novamente, interagiu com os amigos. Começou a fazer amizade com as professoras auxiliares (são duas), além de já estar bem familiarizado com a professora principal, a querida Sonia. Estava bem, feliz.

Nesse dia pudemos fazer algo que a Melanie queria muito, que era ouvir seu nome e do irmão sendo chamados ao microfone. E, mais do que tudo, pode sair de mãos dadas com ele. A alegria dela, de irmã mais velha, foi contagiante. Encheu essa mãe aqui de felicidade.

Logo que saímos da escola, Leo, cansado, adormeceu no carro. E assim terminamos nossa primeira e produtiva semana de adaptação na escolinha.

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Dia 5, segunda-feira, entrou um pouco mais tarde e fica até o horário de saída

Hoje foi o quinto dia de adaptação do Leo na escola. E eu finalizo esse post agora, aqui de casa. Ou seja, fui dispensada, já no quinto dia! Que absurdo, hein, Leo! Brincadeira! :)

Leo entrou como sempre: querendo ir de uma vez. Já reconheceu a professora Sonia quando ela chegou, foi para perto dela, para dar um cheirinho. Eu disse “tchau, amor! beijo!” e ele me jogou um estalado, na palma da mãozinha. O peguei no colo e entreguei para ela. E foram, os dois, para a sala do maternal 1.

Logo em seguida, fiquei sabendo que ele estava super bem e na aulinha de música. E que isso era mais um vitória porque a professora de música era nova para ele, até então. E ele se adaptou bem.

Aí veio a hora fatídica, para mim. Para essa mãe que não queria cortar esse fio, que queria esticá-lo um pouco mais. Por razões bobas, loucas e inexplicáveis. “ele está muito bem, tranquilo, brincando. pode ir embora! caso ele chore ou algo aconteça, nós iremos ligar para você, fique sossegada”. (lágrimas querendo rolar nessa hora)

Mas, gente, como assim? Cinco dias e já posso ir? Foi difícil me desgrudar daquele sofá, só eu sei. Fiquei ainda uns vinte minutos, até que a ficha caísse. Que meu filho querido, amado, foi para o mundo. E que estava bem sem mim, muito bem.

Antes que eu me lavantasse, muito perspicaz e amorosa, a querida coordenadora dos maternais, a mamãe Déia, como os pequenos a chamam, veio para me dizer algo. (ela queria me fazer chorar, certeza. hahaha). Foi mais ou menos assim:

“Michelle, você disse na semana passada algo assim “nossa, estou me sentindo abandonada! Leo não chamou uma vez sequer por mim!”. (eu disse que era brincadeira, mas, tinha um fundinho de verdade…) Então, não pense assim. Eu sei que a gente estranha um pouco, pensa até “será que ele estava bem mesmo ficando comigo?”. Mas, pense no quanto é raro que uma criança pequena como ele se adapte tão bem e tão rápido. Se sinta feliz e orgulhosa porque o seu menininho é uma criança feliz, segura, independente e madura para lidar tão bem com essa mudança, por um simples motivo: por todo o amor e segurança que ele tem de vocês, em casa. Isso é mérito seu. Se sinta feliz e vitoriosa.

E então, com aquele pensamento de “eu devo ter feito algo certo até aqui”, eu encerro esse post. Feliz. Por mim, por ele, por nós. Feliz pela nossa escolha, feliz por confiar nas pessoas amorosas que ficarão encarregadas do meu pequeno, por algumas horas diárias, daqui em diante. E que venham as próximas etapas, os próximos desafios. A gente vai estar pronto para enfrentá-los. Cheios de coragem, talvez um pouco de medo. Mas transbordando de amor, sempre.

Parabéns meu amor, meu Leo, por essa conquista. E obrigada pela oportunidade de acertar de vez em quando.

(continua nos próximos capítulos)

19 ago 2015

Workshop: Organize sua vida (Curitiba-PR)

Logo no início deste ano, eu estive em São Paulo para participar do primeiro workshop do Vida Organizada. Na época, eu buscava uma solução para aquele caos que eu estava vivendo – agora mãe de dois – e decidi correr atrás do tempo perdido. Eu andava procrastinando ou deixando que coisas menos importantes tomassem o lugar das que eram realmente prioridade. Foi uma experiência muito bacana, como contei para vocês aqui neste post.

Hoje, sete meses depois, estou com a vida (bem) tumultuada outra vez. O trabalho com o blog ficou totalmente de lado, por não estar dando conta de tudo (especialmente por um garotinho chamado Leonardo, que é o amor da minha vida e que demanda muita atenção e tempo). E também, porque deixei que as coisas se acumulassem novamente, ou seja, a desorganização bateu a minha porta outra vez.

Por isso tudo, fiquei tão feliz com o convite da Thais para estar presente no workshop que será realizado aqui em Curitiba, no sábado, dia 22 de agosto. É um momento muito propício para dar uma chacoalhada na pessoa aqui, sabem?

Fiz questão de falar a respeito disso por aqui, para que minhas leitoras e leitores curitibanos possam ter também a oportunidade de organizar suas vidas. O workshop é muito legal e além de ensinar e esclarecer algumas coisas essenciais, ainda nos motiva a nos organizar para que possamos viver em harmonia com todos os papéis e setores da nossa vida.

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22 DE AGOSTO DE 2015

LOCAL

Mercure Hotel
Av. Sete de Setembro, 5368 – Batel

HORÁRIO

O curso começa às 14 horas e termina às 18 horas
Intervalo com lanche acontece às 15:45

Inscrição individual
R$300 para pagamento à vista via depósito bancário ou R$330 para pagamento parcelado em até 18x via PagSeguro. (existem outras opções que incluem suporte, vocês podem ver aqui)

Fiz uma colinha lá do Vida Organizada para que vocês saibam do que se trata o workshop:

A quem se destina

Para quem não quer ver a vida passar sem significado. Profissionais, estudantes, donos(as) de casa – todos que queiram se organizar melhor ou mesmo começar a se organizar de vez. É o curso básico do Vida Organizada – tudo o que você precisa saber para se organizar.

Programa

  • Planejamento da agenda: o que é, como fazer
  • Organize suas tarefas, demandas do dia a dia e imprevistos
  • Aprenda a gerenciar e-mails e notificações no celular que chegam o tempo todo
  • Organizando projetos de vida
  • Aprenda a conciliar pessoal e profissional
  • Analisando papéis e responsabilidades de cada um
  • Motivação para se organizar
  • Como alcançar objetivos de curto, médio e longo prazo
  • Valores, princípios e o que eu quero para a minha vida
  • Dicas de aplicativos para gerenciar tudo o que você precisa fazer

Muitas atividades práticas e apostila interativa!

Para mim foi muito interessante conhecer a Thais pessoalmente, depois de tantos anos de admiração e amizade virtual. Além de ser uma pessoa muito querida, ela transmite, entre muitos outros sentimentos bons, que ter uma vida organizada vale a pena de verdade. Ela realmente inspira as pessoas. :)

Para quem quiser se inscrever, ainda dá tempo! Ia adorar encontrar leitores e leitoras do Vida Materna por lá!

É só acessar o blog através deste link aqui: http://vidaorganizada.com/loja/workshops/workshop-organize-sua-vida-curitibapr/