Reorganizando a casa: farmacinha e kit de primeiros socorros

reorganizandoacasa_capa_1

Lembram desse post Colocando ordem na casa novamente? Nele, falei sobre como a casa ficou de lado depois que nossos filhos nasceram, especialmente depois do nascimento do Leo. Com a correria do dia a dia, nunca sobrava tempo para cuidar do nosso lar e, com isso, as coisas foram ficando bagunçadas e a nossa vida, idem.

No final do ano passado, percebi que precisava voltar a olhar com carinho para a nossa casa, organizá-la, deixá-la mais funcional e, por que não, mais bonita e fofinha. Hoje, começo a mostrar para vocês os primeiros progressos que tivemos por aqui e assim seguiremos, firmes no nosso propósito de facilitar a nossa rotina e deixar a casa (a vida) mais bonita, certo? Lembrando que eu não sou nenhuma guru da decoração/organização. Só vou fazendo as coisas do meu jeitinho :)

Tenho chamado essa “série de posts” de #reorganizandoacasa e no Instagram do blog (já me segue por lá?) sempre estou postando as novidades.

Começando pela farmacinha

Comecei por ela porque era algo que estava me incomodando muito e nos fazendo perder tempo procurando as coisas. Fico até envergonhada de mostrar essa zona numa parte tão importante, que é a farmacinha que normalmente mantemos em casa, mas, esse blog é de vida real, então, espero que vocês se compadeçam da minha pessoa e se identifiquem também.

Eu sempre mantive tudo organizado, quando éramos só eu e Alexandre. Era uma tarefa relativamente fácil porque só tínhamos medicamentos de uso adulto em casa. Logo a quantidade era muito menor. Depois que a Mel nasceu, eu consegui manter a organização usando uma caixinha só para os medicamentos dela. E isso durou até pouco tempo antes do irmão nascer. Depois, a bagunça foi tomando conta, as coisas já não eram mais guardadas e sim jogadas nas caixas e nunca dava tempo de fazer aquela faxina por lá.

Ao me tornar mãe e consequentemente responsável pela saúde e pelos cuidados de outras duas pessoas, além de mim, passei a me preocupar mais com essa questão e com o que ingerimos quando ficamos doentes. Sempre tive curiosidade e interesse pela homeopatia e comecei a utilizá-la com a Mel em 2013. De lá para cá a saúde dela melhorou muito (como contei para vocês neste post) e a quantidade de remédios alopáticos aqui em casa diminuiu. Não paramos de usá-los, mas não mais como primeira e única opção. Com o Leo também uso homeopatia.

Continuando a falar da organização, eu não quis gastar com caixinhas ou cestinhos novos ou mais bonitos para essa área porque ela fica escondida, numa prateleira alta de um armário na cozinha. Por isso usei caixinhas de madeira que eu já tinha e uma de calçado (que pode até ser encapada depois), que quebrou o galho.

A primeira coisa foi verificar a data de validade dos medicamentos e separá-los. Medicamentos não devem ser jogados no lixo comum (nem no lixo reciclável, claro!) ou nos vasos sanitários, porque as substâncias químicas podem contaminar tanto o solo quanto a água, o que pode vir a prejudicar a saúde de outras pessoas.

O correto é entregar nas farmácias que disponibilizam coletores para medicamentos não utilizados e vencidos, separarando os itens que podem machucar ou contaminar quem for manusear o lixo e os que não apresentam perigo. Exemplo: seringas, agulhas, ampolas e frascos de vidro danificados, são itens que oferecem perigo. Cartelas de comprimidos, frascos plásticos, frascos de vidro intactos, caixinhas, embalagens de pomadas, etc, podem ser colocados juntos. (leia mais aqui)

Depois, separei em uso adulto e infantil e, em seguida, em nichos, digamos assim: medicamentos, pomadas, primeiros socorros, etc. Dessa forma ficou mais fácil acomodar tudo nas caixinhas.

Usei duas para os medicamentos de uso adulto: uma fechada para os menos usados e outra aberta com os medicamentos que usamos no dia a dia. Retirei alguns das caixinhas e coloquei as cartelas em copinhos (de festa, hehe), deixando a mão aqueles que mais usamos (tipo remédio para dor, gripe e dor de cabeça) e assim, ocupando menos espaço. Nessa caixa ficou também o nosso termômetro (como tenho dois, uso um para nós e outro para as crianças).

Para os medicamentos infantis, usei uma caixinha grande de madeira tipo bandeja, que fica bem fácil de ver o que tem dentro e de retirar do armário, quando preciso. Organizei por alas, tipo, kit de homeopatia, remédios para dor e febre, antialérgicos, xaropes, medicamentos para inalação, ouvido e outros. Lá também coloquei uma bolsinha com os termômetros (uso um digital, de colocar abaixo da axila mesmo, e aqueles de ouvido, que não confio mais como antes porque sempre marcam a menos do que o outro).

Já o kit de primeiros socorros foi colocado numa caixinha de sapatos. Mais para frente devo colocar tudo numa maletinha plástica, para ficar mais práticos. Nessa caixinha, deixei os itens mais usados por aqui: curativos tipo band-aid de tamanhos diversos, gaze, esparadrapo, micropore, spray antiséptico, água oxigenada 10 volumes, Merthiolate, tesoura pequena e pomada para picadas de insetos. Atrás, deixei o álcool 70%, soro fisiológico e algodão. Ataduras, luvas descartáveis e outros itens de primeiros socorros foram guardados na nossa caixa de adultos. E o nebulizador foi para a prateleira de cima.

Os medicamentos de uso contínuo e diário – da Mel, do Leo e nossos – como as homeopatias, vitaminas, sprays para limpeza nasal e outros, ficam numa outra caixinha, em cima de uma das bancadas da cozinha. Mantenho assim para não esquecer de dar a eles e de tomar também.

Achei que ficou bem prático e visível, especialmente para quem não está tão acostumado com o lugar das coisas como eu. Leia-se o meu marido e as avós dos pequenos que ficam com eles aqui de vez em quando.

O resultado do antes e depois, vocês veem abaixo.

farmacinha

É algo tão simples, não é? Mas faz uma baita diferença estar organizado.

É muito importante lembrar que medicamentos só devem ser tomados e ministrados com prescrição ou recomendação médica, ainda mais quando se trata de crianças, certo? Além disso, é importantíssimo que os medicamentos fiquem num local que as crianças não tenham acesso.

Agora é manter essa organização e partir para as próximas etapas.

E por aí? Como vocês se organizam com a farmacinha e os itens de primeiros socorros?


por mãe da Mel e do Leo


Higiene & Cuidados 23 jan 2015

Fraldas Descartáveis Babysec

Eu já tinha ouvido falar muito bem das fraldas descartáveis Babysec, mas ainda não havia testado na prática. Hoje, depois de algumas semanas usando duas das opções que a marca oferece, vou contar para vocês como foi nossa experiência.

Babysec Ultra

DSC_0521

É uma boa opção de fralda para o uso diurno. Macia e confortável, ela possui barreiras contra vazamentos reforçadas, cintura elástica e fechos ajustáveis tipo velcro, o que garante um melhor ajuste. Temos usado durante o dia e não tivemos problemas com vazamentos.

DSC_0528

Os tamanhos disponíveis são P (até 6kg), M (de 5 a 9,5 kg), G (de 8,5 a 12 kg) e XG (de 11 a 14 kg).

Preço médio: R$14,00 (pacote com 24 unidades)

Babysec Premium

DSC_0499

Nós sempre estamos a procura de fraldas que deem conta de uma noite inteira sem vazamentos, não é? Mas geralmente as opções que encontramos têm um valor bem elevado. Por isso a Babysec Premium me surpreendeu: porque é uma ótima opção de fralda noturna mas com um preço super em conta.

A versão Premium é um pouco mais encorpada e tem o que chamamos de toque de algodão. É bem macia, tanto interna quanto externamente. Tem barreiras impermeáveis, gel extra absorvente, Aloe Vera e vitamina E em sua composição. A cintura também é elástica e os fechos ajustáveis por velcro, o que garante conforto e mobilidade ao bebê.

DSC_0502

DSC_0504

DSC_0507

Leonardo ainda mama de madrugada, por isso faz bastante xixi e precisa de uma fralda que dê conta do recado. Estamos usando a Babysec Premium por algumas semanas e ela tem segurado muito bem. Recomendo.

Os tamanhos disponíveis são P (até 6kg), M (de 5 a 9,5 kg), G (de 8,5 a 12 kg) e XG (de 11 a 14 kg).

Preço médio: R$19,00 (pacote com 20 unidades)

Publipost-Vida-Materna-Identificação


por mãe da Mel e do Leo


Desenvolvimento Filhos 21 jan 2015

14 meses de Leo

14 meses Leo - blog vidamaterna

Cada vez que sento aqui (ou ali!) para escrever os posts sobre o desenvolvimento do Leo, tenho a impressão de que o último mês passou rápido demais. E esse foi o campeão, com certeza.

Então, bora continuar registrando as peraltices e marcos da vida desse carinha fofo chamado Leonardo :)

– está pesando 11.370g e medindo 82,5cm. o pediatra me explicou que depois do primeiro ano de vida, o esperado é que a criança ganhe até 2 kg por ano, por isso o ganho de peso acontece de forma mais lenta, gradualmente, e não mais como antes (tipo, ganhar 1kg por mês).

– muita gente me pergunta o que eu dou para ele comer ou o que eu faço para ele ser grandão assim, e, olha, eu não faço nada que as outras mães não façam: ofereço uma alimentação normal e o mais saudável possível. e com ele não rola nem esses suplementos (que têm muito açúcar pro meu gosto) porque Leo tem APLV, né? o que acontece é que ele é bom de garfo e só não come pedra porque não consegue mastigá-la, provavelmente. é uma luta diária para: evitar que ele coma as cacas que encontrar pelo chão e para driblar as comidas que ele não pode comer por conta da alergia à proteína do leite. vou escrever um post falando sobre como anda a APLV dele e sobre a alimentação depois dos doze meses, pode deixar.

– ganhou um apelido carinhoso de Conan, porque ele é muito forte. quem acompanha a gente no Instagram (@vidamaterna) viu o vídeo dele desgrudando um cachorro de velcro que ele ama e fazendo toda a força que aquelas mãozinhas e bracinhos são capazes. realmente, o Conan dos bebês :)

– está com cinco dentes em cima (dois deles lá de trás e com a gengiva bastante inchada) e quatro embaixo. muito chororô, muita paciência e muito colo quando estão nascendo os dentinhos por aqui.

– as frutas preferidas são manga e melão, seguidos por banana, mamão e pêssego.

– é alucinado por tapioca e ovo mexido (que oferecemos com parcimônia, claro).

– depois que passou a andar e correr por aí, foi demonstrando cada vez mais a frustração das limitações que ele tem: as que impomos por questões de segurança e as que ele tem pelo tamanho mesmo. se fechamos uma porta de um cômodo que ele não possa entrar, ele senta e chora. se não deixamos que ele vá na área de serviço comer a ração da Boo (!!!), ele senta e chora. se não deixamos que ele derrame pela segunda vez o macarrão de dentro do pacote, ele senta e chora. e por aí vai. pensa que é mole essa vida de bebê?

– ainda acho que ele se desequilibra com facilidade quando está andando, mas acredito que seja apenas uma questão de tempo para que ele aprenda a controlar isso. o engraçado é que quando ele corre, não cai.

– tem perseguido a Boo pela casa e uma das metas da vida dele é puxar o rabo dela. valhamedeus.

– tem me deixado MA-LU-CA subindo ou tentando subir no rack da sala para se pendurar na tv (que é muito bem presa na parede, mas né…). já contei esses dias e tirei ele de lá oito vezes em dez minutos. por isso e a fim de preservar o pouco de sanidade que me resta, Alexandre correu numa madeireira e fez uma espécie de caixa, um pé mais alto, digamos assim, para elevar o móvel e impedir que o Leo suba. ficou feio, ficou uó, mas respiro aliviada desde ontem. obrigada. (a ideia é fazer um painel para esconder os fios, embutir a tv, com um móvel bacana para aquele espaço, mas isso deve rolar só mais para frente).

– tem um instinto muito mais arteiro do que a irmã. a maioria das pessoas diz que “é porque ele é menino”, mas não gosto muito desse pensamento. prefiro pensar que é porque ele é assim, faz parte da personalidade dele. mas enfim, ele apronta o tempo todo. nos lugares mais improváveis e até quando não há o que aprontar, porque ele inventa.

– esse mês ficou doentinho de novo e no dia de ano novo estávamos no pronto atendimento para confirmar o que para mim sempre é óbvio: rinusinusite, de novo. e sim, tenho tentado de tudo para controlar a rinite dele: alopatia, homeopatia, limpeza constante da casa e da Boo (!), reza brava e dança da chuva até (contei tudo aqui). vamos levá-lo num otorrino no próximo mês e trocar a homeopatia para ver se melhora (Mel melhorou demais com homeopatia, lembram?

– não se assustou com os fogos de ano novo e dormiu mesmo na hora do alvoroço maior à meia noite.

– foi para a praia pela primeira vez e, assim como a irmã, amou a areia e o mar. já a piscina ele estranhou um pouco e não quis ficar. terá um post sobre essa viagem nas próximas semanas.

– gosta muito de música e tem o instinto de agitar os braços e bater palminhas assim que ouve qualquer uma. é muito amor nesse coração de mãe e amante de música.

– sua primeira palavra oficial e clara foi: banana. tinha que ser comida, claro! no mais, ele balbucia muita coisa e algumas conseguimos entender bem: mamã, mamá, dadai, banana, aboo, dá ou dádá.

– quando não quer mais comer ou qualquer outra coisa, faz que não com a cabeça. e às vezes nem estamos falando com ele e ele diz que não.

– anda um grude comigo, outra vez. essa fase de ansiedade de ficar longe de mim vai e volta. passou um tempo mais sossegado e agora voltou a ficar choramingando e querendo colo a todo o instante.

– está numa fase de adorar jogar as coisas no chão, para ver o que acontece. joga, pega, joga, pega outra vez. e se diverte. (eu é que não me divirto tanto abaixando o dia todo pra catar tudo).

– a cada dia se diverte e gosta mais de brincar com a Mel.

– quando ela está tirando uma soneca no sofá, ele vai lá e tenta abrir os olhos dela, coitada.

– continua tirando apenas uma soneca durante o dia, depois do almoço. às vezes ela dura 1 hora, às vezes 1 hora e meia e, com sorte, 2. hoje por exemplo, o coloquei no berço às 13h30 e são 15h. vixe, deixa eu terminar esse post correndo! haha

– é apaixonado pelo pai e o chama de dadai. não pode ouvir o barulho da moto, do carro ou do portão que corre na janela para esperar o pai entrar. e quando não é ele, fica frustrado e chora. o mesmo acontece quando Alexandre sai e o deixa aqui dentro. ele fica na janela, desolado.

– começou a me dar umas mordidinhas de leve no ombro e eu amo. são mordidinhas de amor, só minhas.

– continua deitando a cabecinha no nosso ombro quando chega pertinho ou está no colo. e agora é bem nítido que é uma forma de carinho dele e não somente quando está com sono. é muito, muito amor nesse meu coração de mãe parte 2.

– comprei outro livrinho com buraquinhos no meio e ele amou também, assim como o da Lagarta Muito Comilona. o livro chama Vruumm e é de uma série bem legal da Publifolhinha, essa aqui ó.

– temos um pato inflável para ser usado como banheira e fica na sala, junto com os brinquedos. ele entra e fica lá sentadão, tipo num barquinho.

– adora tirar os calçados e tentar por de novo. o crocs ele consegue e fica feliz da vida.

– esses dias lembrei que faz tempo que não o carrego no sling e fiquei com saudade. quero ver se ele vai parar porque agora só quer andar e correr por aí.

– gosta de todos os avós, mas tem paixão pelo meu pai, o vovô Gilmar, que corresponde cada pedacinho desse amor. lembro que quando estávamos em vias de escolher o nome do Leo, meu pai escreveu em letras garrafais no quadro de giz da Mel: LEONARDO.

– ele acordou e isso quer dizer que meu tempo acabou. beijo e até o próximo “Leo mês a mês”. <3


por mãe da Mel e do Leo



Passeio: Beto Carrero World

IMG_6736

O Beto Carrero World é um dos lugares mais procurados para passeios com as crianças aqui no Brasil. Fica no balneário de Penha, no litoral da linda Santa Catarina e é imenso – com 14 milhões de metros quadrados e mais de 100 atrações, tanto que normalmente se indica dois dias para conhecer o parque todo.

Tem uma boa estrutura de serviços, como alimentação – restaurantes, lanchonetes, sorveterias e cafeterias, fraldário, banheiros espalhados por todo o parque, estacionamento, guarda-volumes, farmácia, ambulatório e várias lojas de souvenirs. A praça de alimentação é ok (tem um carrossel no meio para as crianças brincarem), tem uma boa variedade de opções – comida por kilo, lanches, petiscos, etc. Existe a possibilidade de alugar carrinhos – para bebês e crianças maiores, aqueles de empurrar – e até carrinhos elétricos para adultos. A maioria dos funcionários é bem solícita. Pegamos um ou outro de cara mais fechada. Achei que os banheiros mereciam um pouco mais de atenção, mas acredito que o fluxo de pessoas fazendo uso diariamente não permita uma higienização a todo momento. Porém, é algo que me incomodou um pouco, principalmente ao levar a Mel.

Nós visitamos o parque por duas vezes. A primeira ida foi em um domingo, em julho de 2013. Eu estava grávida de cinco meses do Leo e decidimos ir para lá bem em cima da hora. O tempo estava estranho, fechado, parecendo que a qualquer momento iria chover. Mas, como eu estava louca para levar a Mel num passeio mais bacana, fomos mesmo assim. Saímos de casa tarde e chegamos no parque perto do meio dia, o que eu realmente não aconselho. Assim que passamos pela bilheteria, começou a chover fraquinho, o que nos obrigou a comprar as capas de chuva amarelas que são vendidas no parque.

A chuva ficou muito mais forte depois disso e aproveitamos muito pouco. Não dava para expor a pequena deliberadamente na chuva, ainda mais no frio. Melanie se divertiu apesar de tudo, claro. Eu não estava com aquele pique de dar inveja porque, né, gestante cansa muito mais.

O parque estava relativamente vazio e não tinha fila de espera nos brinquedos, o que é uma maravilha. Porém, eu não saberia dizer se isso aconteceu pela época do ano ou pelo clima chuvoso. Talvez pelas duas coisas. Não exploramos ou aproveitamos nem a metade do parque, tivemos gastos com ingressos, estacionamento, pedágio e combustível – o que nos deu uma sensação de ter gasto muito dinheiro para pouco aproveitamento. Ainda bem que a pequena curtiu bastante a aventura.

IMG_3627

Melanie bem pituquinha, na primeira vez no parque, em 2013

IMG_3630

os amarelinhos :)

 

A segunda visita ao parque aconteceu há pouco, num sábado, dia 20 de dezembro. Apesar de termos decidido ir apenas alguns dias antes, dessa vez checamos a previsão do tempo e nos preparamos com uma certa antecedência. Comprei os ingressos pelo site (estava mais barato do que os vendidos diretamente na bilheteria do parque) e na noite anterior ao dia do passeio preparei uma mochila para levarmos, contendo:

Para a Mel

– ela foi usando aquele short verde jeans, camiseta branca e tênis.

– levei uma troca de roupa de calor com camiseta e short mais fresquinho, sapatinho, meia e calcinha extra (caso ela se molhasse em algum dos brinquedos de água)

– troca de roupa mais quentinha, caso esfriasse, com calça legging e blusa de fio.

– protetor solar e lenço umedecido (para usar no banheiro, limpar as mãos quando não houvesse uma torneira por perto, limpar o rosto, enfim).

– lancheira térmica com água, suco, cereal, biscoito doce e salgado, etc. coisinhas que ela gosta de comer no lanche quando estamos na rua.

– esqueci de levar boné e tive que comprar lá. achei bem salgado o preço: R$40,00 o boné infantil (!). mas não havia como deixá-la sem, por causa do sol forte.

Para nós:

– levei uma blusinha para mim e uma camiseta para o Alexandre, para o caso de nos molharmos também.

– garrafinha térmica com água (que fomos reabastecendo com água mineral que compramos no parque).

– carteiras e celulares de nós dois e o mapa do parque.

Tudo isso dentro de sacos plásticos, para o caso de chuva.

IMG_6645

coisinhas para a Mel, para levar na mochila

 

 

No sábado então, minha mãe chegou cedinho para ficar com o Leo e saímos de casa antes das 6h30 da manhã. São cerca de 3 horas de viagem daqui de Curitiba até Penha e calculamos chegar lá na hora de abertura do parque, às 9h. A viagem foi bem tranquila e chegamos no horário.

Quem me acompanha no Instagram viu que não levamos o Leo e realmente não nos arrependemos de tê-lo deixado em casa com a avó, porque o dia estava muito quente. Acredito também que ele esteja numa idade e numa fase um tanto difícil para ir em passeios desse tipo. Ele já anda, corre, mas ainda não tem noção de nenhum perigo e se desequilibra com facilidade. Vi muitas pessoas lá com bebês pequenos, de colo, e acho que nesses casos até dá para arriscar porque os pequeninos ficam bem no carrinho, no sling ou mesmo nos braços dos pais, tios e avós. A única coisa é que alguém ficará responsável por cuidar do bebê e assim deixará de lado as atrações do parque. Vale pesar tudo isso.

Então, afinal, dá para levar crianças pequenas? Eu até arriscaria levar uma criança com essa idade – de 1 ano e pouco – mas, fora da alta temporada, por causa do calor e da quantidade de pessoas visitando o parque. É muito cansativo, para eles e para nós. No nosso caso, a gente queria dedicar um dia inteirinho só para a Mel, sem ter que dividir nossa atenção.

O dia estava lindo, ensolarado, céu azul e pouco vento. Mas, estava MUITO quente. Muito mesmo. Foi puxado andar o parque todo naquele sol escaldante, ainda mais para o Ale, carregando mochila e por vezes carregando a Mel no colo, porque ela se cansava. E, por esse motivo, nos arrependemos de não ter locado um carrinho para ela. O carrinho serviria até mesmo para carregar a mochila. Fica a dica. (todo mundo estaciona os carrinhos ao lado dos brinquedos e o povo respeita, ninguém mexe).

Achei que a Melanie aproveitou muito mais agora, com 4 anos, do que na outra vez, com 3. Conseguiu ir em mais brinquedos (por já ter altura para isso), não teve medo de algumas coisas que a aterrorizaram da outra vez (tipo as cavernas ou a ilha dos piratas) e curtiu muito ver os animais no zoológico. Aguentou melhor o ritmo também.

No parque, além dos brinquedos para as crianças, existem os chamados brinquedos radicais, que são para os adultos e os mais corajosos. Alexandre queria conhecer e fomos em apenas um deles: a Star Mountain. Nos revezamos com a Mel e fomos cada um de uma vez. Escolhemos a Star Mountain porque era o brinquedo com menos fila naquele momento. Alexandre gostou, saiu dizendo que era “tenso” apenas e abriu um sorriso. Eu fui e… ODIEI. Juro, se você tem enxaquecas constantes como eu, fuja desses brinquedos. A cada tranco ou solavanco que o carrinho dava minha cabeça parecia que ia estourar. Fora a pressão nas descidas ultra rápidas e nas curvas alucinantes. Saí do carrinho passando mal e jurando nunca mais ir. Obrigada.

Para evitar as grandes filas, há a opção de comprar o Fast Pass, que é o acesso especial às principais atrações do parque. Você compra e recebe uma pulseirinha individual que dá o direito a 12 acessos nas atrações FireWhip, Big Tower, Star Mountain, Betinho Carrero 4D, Crazy River Adventure e DinoMagic, ou seja, onde tem as maiores filas. Lá no parque um funcionário nos disse que a quantidade de pulseiras vendidas diariamente é limitada, portanto, quem quiser tem que comprar o quanto antes. Cada pulseira custava R$60,00 e achamos que sairia muito caro esse valor vezes três. (consultando no site hoje, vi que o valor chega a R$84,00 na alta temporada!).

Muita gente se pergunta se dá para conhecer o parque todo em apenas um dia porque são muitos brinquedos, muitas atrações e shows e perde-se tempo nas filas. Eu digo que você consegue conhecer grande parte do Beto Carrero e aproveitar quase todos os brinquedos, mas, tem que optar entre explorar e brincar ou assistir aos shows performáticos. Indo num dia só não é possível fazer tudo. A gente sempre acaba optando por aproveitar o parque, com exceção do show do Velozes e Furiosos que Alexandre não perde por nada e eu também curto. Mas, como da outra vez, Mel ficou assustada com o barulho e tive que sair com ela para dar uma volta, enquanto o pai acabava de assistir a apresentação.

Já os brinquedos preferidos da Mel foram: o Baby Elefante, o DumDum, as Xícaras Malucas, o Bate-Bate, e um barquinho inflável e dirigível (que não me recordo o nome) que ficava numa piscina e era pago a parte. Fomos no Raskapuska e ela gostou muito, mas se assustou na descida do final, em que o barquinho dá um tchibum na água (eu acho meio macabro aqueles bonecos e bonecas que ficam se mexendo lá dentro, rs, meio filme de terror anos oitenta). A Ilha dos Piratas, Aldeia Indígena e o Fort Alamo são áreas muito bacanas também. Fora isso, Mel amou estar num lugar tão grande, cercado de natureza e bichinhos, especialmente o Zoo.

O passeio e nosso dia lá foi muito bacana, o que judiou bastante foi o sol de rachar e as filas de espera nos brinquedos e atrações – em alguns nem conseguimos ir, de tanta gente que estava aguardando. Foi um dia super bacana, Melanie curtiu muito, cada minuto. Porém, eu não iria novamente num final de semana na alta temporada. Tenho certeza que nos dias de semana o parque é mais sossegado, mesmo nos meses de férias, como janeiro e fevereiro. 

No site do parque tem uma seção só de dúvidas frequentes. Vale dar uma lida lá antes de comprar o ingresso.

Para finalizar, minhas dicas para quem vai são:

- dê preferência aos dias de semana, que são mais tranquilos porque o parque tem menos visitantes e consequentemente, menos filas. se puder ir na baixa temporada, dá para arriscar ir aos finais de semana.

- cheque a previsão do tempo para a data escolhida.

- compre os ingressos pelo site, se for possível. os preços são menores e ainda há a opção de parcelar. tem promoções super boas para dois dias também.

- aniversariante não paga indo ao parque no dia do aniversário (claro, hehe) e apresentando um documento.

- chegue cedo, de preferência na abertura do parque, às 9h.

- vistam todos roupas e calçados confortáveis e adequados ao clima do dia.

- para as crianças, principalmente, leve trocas de roupa e calçado extra, caso elas se molhem. e também, uma roupa mais quentinha para o caso de esfriar no fim do dia.

- leve protetor solar para reaplicar de três em três horas e boné para proteger bem os pequenos (e os grandes também).

- leve uma lancheira com algumas comidinhas que a criança goste, para quando bater aquela fome e vocês estiverem numa fila e não puderem sair para comer, por exemplo.

- leve, tome e ofereça muita água aos pequenos, o tempo todo. ainda mais no verão.

- vale a pena locar um carrinho daqueles de empurrar, para as crianças maiores. para os bebês, é bacana levar o próprio carrinho ou um sling.

- aproveite o parque e todas as atrações sem pressa, seguindo o ritmo da criança. apressá-los só gera stress para todo mundo e não permite que eles curtam o momento.. deles! relaxe e curta você também!

Agora, alguns dos registros que fizemos por lá :)

IMG_6651

na ida, feliz da vida, dizendo que era seu grande dia :)

IMG_3562

no Baby Elefante

IMG_6674

ansiosa para ir no barquinho

IMG_6688

IMG_6681

IMG_6728

protegendo os tímpanos no show dos carros (saímos logo em seguida porque ela ficou com medo)

descansando no meu colo na sombra e esperando o papai

descansando no meu colo na sombra e esperando o papai

IMG_6710

ponte da Ilha dos Piratas

IMG_6705

nem teve medo dessa aranha gigantesca :)

IMG_6730

IMG_6746

até os bichos estavam amuados de tanto calor (queria um desses pra mim)

IMG_6753

no maior pique!

IMG_6751

foi embora cansada e muito feliz <3

 

E vocês? Já foram ao parque com os pequenos? Como foi sua experiência por lá? Tem mais alguma dica? Deixe nos comentários! :)


por mãe da Mel e do Leo



Você mesma, outra vez.

Este texto está sendo escrito no dia dez de janeiro, dia do meu aniversário. Para muitas mulheres as coisas podem ter sido diferentes. Mas para mim, foi assim.

Andei, nos últimos quatro anos, um pouco distante de mim mesma, perdida da minha essência, dos meus por quês e das minhas razões. Um longo e difícil caminho foi percorrido até aqui, para que esse reencontro fosse possível. E é isso que eu quero compartilhar com vocês no dia de hoje.

Uma das maiores dificuldades que tive nesses cinco anos de maternagem, foi aprender a conciliar as pessoas que existem dentro de mim – mulher, mãe, esposa, filha, profissional, dona de casa – seja por falta de tempo, de equilíbrio ou de atenção mesmo. Porque por mais que eu tentasse, sempre uma delas acabava sucumbida pelas demais, sempre sendo julgada como menos importante.

Antes mesmo de engravidar, passamos a nos ver de forma mais maternal do que feminina. O corpo passa por profundas e irreversíveis transformações, externas e internas, e, de repente, a mãe se sobrepõe à mulher. Carregamos o amor dentro de nós mesmas e nada parece ser (nem é) mais importante do que isso naquele momento.

Os meses vão passando e nada mais nos pertence. Nossa barriga, que cresce e abriga uma nova vida. Nossos seios, doloridos, sendo preparados para alimentar o bebê que vai chegar. Nossos braços e mãos, cansados, já treinando para os muitos colos e carinhos que teremos que dar. Nossos olhos, exaustos, se acostumando a ideia de não dormir mais o quanto nosso corpo necessita. E a nossa mente, totalmente mergulhada no universo materno. Tudo em nós é doado sem medida para essa nova vida, sem esperar nada em troca. Porque dentro de nós só há amor, por todos os lados, por todos os poros.

Tudo fica diferente, tudo fica materno. Nossa postura, nossos gestos, nossas roupas, nossas lingeries, nossos sapatos, nosso cabelo, nosso jeito de andar, de falar, de pensar. Os filhos vêm e ficam em primeiro lugar e vão guiando o barco. Sempre à nossa frente. E vamos nos deixando ir.

Quando você sai, não consegue mais comprar nada para você mesma, porque prefere aquele mimo ou aquela roupinha que o filho está precisando. De repente, parece que gastar com você mesma é algo fora da lei.

Quando você se olha no espelho ou durante aquele banho rápido de dois minutos, já não se vê ou não se sente. Como se você não estivesse mais sob a própria pele, agora tão diferente, tão mudada.

Quando você ligeiramente e, até sem querer, pensa em sexo, logo se reprime, se bloqueia. Como se a sua sexualidade tivesse sido erradicada do seu corpo, como se ele não te pertencesse mais.

Quando por um minuto descuidado você pensa um pouquinho no próprio umbigo, acaba sendo rapidamente devastada pela culpa. Como se os seus sentimentos não tivessem mais relevância nesse mundo.

É muito difícil recuperar a posse do próprio corpo, da própria mente e da própria vida depois de ser mãe. Algo imenso precisa ser desconstruído para que a gente consiga enxergar com clareza: se doar não é nem precisa ser se anular. Porque você pode sim se dedicar de corpo e alma para algo ou para alguém, mas anular quem você é não precisa estar dentro desse pacote. Ah se eu tivesse aprendido isso antes!

A gente se realiza demais tendo filhos, sendo mãe. Mas, com o passar do tempo, sentimos falta daquilo que se foi, do que se perdeu. Da gente.

Você pode se deixar contagiar, pode se deixar invadir por esse amor tão grande e inigualável que os filhos trazem consigo, mas sem sufocar a mulher que já existia ali. Porque ela continua querendo amar e ser amada, continua precisando de atenção e de cuidados. Porque ela quer e precisa continuar a viver dentro de você.

Aquela que eu era antes de ser mãe, já não existe mais há muito tempo. Aquela que podia fazer qualquer coisa a qualquer hora. Aquela que podia pensar em si mesma em primeiro lugar. Aquela que podia arriscar e jogar tudo para o alto se sentisse vontade. E, bem no fundo, acho que sou grata por isso. Porque tive a chance de cair e levantar, de aprender, de me redescobrir, de renascer em mim mesma, mas melhor do que nunca.

Junto com meus filhos, veio uma responsabilidade enorme, a maior que já tive ou terei nessa vida. Me sinto guardiã de dois tesouros tão preciosos, que poderia abraçá-los bem forte e nunca mais deixá-los sair. Mas não. A mulher em mim também quer viver. Assim como meus filhos.

No ano passado, tive um choque ao perceber que não sabia mais quem eu era. O que eu gostava de ler, de assistir, de ouvir, de vestir, onde eu gostava de ir, sobre o que eu gostava de conversar, sobre o que eu gostava de escrever mesmo? O que, além dos meus filhos, me fazia feliz? Eu não conseguia mais ver nada disso com clareza. Quem eu era, além de mãe? Esse papel, mesmo que tão importante, agora me resumia como ser humano? Será que eu tinha mesmo que me sentir culpada por cada vez que abdicasse de estar com eles para me dedicar a mim mesma ou a outras pessoas?

Não.

Então, num misto de ânsia e desespero, corri atrás de mim mesma. Voltei a ler e comprar meus livros, a ouvir música ou cantar em todo lugar, a tomar aquela cerveja ou aquela taça de vinho quando desse vontade. Voltei a praticar uma atividade física, a alongar meu corpo, a dançar, quando fosse possível. Voltei a sorrir com a alma. Voltei a prestar atenção e estar inteira numa conversa. Voltei a olhar para mim mesma, voltei a me reconhecer no espelho. Voltei a me mimar, a cuidar da minha aparência, a amar o meu corpo e apreciar cada pedacinho dele, mesmo com todas mudanças que a maternidade trouxe. Voltei a comprar lingeries bonitas e dei sumiço em tudo que fosse bege. Voltei a sentir a minha própria pele, voltei a assumir os meus desejos. Voltei a me entregar de verdade aos momentos a dois, a sós. Voltei a merecer o meu respeito por mim mesma, voltei a ser o vulcão em erupção, mesmo que mais brando. Voltei a viver, a amar e ser amada – por mim mesma. Sem culpa, sem medo de estar deixando algo pelo caminho. Porque agora meus filhos não andam mais na minha frente. Andam ao meu lado.

A maternidade é maravilhosa e pode ser o papel mais importante que temos na nossa vida. Mas ela não precisa ser o único. O amor que sinto e tenho dos meus filhos é algo que vai além de qualquer coisa que possa me acontecer. Meu coração sempre será inteirinho deles, por eles, em cada batida, em cada pulso meu. Mas eu habito esse corpo novamente. E não poderia ser melhor.

Então, se eu puder desejar algo para vocês, que seja: se permitam sentir, pensar, agir, errar. Se permitam renascer. Se permitam serem vocês mesmas, outra vez. A mãe amorosa e dedicada pode coexistir com a mulher inteligente, forte e sexy, se essa for você, se essa for a sua vontade. Ambas podem andar lado a lado. É difícil, leva um tempo e cada uma de nós tem o seu. Mas é possível. Só temos que aprender a balancear isso tudo. Temos que soltar as correntes. Porque a gente precisa – além de fazer feliz – estar feliz, também.

Hoje, eu completo 34 anos de idade. Sempre me sinto meio pra baixo ao ficar um ano mais velha, mas dessa vez posso dizer que nunca me senti tão plena, tão completa, tão eu, em toda a minha vida. Mesmo que minha mente não fique mais tranquila o tempo todo, mesmo que meus seios ou minha barriga não sejam mais firmes como antes. Porque finalmente encontrei a melhor versão dessa nova eu. Mulher e mãe. Cheia de imperfeições perfeitas, cheia de vida, real.

“Cause all of me

Loves all of you

Love your curves and all your edges

All your perfect imperfections

(All of Me, John Legend)

1555291_786444501427804_3334032394855569761_n

planejada desde 2009 e adiada por diversas vezes, enfim tenho a minha fênix, o símbolo do meu renascimento.


por mãe da Mel e do Leo



© Vida Materna | 2011
Todos os direitos reservados

Powered by WordPress tema por xCake