25 jun 2015

Os wrap slings que a gente usa

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Na gestação da Mel, dei uma pesquisada básica sobre carregadores de bebê, entre eles, os slings. Na época, era um item mais difícil de comprar e os mais usados eram os modelos com argola. Sei que, no final das contas, acabamos comprando um carregador estilo canguru, da Chicco. E sei que usamos uma ou duas vezes no máximo, porque era muito complicado de tirar a Mel de lá de dentro (especialmente, quando se está sozinho). Pode ser que o canguru seja uma maravilha e nós que não nos adaptamos, mas acabou que foi mais uma daquelas compras meio inúteis que fizemos ao montar o primeiro enxoval. Mas serviu de lição e decidi ali mesmo que com um próximo filho, eu usaria um sling. E foi isso que eu fiz e venho fazendo até agora.

Felizmente, o uso do sling se popularizou e, além de não causar mais caras, bocas e estranhamento nos demais (do tipo “quem é essa índia/loka carregando o bebê nesse pedaço de pano?”), ainda estão cada dia mais fáceis de encontrar, com modelos, cores, tecidos e marcas diferentes.

Cada vez que publico uma foto com Leo no sling, lá no Instagram, muitas pessoas me perguntam de onde é, onde comprar, como usar. E por isso quis escrever esse post, para mostrar para vocês quais os slings que a gente usa e recomenda.

Como eu já disse em outro post, eu recomendo muito o uso do sling. Ele mantém o bebê pertinho da mãe/pai – o que só faz aumentar o vínculo – ajuda a realizar as mais diversas tarefas do dia a dia, é muito prático e fácil de ser usado em passeios e dá até para amamentar usando um. Não prejudica a coluna nem o quadril do bebê, quando usado da forma e posições corretas. Só tem benefícios.

Existem muitos modelos de sling e carregadores de bebê, contudo, acredito que o wrap seja o mais usado hoje em dia. Tem um post bem bacana que explica direitinho sobre todos os tipos de slings aqui.

Os modelos de wrap sling que a gente usa

O wrap sling é uma faixa de pano que você amarra ao corpo para carregar o bebê. É um tipo de carregador de bebê ergonômico.

Eu sempre fui uma pessoa meio estabanada, assim, comigo mesma, sabem? E também, me falta um cadinho de coordenação, é verdade. Por isso eu não tinha conseguido me acertar com o wrap sling até algum tempo atrás. Então, bem por acaso, quando estava na Buy Buy Baby fazendo o enxoval do Leo, encontrei um Fast Wrap Sling da marca Baby K’tan, que nada mais é do que um sling que já vem com as amarrações prontas, digamos assim, e pode ser usado com bebês de 3 a 15 kg.

Você só precisa vestí-lo, colocar o bebê e dar uma ajustada pela parte de trás, se precisar. É feito de uma malha bem macia, que tem uma certa elasticidade.

Na hora de comprar, escolhi o tamanho S, guiada pela tabela de altura que constava na embalagem do produto (eu tenho 1,64cm de altura). Já para o pai, que tem 1,85cm, esse sling não serve. Fiz um post com mais detalhes sobre esse sling aqui.

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Conforme ele foi crescendo e ficando mais pesado, comecei a achar que o fast wrap não estava mais dando certo e deixei ele um pouco de lado. (eu estava equivocada e mais para frente explico o por quê).

Acabei recebendo o Angá Wrap – um modelo tradicional de wrap sling – e gostei muito. Achei que seria mais complicado no início, quando vi aquele pano enooorme, mas com umas duas ou três treinadas em frente ao espelho, eu já estava “craque” nas amarrações. Aprender e acostumar a usá-lo foi bem mais fácil do que eu imaginava, nesse caso.

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angá wrap pode ser usado desde o nascimento até os 18kg, é confeccionado com tecidos em malha de alta qualidade, leve e com toque muito macio. Acho a malha do Angá mais leve e mais macia em comparação com o outro sling que temos.

Os Angá Wrap’s se dividem entre a Linha Casual, composta de tecidos em malha a base de fibras de Algodão e a Linha Esporte Fino, composta de tecidos em malha sofisticada a base de fibras naturais de Tencel e Linho – que são ótimos para o verão e cidades com clima quente (acho esse coral super lindão!). Hoje eu uso um modelo da linha casual, o mescla cinza, e adoro – tanto porque cinza é uma das minhas cores preferidas quanto pelo fato de combinar com tudo.

Comecei com a posição “ninar e mamar”, passei para a “barriga com barriga” e agora temos andado bastante na posição lateral (aqui mostra direitinho todas elas). Mas ainda me considero uma amadora quando vejo que existem muitos outros modos de carregar os pequenos.

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Estávamos usando bastante o wrap clássico, até um dia em que precisei levar Leo numa consulta de emergência no pediatra e estava caindo um temporal aqui em Curitiba. Não consegui pensar em outra forma de andar com ele + bolsa + guarda chuva, senão o sling. Daí  lembrei do fast wrap que estava encostado e resolvi tentar usá-lo, porque seria mais fácil e rápido para vestir e colocar o Leo (no estacionamento, sem nenhum espelhinho para me ajudar – sim, o espelho ajuda a arrumar o sling). E deu tudo certo. Coloquei o Leo rapidinho e saí triunfante do estacionamento, com bebê, bolsa, mochila e guarda-chuva. Sim, essas são coisas que só o sling faz por você. :)

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E então, voltei a usar o fast wrap e agora revezo entre os dois, porque o Angá Wrap tem a malha mais leve e macia, é mais confortável, já que posso ajustar bem certinho – para que fique bom para o Leo e para mim. Contudo, o Fast Wrap é muito prático e uma mão na roda quando estou apressada ou preciso só dar uma saidinha rápida, no mercadinho, na frutaria, na farmácia, etc. Por isso tem sido muito bom ter os dois e usar conforme a situação.

Tem muitas outras marcas, lojas e pessoas que confeccionam e vendem slings – e até existe quem faça o seu próprio sling. Eu não conheço outros de perto, usando no dia a dia como esses dois que falei no post, por isso não tenho como indicar. Mas se você conhece uma marca de qualidade e de confiança, pode deixar a indicação nos comentários, assim trocamos figurinhas, ok?

22 jun 2015

Mel e eu: conhecendo a Raposa Caramelo

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Mel com a coroa e a varinha que ela mesma pintou <3

Já fazia algum tempo que eu e a Daisy (minha amigona querida que escreve aquele blog bacanérrimo de literatura infantil, sabem? o A Cigarra e a Formiga), estávamos planejando uma visita a Raposa Caramelo, aqui em Curitiba. Então, no último dia 28 de maio – dia internacional do brincar – levamos Melanie e Francisco para aproveitarem uma tarde por lá, enquanto a gente colocava o papo em dia.

Raposa Caramelo  (tem nome mais fofo, gente?!) é um espaço para pais e filhos onde o lúdico se mistura ao funcional. Loja, café e atelier funcionam juntos e perfeitamente bem. Em dias específicos, ainda, acontecem oficinas dos mais variados temas (fantoches, máscaras, fantasias, entre outros). Também são vendidos objetos de decoração, brinquedos fofos e diferentes, livros, caderninhos, lancheiras e mochilas, entre outras coisinhas.

Tirei muitas fotos para que vocês pudessem conhecer melhor o local, olha só:

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No dia da nossa visita, os pequenos poderiam confeccionar capas, coroas e máscaras. E foi uma diversão que só, já que a Mel, especialmente, ama essas atividades e trabalhos manuais como pintar, recortar e colar. Ela ficou tão entretida no atelier que nem quis saber de explorar os outros ambientes (tem vários espaços diferentes: para brincar de casinha, de fazer comidinha, para brincar ao ar livre, etc). Por vezes até senti que eu estava numa saída sem filhos, porque ela realmente entrou com tudo na brincadeira. Foi uma tarde maravilhosa.

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Daisy e Francisco, super concentrados

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Uma das coisas que mais me surpreendeu lá na Raposa, foi a comida. Tudo muito muito gostoso e com boa variedade, além de comidinha especial para os pequenininhos (papinhas orgânicas da Dona Papinha).

Eu não tinha almoçado e pedi um quiche e um chá batido com limão e gengibre, para começar. Uma delícia, ambos! Depois comi uma torta de banana com canela dos deuses com um café, é claro. Mel tomou um suco de laranja e pediu bolo de chocolate, mas acabou não parando nem para comer.

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Eu adorei tudo lá, mas faria uma sugestão: disponibilizarem, se possível, mais mesas e cadeiras para as pessoas que querem fazer um lanche ou tomar um café. Isso porque somente na hora de irmos embora eu percebi que haviam pessoas esperando que a nossa mesa ficasse livre. E ficamos lá por umas três horas quase, sem perceber que poderíamos ter nos juntado mais, numa mesinha só :/ Não sei se teria espaço para mais mesas, além dos cantinhos que já existem para que as pessoas possam comer e beber, mas seria bem legal.

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Foi uma tarde linda e ensolarada e já estamos com vontade de voltar :)

Uma observação importante: dá para levar crianças menores? Dá, claro! Mas, por exemplo, se eu tivesse levado o Leo nesse dia, não poderia ter ficado numa boa tomando chá e café enquanto batia aquele papo com a Daisy. Ficaria correndo atrás dele, provavelmente porque ele ia querer pegar tudo e todos, haha. Com a Mel, que já é maiorzinha, não precisei ficar em cima. A deixei livre para explorar e brincar, sempre com a minha supervisão a alguns metros de distância. Mas dá para ir com crianças de todas as idades, desde bebezicos e até sem crianças, só para aproveitar o cardápio delícia da casa.

Para saber mais:

Raposa Caramelo

Alameda Prudente de Moraes, 842 (esquina com Rua Júlia da Costa) – Mercês – Curitiba-PR

Abre de terça a sábado das 10 às 19 horas

Tem estacionamento bem ao lado

15 jun 2015

Reorganizando a casa: o cantinho do café

Enquanto as coisas não entram nos eixos por aqui e não consigo sentar para escrever todos os textos que estão na minha cabeça, vou fazer alguns posts mais rápidos e fotográficos, digamos assim, que já estão nos rascunhos há um tempinho. Acredito que talvez vocês gostem e possam tirar alguma ideia bacana disso tudo. Para ver os outros posts dessa série #reorganizandoacasa, clique aqui.

Já tem um ano e oito meses que nos mudamos para essa casa e ainda estamos decorando e arrumando tudo a passos de formiguinha. É um item de decoração que compramos hoje, um móvel amanhã, um cantinho charmoso que montamos depois e por aí vai. E até que ando gostando dessa forma mais lenta de decorar, porque a gente muda tanto, todos os dias, e nossos gostos e preferências também. Fora que, assim, você consegue pesquisar mais e um leque maior de opções se abre. Tem sido uma experiência legal até agora, mas há de se ter paciência porque o processo de decorar uma casa pode demorar muito (na verdade, eu acho que nunca tem fim).

cozinha é um dos poucos ambientes quase cem por cento planejados que temos aqui em casa. Gostamos da praticidade e do aproveitamento que os móveis planejados oferecem, mas também gostamos de garimpar peças e itens diferentes, que vão dando mais graça para cada cômodo.

Nesse ambiente, cozinha e copa dividem o espaço e, em um dos cantos, ficam uma mesa quadrada de quatro lugares e também o armário com portas de vidro, onde guardamos os alimentos, bebidas e algumas louças. Lá tem uma parede, que antigamente tinha apenas um relógio redondo para decorar.

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Numa noite qualquer, parei para olhar a parede e achei que faltava algo ali. Tirei uma foto e fiquei analisando por algum tempo. Minutos depois, me veio na cabeça uma ideia simples, bonitinha e que ficaria a minha cara: colocar vários quadros, de tamanhos e molduras diferentes, mas todos com a mesma temática: café! E não é que ficou bem legal? :)

A maioria dos quadrinhos foram comprados na Leroy Merlin e dois ou três deles na Tok Stok. Depois de escolher alguns, montei um layout rápido, lá na loja mesmo, para visualizar como ficaria na parede e também ver se precisaria trocar algum quadro, que tivesse outro formato. Traçamos uma linha final, até onde essa montagem poderia ir para que Leo não conseguisse pegar. Pelo menos por enquanto.

Eu adorei o resultado e comecei a chamar esse pequeno espaço de cantinho do café (ou do chá, também).

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A Boo é abelhuda mesmo e todas as vezes que percebe que estou fotografando algo, ela trata de se enfiar no meio e aparecer. <3

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Foi algo relativamente simples e barato de fazer, e dá para explorar muitas ideias com paixões que você tenha: culinária, fotografia, lugares e viagens, flores, enfim, uma infinidade de opções.

Logo volto para mostrar como esse mesmo armário que estava um verdadeiro caos ficou, depois de uma organização bem simples que fiz.

10 jun 2015

O filho que só fica doente, os cornetos, a mãe cansada e o gato malvado

Estava há doze dias sem atualizar o blog e achei por bem contar para vocês alguns dos motivos. E digo alguns porque se fosse falar de tudo que aconteceu ao mesmo tempo no último mês, precisaria de dias para terminar esse post.

Para começar, vamos falar do Leonardo, aquela criança linda, sorridente e aparentemente saudável, mas que fica doente a todo instante. E o histórico começa assim:

Com menos de quarenta dias de vida, ele já me deu um susto tremendo com uma febre de 38 graus que apareceu do nada, sem explicação nenhuma. E que foi embora da mesma forma que chegou.

Aos cinco meses, depois de tudo que aconteceu e contei aqui, ele foi diagnosticado com APLV (alergia à proteína do leite de vaca) e, também, com rinite alérgica.

Aos cinco meses, ainda, iniciamos o tratamento com homeopatia, além de continuarmos indo regularmente ao pediatra que nos atende desde que os pequenos nasceram.

A introdução dos alimentos sólidos veio logo em seguida, e as coisas correram bem, melhor até do que eu imaginava. Nos dias atuais, Leo se alimenta de maneira satisfatória – em quantidade e qualidade – e é curioso para provar novos alimentos. Se não gosta, cospe. Se gosta, quer mais.

Sempre foi uma criança muito ativa, alegre e aparentemente, muito saudável também.

O que ocorre é: desde os nove meses de idade – pelo que me recordo –  ele não passa um mês sem ficar doente. E nesses dezenove meses de vida, já tomou mais antibióticos do que a irmã, que completa cinco anos em breve. Nesses dezenove meses, foram várias idas ao pronto atendimento de emergência (aqueles que você espera duas, três horas para ser atendido…) e consultas com o pediatra, a homeopata e a alergista, que entrou na jogada há algum tempo já. Nesses dezenove meses, tivemos muitas e muitas noites mal dormidas. muito choro, muito incômodo e muito stress com medicações ruins de tomar e contínuas. Stress para mim (para nós) e para ele.

Normalmente, a coisa desanda quando a rinite – que é uma infecção nas mucosas nasais e uma reação específica do sistema de defesa do organismo à substâncias normalmente inofensivas – piora, por algum fator aleatório como: alguém que fuma o pega no colo, mudanças bruscas de temperatura (coisa característica aqui de Curitiba), uma poeira aqui, um pelo da nossa gata acolá, um ventinho mais frio que bateu e bum: a rinite aumenta, a febre vem e junto dela muita coriza, dificuldade para respirar e tosse. A rinite acaba sempre evoluindo para uma rinusinusite. Inflamação de garganta aconteceu apenas duas vezes e de ouvido apenas uma. O comum é a sinusite mesmo.

E vejam: nós tomamos todos os cuidados possíveis (os que dependem somente de nós e pessoas próximas e comprometidas com o bem estar dele). A casa é aspirada e limpa de forma que não acumule poeira. No quarto dele não há nada que possa piorar a rinite, como tapetes, bichos de pelúcia, cobertores felpudos, etc. Boo praticamente não entra lá e nunca se atreveu nem a tentar entrar no berço. Ainda assim, escovamos seus pelos todos os dias e não os colocamos em contato direto. Não o colocamos na escolinha, nem por meio período, ainda. Algo que eu realmente precisava para conseguir exercer meu trabalho no blog da maneira como eu gostaria (e deveria). Mantemos uma alimentação saudável para ele, usando e abusando de frutas, legumes e verduras, até porque ele é alérgico a proteína do leite e derivados e não pode comer muitas das coisas que a irmã come, por exemplo.

Já tentamos homeopatia apenas, homeopatia + alopatia, fitoterápicos, reza brava e dança da chuva (nesse caso, dança da saúde). E, mesmo assim, ele continua ficando doente.

O último episódio dessa novela aconteceu há uns vinte dias atrás quando, na hora de dormir, percebi que Leo estava muito quente e constatei uma febre de 39 graus. Sem coriza, sem tosse, sem qualquer outro sintoma. A febre alta persistiu até o dia seguinte, quando, então, o levamos ao hospital. Lá, o pediatra do plantão não encontrou nada que justificasse aquela febre e pediu que realizássemos um exame de urina. Fizemos no dia seguinte e em seguida o resultado confirmou: tudo ok, sem infecção urinária.

Um dia depois o levamos ao pediatra deles e a garganta estava bem irritada, porém sem sinais de inflamação. Preferimos investigar um pouco mais antes de partir para o antibiótico, até porque a febre havia baixado bastante e estava oscilando entre 37,5 a 37,9. Dr. Amauri pediu então que fizéssemos um raio x de cavum e seios da face, para sabermos se poderia ser a adenoide aumentada que estivesse contribuindo para que ele ficasse doente ou, então, confirmar uma sinusite que pudesse estar causando aquela febre.

Realizamos o exames e a adenoide se mostrou com aumento moderado, apenas. Os exames indicaram sinusite também, coisa que eu já tinha certeza. Como a febre persistia e a coriza por fim se manifestou com tudo, tivemos que levá-lo novamente ao plantão (três horas e vinte minutos de espera, neste último domingão). Lá o pediatra prescreveu um antibiótico (juro que tenho vontade de sentar e chorar cada vez que ouço essa palavra) e a manutenção do que já estávamos usando (xarope anti alérgico, sprays nasais, etc). Com dois dias de medicamento, a febre praticamente sumiu, a coriza diminuiu bastante e o nariz foi destrancando.

Ontem o levamos ao otorrino, principalmente para que ele desse uma olhada nos exames do Leo. Lá, ele me deu a explicação mais clara que já tive sobre como as alergias do pequeno influnciam no fato dele ficar doente a toda hora. Fiquei sabendo da existência dos cornetos nasais, que são projeções ósseas alongadas e revestidas de mucosa que ficam na parede lateral da cavidade nasal. Têm a função de umidificar e remover impurezas do ar que inspiramos. Conseguem regular o fluxo aéreo “murchando” ou “inchando” sua mucosa, e com isso diminuindo ou aumentando o espaço dentro da fossa nasal. O “inchaço” dos cornetos inferiores aumenta (hipertrofia) seu tamanho. Na maioria das vezes essa hipertrofia acontece por inflamação crônica da mucosa nasal desencadeada por processos alérgicos, irritantes nasais, medicamentos, alterações hormonais e sinusites. 

Esta obstrução acarreta o início da colonização por germes e fungos que estão presentes na região, mas não encontravam condições favoráveis ao seu crescimento. Daí vem a febre e toda a ladainha que contei acima. Então são esses benditos cornetos os culpados, rá! :(

Agora o próximo passo será algo que eu sinto que deveríamos ter feito antes: consultá-lo com um imunologista. Temos consulta na quarta-feira e vamos ver quais serão as indicações, se vamos continuar tratando a alergia ou se realmente será necessário usarmos algo para aumentar a imunidade dele. O que eu sei é que não tem sido nada fácil ver meu filhote doente semana sim, semana não, nem todo esse stress e as noites mal dormidas que vêm junto. Por isso não tenho conseguido escrever, responder aos e-mails, etc, por estar mentalmente (e fisicamente) exausta. Rezem por nós <3

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Sobre o gato malvado do título do post, eis uma historinha para vocês:

Um belo dia avistei um gato “siamês” muito parecido com a Boo aqui no nosso terreno de trás. Nunca o tinha visto nas redondezas e apenas deixei que ele rondasse a área, mas sempre de olho na Boo. Não sabia se era macho, fêmea, se era de algum vizinho ou não. Mesmo assim, ele ganhou o nome de Danny (porque na hora de nomeá-lo nos lembramos do cachorrinho fofinho do desenho da Peppa).

Começamos a notar que ele/ela estava marcando território e fazendo xixi na garagem e nas coisas que estão no depósito (ainda em construção). Tentamos fechar as possíveis passagens dele, que simplesmente ignorou todo o nosso esforço e conseguiu entrar, outra vez.

E então, na última sexta-feira, enquanto eu dava uma sopa quentinha para o Leo e Mel comia a dela ao nosso lado, de repente vimos uma bola entrar voando pela janela da cozinha e pairar sobre a bancada. A “bola” era Boo e Danny brigando e por pouco não derrubaram todos os pratos que estavam no escorredor de louças.

Eu saltei da cadeira e fui para perto deles, que estavam engalfinhados. Ao ver a Boo de barriga para cima tentando desesperada se defender, não pensei duas vezes para enfiar minha mão lá no meio e tentar empurrar Danny para longe. Nisso, ele me mordeu muito forte no braço, bem perto do punho. Isso tudo aconteceu em coisa de segundos, foi tudo muito rápido.

O berro que eu dei (de dor) foi tão alto, que o gato malvado saiu correndo lá para trás e Boo correu para debaixo da mesa da sala. Nisso Leo estava aos prantos, super assustado. Ele fica muito impressionado quando me vê chorando, fica sentido mesmo. Já a Mel estava num misto de curiosidade, sentimento de aventura e adrenalina, medo e … risadas!!! Vejam se posso com isso. Eu com o braço sangrando, com muita dor, o irmão chorando, Boo com os pelos arrepiados parecendo um chow chow e ela rindo. Mas foi bom, alguém ali tinha que manter a calma, né?

Para encurtar a história: falei com uma amiga que é médica para ver se eu precisaria ir naquela mesma noite a um posto 24 horas, para tomar a vacina anti rábica. Ela me disse que sim, claro que tinha que ir! Ainda mais por ser um gato desconhecido. Para não termos que tirar Mel e Leo da cama nem eu precisasse ir sozinha à aquela hora no UPA, meu irmão veio até aqui, para irmos juntos. No caminho rimos tanto das nossas piadinhas internas e conversas que só os irmãos têm, que até esqueci um pouco da dor. Chegando lá ele tostou a minha cara ao dizer para a atendente que eu tinha sido mordida por um morcego silvestre (?!), mas logo riu e disse que tinha sido um gato selvagem, hahaha.

Nesse caso de gato desconhecido, o protocolo é de 5 doses da vacina, a serem aplicadas ao longo dos trinta dias subsequentes (1, 3, 7 dia e assim por diante). Fora isso, um antibiótico do tamanho de uma amêndoa, para ser tomado por dez dias. Que beleza!

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Na hora do incidente, dei uma olhada geral na Boo, apalpei tudo e não percebi nenhum machucado. Mas no dia seguinte percebi que ela passou o dia deitada, levantou apenas para beber água e comer um pouquinho uma só vez. Então vi que algo estava errado, porque o rabo dela (a cauda como os veterinários dizem) parecia estar pendurada, meio mole. E além disso, ela estava andando com o bumbum lá pra cima, bem estranho.

Levamos na clínica veterinária que atende 24 horas e encontramos uma laceração no rabo (feita por uma mordida do outro gato) e outra, mais superficial, no corpinho dela. O rabo teve que ser raspado, a ferida foi limpa e então foi imobilizado.

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Boo está se recuperando bem e, como sempre, estamos sendo muito bem acompanhados pelo pessoal da PetClin. Ela entrou lá pela primeira vez com quase dois meses de idade e, desde então, todos os procedimentos que fizemos (castração, retirada de tártaro) e vacinas são feitas lá. Recomendo muito o atendimento, fora que a Dra Lilian e o Dr Cesar são super atenciosos e queridos.

E esse é um resumo dos acontecimentos das últimas semanas. No fim, entre mortos e feridos, ou melhor, entre mordidos e feridos, todos ficarão bem. Amém.